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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Entremediuns 2010 Parte Final






                                Evento: Entremediuns 2010 (Continuação)
                                      Por: Jacob Melo em 23.10.10


19- No caso se você identifica que a pessoa que está em tratamento, ela está em depressão, mas tem um processo obsessivo junto. Como você trata esse caso? E se, no momento de aplicação de TDM, for identificada a presença de um espírito realmente obsessor. O que fazer?
Jacob- Invariavelmente fazemos TDM I, só TDM I porque no Livro dos Mediuns nós percebemos que há uma informação ali que é muito crucial e a gente tem dado pouca atenção. Quando ele fala da subjugação, ele analisa a figura de 3 elementos: O obsediado, o Espírito obsessor, e, um terceiro elemento que ele diz ser alguém com moral para lidar com o obsessor e tem que ser um bom magnetizador, portanto esse terceiro elemento deve ser mais de um. E Allan Kardec define: “essa subjugação se dá por falta de força fluídica.” E no meio espírita a gente só considera a perda moral, e a gente cometeu um descompasso, por que? Porque tem muitas pessoas que não tem moral nenhuma e não tem obsessor perto. Imagine um assassino profissional, por que ele não está cercado de obsessores? Porque ele não precisa, e se o obsessor chegar não tem espaço nele, por quê? E aí, usando a expressão comum, “fulano tem o corpo fechado”, quer dizer, tem um alto potencial magnético. Pode até nem ser de exteriorização, mas tem, então você tem força fluídica. Os obsessores não conseguem acessá-lo, eles podem até ficar lhe buzinando o tempo todo, mas não tem domínio sobre ele.
Quando você tem uma queda muito violenta de força fluídica, você fica presa fácil deles. Vamos imaginar... eu acho que a maioria dos casos de obsessão na depressão começou pela perda fluídica, pode ter até sido induzida por eles, mas só se concretiza quando se tem a perda, aí o que acontece? Se você faz um TDM I e começa a dar reforço fluídico você dificulta ação dele, fica faltando agora só o contato da doutrinação, no caso da depressão. E aí se usa os mecanismos da Casa para se fazer a desobsessão. Existem casos mais complexos, estou colocando o geral.
Existem casos psiquiátricos muito graves que chamamos de esquizofrenia, e que diz que não tem mais reversão, mas se a esquizofrenia tiver tido origem nesse processo ela pode não ter uma reversão plena, mas pode ter uma melhoria considerável, se você considerar o plano fluídico também. Se você considerar só o afastamento de Espíritos, você afasta 1 vem 2, afasta 2 vem mais e isso vira uma roda.
Então, quando nós temos pacientes com depressão e obsessão nós tratamos prioritariamente a depressão, e se o processo obsessivo não resolve encaminhamos para a desobsessão também, sem aplicação de passes convencionais, só o de TDM.
20- Mas nada depõe contra uma desobsessão?
Jacob- Não. Desde que você não faça concentrados fluídicos nele.
E uma outra pergunta que é muito corriqueira: e uma pessoa que apareceu com um câncer avançado e depressão o que você vai fazer? Aí a gente vai para o que seja mais necessário. Sabemos que câncer não leva a depressão, mas o câncer abate psicologicamente de tal maneira que este abatimento leva a depressão. Não adianta você querer tirar ele da depressão se o câncer vai lhe dizimar rápido, então é preferível você trabalhar o câncer para tentar dar qualidade de vida ou até mesmo resgatar.
Mas, se foi detectado um câncer de próstata na fase inicial, sugiro que faça uma terapia química ou se tiver um magnetizador, espere um pouco para tirá-lo primeiro do impacto depressivo e aí vai trabalhar no nível 2, onde o 2º ponto seria o câncer. Porque no nível 2 além do esplênico a gente vai trabalhar mais um ponto, e aí esse ponto seria essa outra doença, mas é sempre o bom senso quem vai ter que definir o que é mais grave. Não adianta dizer morreu de câncer, mas não tinha mais depressão; não sei se isso é vantagem, talvez fosse melhor ele continuar com a depressão mais um pouco, e se você tem passista que trabalhe com câncer, vai tratar o câncer.
Nós trabalhamos essa área e às vezes é difícil você decidir, e tem muitas coisas difíceis; hoje nós estamos com 2 casos lá em Natal, são 2 casos experimentais, um é a Esclerose Lateral Amiotrófica, nós tivemos que fazer um período que corríamos o risco daquilo dar errado, depois mudar para uma 2ª experiência e depois para 3ª.
Começamos num tratamento de choque que deu um resultado razoável, mas não podíamos desconsiderar as outras situações, só que cada situação dessas envolve 45 dias de passe, num período não de 45 passes e, na 2ª fase da pesquisa, a pessoa piorou. E é difícil você ter que ir até o fim, é difícil! Mas, é um paciente que você não tem todo dia, tem que seguir... agora já estamos na fase 3 e ela já voltou a melhorar.
Isso é difícil para nós espíritas fazermos, é onde entra de fato o espírito de ciência; você não está fazendo mal, mas vai ter que tentar com alguém para que no próximo você já saiba como é.
E o outro é um senhor muito ágil, de uma cabeça muito boa, de repente ele começou a perder a noção das coisas; hoje, em menos de 4 meses, ele não sabe mais escrever. Você pede para ele fazer um circulo, ele não consegue fechar o circulo com a mão e não é por tremor, ele não consegue! Ele começa a olhar e daí a pouco não sabe o que deve fazer, ele não fecha o círculo.
É um caso complicado, os médicos já deram os diagnósticos mais diferentes possíveis e nós estamos investigando magneticamente e, no primeiro momento, é lógico nos fomos trabalhar o cérebro e ele teve dores lancinantes, teve dores de cabeça que chorava, e a gente teve que fazer isso durante 1 mês, e depois de um mês resolvemos mudar o caminho, então ele parou de sentir dores, mas o processo estacionou. No primeiro ele estava com dores, mas parecia que estava voltando algumas habilidades, no segundo está sem dor, mas as habilidades pararam de novo. Agora estamos na terceira fase, estamos juntando os dois, ele está reclamando de dor novamente, só que menos intensas. Só que está doendo não por irresponsabilidade, é que temos que investigar, quando aparece uma doença rara como essa; ou se investiga, ou nunca mais... e isso é difícil.
E para quem está começando é complicado, muito complicado, primeiro porque não tem nada escrito, o que tem escrito hoje são as trocas de informações entre os grupos que estão funcionando, tanto de pessoas para pessoas, como de grupo para grupo. E depois você vai ter que contar com pessoas que você já saiba o nível de segurança do tato magnético, quando não se tem isso é difícil começar a investigação. Quando não se tem isso é subjetivo, tato magnético é subjetivo. Para nós tato magnético é muito objetivo, como eu sei as pessoas com quem nós trabalhamos, não só da minha Casa, mas de outras Casas, então você tem segurança de que pode fazer isso, você pode fazer e examinar, desde que você pegue fulano, fulano, fulano.
Considerações finais:
Jacob- Nós não somos donos da eternidade neste corpo físico apesar de que podemos melhorar pelo menos um pouco, tanto como pessoas, como magnetizadores e a proposta é que sejamos melhores magnetizadores.
Agradeço a vocês, principalmente quem não está na prática, que deve ter ouvido aqui um monte de coisas que nem entendeu, mas fica o despertamento para ler e refletir e aproveitar. O universo do magnetismo é monstruosamente grande e carente de pessoas que estejam dispostas a trabalhar.
Fico feliz, porque hoje já posso dizer que tenho grandes companheiros, mas há 5 anos eu quis ir embora do Brasil, porque não encontrava pessoas que eu pudesse dizer: tenho companheiros espíritas. Eu simplesmente, depois de 15 anos depois de prática de passes e cursos no Brasil e fora do Brasil, eu ainda não conseguia dizer que eu tinha 5 grupos no mundo que estivessem querendo fazer. E mais especificamente de 4 anos para cá, muita gente resolveu trabalhar; fico felicíssimo, porque o mundo é de desesperados, e, ou a gente faz alguma coisa ou muito em breve seremos nós os desesperados. Vamos em frente que tem muita coisa para ser feita. Obrigado!
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