Seja Bem Vindo ao Estudo do Magnetismo

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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

MAGNETISMO e ESPIRITISMO


MAGNETISMO e ESPIRITISMO
YONARA ROCHA / EUA
Durante uma pesquisa que realizei nos Estados Unidos sobre o Magnetismo, encontrei vários livros traduzidos do francês para o inglês acerca do assunto. Comecei aí, então, minha “expedição” no Mundo do Magnetismo: li livros do Barão du Potet, Deleuze e Puységur, e fiquei surpresa, maravilhada com a quantidade de conhecimento espírita existente nessas obras.
Tudo começou com o despertar da minha curiosidade em relação à palavra passe. Estava eu preparando o material para um curso de passistas em nossa Casa Espírita, e mais uma vez me surpreendi com o que encontrei: constatei que a palavra foi criada por Mesmer (o “pai” do Magnetismo).
Ora, usamos essa palavra constantemente nos Centros Espíritas e a grande maioria de nós sem saber sua origem e significado. Usamos porque Kardec era um magnetizador e o passe é uma técnica da Ciência do Magnetismo.
Depois do contato com essas obras, resolvi reler as Obras Básicas do Espiritismo e também a Revista Espírita. Só aí pude compreender realmente ao que os Espíritos se referiam quando falavam do magnetismo e do sonambulismo.
Fiquei encantada! (Fica aqui o convite para que façam o mesmo).
Não sei bem o porquê das informações sobre Magnetismo não terem chegado ao Brasil, mas posso dizer que podemos resgatar essa informação e ampliar o nosso conhecimento e prática espíritas.
Os magnetizadores usavam a clarividência como método de diagnóstico, muito embora não tivessem uma explicação racional do fenômeno. E da forma como eles se utilizavam dessa técnica, além de muito eficiente, não deixava nenhuma sombra de dúvida sobre a veracidade desse fenômeno, já que tapavam os olhos do chamado sonâmbulo e mesmo assim este era capaz de ver as pessoas, ler textos, etc..
Os sonâmbulos tinham a capacidade de ver o problema do doente e até marcavam a data em que a cura se efetuaria, e de fato a cura acontecia no tempo previsto.
Eles também previam, se esse fosse o caso, a morte daquele paciente.
A preocupação dos magnetizadores em relação à curiosidade e ao mau uso do Magnetismo sempre esteve presente, e é facilmente encontrada nesses livros, já que havia aqueles que queriam se utilizar dessas técnicas criando o fenômeno e formando verdadeiros espetáculos dignos de um circo.
Talvez isso tenha atrapalhado a expansão e impedido o desenvolvimento do Magnetismo.
“Somente magnetize com a intenção de curar e jamais para fazer apenas demonstrações.” – advertiam os grandes magnetizadores.
Em um dos últimos livros do Barão de Du Potet intitulado Magnetismo e Mágica, os resultados obtidos por ele eram tão surpreendentes e novos, que o Barão du Potet não soube como explicar de uma outra maneira que não fosse mágica!
Faltaram-lhe palavras para descrever os fenômenos por ele constatados. E o interessante é que esses fenômenos, com grande potencial e de grandes resultados, eram provocados, e não se davam de maneira natural como são esperados na Casa Espírita.
Aí nos questionamos: será que se estudássemos, buscássemos conhecer e utilizássemos essas técnicas que os magnetizadores usavam para exercer a mediunidade, seríamos médiuns mais eficientes? Será que se aplicássemos passes como os magnetizadores aplicavam obteríamos mais curas? Acredito que sim, porque eles conseguiam curas admiráveis. Curavam paralíticos, surdos, epilépticos e muitos outros, com confirmação científica. Kardec com certeza as utilizou; ele chamava de médiuns sonâmbulos.
As casas espíritas que já estudam e aplicam o magnetismo estão tendo resultados formidáveis, comprovando a sua eficácia.
Vejamos o que nos diz Allan Kardec a esse respeito:
“Quando apareceram os primeiros fenômenos espíritas, algumas pessoas pensaram que essa descoberta (se se pode aplicar-lhe esse nome) iria dar um golpe fatal no Magnetismo, e que ocorreria com ele como com as invenções, das quais as mais aperfeiçoadas fazem esquecer a precedente. Esse erro não tardou em se dissipar, e, prontamente, se reconheceu o parentesco próximo dessas duas ciências. Todas as duas, com efeito, baseadas sobre a existência e a manifestação da alma, longe de se combaterem, podem e devem se prestar um mútuo apoio: elas se completam e se explicam uma pela outra.”
Mais adiante Kardec faz o seguinte esclarecimento:
“Os adeptos do Espiritismo, ao contrário, são todos partidários do magnetismo; todos admitem a sua ação e reconhecem nos fenômenos sonambúlicos uma manifestação da alma.” (Revista Espírita - 1ª edição - mês de março).
Infelizmente, na vinda do Espiritismo ao Brasil, o Magnetismo se perdeu, essa ciência tão conhecida, estudada e desenvolvida na França, foi esquecida ou ignorada em território brasileiro.
Já com esse conhecimento, deveríamos seguir nosso Codificador, pois foi ele mesmo quem afirmou que a base do Espiritismo é o Magnetismo.
Assim sendo, mãos à obra!
Vamos estudar, pesquisar, questionar e finalmente ampliar o nosso conhecimento, o nosso potencial como trabalhadores espíritas.
Terminamos com mais um trecho desse artigo e uma alertiva colocação de Allan Kardec:
“Se devêssemos ficar fora da ciência magnética, nosso quadro estaria incompleto, e se poderia nos comparar a um professor de física que se abstivesse de falar da luz.”
JORNAL VORTICE  ANO II, n.º 03 - agosto/2009
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