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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Técnica na aplicação do passe


                                 Evento: Entremediuns 2010 (Continuação)
                                      Por: Jacob Melo em 23.10.10


11- Há diferença na produtividade da técnica o fato do passe ser aplicado com muita velocidade, sem a devida concentração e participação mental do passista?
Jacob- O passista precisa ter vontade, é a primeira orientação dos magnetizadores, não é “eu acho que eu vou”, “eu não sei se dá”; tem que ter determinação “eu vou fazer.”
A parte de concentração, meditação, oração e conhecimento de técnicas, vou considerar que isso já está objetivado, o outro ponto além da vontade é a atenção, a observação. Se você não observa, passa batido em praticamente tudo; a observação é fundamental. Se você disser: “se eu ficar só observando eu não me concentro.” Se você fizer uma observação bem pontual, você está concentrado. O problema é que estamos aplicando o passe pensando em quando vai acabar, quanto vai demorar. Aí nos comportamos como uma máquina. Então eu digo que é melhor colocar um ventilador que é muito mais circular e veloz que o passista, neste caso (risos). O ritmo não é somente o movimento em si, é o movimento e toda sua estruturação na relação com o paciente. Não é necessariamente de uma forma cronológica, mas o primeiro cuidado direto na aplicação do passe de forma técnica é estabelecer relação magnética com o paciente. Como estabelecer relação se não presta atenção e não está concentrado? Claro que não consegue. É mais um motivo para a gente se preparar... Magnetismo é uma ciência, não é um saber que se pega em qualquer lugar. E toda ciência pede estudo, observação, experimentação e repetição, não tem jeito. Então, não imaginem nunca que vocês vão encontrar um padrão para que algo se resolva. Porque nem a química funciona assim; você vai ao médico hoje, ele prescreve um remédio, da outra vez que você vai com o mesmo problema ele passa outro. Isso com base no que você diz, de como o remédio agiu, ele muda a posologia para um paciente com a mesma doença, porque cada organismo reage diferente. O organismo é uma máquina mais ou menos semelhante; é assim, imagina nossa estrutura psíquica, fluídica. Então não tem padrões, não tem ritmos definidos. Agora, uma mão em movimentos lentos concentra, rápidos ela dispersa, bem mais rápido dispersa mais, contando sempre com o bom senso, a interação, a observação, a reação. E aqui entra um ponto que vou falar, que é gravíssimo no movimento espírita, não temos feedback e não ter feedback é o desastre que o movimento espírita cometeu na área dos passes; a gente aplica 500 passes e não pode ouvir a pessoa que recebeu, e, quando ouve é somente para dizer: “você está bem?”
Imagine... você aplicou um passe e pergunta: “você está bem?”, se a pessoa disser assim:”tô...”. Será que ela está bem mesmo? “Você recebeu um passe a semana passada, você ficou bem a semana passada?” a resposta é : “não me lembro...”
Lembra sim e não ficou legal. Só que não temos a coragem de perguntar e quando não perguntamos não temos retorno. E porque a gente não pergunta? Porque se a pessoa disser que passou a semana mal, o que a gente vai fazer? Aí a gente não pergunta...
E na hora que eu não pergunto, eu não posso mudar, não posso melhorar, não posso conferir, não posso nada. Como vou fazer uma ciência onde não tenho resposta nenhuma, então tenho que perguntar. Mas vou perguntar a todos os pacientes, por exemplo, a Casa tem mil pessoas recebendo passe... mas, tem mil em tratamento? se tem mil em tratamento então você tem um colegiado de 200 trabalhadores no mínimo, então dá para fazer... se tenho mil, mas só tenho dez trabalhadores, então só com milagre, porque é impossível.
12- O magnetismo é uma questão puramente fisiológica ou existe uma co-relação entre a movimentação das mãos durante o passe e o processo mental0 ?Se não houver uma conexão entre o que se está fazendo e o que se está pensando pode haver uma perda?
Jacob- Existe uma relação entre a movimentação das mãos e o processo mental, e se não houver uma conexão entre o pensamento e os movimentos pode haver perda e até prejuízo. Uma questão que não é muito comum, porque nós espíritas não temos muitos problemas uns com os outros, imaginem que num Centro Espírita chegou uma pessoa, e é minha vez, costumo dizer que passista em cabine de passe é munia, então, estou eu mumificado esperando o paciente entrar, aí o dirigente diz: “meus irmão elevemos nosso pensamento a Jesus e peçamos agora para receber as suas bençãos”, eles nunca dizem continuemos, dizem elevemos porque nessas alturas estava todo mundo pensando em besteira (risos). A essa altura quem está na minha frente já está apavorado porque já me viu, e quando abro meu olho, quem está para receber o passe? “não! você aqui!” aí os espíritas dizem: “essa é a hora da gente exercitar o amor”; é difícil demais você ter uma pessoa que você não gosta, você abre o olho, ela está sentada na sua frente dizendo assim com o olhar: “cuidado viu!?!”
Exercitar o amor nessa hora é difícil, é complicado. E a gente lida com isso no cotidiano. Veja onde foi parar minha mente, que tipo de fluido é esse que estou doando?
Os fluidos não possuiem qualidades sui-generis, eles são elaborados no meio de onde vem, ora, o meio sou eu, estão sendo elaborados em mim e meus pensamentos estão maldizendo o indivíduo, imagina como esse fluido vai sair, qual a coloração desse fluido?
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