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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Revivendo os Clássicos




O texto abaixo foi extraído do Journal du Magnetisme, editado pelo Barão Du Potet (vide biografia no blog) e traduzido do original em francês pela companheira Lizarbe Gomes, do Rio Grande do Sul.
Mostra a sabedoria dos magnetizadores clássicos na realização de “verdadeiros milagres” como diz o Evangelho Segundo o Espiritismo:... aquele que a um grande poder fluídico normal junta ardente fé, pode, só pela força da sua vontade dirigida para o bem, operar esses singulares fenômenos de cura e outros, tidos antigamente por prodígios, mas que não passam de efeito de uma lei natural. Paris, 21 de outubro de 1847

À Sociedade de Mesmerismo de Paris
Senhores membros,
Tenho a honra de lhes apresentar o relato da cura de oftalmia crônica, realizada por uma mãe em sua filha, tendo a ajuda do magnetismo.
No último dez de junho, estando em Nemours (Seine et Marne) fui informado do sofrimento contínuo da pequena Barrot, seis anos de idade, cujos pais conheço há vários anos. Iria ver esta criança na esperança de oferecer a sua mãe meus conselhos e a aplicação dos métodos curativos fornecidos pelo magnetismo.
 Minha primeira impressão foi dolorosa: a criança estava quase cega. Senti uma pena infinita ao deslocar a venda que cobria seus olhos. Ela não podia suportar o efeito do claro-escuro. Constatei que as mucosas estavam bastante inflamadas e que os olhos pareciam cheios de sangue. A mãe afirmou que este estado durava há mais de dois anos. Em raros intervalos ela experimentava uma melhora de curta duração; ela podia então suportar a claridade através de uma viseira de tafetá verde.
Os pais, apesar de pouco abastados ainda que os dois trabalhassem, haviam deixado a filha sob os cuidados do médico mais renomado da cidade; apesar dos esforços dele, o resultado não foi satisfatório. Ele declarou que era preciso esperar por uma mudança favorável. Depois de ouvir estas informações, me propus a ensinar a Sra. Barrot a maneira de aliviar ou mesmo curar sua filha sem recorrer nem aos médicos nem aos remédios. Ela aceitou de todo o coração e me prometeu seguir o que eu indicasse.
Comecei a lhe dar uma explicação oral sobre o magnetismo; em seguida fiz uma demonstração magnetizando a doente e depois a fiz magnetizá-la da seguinte forma:  1ª magnetização: geral por cinco minutos; 2ª magnetização: local sobre os olhos no mesmo espaço de tempo; 3ª magnetização: cinco ou seis passes no tronco.
Ela viu a maneira de magnetizar a água e lhe recomendei lavar os olhos com esta água duas vezes por dia. Na segunda semana ela devia prolongar sua magnetização até 15 ou 20 minutos se não surgissem efeitos extraordinários. Eu lhe dei duas lições somente, pois não tinha mais tempo de prolongar minha permanência neste país.
Quando retornei a minha casa, escrevi-lhe para lembrá-la, através de uma instrução detalhada, tudo que eu havia lhe ensinado. Ela foi alertada sobre a curiosidade que o sonambulismo provoca ao ser apresentado, bem como as crises que podem sobrevir. Destaquei que a lição demonstrada devia ser seguida com exatidão, no silêncio do seu lar, ao abrigo dos comentários e das maledicências. Desejei enfim que nada se opusesse ao resultado esperado.
Depois de três semanas de magnetismo diário, a paciente apresentou melhora considerável. Começou a ver na sombra para não se cansar demais; ela destapava um olho e ia brincar com as crianças da vizinhança; quando o olho destapado cansava, ela recolocava a venda sobre ele e destapava o outro. Esta melhora durou quinze dias e a seguir uma crise se manifestou: a inflamação recrudesceu e foi preciso colocar a venda constantemente sobre os olhos. A mãe, muito aflita com a recaída, a trouxe a Paris, em 26 de julho. Ela veio me ver, eu a examinei e a encontrei quase no mesmo estado da época em que comecei o tratamento magnético.
Esta brava mulher desejava consultar um oculista. Este, porém, lhe deu poucas esperanças: disse-lhe que o olho esquerdo estava quase perdido e que havia poucas esperanças de cura. Ele lhe recomendou uma sangria no pé e um vesicatório na nuca. A mãe foi em seguida ao Menino Jesus. A consulta não foi tranquilizadora. Recebeu um receituário insignificante e foi orientada a aguardar até a época da menstruação.
A pobre mãe, muito aflita com as duas consultas já não acreditava ter o menor poder de fazer um prodígio; ela chorava pela sorte da filha.
Felizmente para ela, eu tinha esperança. A crise não havia me assustado. Eu a encorajei a recomeçar a magnetização, mas sua fé estava abalada. Recorri então a influências mais poderosas do que as minhas, aquelas que dão à ciência um mérito o qual rendemos todas as homenagens. Conduzi a Sra. Barrot à residência do Barão du Potet, que quis examinar a enferma junto com Sr. Herbert, nosso digno presidente. Mesmo reconhecendo a gravidade da doença, longe de se desesperar, eles a encorajaram a continuar o que havia começado. Seus conselhos foram bem recebidos e a confiança e a esperança penetraram no coração da Sra. Barrot.
Ao retornar à sua casa, ela continuou e com um sucesso tão grande que após cinco semanas de magnetização os olhos da criança estavam completamente curados. Nada de inflamação, filetes sanguíneos desapareceram; os olhos claros usufruindo o benefício da luz. Ela surpreendeu as pessoas que a viram sofrer tanto! As pústulas que saíam em seu rosto e no couro cabeludo desapareceram.
 Eu a vi no dia 8 deste mês e experimentei grande alegria; a mãe não poderia estar mais feliz e me manifestou todo seu reconhecimento.
Os vizinhos a solicitam curiosos e surpresos com tão espantoso resultado. Uma mãe, tendo sua filha de cinco anos afetada por uma afecção semelhante a da pequena Barrot foi curada em quinze dias. A Sra. Barrot ensinou à mãe os procedimentos que já conhece.
Eu a incentivei a divulgar o conhecimento do magnetismo entre as pessoas do seu bairro que estejam doentes. Meu desejo mais ardente é repartir este conhecimento salutar com aqueles que mais necessitam de socorro; é esta, eu lhe disse, a prova mais evidente que eles poderiam me dar de seu reconhecimento.
Aceitem, respeito senhores, a certeza do profundo deste devotado servidor e colega. 
Girollet.
Se todos os encarnados se achassem bem persuadidos da força que em si trazem, e se quisessem pôr a vontade a serviço dessa força, seriam capazes de realizar o a que, até hoje, eles chamaram prodígios e que, no entanto, não passa de um desenvolvimento das faculdades humanas. - Evangelho Segundo o Espiritismo
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