Seja Bem Vindo ao Estudo do Magnetismo

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segunda-feira, 2 de abril de 2012

Torres Pastorino - Técnica da Mediunidade Cap. Magnetismo


  
          MAGNETO - Muito antiga, na humanidade, a observação de que havia corpos com a propriedade de atrair outros. Na velha Ásia, muito antes de Cristo, foi encontrado na região de Magnésia um mineral que atraía o ferro. 
                                                                                                           
           E por isso foi ele denominado “magneto”, donde deriva a palavra “magnetismo”. Analisado recentemente foi classificado como “tetróxido de triferro (Fe304),  ao qual hoje se denomina “magnetita”, chamando-se ímãs ao magneto. 
            Todos conhecemos essa capacidade do ímã de atrair  limalha de ferro, e os são muito empregados em numerosos campos de atividade. 
          Magnetismo humano  - Interessante recordar que essa capacidade de “atração” é também observada no corpo humano, e por associação, a ela se chamou “magnetismo animal”. 
          O magnetismo mineral tem sido bastante explorado pela física; muito menos estudado e observado, o magnetismo animal, apesar dos trabalhos iniciais e clássicos de Mesmer, Chardel, Puységur, Du Potet, Bué, L. A. Cahagnet e tantos outros, que citam fatos e aventam hipóteses, mas cientificamente não chegam a uma conclusão exata e irretorquível. 
Em vista disso, passaremos em revista rapidamente alguns “fatos” do magnetismo mineral, comparando-os com o magnetismo humano (animal), a que muitos atribuem os nomes de, faculdade ou capacidade mediúnica. Serão simples sugestões que poderão despertar interesse em alguns leitores. 
A propriedade do tetróxido de triferro é “atrair” o ferro. Assim, no corpo humano há partes definidas que também parecem “atrair” certas ondas vibratórias, que a criatura fica apta a sentir e descrever. 
Grifamos o termo “atrair”, porque não acreditamos existir aí realmente uma “atração”; cremos que uma irradiação é “recebida” e “registrada”, da mesma forma que os olhos não atraem as vibrações luminosas, nem os ouvidos atraem as ondas sonoras: simplesmente recebem-nas e as registram. Mas ocorre que, quando o objeto que irradia tem o seu “pêso-massa” menor que o “pêso-fôrça” da sua radiação, não são apenas os fluidos da radiação que caminham, mas consigo eles arrastam em direção do receptor o próprio corpo radiante.
Dá-nos isso a impressão de que existe uma “atração”. Deixamos aos entendidos a solução desse novo ponto de vista.
Admitimos, então, que há corpos capazes de receber as vibrações de outros corpos, tal como o tetróxido de triferro recebe as vibrações do ferro, trazendo-os mesmo a si quando o pêso-fôrça da radiação é maior que o pêso-massa do corpo. Assim verifica- mos com a ebonite, que recebe vibrações de cabelos, papel, etc., trazendo-os a si, quando leves. 
Ora, o mesmo ocorre com o corpo humano, sobretudo com certos órgãos. Por exemplo, as glândulas pineal e pituitária (epífise e hipófise), que têm a capacidade de receber as ondas-pensamento da própria mente e de outras mentes, encarnadas ou desencarnadas. Aceitamos a teoria de que a glândula pineal serve “sempre” de intermediária entre o espírito da criatura e o cérebro. Toda e qualquer idéia ou pensamento do espírito é transmitido vibracionalmente e
recebido pela pineal, e através dela é comunicado aos neurônios cerebrais que então a transmitem ao resto do corpo, agindo sobre os centros da fala, dos braços, pernas, etc. Inversamente, tudo o que fere os nervos ópticos, auditivos, olfativos, gustativos, tácteis, etc., é levado aos neurônios, que o fazem chegar à pineal e daí então é transmitido por meio de ondas-pensamento ao espírito. Outro ponto para ser pesquisado pelos entendidos. 
Assim como recebe os pensamentos do próprio espírito, pode também receber os de outros espíritos quer na matéria (telepatia), quer desencarnados (mediunismo). Entretanto, alem desse tipo de mediunismo, que chamaríamos “magnético”, temos outro tipo de mediunismo, realizado por fio fluídico, ligado diretamente aos chakras, e destes passando aos plexos nervosos que são feixes e entrosamentos de nervos. Ou seja, os chakras representam em relação aos plexos, o mesmo papel que a pineal em relação ao cérebro. Lembremo-nos de que o plexo mais importante do tronco, plexo “solar”, é também denominado “cérebro abdominal”. 
Do mesmo modo que os nervos constituem os condutores fluídicos das vibrações sensoriais no corpo físico, assim há cordões fluídicos de matéria astral, de que nossa ciência terrena “oficial”, ainda nem sequer apurou a existência, embora citados em literaturas antiquíssimas e bem conhecidas no ocidente (Eclesiastes 12:6). Nada existe, porém, a esse respeito nos tratados científicos. 

PROCESSOS DE IMANTAÇÃO 
Uma barra de ferro pode ser imantada por três processos principais: 
a) por indução magnética, que é realizado mantendo-se a barra de ferro próxima a um ímã; 
b) por atrito, quando uma barra de ferro neutra é atritada com um ímã, sendo indispensável que sejam atritados sempre no mesmo sentido, porque o atrito num sentido desfaz a imantação obtida no outro;
c) por corrente elétrica, quando se enrola em torno da barra de ferro um fio percorrido por corrente elétrica. Esse processo faz o que chamamos “eletro ímã”. 
Vimos que a mediunidade pode ser inata, tal qual o magnetismo do ímã natural. 
Tipos de Mediunidade
 - Agora passemos a estudar ligeiramente o despertamento, chamemo-lo “artificial” da mediunidade. Também aqui podemos encontrar as mesmas três modalidades principais que para o ímã mineral (as Leis Cósmicas são as mesmas para todos e em todos os planos).
a) Assim como uma barra de ferro se imanta quando na proximidade de um ímã, assim também pode uma criatura conseguir comunicações mediúnicas quando ao lado de um médium, embora seja insensível quando a sós. Esse fenômeno é obtido, porque a radiação do médium sensibiliza a aura do sujet, tornando-o apto a captar mensagens. Por isso observamos que certas pessoas só recebem quando ao lado de um médium. Mais comum é a necessidade da presença de um médium para INICIAR o trabalho mediúnico de uma pessoa; feito o desenvolvimento, poderá passar a receber sozinha. Não é falha pessoal: é que as radiações do médium lhe servem de agente catalítico para “abrir” a mediunidade. 
b) Da mesma forma que a barra de ferro neutra se imanta ao ser atritada, assim a criatura pode ser predisposta a receber comunicações, ou a “abrir” a mediunidade, se lhe forem aplicados passes magnéticos por um médium. Pensam alguns que o passe no aparelho novo serve para fazer receber espíritos, e movimentam as mãos como se empurrassem alguém. Mas os passes não têm essa finalidade. Devem ser dados de cima para baixo (“sempre no mesmo sentido”) para que o efeito não seja anulado. Algumas entidades preferem que não sejam aplicados passes, antes da incorporação, alegando que isso pode influir no animismo. Assim fazendo, porém, o desenvolvimento é muito mais demorado e talvez não se realize. Ao aplicar os passes, o passista magnetiza ou imanta o aparelho, fazendo sensibilizar-se a glândula pineal (passes na cabeça) para comunicações telepáticas, ou os chakras (passes ao longo da espinha dorsal) para as ligações fluídicas. 
c) a terceira maneira de favorecer a imantação é enrolar-se a barra de ferro com um fio percorrido por corrente elétrica. São os “eletro ímãs”. Há pessoas, também, que só se tornam médiuns, ou seja, só ficam capacitados para receber, quando envolvidos pela corrente da mesa mediúnica, nada conseguindo quando estão a sós. A corrente da mesa mediúnica aumenta a sensibilidade da pineal e dos chakras (já vimos que a bateria tem mais força que os acumuladores isolados). Nesses casos, o aparelho aumenta sua sensibilidade e se imanta, tornando-se apto a receber as comunicações.  
IMÃS PERMAENTES E TEMPORÁRIOS  
De acordo com a construção do ímã artificial, pode ele manter a propriedade magnética por muito tempo, até por anos, ou perdê-la logo depois que cesse a causa da imantação. No primeiro caso o ímã é chamado “permanente”, no segundo, temporário ou transitório. Os eletro imãs são sempre transitórios, mas os imãs naturais são sempre permanentes.
Duração da mediunidade
 - Podemos dividir os médiuns em três categorias: 
a) naturais, que já nascem com essa característica de sensibilidade, e, em vista disso qualquer que seja sua religião - não podem evitar os fenômenos psíquicos; é até frequente que, não se educando a faculdade, nesses casos, o aparelho se desequilibre mentalmente;
b) aqueles que são permanentes, ou seja, os que, mesmo não no sendo de nascença, desenvolveram as faculdades psíquicas, quer por proximidade, quer por atrito (frequência às reuniões ou passes); e, uma vez desenvolvidos, não nas perdem mais, ficando obrigados a continuar “trabalhando” daí por diante, dando vasão natural ao mecanismo psicológico;
c) aqueles que são temporários, isto é, os que, “cessada a causa, cessa o efeito”. De modo geral, os que só recebem na corrente mediúnica, nada sentindo fora dela. Ou mesmo os que só recebem quando na proximidade de outro médium, ou quando sob a ação de passes magnéticos (indução magnética ou “atrito”).

POLOS
As propriedades magnéticas não se manifestam em toda a extensão do ímã, mas apenas nas extremidades, chamadas “pólos”. Quando se trata de uma barra, por exemplo, aparece o magnetismo nas pontas; entre os dois pólos há uma região que não apresenta propriedades magnéticas, sendo por isso denominada neutra. 
As mãos dos médium
 - Assim também no corpo humano, as partes que revelam maior magnetismo são as extremidades, sobretudo as dos membros superiores tendo-se estabelecido
experimentalmente que o lado direito tem magnetismo positivo (doação) e o lado esquerdo magnetismo negativo (absorção), porque atrai, coisas negativas, e por isso os romanos o chamavam “sinistro”. 
Daí o aperto de mão ser feito sempre com a direita, pois a esquerda absorveria os fluidos pesados da outra pessoa. Também o “sinal da cruz” na própria criatura e a “bênção” dada pelos sacerdotes (passes em forma de cruz) são realizados com a mão direita. Os “passes magnéticos” de doação realizam-se com a mesma mão. Assim também, quando queremos homenagear uma pessoa, “dando-lhe” amor ou carinho, nós a colocamos a nosso lado direito, para que o lado esquerdo dela “absorva” nossas boas vibrações. No entanto, quando desejamos “captar” o amor de alguém, nós a colocamos à nossa esquerda (nas conversas amorosas, no leito, etc.), para que possamos absorver melhor suas vibrações de carinho. Nos canhotos, porém, o magnetismo é inverso: positivo à esquerda, negativo à direita. 
Quando desejamos lançar fluidos, é através das mãos que a fazemos, saindo eles pelas pontas dos dedos. 

ATRAÇÃO E REPULSÃO
Se suspendermos dois ímãs por seus centros de gravidade, e aproximarmos um do outro, verificaremos que os pólos do mesmo nome se repelem, e os de nomes contrários se atraem. Daí concluímos que o pólo norte geográfico da Terra é um sul-magnético  (já que atrai o pólo norte do ímã), e vice-versa. 
 Corrente mediúnica
 - Compreendemos, então, por que, nas correntes mediúnicas, os componentes se dão as mãos segurando com a direita a esquerda do que lhe está ao lado.
Também por isso observamos que, por magnetismo natural, as pessoas se atraem quando possuem temperamentos opostos: violentos atraem dóceis, orgulhosos atraem humildes, etc. (donde o ditado popular: “duro com duro não faz bom muro”). 
Na mediunidade pode aparecer uma objeção: o médium dócil recebe “espíritos” dóceis, havendo de modo geral consonância de temperamento entre os médiuns e seus “guias”.
Entretanto, aí não se trata de magnetismo, mas de sintonia vibratória. 
Observamos, todavia, um fenômeno interessante: em certos casos, existe uma impossibilidade absoluta de certos “espíritos” incorporarem em certos médiuns. E isso ocorre sem que haja nenhuma dissintonia, pois muitas vezes o “espírito” gosta imensa- mente da criatura e vice-versa, mas não pode incorporar-se. Supormos que o impedimento consista numa repulsão magnética entre ambos. Aguardamos, porém, melhores esclarecimentos de quem seja mais capaz. 
Podemos, então, estabelecer um princípio: as comunicações telepáticas, através de pineal-pituitária, se fazem por “sintonia vibratória”; e as fluídicas (ligações por fio) se realizam através dos chakras-plexos, por magnetismo positivo-negativo. Em nossa hipótese, pois, o magnetismo poderá influir na “incorporação”, na ligação fluídica, mas não na inspiração ou intuição, que esta se realiza por simples recepção de ondas vibratórias. 


MASSA MAGNÊTICA
Para facilitar o estudo, criaram os físicos uma convenção a que denominaram “massa magnética”, que corresponde a “um ponto ideal, onde se reuniria toda a região magnética puntiforme”. Convencionou-se ainda que duas massas magnéticas: ou a) são iguais, ou
b) uma é o múltiplo da outra. 
Há duas leis (análogas às que regem as cargas elétricas puntiformes) a que obedecem a atração e a repulsão: 
Entre duas massas magnéticas puntiformes, isto é, entre as forças positiva e negativa (separadas pela região neutra):
1ª lei: A intensidade da força de atração ou repulsão é proporcional ao produto de cada uma das massas magnéticas.
2ª lei: A intensidade da força de atração ou repulsão é inversamente proporcional ao quadrado da distância entre elas.
Passes e ligações mediúnicas
 - Essas duas leis valem também para os planos etérico e astral (como para todos os outros, porque as grandes leis da natureza vigem em qualquer plano). 
Encontramos de imediato três aplicações práticas: nos passes, nas obsessões e nas “incorporações”. 
A) Nos passes magnéticos a maior intensidade de uma corrente fluídica vai depender da diferença das massas magnéticas do doador e de paciente. Assim um indivíduo fraco (FM= 2) ao receber passes de outro forte (FM = 10), terá carga de intensidade 8. Observe-se que um é sempre múltiplo do outro. Daí um mais fraco não dever dar passes magnéticos em outro mais forte que ele: esgotar-se-ia com pouco proveito. Além disso, acresça-se o valor das emoções entre doador e paciente (principalmente neste último), no sentido da boa recepção magnética. Outra observação: os passes magnéticos devem ser dados na proximidade (por vezes até tocando-se o ponto enfermo), em vista da 2ª lei. Note-se, porém, que tudo isso vale para passes magnéticos, pois os passes espirituais caem sob outras leis.  
B) O obsessor, ciente ou inconscientemente, se liga ao obsidiado através do “ponto magnético” que lhe ofereça campo de atração. Esse ponto é do pólo negativo (passivo) na vítima, para que ele utilize seu próprio pólo positivo (ativo). Ora, os pontos magnéticos negativos no encarnado são exatamente os órgãos enfermos, deficientes, ou, pelo menos, fracos.
Nesse ponto dá-se a atração, ligando magneticamente os dois. Assim, por exemplo, uma criatura que sofra de deficiência ovariana é facilmente influenciável nesse ponto, sendo levada à esquizofrenia. Se a debilidade é hepática, por esse órgão se estabelece a ligação, sendo o indivíduo arrastado à irritabilidade. 
E tanto maior intensidade na obsessão haverá, quanto nuns diferença houver entre as forças dos dois e quanto maior for a proximidade entre ambos. 
Deduzimos, então, que a obsessão não é obra, em geral, de sintonia vibratória, podendo até não haver sintonia nenhuma entre os dois, o que serve de consolo a muitos... Muito ajudam, ainda, as emoções do obsessor e do obsidiado. 
C) Nas comunicações, vimos que as telepáticas obedecem às leis da sintonia vibratória;  mas as realizadas por ligações fluídicas podem efetuar-se por simples atração magnética. Aí temos dois casos: 
a) o desencarnado é mais forte e positivo e se liga ao encarnado por um ponto negativo deste (é o caso anterior da obsessão); 
b) o desencarnado é mais fraco (enfermo, sofredor, etc.) e a ligação é feita do encarnado (positivo) para o desencarnado, ligando-se exatamente no ponto magnético mais fraco do desencarnado: o órgão enfermo. 
Essa a razão por que os médiuns, quando “incorporam”, sentem nos próprios órgãos as mesmas sensações desagradáveis ou dores lancinantes que o desencarnado está sentindo: a ligação foi feita entre o órgão sadio do aparelho (pólo positivo) e o órgão enfermo do comunicante (pólo negativo). 
A 2ª lei também é perceptível: se o desencarnado está próximo do aparelho as sensações são integrais (caso do “encosto”) porque a intensidade magnética é máxima. Se a ligação é feita à distância, as sensações são mais enfraquecidas. 
Em muitos casos é tão violento o acesso de dor do desencarnado e tal seu desespero, que uma aproximação desequilibraria o aparelho. Neste caso, os trabalhadores do astral providenciam a ligação a distância, deixando o espírito onde está (zona trevosa, subterrânea, subaquática, etc.). Por não saírem do “inferno” onde se encontram, os espíritos não vêem o ambiente, e continuam queixando-se de que estão em trevas. 
O choque vibratório continua existindo, mas muito mais fraco e suportável. O médium, pela ligação, envia fluidos magnéticos positivos ao sofredor, aliviando-o aos poucos, até que ele tenha capacidade para aproximar-se, “incorporando”, a fim de alcançar melhor medicação. 

CAMPO MAGNÉTICO 

Assim denominamos a região que envolva a massa magnética, e dentro da qual esta consegue exercer ações magnéticas. Consideremos, todavia, que é lei fundamental que todo e qualquer ímã possui sempre dois pólos (+ e -) e somente dois pólos, e um sempre exerce influência sobre o outro. Mas, teoricamente considerados em separado, poderíamos traçar um campo magnético próprio a cada pólo, para observar as propriedades de cada campo separadamente. 
Afinidade dos médiuns
 - Também cada criatura humana possui dois pólos, cada um dos quais cria um “campo magnético” que atrai ou repele formas-pensamento, elementais e
“espíritos”, encarnados ou, desencarnados, desde que penetrem no campo. 

PROPRIEDADES DO CAMPO
1) Imantação sucessiva
 - Desde que Tales de Mileto (640 - 546 A. C.) falou das propriedades do magneto natural, é sabido (e Platão, no “Ion”, faz Sócrates descrever
essa propriedade) que, se a um ímã encostarmos uma argola (ou prego) esta fica pendurada, mas por sua vez passa a segurar uma segunda, a segunda uma terceira e assim por diante, imantando-se sucessivamente enquanto permanecem no campo magnético do ímã. 
Influências recíprocas
 - Isso ocorre com frequência em todos os setores humanos, sejam comerciais, industriais, artísticos, e também nos círculos espiritualistas. Assim um “líder” espiritual atrai a seu campo magnético um grupo de discípulos e, enquanto estes lhe estão ao lado, vão estendendo a influência do líder a outras criaturas; mas só o conseguirão enquanto estiverem nesse campo, pois perdem o magnetismo ao se afastarem. Note-se que esse magnetismo pode ser usado para o bem como para o mal. 
Vemos também que “espíritos” ditos “guias” do líder, passam a interessar-se pelos componentes do grupo, acompanhando-os, porque estão no mesmo campo magnético.
Mas também aí vemos o perigo de alguém aproximar-se de uma pessoa com tendência para o mal: entrando-lhe no campo magnético, seus acompanhantes passam a influenciá-lo. 
Perigo outrossim dos contactos “íntimos” com pessoas desconhecidas: recebemos-lhes todas as influências maléficas que as envolvem. 
2) A “força magnética”
 - Quanto maior a intensidade da “massa magnética”, tanto maiores a força e a extensão do “campo magnético”. 
Assim verificamos que, quanto maior a capacidade mediúnica, tanto maiores serão a força (de atração ou repulsão) e a extensão (ou raio de ação) dessa força. 
Por isso muitos médiuns (que o vulgo apelida de “mata-borrão) atraem tudo o que existe no ambiente em que se encontram ou por que passam, e de lá saem “carregados”. Por onde andam, vão atraindo a “limalha de ferro” que há no caminho. 
Daí, quanto maior a força magnética, maior facilidade em atrair “espíritos” (encarnados ou desencarnados) que caiam sob seu campo magnético. 
Nas sessões é comum assistirmos à entrada brusca de um obsessor, protestando que não queria vir, mas que “foi trazido à força e com violência e rapidez”. Simples fenômeno de atração magnética exercida pelo aparelho mediúnico, por meio da força-pensamento (ou dos “mentores” em seu lugar). 
Daí, ainda, quando o “espírito” está “incorporado” e quer sair: se a força magnética do médium é maior que a dele, ele não no consegue, por mais que se esforce para isso.
3) O quociente da força pela massa é uma grandeza vetorial constante em módulo, direção e sentido, para determinado ponto. 
Isso explica por que aqueles que fixam esse “determinado ponto” em situações elevadas espiritualmente tendem continuamente, numa “grandeza vetorial constante em modulo, direção e sentido, para o bem, para a ligação com as Forças Positivas (prece), para o amor. 
Ao passo que os que o fixam em zonas baixas, apresentam constantes tendências para a irritação, para a raiva, para o ódio, para o mal. 
A fixação elevada reside na individualidade, no Cristo Interno, e por isso disse Paulo “tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus” (Romanos 8:28); pois já antes explicara: “os que são segundo a carne, põem sua mente nas coisas da carne, mas os que são segundo o Espírito, põem sua mente nas coisas do Espírito: a mente da carne é morte, mas a mente do Espírito é Vida e Paz” (8:5-6). 
E não é necessária grande evolução para obter-se isso. Seja a massa magnética grande ou pequena, a força magnética a acompanha sempre proporcionalmente, e portanto “o quociente de um pelo outro é uma constante vetorial”, que aparecerá em qualquer ponto evolutivo em que se encontre a criatura. 

LINHAS DE FORÇA 
São as que partem de um pólo, atingindo o seu contrário. Um grupo de linhas de força, forma um tubo de força. A reunião total das linhas de força, forma o: 

ESPECTRO MAGNÉTICO 
Conhecemos, na prática, o espectro das linhas de força do campo magnético de um ímã, colocando-o debaixo de uma folha de papel, sobre a qual espalhamos limalha de ferro. Os pequenos pedaços se imantam, e cada um deles se torna um imã. O pólo norte de cada um desses pequenos ímãs é atraído, pelo pólo sul vizinho, de modo que se formam verdadeiras cadeias de ímãs.
 Essas cadeias se dispõem no papel exatamente ao longo das linhas de força. A essa figura chamamos “espectro magnético” (veja figura). 
Bondade efetiva
 - Esse é o motivo por que um sofredor, atraído a uma sessão, traz automaticamente consigo muitos outros do mesmo timbre magnético (que sofrem dos mesmos

males). E por isso basta atender a um que esteja incorporado, para que todos os outros, que se acham dispostos na mesma linha de força, sejam beneficiados, porque recebem os mesmos influxos magnéticos que o incorporado. 
Pelo espectro magnético compreendemos por que Jesus afirmou que ninguém é bom, a não ser o UM, que é Deus” (Lucas 18:19). Com efeito, enquanto mergulhados na personalidade, no plano da forma, do espaço e do tempo, todos temos os dois pólos em nós, o positivo
(espiritual-Deus) e o negativo (material-satânico). E por isso, até o próprio Mestre protestou:
“por que me chamais bom”? (id. ib.). 
Só quando tivermos abandonado totalmente esta dimensão da matéria, é que poderemos viver integralmente no pólo positivo, onde não haja mistura nem influência do pólo negativo. 
Por isso também percebemos por que muitas pessoas, embora se julguem boas (e isso já é prova evidentíssima de que o não são, por causa da imensa vaidade, pois nem Jesus se julgou tal) sofrem conseqüências tristes e até desastrosas. 
Explicam alguns que o mal só atinge a quem com ele sintoniza, e que nenhum trabalho de magia alcança os bons; e se por acaso algum “pegou”, é que a vítima “deu uma brecha”.
Esquecem que todos temos o pólo negativo, pelo qual facilmente podem penetrar vibrações baixas. Daí o aviso explícito e reiterado de Jesus (Mateus 26:41): “vigiai e orai, para não serdes experimentados, porque o Espírito (o positivo) está pronto, mas a carne é fraca (o pólo negativo, ou seja, satanás)”.
Ainda pelo espectro magnético compreendemos o que significa a luta interna que ruge dentro de cada homem, entre o bem (positivo) e o mal (negativo), um sempre influenciando o outro: o bem influindo para que o mal melhore, e o mal influindo para que o bem não seja total. Essa luta foi, personificada simbolicamente no anjo e no diabo que todos temos em nós mesmos. 
Esse espectro demarca o campo magnético total do imã, e forma uma indução ou fluxo magnético que impregna o ambiente. Isso explica a razão por que, numa casa em que todos se dedicam ao bem e vivem no pólo positivo, o ambiente é tranqüilo, agradável, leve, limpo. Mas se os elementos são queixosos, irascivos, doentios, o ambiente se torna pesado, irrespirável,
irritando a todos os que nele penetram. Daí a necessidade de não se alimentarem pensamentos negativos, para que o ambiente se não carregue de fluidos magnéticos pesados. 
Também aí encontramos a razão de certas pessoas, ao se chegarem a nós irradiarem paz e outras nos trazerem desassossego, à simples presença: é o magnetismo de que estão carregados, positivo ou negativo. 
E mais ainda: aí reside a razão de as pessoas gostarem de sentar-se sempre nos mesmos lugares. Cada um deixa impregnado com o próprio magnetismo o “seu canto”, pela constância e insistência de sua presença, e portanto aí se sente melhor que em qualquer outro lugar. Se acaso é obrigado a mudar de lugar à mesa, fica irrequieto, como “peixe fora d'água”. 
Muitas coisas podem ser explicadas na vida prática, quando se conhecem as leis de magnetismo, sabendo-as aplicar às criaturas. 
 
FENÔMENOS ELETROMAGNÉTICOS
No setor eletromagnético, há três fenômenos a estudar: 
1º Fenômeno 
Uma corrente elétrica, passando por um condutor, produz um campo magnético em redor desse condutor, como se ele fora um imã. No caso de o condutor ser em formato, de circulo, observamos a corrente que forma um campo magnético que acompanha todo o círculo. 
fig06.jpgCorrente mediúnica e concentração
 - Esse fenômeno explica por que em torno de todo o círculo de pessoas sentadas à mesa mediúnica se forma um campo magnético capaz de:
a) atrair desencarnados de qualquer tipo (sofredores, obsessores, etc.); e quanto mais forte a corrente, tanto maior a força de atração; e 
b) repelir aqueles que não devam ou não convém que penetrem no campo magnético, em vista do magnetismo da corrente. 
2º Fenômeno 
Um condutor, percorrido por corrente elétrica, fica sujeito a uma força se é colocado num campo magnético. 
Em outras palavras: a corrente elétrica produz um campo magnético; dai provêm dois resultados: 
a) um ímã, colocado próximo dá corrente, fica sujeito às forças magnéticas da mesma (1º fenômeno); mas,  
b) o ímã também produz um campo magnético próprio, e este vai influir sobre a corrente elétrica que lhe está próxima. Então, duas correntes próximas se influenciam mutuamente.
O 2º fenômeno explica-nos por que a constituição da mesa mediúnica em círculo fechado (ou quadrado, ou retângulo, mas sempre circuito fechado) influi sobre os médiuns, da mesma forma que os médiuns influem sobre a corrente. Assim como a corrente exerce poder sobre o médium, fortalecendo-lhe a mediunidade assim uma criatura de forte magnetismo exercerá forças que ampliam a capacidade da corrente da mesa mediúnica. 
Por aí verificamos que uma criatura de magnetismo fraca (que se distraia facilmente), “quebra” a corrente. 
Outra dedução é que não deve sentar-se próxima à corrente uma pessoa de forte magnetismo, pois desviaria o curso da corrente. Mas, de outro lado, ficamos sabendo que, quando não há outra solução, a criatura que fica de fora, mas próxima da corrente, permanece protegida e envolvida pela corrente (repare na figura). 
O ideal, quando há muita gente, é que se formem duas correntes concêntricas, uma incluída na outra, porque assim se fortalecem reciprocamente. 
3º Fenômeno 
Chamado “auto-indução” ou “self-indução”: o condutor, que é percorrido por uma corrente, cria um campo magnético que exerce influência no próprio condutor, e produz nele um fluxo. Se o campo for variável, o fluxo também o será.
Assim na mediunidade. Na concentração, o médium cria um campo magnético em torno de si; esse campo exercerá influência sobre o próprio médium, produzindo nele um fluxo (de comunicação). 
Ora, ocorre que a concentração sofre variações pela condição humana de encarnados.
Nessas condições, cada vez que a concentração diminui, também decresce o fluxo da corrente, podendo chegar até a quebra total. E quando volta a aumentar a concentração, torna a crescer o fluxo, reatando a comunicação. 
Isso explica os altos e baixos que verificamos em muitas comunicações. E também por que a concentração, mormente em trabalhos de maior responsabilidade, não deva e não possa ser fraca, nem entrecortada de distrações.  
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