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sexta-feira, 1 de junho de 2012

Reflexões sobre a prática do passe nas Casas Espíritas


Há algum tempo vimos refletindo a respeito da estrutura de funcionamento dos trabalhos de passe que comumente existem nas instituições espíritas; os passes que são aplicados após as palestras de orientação doutrinária.
Sem desmerecer o esforço e a boa vontade por parte de dirigentes e passistas que militam nesta área das tarefas espíritas, pretendemos aqui analisar a forma como estes trabalhos têm funcionado, em confronto com a terapêutica empregada pelos magnetizadores, a qual era tão comum na época de Kardec.
Há algumas décadas temos sido habituados a esperar que os Espíritos tudo façam por nós (pelo menos na área dos passes), nos induzindo a uma acomodação, fazendo estagnar aquilo que poderia ser muito melhor aproveitado para o benefício do próximo: nossos recursos energéticos. Os Espíritos podem nos ajudar e muito, quando realizamos o esforço para alcançar a ajuda. Quando esperamos que eles tudo resolvam por nós, sem o esforço da nossa parte, ficamos sem o auxílio deles. Portanto, se queremos que os Espíritos nos assistam, precisamos “suar a camisa”.
Obras valiosas como Magnetismo Espiritual de Michaellus e Magnetismo Curativo de Alphonse Bué, antes editadas pela Federação Espírita Brasileira, infelizmente, hoje não mais o são, fazendo-nos perder um manancial de conhecimentos teóricos e práticos a respeito desta ciência tão vasta que é o Magnetismo. Fora as exceções, muitas obras hoje existem a respeito do passe nas instituições espíritas, mas cujo valor se resume à teoria, caindo por terra o seu valor prático, no que concerne àquilo que seja necessário para que alcancemos os melhores resultados.
Se fizermos um estudo comparativo entre os resultados de cura obtidos pelos magnetizadores clássicos e os passistas de agora, vamos verificar, sem sombra de dúvida, de que lado se encontra a verdadeira terapia de cura.
Onde está o equívoco? Nos passistas? Nas instituições espíritas? Acreditamos que o problema está na estrutura que foi dada àqueles trabalhos. Deixando de lado a passionalidade, vamos analisar friamente os seguintes itens:
a) Longas filas de pessoas para receber o passe: todo mundo tem consciência de que muita gente que frequenta as filas de passes não precisariam verdadeiramente estar ali. E por que estão? Falta orientação, dirão alguns. Também achávamos isto até fazermos diversas palestras a respeito deste assunto e, para nossa frustração, lá estava a fila tão longa quanto antes.
Lógico que se deve continuar orientando de forma sistemática, até por que sempre vamos ter pessoas “novas” nas instituições espíritas.
Ocorre um verdadeiro paradoxo: busca-se o passe mesmo sem precisar dele, enquanto que ao mesmo tempo não acreditamos no alcance que ele pode ter.
Não acreditamos por que não conhecemos.
Esperamos milagres, mas não confiamos que o Magnetismo pode curar uma doença séria.
Disse Kardec: um corpo em harmonia não assimila o Magnetismo. E pode até prejudicar. É o mesmo que acontece quando tomamos remédio estando sadios.
Procura-se avidamente o passe para a resolução de pequenos desconfortos que poderiam facilmente ser sanados através de uma prece, de uma reflexão ou de uma mudança de atitude. Mas preferem entregar-se ao passe como a medida milagrosa e salvadora, que tudo deve fazer por nós, enquanto continuamos brigando em casa e chegando ao Centro Espírita com dor de cabeça para ser resolvida pelos passistas. Ao mesmo tempo, acreditam que somente estas pequenas mazelas podem ser curadas pelos passes.
b) Necessidade de muitos passistas: para suprir a demanda de pacientes, fazem-se, geralmente, cursos rápidos de passe, a fim de “preparar” passistas em número suficiente para atender a todos.
A pressa nesta preparação deixa uma lacuna enorme e perigosa, pois não há meios para que alguém se torne eficiente em tratar as mais variadas moléstias físicas, emocionais ou espirituais, após algumas horas de estudo.
Muitos magnetizadores, no passado, eram médicos e largaram a medicina fundando clínicas e hospitais para tratarem os doentes através do magnetismo.
Imaginemos alguém fazer isso depois de um estudo de final de semana!
c)  Necessidade de local amplo: quase nunca as casas espíritas dispõem de muito espaço onde cada passista possa trabalhar de forma conveniente utilizando os vários recursos magnéticos. Daí, o que vamos ter é uma sala apertada, com muitos passistas, sem oferecer condições para que se trabalhe de forma eficiente. Espaço para uma maca, nem pensar.
d) Escassez de tempo: para completar o quadro, não há tempo para se atender demoradamente a tanta gente, da forma como o magnetismo requer. Na estrutura atual, os passes precisam ser rápidos, de dois a três minutos, comprometendo totalmente os resultados. Sem contar com a pressa de quem recebe o passe e que quer ser logo atendido, sem demora, apesar dele muitas vezes estar acostumado a frequentar os consultórios médicos sendo forçado a aguardar horas por um atendimento. Mas aprendemos que o passe pode fazer “milagres” e que podemos ser curados dos nossos males em rápidos minutos, depois das mãos do passista terem se movimentado algumas poucas vezes. Resultado final: pouca eficiência, poucos alcances positivos.
Enquanto os magnetizadores clássicos conseguiam curar moléstias tidas muitas vezes como incuráveis, pelos médicos, mesmo desconhecendo o perispírito, os centros de força e a interferência dos espíritos, o que conseguimos nós com os passes?
E ainda há aqueles que acham que todos que costumam assistir a palestras doutrinárias DEVEM receber passes todas as vezes que forem ao centro espírita, mesmo sem necessidade.
Allan Kardec, que deve visitar as instituições espíritas vez ou outra para aferição da tarefa por ele iniciada, deve se perguntar o que estamos fazendo com a Doutrina Espírita que tanto trabalho lhe deu para colocar em bases científicas.
Adilson Mota
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