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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Analisando o Atual Momento Espirita - Parte 7 (ultimo artigo da serie)



Uma panorâmica dolorosa sobre o que estão e estamos fazendo com a união entre o Espiritismo e o Magnetismo. Por Jacob Melo (abril 2012)
Sabemos que as estatísticas contabilizam um sempre crescente número de suicídios, e isso se dá de uma forma assustadoramente anual e global.

Sabemos igualmente que está passando a geométrico o crescimento da população submetida à mais inclemente de todas as doenças: a depressão.

Também é sabido que a relação entre esses dois assuntos é por demais estreita. Segundo a Mentalhelp (http://www.mentalhelp.com/suicidio.htm), 70% dos suicídios ocorrem em decorrência de uma fase depressiva.

Considerando-se que a Organização Mundial de Saúde (OMS) prevê que até o ano de 2020 teremos uma média anual mundial de 1,5 milhões de suicídios, e considerando-se a relação acima apresentada teremos, muito proximamente, uma estimativa de mais de um milhão de depressivos cometendo o auto-extermínio. Convenhamos: um absurdo digno de preocupar qualquer criatura e, com muito mais razão, qualquer pessoa que se proponha a ajudar ao próximo, seja sob que princípio for.

Numa outra vertente do problema, tanto o depressivo como o suicida são pessoas que se sentem sem esperança, precisando muito mais do que um simples apoio, uma reprimenda, uma crítica, indicações acima da capacidade de reflexão do doente ou ‘incentivos’ do tipo “se você quiser você sai dessa” – como se o depressivo quisesse estar naquela situação.

A essas alturas é de se perguntar: e o que tudo isso tem a ver com o atual momento espírita?

Absolutamente tudo! Pois que a Doutrina Espírita tem em seu bojo todo um conjunto de excelentes ferramentas para contribuir, positiva e decisivamente, na superação desses males, não apenas trazendo esperanças renovadas como afugentando alguns dos entraves desse mal.

De um lado, a luz que projeta sobre o futuro, o fomento à fé tal como tão ricamente orientado em O Evangelho Segundo o Espiritismo, a possibilidade de se interagir com o ‘além’ sem a necessidade de se precipitar o desenlace carnal, e tantas outras qualidades incomparáveis; de outro lado, os mecanismos oriundos do Magnetismo e das boas reuniões mediúnicas, com as devidas evocações, quando necessárias, todas essas possibilidades são elementos determinantes de trabalho e superação e que estão reunidas numa só bandeira, num só ‘pacote’, numa só Doutrina.

Concordando-se com isso, surge a inevitável pergunta: então, onde estão as soluções práticas?

O bojo teórico do Espiritismo veio da observação prática, tanto da sua filosofia ampla como de seus menores quadrantes, veio de uma prática científica por excelência. O Magnetismo, desde os primórdios, foi seu conjunto indispensável e fundamental de ferramentas, o qual sugeriu tantos caminhos, indicou inúmeras aberturas para novos horizontes, deixou cadeiras preparadas para sua postulação e, bem vivido, possibilitou tantas certezas, tantas vitórias.

A Ciência tradicional, quiçá com receio de perder ‘clientes’ para uma ‘nova feitiçaria’, tratou de bombardear o Magnetismo em todas as suas bases e comprovações, sem pejo ou receio de até forjar e mentir em seus relatórios, tal como registra a história de então. E ela venceu. O Magnetismo caiu. Triunfou a ciência dos interesses, contra os interesses da verdadeira Ciência.

Apesar de doloroso é justo concordarmos que eles foram hábeis e tinham seus motivos para essa luta impiedosa; estes eram indisfarçadamente monetários.

O que não dá para compreender nem aceitar, todavia, é que esse mesmo Magnetismo seja bombardeado e aniquilado, desde há mais de 150 anos, por aqueles que deveriam nunca tê-lo abandonado, nunca tê-lo traído, nunca tê-lo deixado ao léu... Não há razão que justifique, não há lógica que racionalize, não há critério nem moral que avalize tamanho disparate, tamanha agressão à obra de Allan Kardec e dos Espíritos Superiores.

Quando se ouve hoje, de forma aberta e cheia de empáfia, que o Magnetismo é coisa do passado e que o Espiritismo não precisa dessa ciência nem de seus ‘defensores’, e quando se apura os ouvidos para se reconhecer que o timbre desses vozeirões vem de bramidos altaneiros dos que se limitam a fazer eco – sem saber de onde vem nem para onde vai o que é dito –, ou provêm de líderes que mais parecem claudicantes e reprovados alunos de matérias pretensamente superiores, caímos na realidade que convida os estudiosos e os que querem ter olhos de ver a mais e mais lutarem, a fortalecerem suas tenacidades e perseveranças, pois que não será perdoável deixar que tantos se vão sem que se dê ao mundo a oportunidade feliz de conhecer caminhos reais de superação e vitória do Bem e da Vida.

Foi com o Magnetismo que já conseguimos, com muita segurança, viabilizar meios para se controlar, ajudar, vencer e superar a depressão, reduzindo, assim, as possibilidades de suicídios de tantos que já foram tratados por força dessa ciência aplicada à luz espírita. E posso dizer com muita alegria: e isso foi conseguido apesar das forças e resistências em contrário. Imaginemos aonde estaríamos se todos fôssem a favor das descobertas que levaria a humanidade inteira a conquistas ainda maiores!!!

Não, não defendo nenhuma teoria nova, pois o Magnetismo é anterior ao Espiritismo e por tudo o que já escrevi nesta série, bem como em meu livro Reavaliando Verdades Distorcidas, bem como em uma outra infinidade de artigos e entrevistas, o “Espiritismo e o Magnetismo são uma única e só Ciência” (palavras de Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, 555). Tampouco me defendo como pessoa, pois isto nao viria ao caso, mas fica incômodo se ouvir que existe Casa Espírita que, não querendo sequer divulgar um curso sério de magnetismo e passes, se justifica dizendo “Nossas Casas seguem as diretrizes federativas”. Será que existem mesmo essas diretrizes? Estarão esses que decidem tais diretrizes tão cientes de suas responsabilidades perante o que deveriam de fato e de direito fazer? Ou então ouvir, após todo um conjunto de exposições que apresentam o vínculo inquebrantável entre essas duas ciências e as razões lógicas e técnicas que norteiam os modelos de como ‘de fato’ curar a depressão, que “nesta Casa preferimos seguir Jesus”! Que Jesus, então, se estará buscando seguir? O Jesus que deixa entregue à própria sorte aquele que vem buscar ajuda, apoio, auxílio, na tentativa de vencer o mal e evitar o pior? Ou o Jesus que nos recomenda “fazer ao outro aquilo que gostaríamos que nos fizessem”?

Achar que a Casa espírita não está obrigada a prestar melhores serviços pelo simples fato de seus dirigentes não quererem reconhecer os erros em que estão se metendo é o que Jesus chamou de hipocrisia, por isso mesmo comparando os hipócritas a túmulos caiados, brancos por fora e cheios de podridões por dentro.

Na verdade, muito teria para escrever nesta série, mas não vale a pena. O tempo é curto, passa rápido e além de tudo o que temos e devemos fazer – falo por mim mesmo –, as tarefas e os compromissos só se ampliam, pois enquanto estamos tentando reconstruir, muitos ainda seguem nos caminhos que levam à destruição insana, permitindo que os mais necessitados vivam toda sorte de desespero.

Um amigo me fez refletir: ‘Jacob, melhor do que escrever sobre tudo isso é apresentares casos bem solucionados ou técnicas que nos levem ao aprimoramento do que já sabemos’. Ele está coberto de razão; e é o que tentarei fazer doravante, da melhor maneira que posso.

Aos que dizem defender o Espiritismo e seguem abalando suas estruturas e desarticulando suas bases, só posso tentar ao menos imitar Jesus e dizer: “Pai, perdoa-os; eles não sabem o que fazem!” Porque se souberem... Sei não!!!

Obrigado a todos os que leram e refletiram comigo sobre o atual momento espírita.
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