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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

A dupla vista ou segunda vista é a vista da alma



1. A dupla vista, igualmente chamada de segunda vista, é o nome que se dá ao fenômeno pelo qual certas pessoas, em perfeito estado de vigília, conseguem perceber cenas e fatos passados a distância ou exclusivamente na esfera espiritual.  
2. Kardec perguntou aos instrutores espirituais se existe alguma relação entre o sonho, o sonambulismo e o fenômeno da dupla vista. Responderam os imortais que tudo isso é uma só coisa. O que se chama dupla vista é o resultado da libertação do Espírito sem que o corpo esteja adormecido. A dupla vista ou segunda vista, afirmam eles, “é a vista da alma”. 
3. Exemplos desses fatos existem inúmeros na literatura espírita, especialmente nos clássicos. Um deles é o que se passou com o vidente sueco Swedenborg, que podia ver e descrever com precisão Espíritos e cenas do mundo espiritual. 
4. A história registra também muitos casos dessa ordem, como o ocorrido com Apolônio de Tiana, que, estando a ensinar a seus discípulos em praça pública, interrompeu-se de repente, na atitude ansiosa de quem espera alguma grave ocorrência, e em seguida anunciou o assassínio de Domiciano, morto sob o punhal de um liberto. 
Dupla vista (o mesmo que segunda vista ou clarividência): efeito da emancipação da alma que se manifesta no estado de vigília. Faculdade de ver as coisas ausentes como se estivessem presentes. Aqueles que dela são dotados não vêem pelos olhos, mas pela alma, que percebe a imagem dos objetos por toda parte onde ela se transporta, e como por uma espécie de miragem. Esta faculdade não é permanente. Certas pessoas a possuem sem saber: ela lhes parece um efeito natural, e produz o que denominamos visões.
 Resumo de O Livro dos Espíritos (LE):
- LE 447: O fenômeno chamado dupla vista (*) tem relação com o sonho e o sonambulismo. Na dupla vista o Espírito tem maior liberdade, embora o corpo não esteja adormecido. A dupla vista é a vista da alma.
 (*) NOTA DE J. HERCULANO PIRES: Kardec usou duas expressões: “Segunda vista” e “dupla vista”, com evidente preferência pela primeira. Em português, sendo comum a “dupla vista”, demos preferência a usar “dupla vista”. 
- LE 448: A faculdade da dupla vista é permanente, mas, o seu exercício, não. Nos mundo menos materiais que o vosso, os Espíritos se desprendem mais facilmente e se põem em comunicação apenas pelo pensamento, sem excluir, entretanto, a linguagem articulada; também a dupla vista é para a maioria uma faculdade permanente; seu estado normal pode ser comparado ao dos vossos sonâmbulos lúcidos, e essa é também a razão por que eles se manifestam para nós mais facilmente do que os encarnados de corpos mais grosseiros.
- LE 449: A dupla vista se desenvolve espontaneamente ou pela vontade. A vontade desempenha um grande papel. Podemos tomar por exemplo certas pessoas chamadas leitoras da sorte, algumas das quais possuem essa faculdade, e verás que a vontade as ajuda a entrar no estado de dupla vista e nisso a que chamais de visão.
- LE 450: A dupla vista é suscetível de se desenvolver pelo exercício, o trabalho sempre conduz ao progresso, e o véu que encobre as coisas se torna transparente.
- LE 450a: Nesta faculdade, a organização física desempenha o seu papel; há organizações que se mostram refratárias.
- LE 451: Muitas vezes numa família, muitos membros possuem a faculdade da dupla vista, isto se deve, a similitude de organizações, que se transmite, como as outras qualidades físicas; e depois, o desenvolvimento da faculdade, por uma espécie de educação, que também se transmite de um para o outro.
- LE 452: Em certas circunstâncias, pessoas desenvolvem a dupla vista, em algumas doenças, na proximidade de um perigo, uma grande comoção, pode desenvolvê-la. O corpo se encontra às vezes num estado particular, que permite ao Espírito ver o que não podeis ver com os olhos do corpo.
NOTA DE ALLAN KARDEC: Os tempos de crise e de calamidades, as grandes emoções, todas as causas, enfim, de superexcitação moral provocam às vezes o desenvolvimento da dupla vista. Parece que a providência, em presença do perigo, nos dá o meio de conjurá-lo. Todas as seitas e todos os partidos perseguidos oferecem numerosos exemplos a respeito.
- LE 453: As pessoas dotadas de dupla vista nem sempre tem consciência disso; para elas, é coisa inteiramente natural, e muitas dessas pessoas acreditam que, se todos se observassem nesse sentido, perceberiam ser como elas.
- LE 454: Podemos atribuir a uma espécie de dupla vista a perspicácia de certas pessoas que, sem nada terem de extraordinário, julgam as coisas com mais precisão do que outras, pois, podemos dizer que a alma irradia mais livremente e julga melhor do que sob o véu da matéria.
- LE 454a: Esta faculdade pode, em certos casos, dar a presciência das coisas (pressentimentos), porque há muitos graus desta faculdade, e o mesmo indivíduo pode ter todos os graus ou não ter mais que alguns.
  • Kardec empregou o termo, pela primeira vez, em O Livro dos Espíritos. Quando se referia à faculdade, ora falava em Clarividência, ora em Clarividência Sonambúlica, ora em Dupla Vista, ora em Segunda Vista.
  • R. Tischner escreve: “Entendemos por clarividência o conhecimento extra-sensorial de fatos objetivos dos quais não fomos informados, sendo que a percepção pelos sentidos comuns é excluída. Esses fatos (acontecimentos, objetos) devem pois fugir completamente à ação dos sentidos, quer estejam esses acontecimentos  e objetos perto do médium (criptoscopia), quer estejam a uma distância que torna inacessíveis aos sentidos (telescopia, clarividência no espaço), quer enfim estejam afastados no tempo (clarividência no tempo); no último caso, é necessário ainda distinguir a vidência no passado (retroscopia) e a vidência no futuro (profecia)”.
  • Clarividência no Espaço. Faculdade extra-sensória da clarividência que se processa no Espaço.
  • Clarividência no Tempo. Faculdade extra-sensória da clarividência que se processa no tempo.
  • Clarividência Onírica. Estado em que o indivíduo, (e a fenomenologia supranatural está repleta de casos semelhantes), sonha que uma pessoa, que ele não pode reconhecer, morreu dessa ou daquela maneira, o que se realiza a seu tempo ou logo após, como ocorreu, conforme relato de Emilio Servadio, com José Desilla, que sonhou estar com uma pessoa, que lhe comunica ter sido astro de cinema norte-americano e ter tido uma morte em determinadas circunstâncias. Dois dias depois, José Desilla vem a saber, pelos jornais, da morte de Lon Chaney, famoso artista cinematográfico, que morrera nas mesmas circunstâncias relatadas no sonho.
  • Clarividência sonambúlica. Faculdade extra-sensória da clarividência que se processa no estado de sonambulismo.
  • Clarividência Telepática. Leitura a distância na mente de pacientes.
  • Clarividência Telestésica. Faculdade paranormal em que o sensitivo tem percepção de paisagens ou objetos a longa distância.
  • Clarividência Xenoglóssica. Faculdade em que o médium recebe, pela mediunidade de clarividência, mensagens em línguas estrangeiras.
  • Clarividente (do latim clarividentem). Indivíduo com faculdade de Clarividência.
  • Vidência (de vidente). Faculdade caracterizada pela visão que o médium vidente tem de seres desencarnados ou de coisas pós-tumulares.Boirac reputa Vidência termo impróprio para a percepção que designa. Para substitui-la propõe Metagnomia.
  • Vidente (do latim videntem). Médium que possui a faculdade de vidência.
  • Metagnomia (do grego metá + gnome + ia) É o mesmo que Clarividência, Crisptestesia, Dupla Vista, Segunda Vista, Lucidez, Lucidez Sonambúlica, Metagnosia, Panestesia, Telestesia, Vidência, Segunda Vista. Metagnomia é termo criado por Émile Boirac para designar a faculdade de tomar conhecimento da realidade que está acima das possibilidades da inteligência que funciona em condições chamadas normais.
  • Médiuns videntes – Os que vêem os Espíritos em estado de vigília. A visão acidental e fortuita de um Espírito, em determinada circunstância, é muito freqüente, mas a visão habitual ou facultativa dos Espíritos, sem qualquer distinção é excepcional. A condição atual do nosso organismo físico ainda se opõe a essa aptidão. Eis porque é conveniente  não acreditar sempre, sem provas, nos que dizem ver os Espíritos. (Allan Kardec no livro “O Livro dos Médiuns”).
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