Seja Bem Vindo ao Estudo do Magnetismo

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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Conversando sobre Magnetismo II



REVIVENDO OS CLÁSSICOS - Barão du Potet
O Magnetismo parece lento em sua marcha, obscuro em sua ação. Às vezes tudo parece incerto, nada promete o sucesso. A dúvida está em torno de vocês; sua segurança em você, magnetizador, parece temerária. Sua palavra não encontra eco. Aguarda-se, sem esperança, uma cura anunciada e nada a indica.
É um momento bem crítico e se ele se prolonga, o que acontece muito, o magnetizador perde toda a consideração; pede-se a ele que apresse o resultado prometido, como se ele pudesse, simples instrumento da natureza, fazer mais rápido do que ela. É como querer, do grão semeado ontem, a espiga já madura. Não se atormentem, magnetizadores! Sejam mais calmos do que aqueles que desconhecem a potência deste agente invisível aos olhos e que se introduz, sem ruídos, através dos tecidos. Esperem, fechem os ouvidos às palavras desmoralizadoras que ouvem em seu redor, pois talvez a prova esteja prestes a acabar e no momento no qual você, descontente consigo mesmo, acredite não ter mais nada a esperar da natureza e de seu agente, um sinal evidente de sua ação virá sustentar sua fé e sua coragem.
Tenha o cuidado de exercer seus sentidos no que escapa aos desatentos; distinga bem o que vem da doença ou do magnetismo. Veja se a magnetização desenvolveu um pouco mais de calor na pele, se ela produz algum pequeno movimento nervoso nos membros, uma tendência ao sono, uma leve lentidão, pois é preciso verificar que uma leve impulsão imprimida na circulação pode determinar mudanças no estado do doente.
Repouse seguidamente, evite o esgotamento de suas forças. Saiba esperar em silêncio, sem cessar de esperar.
Uma cura, em muitos casos, é um verdadeiro milagre da natureza e para que ela se operasse foi preciso o concurso de algum agente divino. Com efeito, os remédios materiais não tiveram potência, quaisquer que fossem suas virtudes reconhecidas e sua energia. Antes de lhe chamarem, magnetizador, esgotaram toda a série de medicamentos e depois, enfim, reconhecendo a doença como incurável, incurável mesmo do ponto de vista da ciência, o doente lhe foi abandonado e como a natureza igualmente usou seu próprio poder na luta, ela deixou a morte invadir o domínio humano. As forças materiais exteriores pressentem então sobre a vida, recalcam o que resta até o último refúgio que, seguidamente, parece ser o centro epigástrico.
Mas a praça é cercada, a morte terá vencido a vida, a praça será tomada. Paciência! Você lhe trouxe um socorro inesperado por vias misteriosas; as brechas já feitas são reparadas pouco a pouco pelo fluido magnético e os diques rompidos são refeitos; há mesmo a chance de que o inimigo seja repelido dos lugares que tanto o aproximam da cidadela. Enfim, a luta pode ser retomada com o concurso do poderoso auxiliar que você traz e a morte, em certos casos, pode estar em fuga.
Curar pelo magnetismo é uma obra filosófica bem superior às obras da medicina. Nula é a comparação que se possa estabelecer entre os dois modos de cura. Nós repetimos: há algo de divino na arte magnética. Pode-se sentir bem melhor do que se saberia expressar.
Veja em qual ponto aquele que magnetiza deve moralmente ser diferente do médico comum. Este não se inquieta, segue seu caminho, distribuindo suas especificações, prescrevendo seus venenos, infectando os órgãos com seus gases deletérios e materiais corrosivos, destruindo assim as malhas mais delicadas do tecido humano, alterando a sensibilidade e, lançando assim, a cada instante, óleo sobre o fogo que nos anima. E, em seu orgulho e em sua vaidade, o médico comum crê verdadeiramente ser médico. Sim, ele terá visto por vezes, seres sobreviverem a tantos abalos e longe de tremer à vista dos perigos que sua arte expôs os doentes, ele prossegue, até o dia em que ele mesmo provar tais remédios. Somente então sua inteligência se abre às claridades divinas e ele reconhece sua impotência e sua vaidade.
A medicina das escolas se tornou uma mentira, uma ilusão. Não é uma ciência verdadeira, mas um amontoado de idéias sistemáticas que não pode sustentar a razão.
 O magnetizador, bem diferente do médico, deve escutar em si o que se passa, recolher-se em espírito. Ele deve amar não apenas no instante em que trata a quem magnetiza. É preciso que ele desperte docemente as forças entorpecidas, que ele evoque a inteligência, não aquela que é adquirida pelo estudo, mas aquela que sustentou e construiu o edifício humano e que, por uma transfusão de vida, ele dê ao celeste obreiro, os materiais que lhe faltam, ou seja, um extrato de todas as forças da natureza, o agente a quem chamamos de magnetismo.
 Esta é a diferença capital entre as duas artes, entre a medicina das escolas e a medicina magnética: a primeira, toda materialista, a outra, ao contrário, mais moral do que física. Esta exige sensibilidade e devotamento, a calma da prece, a fé em si, tudo o que os falsos sábios desprezam e os médicos rejeitam para longe deles, pois eles se fizeram filhos da matéria, industriais e traficantes; seu coração está morto, suas mãos não tem nenhuma potência, mas a ignorância humana é tão geral e tão profunda que eles são e serão ainda, por muito tempo, os ministros da saúde pública. Mas forçosamente ou voluntariamente é preciso que eles venham a nós; se mais tardarem, mais perderão em consideração e seus interesses estarão comprometidos.
                                                                                    Tradução Lizarbe Gomes
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