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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

MAGNETISMO no Novo Testamento


MAGNETISMO no Novo Testamento
Lizarbe Gomes/RS
Ao longo da leitura da parte primeira, livro terceiro, a “Fisiologia do Magnetizador”, do “Tratado Prático do Magnetismo e do Sonambulismo” (1845) encontramos a seguinte dissertação do autor, Aubin Gauthier: “O Magnetismo é um agente disseminado na natureza e dele todos os corpos são impregnados.
Ele escapa aos nossos sentidos, não o vimos.
Se não o vimos, podemos observar seus efeitos, o que já seria suficiente para estabelecer sua existência. Porém, o homem, em estado de sonambulismo vê o fluido magnético sob a forma de um fogo brilhante que sai particularmente das mãos do magnetizador, o que explica porque a Antiguidade representava os deuses com flamas nas pontas dos dedos e como Mesmer afirmou: “O magnetismo animal, considerado como agente, é um fogo invisível”.
Quando um magnetizador impõe a mão sobre um doente, de seu corpo saem imediatamente correntes de matéria fluídica que se dirigem sobre o magnetizado. Diz Mesmer “observa-se o escoamento de uma matéria cuja sutileza penetra todos os corpos.”
Concebe-se então que o magnetizador não doa apenas seus esforços e fruto de seus estudos, mas doa ainda uma parte de sua própria existência.
Sem entender de outra maneira os atos magnéticos relacionados às incomparáveis curas operadas por Jesus Cristo, eu lembrarei que tendo ele sido tocado, na ponta de seu manto por uma mulher enferma, a qual foi curada. Jesus logo disse: ‘Quem me tocou? “. Como todos se defendessem, Pedro e aqueles que estavam com Ele lhe disseram: “Mestre, a multidão vos pressiona e vos oprime e vós quereis saber quem vos tocou!”.
Jesus respondeu: “Alguém me tocou, pois senti uma virtude que saiu de mim!”.
Essas palavras de Jesus Cristo tem, na boca de São Lucas, um caráter particular que hoje interessa bastante ao magnetismo, pois São Mateus, que era um coletor de impostos não fala da “virtude saída” do corpo de Jesus Cristo, cita apenas a cura; São Marcos, discípulo de São Pedro, que era um pescador, diz simplesmente que Jesus conhecendo em si mesmo a virtude que saía dele, se voltou para a multidão e disse “Quem tocou minhas vestes?”
São João nada diz sobre este assunto.
São Lucas relata com palavras completamente racionais: “Alguém me tocou, pois senti uma virtude que saiu de mim!”.
Por que esta superioridade de São Lucas sobre os outros evangelistas? É que São Lucas era médico.
Seu Evangelho oferece mesmo esta particularidade médica e magnética. Ele é também o único dos evangelistas que diz a respeito da mulher doente:
“Que ela havia dispensado todos seus bens com os médicos e que nenhum pode curá-la.” Para São Lucas, a cura se deveu a virtude saída do corpo de seu Divino Mestre.
Ora, a virtude magnética que residia em um grau incomparável em Jesus Cristo existe em um grau inferior entre todos os homens e cada vez que um magnetizador impõe suas mãos, dele sai uma virtude”.
Posteriormente, ou seja, mais de vinte anos depois, o mesmo tema voltaria a ser estudado com cuidado por Allan Kardec, no capítulo XV de “A Gênese – os Milagres e as predições segundo o Espiritismo”, no qual encontramos o seguinte comentário do Codificador: “É notável que o efeito não foi provocado por nenhum ato da vontade de Jesus; ele não fez nem magnetização e nem imposição das mãos. A irradiação fluídica normal bastou para operar a cura.
Mas por que essa irradiação se dirigiu para essa mulher, antes que para os outros, uma vez que Jesus não pensava nela e que estava cercado pela multidão?
A razão disso é bem simples. “O fluido, sendo dado como matéria terapêutica, deve atingir a desordem orgânica para repará-la; pode ser dirigido sobre o mal pela vontade do curador, ou atraído, pelo desejo ardente, a confiança, em uma palavra, a fé do enfermo.” Diz ainda Allan Kardec: “Jesus, pois tinha razão em dizer: a vossa fé vos salvou. Compreende-se aqui que a fé não é virtude mística, tal como certas pessoas a entendem, mas uma verdadeira força atrativa, ao passo que aquele que não a tem opõe à corrente fluídica uma força repulsiva, ou pelo menos uma força de inércia que paralisa a ação. Segundo isto, compreende-se que dois enfermos atingidos pelo mesmo mal, estando em presença de um curador, um pode ser curado e o outro não.”
Constatamos assim o quanto a preocupação dos estudiosos do Magnetismo em compreender de maneira racional a ação do fluido magnético nas curas operadas por Jesus até então consideradas “miraculosas”. Tal assunto também mereceu a atenção de Kardec que destacou ainda a atitude de quem recebe: se souber exercer a fé como força atrativa poderá, sem dúvida, obter resultados positivos. Aliás, no diversos aplicação épocas Jornal do Magnetismo há artigos que abordam a do Magnetismo desde as mais remotas e por diferentes povos. O Barão Du Potet inúmeras vezes referia-se a ele, denominando-o “Ciência dos Templos”, já que inicialmente sua prática se dava no recesso dos templos da Antiguidade, seja na Mesopotâmia, na Pérsia, no Egito, Grécia ou em Roma.
Finalizando, recordemos ainda as palavras de Léon Denis, em sua obra “No Invisível”: “Desembaraçado de qualquer móvel interesseiro, praticado com um objetivo de caridade, o magnetismo se torna a medicina dos humildes e dos crentes, do pai de família, da mãe para seus filhos, de todos aqueles que sabem amar. Sua aplicação está ao alcance dos mais simples. Ela exige apenas a confiança em si, a fé no infinito poder que faz irradiar por toda a parte a força e a vida. Como o Cristo e os apóstolos, como os santos, os profetas e os magos, cada um de nós pode impor as mãos e curar se tivermos amor aos semelhantes e a ardente vontade de aliviar”.
JORNAL VÓRTICE -ANO II, n.º 05 , outubro/2009
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