Seja Bem Vindo ao Estudo do Magnetismo

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terça-feira, 24 de abril de 2012

Jacob Melo Responde VI



 O que o motivou a escrever a obra “Reavaliando Verdades Distorcidas”?
- Foram vários fatores; uma espécie de "divida pessoal” para com o Mestre Kardec, pois sempre o li e o interpretava em palestras, mas não havia deixado muita coisa registrada nesse sentido; depois, minha esposa me dizia que nem sempre bastava falar e que era preciso deixar bem definido de onde eu tirava minhas deduções básicas; por fim, comecei a apresentar citações de Kardec em meus cursos e seminários e observei  que a reação e a percepção do público era muito melhor e mais consistente. Sendo assim, preferi  ampliar o leque e não deixar mais que certas duvidas elementares continuassem sendo mais fortes do que as razões bem assentadas já existentes para dissipá-las.
 Como esta abra está sendo "vista" pelas pessoas? Quais os comentários que têm feito?
– Uma coisa interessante está acontecendo em relação a este livro: ele está sendo muito bem vendido e muito bem comentado por quem entende que esta obra está desmistificando, de vez, um monte de crendices erigidas na base do “sempre fui assim” tomada sem se lavar em consideração a base Kardequiana. O outro grupo, aquele que sempre quis que fosse de um jeito que não é, mas que simplesmente pinçava frases e palavras para ratificar suas teorias pessoais está simplesmente calado. Não falam praticamente nada. Ou então fazem como uma pessoa conhecida que, perguntada sobre o que ela achava da obra, simplesmente alegou que não perderia tempo lendo-a porque só lê Kardec nos originais franceses.
Na sua opinião, quais os motivos que levaram alguns espíritas a entenderem de forma distorcida a proposta de Allan Kardec com relação ao Magnetismo e ao trabalho de passes?
- A leitura, o estudo, a experimentação repetida e repetida e o provar o que se faz não  são práticas muito habituais em nosso meio pelo menos não eram até poucos anos. Junte-se a isso uma forte tendência a se aceitar tudo o que vem “do alto" sem maiores investigações assim como a necessidade atávica de rituais e “orientadores espirituais”, tudo isso fez com que “professores” aparecessem com ares de tudo saberem e terem  soluções para tudo, respaldando seus saberes em informações de guias ou numa falsa mansuetude evangélica, pela qual se afirma que “tudo são  os Espíritos". Estando criado o campo propicio para tal, o que menos se buscou foi o estudo serio e aprofundado. E as limitações imposta pelos achismos de toda ordem foram tão radicalmente plantadas que até parece blasfêmia alguém dizer que Magnetismo e Espiritismo  uma só ciência e, por conta disso, deve-se fazer amplo uso daquela.
As Casas Espíritas geralmente mantém trabalhos de passe abertos a todos que desejem recebê-lo, logo após as palestras públicas. Quais os benefícios e os malefícios, se existem, deste tipo de atividade, com relação aos verdadeiros objetivos do Magnetismo?
- Não diga que existam malefícios no sentido genérico, mas nas experiências do  dia-a-dia observa-se que muita gente sai mal de cabines de passes e fica um desencontro imenso sobre o que se fazer nesses casos e de quem é a culpa - quase sempre se aponta a falta de fé do paciente como a geratriz do mal estar. Há uma confusão muito grande entre o que é simples e o que é serio. Simples é tudo aquilo que se faz com qualidade e conhecimento; sério é o que se realiza com intuitos bem definidos e dirigidos ao bem. Portanto, o passe, simples e sério, não dispensa estudo, conhecimento, experiência e vivencia.  Só que em nosso meio é muito comum se achar que o simples é o insignificante e, portanto, não necessariamente serio. A partir daí surgem os absurdos bem como os equívocos nos passes.
 Este tipo de trabalho não estaria desvirtuando o Magnetismo e as suas verdadeiras bases?
 - De certa forma sim. Tudo o que se faz em nome de algo ou alguém e que não seja ou esteja de acordo com o que se advoga como origem está, por isso mesmo, em erro podendo gerar danos de montas diversas e, muitas vezes, graves.
Como restabelecer o Magnetismo aliado ao Espiritismo diante da situação em que se encontra hoje o entendimento dos passistas é dirigentes com relação aquela ciência? E com relação aos pacientes, muitas vezes, ávidos de resolverem suas problemáticas de forma imediatista?
- É um trabalho árduo, difícil e pouco reconhecido, mas que precisa ser feito, bem feito, e não se permitir qualquer esmorecimento nesse sentido. Trata-se da uma plantação complexa, demorada e de colheita ainda distante. Afinal é muito mais fácil se dizer que para aplicar passes basta ter amor, boa vontade e orar com fé do que se pedir estudo, ainda que elementar, sobre fluídos, perispírito, centros vitais, magnetismo clássico, conhecer toda a obra de Allan Kardec e, de quebra, ainda ter noções, no mínimo razoáveis, de anatomia, fisiologia e patologia. Em minha visão, só há um meio: fazer, fazer, fazer e fazer. Demonstrar na prática que Allan Kardec  estava certo também nessa matéria e os que forem assimilando isso também entrem no mesmo processo de fazer, fazer... Além disso, deve-se pesquisar sempre, estudar sempre, comparar resultados sempre e perseverar sempre. Quanto aos pacientes cabe aos dirigentes prestarem informações explicações e razões de suas práticas a fim de, tornando-os esclarecidos, eles, por sua vez, venham a cobrar melhor qualidade de tudo o que estiver sendo colocado a serviço dos pacientes. 
Na Revista Espírita de junho de 1858, Allan Kardec inseriu um texto ditado pelo Espírito E. Quinemant: “...O magnetismo, desenvolvido pelo Espiritismo, é a chave de abobada da Saúde moral e material da humanidade futura”. Como devemos interpretar esta frase? Qual a responsabilidade dos espíritas diante do que o Espírito disse?
- Este Espírito prestou ajuda relevante a Kardec em varias mensagens. Sempre muito seguro e demonstrando dominar o assunto, suas palavras precisam mesmo serem bem assimiladas. Apesar da frase apontada permitir várias abordagens, fica bem evidente que o magnetismo é algo tão poderoso e útil que interferirá, quando bem resolvido e aplicado, até mesmo na saúde moral dos indivíduos. Fica até  a questão: por que será então que não investimos nisso com mais afinco? Confesso que não sei o porque. Nossa responsabilidade  é nada pequena. A falsa ingenuidade de alguns certamente criará embaraços em suas consciências no futuro, pois se somos responsabilizados pelo bem que praticamos tanto como  bem que deixamos de praticar, imaginemos o que não nos pesará quando computarmos o mal que fizemos por dissimulação ou desvia de interesses!
Qual mensagem você pode deixar de incentivo àqueles que desejam conhecer mais e praticar melhor o magnetismo?
- Não gesto de me colocar como exemplo, pois sei de minhas limitações, mas posso dizer que graças à perseverança e à determinação em experimentar, pesquisar, estudar e seguir, mesmo quando quase todos eram contra e me escanteavam como se faz com um louco ou perturbado, ainda assim prossegui e prossigo, pois o bem só acontece se for praticado e não apenas se limitar ás discussões estéreis. Sugiru que estudem, experimentem e prossigam, pois o retorno que se recebe já nesta vida é algo tão extraordinário que vale a pena demais. E garanto: fazendo-se esses estudos e aplicando-os com amor e vontade  estar-se-á realizando todo o bem que Jesus nos pediu e que Kardec  bem orientou.
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