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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

QUAIS OS FATORES QUE INTERFEREM NO RESULTADO DE UM PASSE?


QUAIS OS FATORES QUE INTERFEREM NO RESULTADO DE UM PASSE?
JACOB MELO
O meio espírita está repleto de expressões com as quais se pretende definir métodos, caminhos, soluções ou acomodações para a realidade das ações magnéticas, sinteticamente chamadas de passes. E isso não tem produzido os resultados que seria de se esperar dessa atividade de socorro, de cura.
Posso começar a análise por uma palavrinha “mágica”, a qual parece ser solução para tudo, inclusive para a não solução. É a expressão merecimento – ou a falta dele. Se alguém ficou bom foi porque tinha merecimento; se não ficou ou não melhorou foi porque lhe faltou esse elemento. Daí ser muito vulgar se dizer que quem tem fé e merecimento tudo recebe, pois “os Bons Espíritos fazem tudo”.
Nessa “os Bons Espíritos fazem tudo” se esconde pelo menos uma faceta perigosa; a da acomodação generalizada. Senão vejamos.
Alguém diz confiar nos Espíritos, pois, alega, eles sabem enquanto nós não temos noção de como fazer a movimentação dos fluidos.
Portanto de partida já assumimos a postura da própria ignorância aliada à de transferência de responsabilidade para os Espíritos; daí, se algo não deu certo ou os resultados obtidos não batem com o que seria de se esperar, o problema, obviamente, recairá sobre o assistido. Contudo, como culpá-lo? A resposta é imediata: aponta-se a abstração mágica: “falta de merecimento”. Afinal dizemos que trabalhamos “com amor”, que os Espíritos ali estavam trabalhando com sabedoria e que, por isso, o passe teria que dar certo. Assim, até por não podermos usar o argumento de que tenha sido falta de fé do paciente (isto seria indelicado), já que são intermináveis os relatos e as evidências de que pessoas sem qualquer fé se curam enquanto outras, prenhes desse sentido, não obtém resultados semelhantes, só pode ter sido essa tal dessa falta, a falta de merecimento. Em suma, o problema é do paciente e não do passista. Cômoda a posição, não é?
Também dizemos que basta orar de coração e esperar que tudo se resolverá. Será???
Não, leitor, não pense que eu duvido nem um pouco da força e do poder da oração, mas não posso crer que Deus e a Natureza esperem de nós apenas orações para que o mundo mude. A ação é e será sempre indispensável, do contrário os adoradores seriam, só por isso, santificados em si mesmos e jamais precisariam mover o que fosse para suas vidas se perenizarem. Ademais vale lembrar a sugestão de Jesus que não se limitou a nos mandar orar e sim a primeiro vigiar para, em seguida, orar (Mateus 26, 41).
Há ainda os que alegam a literalidade das palavras de Jesus como providência única, ou seja, pedi e obtereis, como pedir e obter fosse igual a se colocar uma ficha numa máquina e aguardar o tempo de seu mecanismo para do lado apropriado se coletar aquilo que se buscou.
O próprio Herculano Pires, tão respeitado e citado, escreveu a pérola “o passe é tão simples que não se deve fazer mais que dá-lo” (PIRES, J.
Herculano. Mediunidade prática. In: _____. Mediunidade - vida e comunicação. cap. 14, p. 127). Será??? Se assim for, para que estudar, para que se preparar, para que Allan Kardec dizer que o Magnetismo é uma ciência irmã do Espiritismo?
Mas o que se pede na questão inicial deste Vórtice é sobre que fatores interferem nos resultados do passe. Vamos lá.
Na verdade são inúmeros os fatores e eles ainda repercutem uns sobre os outros. Todavia procurarei relacionar os mais relevantes, dividindo em 2 grandes grupos: para os passistas (magnetizadores) e para os pacientes (assistidos).
Para um passista ser mais e mais eficiente em seu labor magnético é preciso que ele tenha uma boa saúde fisiológica, uma potente capacidade de usinagem (transformação de elementos orgânicos em elementos fluídicos, energéticos, de exteriorização ou de centripetação), harmonia em sua vida mental e emocional, vontade ardente de servir e curar e pureza de sentimentos. Pela oração sincera ele evocará bons Espíritos, que se interessam por ele e por seus doentes, e pela fé ele porá todos os potenciais em direção aos nobres objetivos que busca alcançar. Além disso, o conhecimento de boa base anatômica e fisiológica do corpo humano contribuirá enormemente para o sucesso de seus direcionamentos fluídicos.
Como dá para perceber, não  é tão simples e tão sem necessidade de estudos e experimentos o se alcançar um bom nível de realização magnética.
Para o paciente o ideal é que ele tenha consciência do que busca. Alguém pode inferir que eu esteja falando de ter ciência do que deseja; mas é diferente. Quem tem ciência apenas quer que algo ou alguém o cure; quem tem consciência busca se curar. Para tanto desenvolve uma fé bastante equilibrada e firme, faz os esforços necessários, segue recomendações e não distorce o bem recebido nem esconde o que ainda espera alcançar.
O paciente precisa saber que o sucesso do tratamento trará benefícios imediatos para ele e não necessariamente para quem o beneficia, daí ser necessário se perceber isso com clareza.
Deve ainda cuidar da alimentação, prestar as informações que forem pedidas (quando houver esse tipo de controle) e manter padrão de oração e vigilância igualmente harmônicos.
Tudo isso pode  parecer muito óbvio e simples. De certa forma o é. Mas a prática disso tudo pede muito esforço e dedicação de todos os envolvidos, sob pena do famoso refrão que envolve a palavrinha “merecimento” continuar sendo a tônica forte de todo o processo.
Jornal Vórtice ANO III, n.º 02, julho/2010     
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