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terça-feira, 25 de setembro de 2012

MAGNETISMO CLÁSSICO


MAGNETISMO CLÁSSICO
Extraído do Jornal do Magnetismo, 1860 BARÃO du POTET
Os alunos da Escola Politécnica, com frequência, tem assistido às minhas sessões de magnetismo; há dois anos, trinta e quatro deles vieram em um domingo me pedir para exercer minha ação sobre eles a fim de adquirirem uma convicção.
No último domingo, uma centena de alunos da mesma escola vieram juntos, à uma hora da tarde, me solicitar para que operasse os feitos deste magnetismo tão controverso no mundo. Esta iniciativa de um grupo tão numeroso e esclarecido me honrou e, a meu ver, honrou esta escola. Estes jovens me distinguiram na multidão e a necessidade de conhecer os conduziu a minha casa para aí buscar a verdade. Acredito que nenhum deles saiu sem estar convencido, sem levar consigo a evidência desta poderosa informação cuja realidade empolgante acabava de lhes ser demonstrada.
Eu magnetizei sete destes jovens; dois deles pouco ou nada sentiram, três experimentaram a sensação que produz leves correntes elétricas, porém, os outros dois se submeteram completamente à potência magnética.
Eles se convulsionaram, arrastaram-se, apesar da resistência desesperada de um deles que fechava seus punhos e teimava, encolerizado, para não obedecer. Esforços em vão! Ele foi como que suspenso no mar e lançado em minha direção, ainda que três metros de distância nos separassem. Localizado atrás de um deles, puxei sua cabeça para mostrar que não era nem minha vista nem meus movimentos que tinham determinado uma primeira ação. Várias outras experiências foram feitas; não as descrevo porque seria impotente para descrevê-las em seus mágicos efeitos. A sessão durou pouco mais de uma hora.
Vejo esta demonstração como um acontecimento favorável ao magnetismo. Eu estava só diante de um batalhão de jovens decididos, cheios de força e energia, tendo o saber que prepara as revoluções científicas. Para trás então os céticos de sua escola, todos os retardatários das academias, todos os laureados impotentes que tem olhos cujo cristalino é sem brilho e que acreditam que seus livros serão uma barreira que impedirá a verdade de se revelar! Que todos estes cegos venham encontrar estes jovens, procurem convencê-los de sua ilusão e lhes dizer que tudo é mentira no magnetismo.
Eles poderão então perceber o falso caminho que seguiram e o dano que fizeram à ciência.
Espero ter sido acreditado por numerosos defensores e ter dado um passo imenso para a descoberta que me causou tantos tormentos e absorveu minha vida.
Minha recompensa! Ela não virá neste tempo, este fruto tão doce de um labor sem exemplo, os magnetistas do futuro irão saboreá-lo quando eu já tiver cessado de ser.
JORNAL VÓRTICE  ANO II, n.º 06 , novembro/2009
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