Seja Bem Vindo ao Estudo do Magnetismo

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terça-feira, 30 de julho de 2013

Efeitos de bloqueios nos chacras

Efeitos de bloqueios nos chacras

Básico ou genésico: Falta de equilíbrio emocional, de ânimo, de força, desgaste físico, a pessoa fica “no mundo da lua”.
Gástrico ou umbilical: A pessoa fica sem estrutura para se identificar, fecha-se no mundo, vive no passado, sem alegria, sem satisfação.
Chacra esplênico: Perda de apetite, rancor, raiva, ódio e medo. A pessoa perde o amor-próprio, não acredita em mais nada.
Chacra cardíaco: Palpitação, angústia, desespero, medo, pânico. A pessoa fica totalmente sem controle e não consegue mais separar a razão da emoção.
Chacra laríngeo: Falta de criatividade, dificuldade de expressão. A pessoa se fecha, não consegue se livrar da angústia.
Chacra frontal: Causa perda de perspectiva e direcionamento. A pessoa fica sem objetivos e não vê nada a sua frente.
Chacra coronário: A pessoa se anula para a vida, perde o contato com a realidade e não consegue idealizar mais nada.
Rearmonizando os chacras
O passe, a prece, a irradiação, a água fluidificada ajudam, servem de apoio para a recuperação, mas não são a base real para o equilíbrio, alinhamento ou rearmonização dos chacras/centros de força.
Lembre-se, chacra bloqueado não é causa, é conseqüência.
A causa do desequilíbrio dos chacras/centros de força são nossos pensamentos,sentimentos, emoções, palavras, desejos e ações de baixos teores vibratórios, tais como pessimismo, mágoa, rancor, inveja, egoísmo, orgulho, vingança, ódio, etc. e ainda nossos vícios.
A condição essencial para que a pessoa se rearmornize energeticamente é que se moralize e abandone seus vícios.
Portanto, para reamornizar nossos chacras/centros de força, necessitamos nos reformar moralmente, agindo de maneira cristã em todos os momentos da vida.
Mas, como isso não é comum às nossas ampliadas comodidades, a nós, falíveis espíritos devedores, nos cabe exercitar por possuí-las pelo perdão, pela fraternidade e pela compreensão, ajudando, socorrendo e, sobretudo, orando por nosso próximo.

Dessa forma vibraremos em ondas de mais elevado teor moral, fazendo valer nosso centro coronário como captador das boas energias espirituais para distribuir o equilíbrio devido aos demais centros, assim espiritualizando nossa matéria.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Chacra Frontal

Chacra Frontal

Situado na fronte entre os olhos. Possui 96 raios. Materialmente tem relação com os lobos frontais do cérebro e a hipófise pituitária.
 É o chacra dos sentidos, atuando diretamente sobre a hipófise e também na área do raciocínio e da visão.
 Por isso é dito que este é o chacra responsável direto pelo funcionamento dos centros superiores intelectivo, bem como do sistema nervoso central (visão, audição, tato, etc). Este também é um dos chacras responsáveis pela vidência e intuição no campo da mediunidade. Através dele emitimos nossa energia mental, portanto, é neste chacra que possuímos o comando dos poderes psíquicos.
O chacra frontal se encontra intimamente ligado com o correspondente centro de forças do perispírito.
Quando abundante de Fluido Vital e em boa atividade com os outros chacras, confere ao homem encarnado, e também ao desencarnado, a faculdade de aumentar ou diminuir o seu poder visual.
Chacra Coronário

Situado no alto da cabeça. O nome Coronário vem de coroa. Conhecido entre os hindus por “lótus de mil pétalas”, possui 960 raios principais e um centro menor em turbilhão colorido, apresentando 12 ondulações ou raios. Materialmente relaciona-se com a Epífise.
É o chacra mais importante, porque nos liga ao plano espiritual, através dele captamos as energias Espirituais; esse chacra recebe primeiramente os estímulos do Espírito. É o elo, a ponte entre a mente do perispírito e o cérebro físico, sendo o responsável pela sede da consciência do Espírito encarnado.
Quando desenvolvido mantém todos os demais em pleno equilíbrio. Só deve ser desenvolvido com o controle moral, intelectual e espiritual.
Este chacra comanda os demais, embora vibrem interdependentes. Este chacra é o centro de forças mais importante do ser humano, de maior potencial e radiações, responsável pela sede da consciência do espírito.
Chacras em desequilíbrio
Quando os chacras estão em equilíbrio, desfrutamos de ótima saúde física e psíquica.
Caso contrário, nos tornamos vulneráveis aos distúrbios, e se o desequilíbrio persistir, o corpo pode adoecer.
Para nos mantermos sadios, captamos a energia vital do sol, da água da terra do ar e dos alimentos.
Quando estamos saudáveis, nossos chacras giram com ritmo e sincronia.
No organismo doente, o ritmo se acelera ou se torna lento demais, as rodas com dificuldade, provocando perda de energia vital.
A saúde está no equilíbrio, que pode ser conseguido através de dieta saudável, rica em verduras, legumes e frutos; exercícios físicos moderados, com acompanhamento médico; respeito às horas de descanso, práticas religiosas, meditação e relaxamento. Enfim tudo o que propicie a harmonia interior.

O passe, a irradiação, a água fluida ajudam a ativar os chacras. Chacra bloqueado não é causa, é conseqüência.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Chacra Cardíaco

Chacra Cardíaco
Situa-se à altura do coração, à esquerda e acima. Possui 12 raios. Materialmente tem relação com o plexo cardíaco.
É o centro responsável pelo equilíbrio, pelo intercâmbio e controle da emotividade.
Sua função é permitir o fluxo das informações do sentimento e emoções; sofre a influência do chacra Umbilical, que responde pelas emoções fazendo o meio de campo entre as energias etéreas e físicas. Com o chacra equilibrado a pessoa consegue ser muito lúcida em seus sentimentos e emoções.
 Quando ele é bem desenvolvido favorece à consciência ou à percepção instantânea das emoções e intenções alheias.
O chacra cardíaco recebe eficiente contribuição vital do chacra esplênico, cujo Fluido Vital, ao atingi-lo, penetra no sangue pela via cordial e vitaliza-o, especialmente para que atenda à função cerebral.
Para isso, esse fluido, partindo do cardíaco se eleva até atingir o chacra coronário, no alto do crânio, do que então resulta a consciência dos sentimentos ou das emoções, confirmando a velha tradição de que o sentimento e a emoção são geradas no coração do homem.
Chacra Laríngeo

Situa-se à altura da garganta. Possui 16 raios. Materialmente relaciona-se com o plexo cervical.
É o responsável pela saúde da área de fonação e audição (garganta, cordas vocais e sistema auditivo), vias respiratórias (boca, nariz, traquéia e pulmões) e de certas glândulas endócrinas (timo-tireóide e paratireóides).
Esta situado na perpendicular do fluxo energético do fluido vital para o chacra frontal (do qual também recebe certa cooperação).
Sua mais importante função é sustentar e controlar as atividades vitais, o funcionamento das glândulas timo-tireóide e paratireóides, estabilizando definitivamente a voz da criatura depois da época da puberdade.
É um órgão muito importante, pois carreia a vitalidade que deve suprir o mecanismo vocal e o dispêndio energético no falar e, por isso, é um órgão muito ativo e brilhante nos grandes cantores, poetas célebres, oradores e homens que revelam o dom incomum da palavra.
Um dos chacras responsáveis pela percepção de sons provindos do mundo físico e da auscultação dos sons do mundo espiritual. Este chacra também é um dos que permitem pelos seus canais que os espíritos possam transmitir mensagens psicofônicas.

É um chacra que influi muitíssimo nos demais centros de forças e nos plexos nervosos do organismo humano, porque o ato da materialização das idéias através da fonação é um fenômeno que concentra todas as forças etéreo-magnéticas do perispírito, atuando em vigorosa sintonia com os demais centros energéticos reguladores das funções orgânicas.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Chacra Umbilical

Chacra Umbilical

Situa-se à altura do umbigo, pelo lado direito. Possui 6 raios. Materialmente tem relação com o plexo solar.
Esse chacra, de natureza rudimentar, é responsável pela assimilação e metabolização dos alimentos ingeridos pelo homem.
Responsável pelo funcionamento do aparelho digestivo, pela assimilação de elementos nutritivos e reposição de fluidos em nossa organização física. Principal função é ativar o processo metabólico, vitaliza o esôfago, estômago, pâncreas, fígado, vesícula, intestinos (todos os órgãos do aparelho digestivo), com exceção do baço.
Quando este chacra é muito desenvolvido, o homem aumenta sua percepção das sensações alheias, pois adquire um tato instintivo ou sensibilidade espiritual incomum, que o faz aperceber-se das emanações hostis existentes no ambiente onde atua, e também as vibrações afetivas que pairam no ar.
Portanto este chacra ativa as percepções e sensibilidades de identificar energias.
Chacra Esplênico
É um chacra secundário, mas Leadbeater, ao contrário do hinduísmo e dos sistemas de yoga, o considerou no lugar do chacra sexual.
Situado à altura do baço. Possui 10 raios. Materialmente tem relação com o plexo mesentérico e o baço. Principal entrada da energia vital (prânica). Regula a distribuição e a circulação dos recursos vitais, e a formação e reposição das defesas orgânicas através do sangue. É o principal centro energético de vitalização de todo o corpo físico. Abastece o baço, órgão purificador do sangue. Quando nos desvitalizamos, sentido-nos fracos, é porque este chacra esta com mal funcionamento.
Recebe diretamente as energias do chacra básico/genésico. É um dos três chacras principais (básico/genésico, esplênico e coronário). A conhecida “aura da saúde”, é constituída pela exsudação de Fluido Vital residual, anteriormente penetrado através do chacra esplênico.
As criaturas, cuja aura da saúde é pródiga de energismo, com sua simples presença, fortalecem, reanimam, vitalizam e beneficiam terapeuticamente os outros, pois nelas as partículas do Fluido Vital utilizado em seu corpo físico alimentam-se de um magnetismo muito intenso.
A pessoa que tem este chacra embotado é muito nervosa, se incomoda com tudo, irritada, é um vampiro de energia, porque não consegue se energizar sozinho.
Ele é muito importante para os médiuns que dão passe magnético, porque, durante o passe, parte dos fluidos vem da nossa vitalidade e outra parte vem do plano espiritual. O médium desvitalizado rouba energia de quem possui, a parte espiritual vitaliza os dois, mas a energia vital não é espiritual, é neste momento que o médium suga do paciente.
A pessoa que tem este chacra muito desenvolvido pode trabalhar com cura, ou seja, é um médium curador.
Certas árvores como o pinheiro, o eucalipto e o cedro absorvem do ambiente o Fluido Vital adequado ao próprio homem.

Portanto, andar no mato, banho de cachoeira, de mar, areia, sol revitalizam este chacra.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Os chacras/centros de força

Os chacras/centros de força
São sete os chacras mais importantes, embora existam outros centros de forças menores em desenvolvimento nas criaturas, porém de menos importância nas relações entre o mundo oculto e o plano físico.
Chacra Básico  e Chacra Genésico
Situa-se na base na espinha dorsal, sobre a região sacra. Possui 4 raios, materialmente tem relação com os plexos hipogástricos e sacral. Responsável pelos órgãos de reprodução e das emoções sexuais. Atua sobre a coluna vertebral, sistema central e periférico, todo aparelho urinário e aparelho reprodutor.
Este chacra é o responsável pelo fluxo das energias poderosas que emanam do Sol e da intimidade da Terra. Os clarividentes observam que esse fluxo energético, provindo do âmago da Terra em simbiose com as forças que descem do Sol, assemelha-se a uma torrente de fogo líquido a subir pela coluna vertebral do homem, por isso esta energia é denominada de “Fogo Serpentino ou Kundalini”.
O movimento giratório vorticoso dos chacras resulta do choque ou contato turbilhonante das energias etéricas sutilíssimas descidas do Alto, com a energia Kundaline, que é força etérica primária, agressiva e vigorosa que sobe da Terra. Esse fenômeno é algo semelhante às correntes de ar frio que descem de nuvens e entram em choque com as correntes de ar quente que sobem da crosta terráquea, resultando nos conhecidos fenômenos atmosféricos dos ciclones, tufões ou redemoinhos de vento.
Este chacra é o mais primitivo e singelo de todos em sua manifestação, um dos principais modeladores das formas e dos estímulos da vida orgânica.
O indivíduo que abrir o chacra básico prematuramente, dará entrada a uma torrente de energia tão poderosa que irá lhe alimentar todas as paixões e todos os desmandos, o orgulho poderá explodir e o recalque sensual domina-lo-á de modo a realizar os piores caprichos e ações sobre o próximo. O chacra em desequilíbrio pode levar o homem à loucura, pois sua ação muito forte acirra o desejo sexual, semeando a satisfação aberrativa.
Quando essa energia descontrolada sobe pela medula e irriga o centro frontal de um homem inferior, alimenta-lhe o orgulho da personalidade terrena. Quando, em vez da fronte, atinge o coração sem o devido controle espiritual emotivo, termina por avivar-lhe os maus sentimentos, dando-lhe força e estímulo para a dureza de sentimentos.
No entanto, a Kundalini disciplinada sob a direção moral superior em criatura evangelizada, termina por ativar-lhe os centros de força do perispírito e faculta o desenvolvimento mais breve da mediunidade.
Quando a energia Kundalini é controlada e desviada de sua ação agressiva e ativadora da sexualidade inferior pelo homem que tem discernimento espiritual, então o fluxo vitalizante sobe, em proporção benfeitora, pela coluna vertebral até o cérebro, irrigando-o energeticamente acelerando o desenvolvimento do intelecto e até faz redobrar as atividades mentais do mundo superior. Torna o homem lúcido e dinâmico.
A energia vitalizante que não for utilizada nas emoções sexuais superiores e no desenvolvimento do intelecto, para não causar distúrbios sexuais inferiores e não ativar maus sentimentos, deve ser aproveitada na pratica de esportes.
São vários os estudos sobre os chakras, alguns autores dividem os chacras inferiores em dois, chamando-os de chacra genésico e de chácra básico, assim distribuindo suas funções:
Chacra básico ou fundamental - Possui força vitalizadora conhecida como kundaline; essa força revigora o sexo e também pode ser transformada em vigor mental, alimentando outros centros.

Chacra genésico - localiza-se na região dos órgãos genitais; recebe influência direta do básico; regula as atividades ligadas ao sexo.

terça-feira, 25 de junho de 2013

A kundalini

A kundalini

A energia Kundalini é uma energia poderosa extravasada do Sol, violenta e agressiva, embora criadora, que embebe e se mistura à força telúrica do planeta terráqueo, e flui do centro da Terra numa ondulação retilínea que lembra uma serpente de fogo;  daí sua denominação de “fogo serpentino”.
Os clarividentes observam que esse fluxo energético, se assemelha a uma torrente de fogo líquido que aflui pelo chacra básico do duplo etérico, situado na base da coluna vertebral do homem, sobe pela medula espinhal e depois lhe ativa as energias instintivas ou inferiores, próprias do mundo animal, acelerando a rotação dos demais chacras.
Desenvolver a Kundalini significa romper os filtros ou tela etérica que impede a subida do éter físico, com isto os chacras superiores ficam irrigados com energia física, tendo algumas percepções acentuadas (vidência, intuição, etc).
Yin Yang
A principal função da kundalini, quanto ao desenvolvimento oculto do homem, é que ao passar pelos chacras etéricos ela os aviva e converte em mais eficazes pontos de conexão entre os corpos físicos e espiritual.
No homem comum, o kundalini está latente no chacra fundamental, sem que em toda a sua vida terrena ele note ou lhe suspeite a presença.
E muito melhor é que permaneça assim latente até que o homem tenha feito definidos progressos morais, com vontade bastante forte para dominá-lo e pensamentos insuficientes puros para arrastar sem dano sua atualização.
O “fogo serpentino” ou Kundalini é força adormecida, primária e hostil, aviva o poder primário do homem e proporciona a libertação do ser, quando habilmente controlado pelo chacra básico.
Quando esse despertar é efetuado por espírito equilibrado, sem vícios e paixões perigosas, despreocupado dos tesouros e poderes das vaidades do mundo carnal, o médium torna-se o senhor da energia.
Entretanto, quando os tolos, os fracos de vontade, os ambiciosos e os imorais, de posse de tal energia incomum, tornam-se vítimas de sua própria imprudência, se tornam escravos e joguetes de uma força que os massacra sem poder controlá-la por lhes faltar a força moral superior.
Devido à condição moral que nos encontramos, normalmente o despertar da Kundalini causa um desequilíbrio psíquico.

Quando, em vez da fronte, atinge o coração sem o devido controle espiritual emotivo, termina por  avivar-lhe os maus sentimentos, dando-lhe força e estímulo para a dureza de sentimentos.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Filtro dos chacras

Filtro dos chacras
Existe uma relação muito estreita entre os chacras do corpo espiritual e os correspondentes chacras do duplo etérico, e interpenetrando-os existe uma tela ou filtro.
O filtro é uma proteção proporcionada pela natureza, a fim de impedir a abertura prematura da comunicação entre os planos espiritual e físico.
Sem esse filtro, poderiam chegar à consciência física todas as experiências espirituais, acumuladas pelo cérebro perispiritual, de existências físicas anteriores, o que ocasionaria certamente os mais diferentes danos.
A qualquer momento uma entidade espiritual poderia introduzir forças que o indivíduo comum não estaria preparado para enfrentar, ou que excedessem à sua capacidade de controle.
Tal indivíduo estaria sujeito à obsessão por qualquer entidade espiritual que deseja se apossar de seu veículo. O filtro atômico é uma defesa eficaz contra estas possibilidades indesejáveis.
Serve também para impedir que chegue a consciência do cérebro físico a lembrança de nossas atividades durante o sono.
Esta tela pode ser lesionada.
A lesão pode produzir-se de diferentes maneiras:
– Toda emoção violenta, ou de caráter maléfico, que provoque no corpo espiritual uma espécie de explosão, pode produzir uma lesão que rompa esta delicada membrana, e então, enlouquecer o indivíduo afetado.
– Um susto enorme;
– Um acesso de cólera/ira, pode produzir efeito semelhante;
– Quando o indivíduo procura “abrir” os chacras de forma desequilibrada e prematura, pode igualmente romper a membrana, abrindo as portas que a natureza pretendia manter fechadas;
– Certas drogas, bebidas, narcóticos, tabaco, contêm matéria que, ao desagregar-se, volatiza-se e, então, uma parte passa do plano físico para o espiritual queimando a tela, com isso abrem a porta à toda classe de energias bastardas e influências malignas.
Esta destruição pode-se dar de duas maneiras diferentes:
– No primeiro tipo, o afluxo da matéria que se volatiza queima literalmente a tela e suprime, assim, a barreira natural. Quando esta volatização se produz, os elementos em questão se precipitam através dos chacras em direção contrária à que deveriam tomar. À força de seguir este caminho, rompem e, finalmente, destróem a delicada tela.
No segundo tipo, estes elementos voláteis endurecem o átomo, dificultando e paralizando suas pulsações, a ponto de ele não poder mais canalizar o tipo especial de fluido vital, que o cola à tela. Esta então se ossifica, por assim dizer. Em conseqüência, a transmissão de um plano a outro, que era abundante, torna-se absolutamente insuficiente.
Facilmente se reconhecem estes dois tipos de lesão:
– No primeiro, produzem os casos de delirium-tremens, de obsessão, de certas formas de alienação mental;
– No segundo, muito mais freqüuente, verifica-se uma espécie de embotamento geral das qualidades e sentimentos superiores, que leva ao materialismo, à brutalidade, à animalidade e à perda de domínio de si mesmo.
É sabido que as pessoas que fazem uso excessivo de narcóticos, como o fumo, persistem muitas vezes nesse hábito, embora saibam muito bem que seus vizinhos estão sendo molestados, a tal ponto fica embotada a sensibilidade dos fumantes.
O desenvolvimento dos chacras

O desenvolvimento dos chacras se dá de forma natural e progressiva à medida que o homem promove o seu próprio crescimento espiritual.
O melhor método consiste em atualizar gradativamente as potencialidades superiores do fogo serpentino e introduzi-los sucessivamente em todos os chacras.
Esta atualização das potencialidades superiores do fogo serpentino necessita de um deliberado e perseverante esforço de vontade.
Para pôr o chacra em plena atividade é preciso avivar as camadas internas do fogo serpentino, e uma vez vivificado, o chacra fundamental vivifica com sua formidável energia todos os demais. Dando como resultado o transporte consciência física das faculdades atualizadas pelo despertar de seu chacra espiritual correspondente.
Como vimos, os chacras mais importantes do duplo etérico podem ser acelerados, desenvolvidos ou “despertos” através de certos rituais e de certas disciplinas, mas é aconselhável que isso seja feito em concomitância com o aperfeiçoamento moral e o controle mental do ser.
De todos os chacras, o mais perigoso de ser “desperto” prematuramente é o chacra básico, sede da energia Kundalini (ou fogo serpentino).

Pelo que tenho pesquisado, acredito que sem a garantia de uma boa graduação espiritual, o homem que o “abrir” perderá o seu domínio ante o primeiro descontrole emotivo ou mental em desfavor alheio, pois sua ira, desejo de vingança ou maus pensamentos serão quase que imediatamente concretizados sobre as vítimas em mentalização.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Chacras do duplo etérico e do perispírito

Chacras do duplo etérico e do perispírito

Existem dois tipos de chacras: os do perispírito e os do duplo etérico. Praticamente em toda a literatura que trata do assunto, nos deparamos com as seguintes terminologias:
Chacras para os vórtices que se encontram no duplo etérico e Centros de Força para os vórtices que se encontram no perispírito.
Os centros de força do perispírito captam as vibrações do espírito e as transferem aos chacras do duplo etérico, que as filtram e as remetem para as regiões dos plexos correspondentes na matéria física.
Os chacras do duplo etérico e os centros de força do perispírito, estão intimamente ligados uns aos outros em contato energético, atuando diretamente sobre os plexos nervosos do corpo físico.
Os chacras do duplo etérico são temporários, existindo enquanto este existir. Os centros de força do perispírito são permanentes, mas, sutilizam-se conforme o perispírito.
O centro coronário do perispírito, por exemplo, é um fabuloso órgão sem analogia entre nós, sede das mais avançadas decisões do Espírito Imortal, ao passo que o mesmo chacra coronário do duplo etérico é tão somente um elo de conexão, uma ponte viva sensibilíssima, mas sem autonomia, unindo o mundo divino perispiritual com o mundo humano da criatura em desenvolvimento.
O funcionamento dos chacras
O movimento giratório vorticoso dos chacras resulta do choque ou contato turbilhonante das energias etéricas sutilíssimas descidas do Alto, com forças etéricas primárias, agressivas e vigorosas que sobem da Terra carregadas de impurezas próprias do mundo animal instintivo (éter físico).
Esse fenômeno é algo semelhante às correntes de ar frio que descem de nuvens carregadas de água e entram em choque com as correntes de ar quente que sobem da crosta terráquea, resultando nos conhecidos fenômenos atmosféricos dos ciclones, tufões ou redemoinhos de vento.
Os chacras, quando observados de perfil em seu veloz funcionamento giratório, se assemelham a verdadeiros “pratos” ou “pires” de energias turbilhonantes com uma concavidade característica no centro; quando vistos de frente, lembram o movimento acelerado e vertiginoso das hélices dos aviões em alta velocidade, porém emitindo cintilações de cores devidas à absorção de fluido vital ou vitalidade, que os irriga e neles se decompõe em cores, como a luz solar ao incidir num prisma de vidro.
Embora cada chacra do duplo etérico possa apresentar diversos matizes de cores ao mesmo tempo, e que diferem entre si pelos tons mais belos, mais límpidos ou mais feios e sujos, há sempre uma tonalidade de cor predominante sobre os demais, que revela o tipo vibratório ou energia útil que ativa este ou aquela sistema de órgão do corpo físico, em sua absorção fluídica.
Existem três tipos de energias que ocorrem nos chacras e que os fazem “girar”.
Os três tipos de energias não se misturam porque têm freqüência diferentes:
1ª Éter Cósmico ou Energia Espiritual (Energias sutis)
Sua principal entrada é o chacra coronário, depois o Frontal/Cerebral e após o laríngeo, demais chacras podem absorver quando estes estiverem bloqueados.
As energias são absorvidas pelos chacras e distribuídas para os demais. Teremos mais energias se a absorção for feita pelo chacra principal correspondente a estes tipos de energias (coronário).
2ª Prâna ou Energia Vital
A principal entrada é o chacra esplênico, depois o gástrico, mas os demais chacras podem absorver o prana quando estes estiverem bloqueados.
As energias são absorvidas pelos chacras e distribuídas para os demais, teremos mais energias se a absorção for feita pelo chacra principal correspondente a estes tipos de energias (esplênico).
3ª Éter Físico, Energia Física ou Kundaline (Energia primária)
Sua principal entrada é o chacra Básico/Genésico; os demais chacras podem absorver quando estes estiverem bloqueados.

As energias são absorvidas pelos chacras e distribuídas para os demais. Teremos mais energias se a absorção for feita pelo chacra principal correspondente a estes tipos de energias (básico/genésico).

terça-feira, 4 de junho de 2013

Os chacras

Os chacras
Por Edvaldo Kulcheski
A palavra chakra, de origem sânscrita, quer dizer “roda” ou “pires” que, em seus movimentos vorticosos, forma uma depressão no centro; portanto, seu significado etimológico é “disco giratório”.
Os chacras (como é escrito em português) do duplo etérico estão situados à sua superfície, distando de 5 a 6 milímetros da periferia do corpo físico e se apresentam como espécie de vórtices, turbilhões ou redemoinhos, verdadeiros discos giratórios etéricos em alta velocidade, com movimento contínuo e acelerado.
Chacras são pontos de conexão ou enlace pelos quais flui a energia de um corpo a outro.
Os chacras são entradas e saídas de energias onde estes fluxos se chocam formando vórtices energéticos.
As energias entram tanto pelo perispírito quanto pelo duplo etérico e passam para o organismo físico.
Os chacras do duplo etérico são responsáveis pela vitalização do corpo físico.
Os chacras do duplo etérico são órgãos semimateriais, responsáveis não só pela comunicação, mas, sobretudo, pela reciclagem das energias perispirituais para o corpo físico e vice-versa.
A coluna cervical (medula) é o grande canal condutor de energia.
O duplo etérico é o canal por onde o Espírito alojado no Perispírito, exerce seu controle sobre o Corpo Físico, tomando conhecimento de suas sensações.
Os desencarnados e os videntes podem julgar o grau da capacidade espiritual do indivíduo pela simples visão da transparência, do colorido e da extensão do diâmetro de cada chacra de seu corpo etérico.

Os chacras comunicam-se uns com os outros, através de condutos conhecidos como meridianos (ou nadhis), por onde flui a energia vital por eles modificada. (Nadhis– canais, espécie de veias que conduzem energias ao invés de sangue).
O tamanho dos chacras depende do desenvolvimento espiritual e das vibrações que emitimos.
A quantidade de giro é proporcional, quanto mais elevada maior é a absorção de energias.
 Nas pessoas espiritualmente desenvolvidas, eles são amplos, brilhantes e translúcidos podendo atingir até 25 cm de raio.
Nas pessoas mais materializadas, de vibrações mais baixas ou primitivas, apresentam-se  opacos e com diâmetro reduzido.
No primeiro caso, canalizam maior quantidade de energia vital, facilitando o desenvolvimento das faculdades psíquicas do homem.
No segundo caso, absorvem menos energia espiritual, recebem praticamente somente energias vitais.

Leadbeater considera o chacra esplênico, ao invés do sexual, como um dos sete principais.

Para que o médium assimile ou perceba mais o plano espiritual é necessário acelerar a velocidade do chacra correspondente a sua mediunidade.
Alguns médiuns têm normalmente o chacra acelerado e mesmo em estado normal vêem e ouvem espiritos.

Quanto mais baixo o chacra mais lento ele gira e tem menos “subdivisões”.
Os chacras, na visão de Leadbeater

terça-feira, 28 de maio de 2013

Correspondências (Entre os Corpos)

Correspondências (Entre os Corpos)
Sabemos que os fenômenos psicológicos exigem uma base física no organismo humano, isto é, eles se produzem em nosso nível de ação ancorados pelo sistema nervoso central e periférico. Do mesmo modo, existem nos vários corpos espirituais sistemas próprios equivalentes que sustentam esses fenômenos. Registrando as palavras do assistente espiritual Calderaro, André Luiz descreve: “Todo campo nervoso da criatura constitui a representação das potências perispiríticas, vagarosamente conquistadas pelo ser, através de milênios e milênios “. O sistema nervoso é o ponto de contato entre o perispírito e o corpo físico.
Ele “mais não é do que a representação de importante setor do organismo perispirítico”. É no sistema nervoso e no sistema hemático que possuímos as duas grandes âncoras do organismo perispiritual com relação ao físico. Não há de causar admiração o fato de haver, no perispírito, sistemas correspondentes aos do organismo físico, desde que, afinal, aquele é que modela este.
“(...) o nosso corpo de matéria rarefeita está intimamente regido por sete centros de força, que se conjugam nas ramificações dos plexos e que, vibrando em sintonia uns com os outros, ao influxo do poder diretriz da mente, estabelecem para nosso uso, um veículo de “células elétricas”, que podemos definir como sendo um campo eletromagnético, no qual o pensamento vibra em circuito fechado”.

André Luiz descreve o perispírito como sendo formado de matéria rarefeita, intimamente regido por sete centros de força que se conjugam nas ramificações dos plexos e que vibram em sintonia.

A concepção tríplice do Homem (Espiritismo):
Espírito – Perispírito – Corpo.
Nesta visão, o perispírito representa toda 
a gama de corpos sutis (corpo astral e mental e causal) 
ensinados nas demais doutrinas espiritualistas.


Para os hindus, o chacra esplênico não é considerado um dos sete principais. 
É um chacra secundário.

Veja continuação dessa matéria aqui.:  Os chacras


Jacob Melo disse...



Olá, bom dia!

A matéria é curta, mas sempre instiga.
Ressalto que apesar de muitas culturas e estudos acharem o centro esplênico como de menor relevância, desde que o consideremos os órgãos diretamente associados ao esplênico (baço, pâncreas, fígado, rins e as glândulas suprarrenais, não tem como ele ser de 2a ou terceira linha, sob pena de não conseguirmos os avanços que teem sido obtidos a partir dessas condições.
Um abraço.

Ver matéria já postada no blog.: 
QUAL A IMPORTÂNCIA DO CENTRO DE FORÇA ESPLÊNICO NO CIRCUITO VITAL?


terça-feira, 21 de maio de 2013

O perispírito


O perispírito        
Já destacamos o fato de que André Luiz utiliza o termo perispírito em um sentido estrito, como sinônimo de corpo astral. No livro Entre a Terra e o Céu, ele o descreve como sendo formado de matéria rarefeita, “intimamente regido por sete centros de força que se conjugam nas ramificações dos plexos e que, vibrando em sintonia uns com os outros, ao influxo do poder diretriz da mente, estabelecem, para o nosso uso, um veículo de células elétricas que podemos definir como sendo um campo eletromagnético, no qual o pensamento vibra em circuito fechado”. Em regiões destinadas à renovação espiritual, como a colônia Nosso Lar, o perispírito é o veículo de manifestação para as atividades do espírito.
Segundo André Luiz, o corpo espiritual é o “santuário vivo no qual a consciência imortal prossegue em manifestação incessante além do sepulcro, formação sutil urdida em recursos dinâmicos e extremamente porosa e plástica, em cuja tessitura as células, em outra faixa vibratória, face ao sistema de permuta visceralmente renovado, são distribuídas mais ou menos à feição das partículas colóides, com a respectiva carga elétrica, comportando-se no espaço segundo a sua condição específica e apresentando estados morfológicos conforme o campo mental a que se ajusta”. Ele possui uma estrutura eletromagnética e se encontra algo modificado em relação ao corpo físico, no que se refere a fenômenos genésicos e nutritivos, sob a direção da mente que o rodeia. Quando o espírito reencarna, desfaz dos elementos próprios do plano astral. André Luiz refere-se mesmo ao fenômeno da “segunda morte” ou morte do perispírito, que ocorreria em três situações distintas: quando os ignorantes e maus se pervertem adensando a mente e gravitando em torno de paixões infelizes (formas “ovóides, verdadeiros fetos ou amebas mentais”); quando se verificam as operações redutoras para renascimento na carne; quando os espíritos enobrecidos conquistam os planos mais altos. Para maiores informações sobre o assunto, consulte o livro Evolução em Dois Mundos.
Na segunda hipótese, quando o Espírito reencarna obrigatoriamente, o processo de restrição verifica-se em pavilhões de restringimento, sendo ele transformado em sêmen espiritual, “Reduzido a um diminuto corpo ovalado, onde estão preservados os seus centros de força”, “lembrando uma pastilha”. Segundo informação de Francisco Cândido Xavier, os despojos são enterrados num cemitério (ibidem). Na terceira hipótese, o Espírito, passando a viver em região superior, não pode levar instrumento útil na inferior – “o tipo de veículo utilizável se modifica. Utiliza-se então de outro corpo – o mental.
Corpo Mental
Ao descrever suas primeiras experiências no mundo espiritual, André Luiz permite que se deduza a existência de um outro corpo ligado ao corpo astral. Quando sua mãe o visitou, estando ele em tratamento no Ministério do Auxílio, necessário foi lhe passar pelos Gabinetes Transformatórios do Ministério da Comunicação. Por outro lado, como vivesse ela em zona superior, só pode visitá-la durante o sono, e, para tanto, teve que aproveitar o ensejo do repouso após o serviço nas Câmaras de Retificação, quando se desprendeu em outro corpo (mental), amparados por espíritos amigos: “O sonho não era propriamente qual se verifica na Terra. Eu sabia perfeitamente que deixara o veículo inferior no apartamento das Câmaras de Retificação, na colônia espiritual Nosso Lar, e tinha a absoluta consciência daquela movimentação em plano diverso”.
André Luiz faz uma referência expressa ao corpo mental em Evolução em dois Mundos, afirmando que o perispírito ou corpo espiritual “retrata a si o corpo mental que lhe preside a formação”, isto é, “o envoltório sutil da mente”. Esclareceu André Luiz que, na falta de terminologia adequada, ficava impossibilitado de defini-lo com maior amplitude de conceituação, além da que tem sido utilizada pelos pesquisadores.
Corpo Causal
André Luiz reporta-se ainda ao corpo causal, como sendo a “roupa imunda”, “tecida por nossas mãos, nas experiências anteriores “. Assim sendo, verificamos que o corpo causal é o ponto de registro, o banco divino, onde se encontram os nossos “débitos” e os nossos “créditos”, e que se, presentemente, é ainda roupa imunda. Isto ocorre por desídia nossa, pois a tarefa reencarnatória se destina a “nos purificarmos pelo esforço da lavagem”, tarefa que, na maior parte das vezes, não empreendemos. As explicações são do espírito Lísias, visitador dos serviços de saúde: “Imagine, explica Lísias, que cada um de nós, renascemos no planeta, somos portadores de um fato sujo, para lavar no tanque da vida humana. Essa roupa é o corpo causal, tecido por nossas mãos nas experiências anteriores”. Os hindus denominam-no Kâranakosha (corpo causal) ou Anandamaykosha (corpo de bem-aventurança) , o corpo de luz, naturalmente porque se reportam a ele devidamente depurado.
Essa pluralidade de corpos invisíveis corresponde ao que sabemos a respeito através de outra religiões e filosofias. A seqüencia de rarefação dos corpos torna-se compreensível, se atentarmos para a adversidade de planos espirituais , bem como para o fato de que as zonas espirituais devem ser formadas de distintas matérias e os corpos devem ser compatíveis com elas. A questão que se coloca é a de saber o motivo pelo qual André Luiz teria preferido utilizar o termo perispírito para designar só um desses corpos, sem dar um sentido amplo para o mesmo. Provavelmente, porque o que se designa por perispírito é exatamente o corpo astral que se revela nos lances da clarividência, e por ser essa matéria sutil com a qual o espírito se individualiza após a perda do corpo físico nas zonas mais próximas à Terra. Qualquer que seja a preferência na utilização da terminologia, é preciso estar atento para essa particularidade na leitura de André Luiz, bem como deixar claro o significado do termo em qualquer exposição.

Ver a continuação dessa matéria aqui.Correspondências (Entre os Corpos)

terça-feira, 14 de maio de 2013

Deformidades na exteriorização


Deformidades na exteriorização
Descrevendo o desdobramento de um médium, André Luiz nos oferece alguns dados que permitem uma comparação. “O médium, assim desligado do veículo carnal, afastou-se dois passos, deixando ver o cordão vaporoso que o prendia ao campo somático. Enquanto o equipamento fisiológico descansava imóvel, Castro, tateante e assombrado, surgia junto a nós em uma cópia estranha de si mesmo, porquanto, além de maior em sua configuração exterior, apresentava-se azulada à direita e alaranjada à esquerda”. O espírito esclarece ainda que, quando foi submetido a um médium para renovar as operações magnéticas, Castro teria recuado o duplo etérico até o corpo físico, que engoliu instintivamente certas faixas de força, e se apresentado normalmente fora da matéria densa a partir desse instante.
Essa deformidade existente na exteriorização do duplo etérico foi observada por Mircea Eliade. “Eu vi o corpo do médium, não o físico, mas o fluídico. Estava sentado, porém, tinha uma grande diminuição dos membros inferiores, as pernas se apresentavam curtas e disformes, projetando-se para um lado. Era uma parte distorcida, como se visse uma sombra na parede que, ao movimentar o corpo, tomasse a forma com distorção. A cor era esbranquiçada, como um duplo do médium”, contou.
A clarividente verificou que aplicaram uma espécie de “máscara”, parecida com a utilizada em combates de esgrima, antes da tela final de proteção, algo branco que dava a impressão de ser acolchoado, tomando parte da testa até mais ou menos a boca.
Ajustada essa máscara, o duplo etérico começou a tomar proporções corretas, reajustando-se todo o corpo fluídico. Porém, é de se notar que, ao invés de uma figura maior, o médium teve os membros diminuídos. Só que em outro registro, ela anotou que viu “todo o rosto do médium ondulando como uma imagem desfocada, com coloração inicialmente esbranquiçada”.
Comparando-se a descrição de André Luiz com as referidas acima, no que tange à coloração com que se apresenta o duplo etérico, notamos a divergência com relação à localização das cores azul e laranja (ou avermelhada). Em nosso grupo de trabalho, também tinha sido observada a luminosidade avermelhada à direita e azulada à esquerda, o que não só coincidia com aquelas observações, mas também com as de Shaffica Karagulla, registradas durante as pesquisas feitas sobre os pólos do ímã com a clarividente Diana.
Segundo seu registro, o campo de energia da mão direita (avermelhada) e o pólo sul do ímã (com uma névoa de cor avermelhada) se repeliam, enquanto que, ao segurar o mesmo pólo com a mão esquerda (azulada), ocorria uma atração entre os dois campos. Com o pólo norte, que apresentava uma névoa azulada, aconteceu exatamente o contrário, criando um campo de atração com a mão direita e de repulsão com a esquerda.
As cores dos pólos do ímã correspondem à descrição feita pelo barão Reinchenbach acerca de uma experiência realizada com a senhorita Nowstuy, em abril de 1774, na cidade de Viena, Áustria: pólo sul, amarelo-avermelhado; pólo norte, azul. Correspondem também às experiências do dr. Luys. Então haveria uma contradição com a descrição de André Luiz? É bem verdade que o próprio dr. Luys apurou também que alguns dos sensitivos percebiam o lado direito com uma coloração azul (violeta nos histéricos) e o esquerdo emitindo eflúvios vermelhos, o que coincide com o registro de André Luiz.
A solução dessa aparente contradição é dada pelo próprio dr. Luys. Ele esclarece que, muitas vezes, os sensitivos invertem as colorações que atribuem aos fluídos, isto é, existem aqueles que vêem o vermelho no lado direito e o azul no esquerdo. Quando isso acontece, fazem sempre do mesmo modo, apresentando-se as cores dos pólos do íma igualmente alteradas, ou seja, invertidas.
O duplo etérico também aparece à evidência de modo distinto, como se a “pele” que o reveste fosse retirada e se pudesse enxergá-lo interiormente. Há muito tempo, tivemos a ocasião de observar, ao lado de um médium que expressava a comunicação de um espírito sofredor, um duplo formado por finos fios, com uma luminosidade semelhante a tubos de neon. Parecia uma múmia, com a particularidade de que os fios eram finíssimos. Outros médiuns também realizaram observações desse tipo. “Comecei a ver o lado direito do médium, era como se estivesse todo cheio de fios, que pareciam nervos, feitos de uma substância alva, prateada. Eu não via o médium, somente os fios”, relatou Mircea Eliade. A descrição coincide com a fornecida por Karagulla, ou seja, “para o clarividente, o corpo etérico parece uma teia luminosa de linhas finas e brilhantes”.

Ver continuação aqui.:  O perispírito

terça-feira, 7 de maio de 2013

Dos corpos espirituais (A visão de André Luiz)


Dos corpos espirituais (A visão de André Luiz)
Podemos agora tecer algumas considerações a respeito do problema dos corpos espirituais na obra de André Luiz, psicografada pelo médium Chico Xavier, procurando esclarecer alguns detalhes que parecem bastante importantes.
A partir de seu primeiro livro, Nosso Lar, no qual relata suas primeiras experiências no plano espiritual, André Luiz faz referência a vários corpos espirituais: duplo etérico, corpo astral, corpo mental e corpo causal. Inicialmente, devemos lembrar que ele utiliza o termo perispírito em sentido estrito, para significar apenas o segundo corpo após o organismo físico, que sobreviverá a este com algumas diferenças. Ele usa os termos corpo astral, corpo espiritual e psicossoma como sinônimos. Para os outros corpos, utiliza vocábulos consagrados entre os magnetizadores e espiritualistas (duplo etérico, corpo mental e corpo causal). Ele não se refere à existência de outros corpos que correspondessem aos denominados corpos moral, intuitivo e consciencial, isto é, os Aerossomas V, VI e VII da classificação de Charles Lancelin.
A divergência pode se tornar uma simples questão de palavras se encararmos o perispírito como sendo um corpo complexo, formado, por assim dizer, de “camadas”, sintetizando todos os corpos espirituais.
Para o dr. Antônio J. Freire, a concepção clássica do ternário humano não implica necessariamente a homogeneidade do perispírito. As palavras pouco importam aos espíritos, competindo ao homem formular uma linguagem que elimine controvérsias.
Duplo Etérico
No primeiro volume de Doutrina e Prática do Espiritismo, Leopoldo Cirne (1870-1941) já deduzia, das experiências de materialização, a existência de um corpo invisível no ser encarnado, distinto do perispírito, que poderia subsistir por algum tempo depois da morte física, mas que não permaneceria ligado ao espírito desencarnado. Ele o denominou como corpo etéreo, duplo astral, corpo astral, que seria responsável pela possibilidade de materialização dos espíritos. Depois, em O Homem Colaborador de Deus, publicado após sua morte, Cirne manteve seu ponto de vista sobre a existência de um corpo não-físico durante a vida.
Em Nos Domínios da Mediunidade, André Luiz diferencia o perispírito (tratado por ele também como corpo astral, corpo espiritual e psicossoma) do duplo etérico, cuja natureza ele esclarece ser “um conjunto de eflúvios vitais que asseguram o equilíbrio entre a alma e o corpo de carne, (...) formado por emanações neuropsíquicas que pertencem ao campo fisiológico e que, por isso mesmo, não conseguem maior afastamento da organização terrestre, destinando-se à desintegração, tanto quanto ocorre ao instrumento carnal por ocasião da morte renovadora”.
O duplo etérico não é mais do que o corpo vital, também denominado de corpo ódico e corpo ectoplásmico, exatamente o que cede o ectoplasma para a produção de efeitos físicos. Nas ocorrências de materialização, por exemplo, ele pode se desdobrar a partir do corpo físico, permitindo ao espírito comunicante uma sobreposição, quando a manifestação acontece com apropriação por parte daquele, ou apenas ceder o ectoplasma disforme, que possibilita ao espírito construir um corpo.
No primeiro caso, o espírito materializado guarda uma certa semelhança com o médium, proporcionando aos críticos apressados a alegação de fraude. No entanto, sua função em relação à mediunidade não se limita a esses fenômenos, dizendo respeito a toda espécie de fenômeno mediúnico.
Tendo perdido o duplo etérico ou corpo vital, constituído dos fluidos vitais aos quais Kardec se referia, ao se desligar do corpo físico pelo desencarne, o espírito dele necessita para sua ligação com o médium, modo pelo qual se recupera parcialmente o elemento perdido, possibilitando-lhe agir sobre a matéria.
Quando o médium se desdobra sem muita prática, faz com que o duplo etérico seja levado para fora do corpo físico, aparecendo ao vidente como se fosse um duplo do indivíduo, porém, com deformações.
Por isso, ele não poderá ficar mais do que cinco ou dez metros longe do corpo físico, pois a ultrapassagem desse campo causaria sua morte. Por outro lado, pode surgir ao vidente como um fantasma, com cores diferentes do lado direito e esquerdo, às vezes, também com a cor azul.
Nas experiências realizadas pelo coronel Albert de Rochas com Eusápia Paladino em estado de hipnose, a médium descreveu o surgimento de um fantasma de cor azul, de cuja substância o espírito de John se servia durante as reuniões. O fato confere com as explicações fornecidas pelo espírito Katie King e constantes no relatório de Florence Marryat, que abordavam a existência de um corpo do qual se servia, mas que lhe apresentava tamanha resistência passiva que não era possível evitar os traços de semelhança com o médium durante as materializações.
A vidente Prevorst denominou esse corpo de “espírito de nervos” ou “princípio de vitalidade nervosa”, cuja função seria permitir a ligação do espírito com o corpo.
Uma sonâmbula do reverendo Werner também se referiu a um “fluido nervoso” que seria indispensável para que a alma entrasse em relação com o corpo. Durante suas experiências de magnetização dos sensitivos, Albert de Rochas, Hector Durville, H. Baraduc e outros verificaram que estes descreviam o desdobramento de um “fantasma ódico” que tinha uma cor alaranjada à direita e azulada à esquerda, estando ligado ao corpo físico por um cordão fluídico fixado na região esplênica.

Ver continuação da matéria aqui.: Deformidades na exteriorização

terça-feira, 30 de abril de 2013

Os corpos sutis na obra de Kardec


Os corpos sutis na obra de Kardec

Ao definir o perispírito em O Livro dos Espíritos, Kardec o descreveu como sendo um laço que liga o espírito ao corpo físico.
Afirmou ser este constituído de eletricidade, de fluido magnético animalizado, de fluido nervoso, de matéria inerte, semimaterial, “matéria elétrica ou de outra tão sutil quanto esta”. É evidente que tais palavras não são sinônimas e que Kardec procurava abarcar mais amplamente a natureza do perispírito, dando a entender a existência de uma constituição plúrima (= múltipla), como se pode deduzir da assertiva de se tratar de um fluido nervoso.
Se o perispírito também se constitui de fluido nervoso, o espírito o conduziria, quando desencarnado, para o mundo espiritual? É evidente que não, pois o espírito terá que se desvencilhar dele ao abandonar o corpo. Se o perispírito é formado também por matéria inerte, é justo pensar que esta não acompanharia o corpo físico.
Segundo o espírito Erasto, o fluido vital é um apanágio (=atributo) exclusivo do encarnado. O espírito impele e dirige o fluido vital fornecido pelo médium no fenômeno mediúnico. Se Kardec considerou essa terminologia, então, deve se entender que, de alguma forma, ele reconhecia um compósito (=composto) na natureza do perispírito enquanto encarnado ao afirmar, no item 77 de O Livro dos Médiuns, que ele é formado por fluido vital, o elemento que é apanágio do homem.
Sendo este elemento que animaliza a matéria, desfazendo-se após a morte do corpo, constituinte do perispírito e transmissível em parte entre os indivíduos, devemos identificá-lo como a substância que, exteriorizada, chamamos de ectoplasma.
O Fluido Vital

Portanto, Erasto não estava se referindo ao fluido vital no sentido empregado algumas vezes por André Luiz, ou seja, como fluido de espíritos desencarnados, pertencente ao corpo astral, de acordo com a terminologia que adota para se referir aos colaboradores mediúnicos do mundo invisível.
Atentando-se para esse elemento que nasce com o homem e desaparece logo após a morte, podemos deduzir que ele constitui o duplo etérico, ao qual os grandes magnetizadores, os teosofistas e as doutrinas orientais também se referem. Na época, não se empregava o termo duplo etérico, mas quando Kardec escreveu que o perispírito é constituído de matéria sutil, nervosa e inerte, é evidente que ele estava se referindo ao perispírito como um corpo complexo, não de natureza única.
Outro indício dessa complexidade surge quando Kardec se refere à evolução do perispírito. No capítulo IV de O Evangelho Segundo o Espiritismo, o espírito São Luiz afirma que “o próprio perispírito sofre transformações sucessivas, eterizando-se cada vez mais até a depuração completa, que constitui os espíritos puros”. Segundo o codificador, “sabemos que, quanto mais eles se depuram, mais a essência do perispírito se torna etérea, de onde se segue que a influência material diminui à medida que o espírito progride, isto é, conforme o perispírito mesmo se torna menos grosseiro”.
Em O Livro dos Médiuns, disse ainda que “sua natureza se eteriza à medida que ele se depura e eleva na hierarquia”. É claro que, para a compreensão dos textos, existem duas hipóteses: o perispírito tornar-se-ia mais leve, os fluidos ficariam menos grosseiros, porém, a natureza seria idêntica, não sendo necessária a referência a um corpo complexo; a eterização do perispírito é de tal ordem que ele abandona determinadas camadas, próprias de certas zonas invisíveis, quando é elevado na hierarquia espiritual, passando a viver em esferas mais altas. Neste caso, teríamos indicações de uma natureza complexa para o perispírito nas referências. As duas hipóteses de compreensão não se excluem, pois as mensagens espirituais que têm sido recolhidas e a própria vidência deixam claro que o perispírito se mostra mais diáfano e luminoso à medida que o espírito se eleva.
O que se coloca como questão é se o espírito conserva um corpo espiritual da mesma natureza ao se elevar para zonas mais próximas da Terra ou se realmente há uma mudança em sua estrutura, necessária para a nova ambientação, levando à admissão de uma complexidade em sua organização.
Em outras palavras, a evolução do perispírito não seria mais do que a própria modificação dos corpos espirituais.
Kardec apenas ensaiava o estudo do perispírito e, portanto, não poderia conhecer tudo o que lhe dizia respeito. Os próprios espíritos não foram muito expressivos, seja porque preferiam dosar o ensino (como, aliás, sempre advertiram), porque a linguagem humana lhes assinalava óbvias restrições ou porque faltava conhecimento mais preciso do assunto para muitos dos comunicadores, decorrente da relatividade dos próprios espíritos, conforme Kardec assinalou tantas vezes.
No entanto, devemos recordar que, no Ensaio Teórico da Sensação nos Espíritos, presente no item 257 de O Livro dos Espíritos, o codificador deu mostras de sua larga visão. Partindo da eterização do perispírito (“quanto mais eles se depuram, mais a essência do perispírito se torna etérea”), ele concluiu que as sensações do ambiente terreno seriam inacessíveis para espíritos muito elevados, o que só poderia ocorrer se sua natureza fosse completamente diferente.

Ver a continuação dessa matéria aqui.: Dos corpos espirituais (A visão de André Luiz)

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Saúde Integral Os chacras e a bioenergia


Saúde Integral Os chacras e a bioenergia
Introdução

Existe uma força imensurável, que está além do inconsciente coletivo da humanidade, uma força universal, que coordena e impulsiona tudo o que é manifesto – espírito e energia, em seus diversos planos – para a harmonia.
É uma lei transcendental que existe e sempre existiu e todo aquele que “foge” do seu campo sofre o “choque” de forças contrárias, que têm como objetivo redirecioná-lo ao equilíbrio necessário para a manutenção da Harmonia doTodo. Na verdade, o caos é apenas aparente (maya=ilusão).
Tudo no universo é interdependente – novamente, espírito e energia, em seus diversos planos – nada está só.
Nesta interdependência, forças influenciam-se mutuamente, desde planetas e galáxias inteiras até as menores partículas subatômicas. Nesta constante transformação, o caos (trevas) é constantemente transformado pela ordem (luz).
Matéria é energia em estado condensado; energia é matéria em estado radiante. Percebemos, então, que tudo no universo tem a mesma origem, o mesmo princípio, chamado na Doutrina Espírita de Fluido Universal.
Os espíritos também. Todas as consciências, apesar de únicas, individualizadas, têm a mesma origem; apesar de vivenciarem aspectos diferentes da realidade, estão imersas numa única e absoluta Realidade.
A fonte destes dois princípios – o material e o espiritual – é chamada, nas diferentes religiões, por vários nomes. Chamemos, aqui, de Deus.
Desta forma, entendemos que a harmonia é nosso estado verdadeiro e quando nos distanciamos dele surgem os efeitos (doenças).
A busca pela saúde é uma manifestação do instinto de conservação. Até os animais o manifestam.
Este livro é uma pequena introdução ao conceito de chacras, bioenergia, fluido vital (prana), a lei do karma etc.
O assunto é muito vasto e deve ser aprofundado por todo aquele que busca ampliar seus conhecimentos sobre a vida.
As doutrinas espiritualistas orientais como o hinduísmo, o budismo, o taoísmo, o tantra, a yoga etc, são ricas em informação sobre estas questões. Quem desejar se aprofundar deve estudar também as medicinas tradicionais chinesa e indiana.
Neste livro, procuramos fazer uma abordagem do ponto de vista do espiritismo, a fim de manter a linha editorial da coleção.
A partir dele, o leitor estará apto a entender como as terapias alternativas, como a acupuntura, por exemplo, atuam.
Os métodos para alcançar a saúde integral (corpo e espírito) são vários, mas as causas e efeitos dela são o mesmo: Paz, Amor e Harmonia!
Victor Rebelo
Editor

Os corpos espirituais

Por Elzio Ferreira de Souza
Comecemos com uma análise sobre o pensamento de Allan Kardec. Ele estabeleceu uma concepção tríplice acerca do homem, que seria formado pelo espírito, pelo perispírito e pelo corpo físico. Erroneamente, muitos proclamaram esta concepção como genuinamente espírita, enquanto que o codificador, reconhecendo sua anterioridade, fazia questão de lembrar a existência de antecedentes históricos que a confirmavam como um elemento presente nas mais variadas culturas. Ao seu ver, este fato constituía uma prova da universalidade do espiritismo.
Kardec não se limitou aos antecedentes oriundos das culturas orientais, mas trouxe a doutrina de Paulo de Tarso, que registrava a concepção tríplice e foi explorada por Watchman Nee, pensador protestante.
Para Paulo, o conceito de alma não é de espírito encarnado, como consta em O Livro dos Espíritos, ou de princípio inteligente, como propôs Kardec, mas corresponde ao de perispírito, intermediário entre o espírito e o corpo físico. É interessante destacar que o codificador não reinvindicava prioridades para o Espiritismo. Ao estudar comparativamente as filosofias religiosas, procurava demonstrar que a verdade nele contida estava no fundo dos tempos.
Durante a revelação espírita, foram recebidas várias mensagens e realizados experimentos que indicavam uma pluralidade de corpos espirituais, correspondendo aos vários “sharitras” ou “koshas” (corpos) das doutrinas hinduístas. O dr. Antônio J. Freire registra uma comunicação mediúnica obtida pelo coronel Albert de Rochas e ditada pelo espírito Vincent. Apresentando-se como um espírito extraterrestre, dizia que “o perispírito é constituído por uma série de invólucros mais ou menos eterizados, dos quais os habitantes do mundo astral vão se desfazendo sucessivamente, à medida que se elevam na escala de evolução, não sendo embutidos uns sobre os outros, como os tubos de um telescópio, mas se interpenetrando em todas as suas partes”.
As investigações dos grandes magnetizadores levaram à admissão dessa pluralidade de corpos espirituais.

Ver a continuação dessa matéria aqui.: Os corpos sutis na obra de Kardec

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Médiuns Curadores.


Médiuns Curadores.

Entre o magnetizador e o médium curador há, pois, esta diferença capital: o primeiro magnetiza com o seu próprio fluido, e o segundo com o fluido depurado dos Espíritos; donde se segue que estes últimos dão o seu concurso a quem querem e quando querem; que podem recusá-lo e, por conseguinte, tirar a faculdade daquele que dela abusasse ou a desviasse de seu fim humanitário e caritativo, para dela fazer comércio. Quando Jesus disse aos apóstolos: “Ide! expulsai os demônios, curai os enfermos”, acrescentou: “Dai de graça o que de graça recebestes”.
Os médiuns curadores tendem a multiplicar-se, como anunciaram os Espíritos, e isto em vista de propagar o Espiritismo, pela impressão que esta nova ordem de fenômenos não deixará de produzir nas massas, porquanto não há quem não ligue para a sua saúde, mesmo os maiores incrédulos. Desse modo, quando virem obter com o concurso dos Espíritos o que a Ciência não pode dar, forçoso será convir que há uma força fora do nosso mundo. Assim a Ciência será levada a sair da via exclusivamente material em que ficou até hoje. Quando os magnetizadores antiespiritualistas ou antiespíritas virem que existe um magnetismo mais poderoso que o seu, serão forçados a remontar à verdadeira causa.
Importa, todavia, precaver-se contra o charlatanismo, que não deixará de tentar explorar em proveito próprio esta nova faculdade. Para isto, há um meio muito simples: lembrar-se de que não há charlatanismo desinteressado, e que o desinteresse absoluto, material e moral, é a melhor garantia de sinceridade. Se há uma faculdade dada por Deus com um objetivo santo, sem sombra de dúvida é esta, pois que exige imperiosamente o concurso dos Espíritos superiores, e este não pode ser adquirido pelo charlatanismo. É para que se fique bem edificado quanto à natureza toda especial desta faculdade que nós o descrevemos com alguns detalhes. Embora tenhamos podido constatar-lhe a existência por fatos autênticos, muitos dos quais passados sob os nossos olhos, pode dizer-se que ainda é rara, e só existe parcialmente nos médiuns que a possuem, seja por não terem todas as qualidades requeridas para possuí-la em sua plenitude, seja por estar ainda em começo. Eis por que, até hoje, os fatos não tiveram muita repercussão; mas não tardarão a tomar desenvolvimentos capazes de chamar a atenção geral. Dentro de poucos anos ela se revelará nalgumas pessoas predestinadas para isto, com uma força que triunfará de muitas obstinações. Mas não são os únicos fatos que o futuro nos reserva, e pelos quais Deus confundirá os orgulhosos e os convencerá de sua impotência. Os médiuns curadores são um dos mil meios providenciais para atingir este objetivo e acelerar o triunfo do Espiritismo. Compreende-se facilmente que esta qualificação não pode ser conferida aos médiuns escreventes, que obtêm receitas médicas de certos Espíritos.
Não encaramos a mediunidade curadora senão do ponto de vista fenomênico e como meio de propagação, e não como recurso habitual.
REVISTA ESPÍRITA Janeiro de 1864