Seja Bem Vindo ao Estudo do Magnetismo

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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

QUAIS OS FATORES QUE INFLUEM NO TEMPO DE APLICAÇÃO DE UM PASSE?


QUAIS OS FATORES QUE INFLUEM NO TEMPO DE APLICAÇÃO DE UM PASSE?
JACOB MELO responde

Não sei se o leitor concorda comigo, mas até mesmo a questão “tempo de aplicar um passe” termina gerando disse-me-disse. São tantas opiniões que dá para se sentir cheiro de incompreensão no ar.
Um ponto decisivo a se perceber na questão, como em muitas outras que envolvem os passes, é buscar a origem. Afinal, de onde vem o passe? A resposta mais objetiva é: de uma ciência conhecida como Magnetismo.
Mas, advoga-se, isso (o passe) é aprendido de forma natural ou mesmo “transferido” pela simples boa vontade... Lógico que isso pede uma contestação: e o que é natural ou que se aprende de que jeito for, dispensa a justeza de uma ciência? Sabemos sim que as ciências se formaram a partir das práticas, mas, via de regra, essas práticas se aprimoraram à medida em que as ciências aplicaram métodos e controles, observações e repetições para chegarem ao melhor e mais apropriado para o uso até mesmo daquilo considerado como básico.
Pode parecer divagação minha estender o assunto por esse caminho, mas fica difícil tratar de coisas simples como a proposta na pergunta, sem que se busque uma base segura, do contrário ficaremos restritos a apenas mais uma opinião no meio das muitas e quase sempre discordantes existentes.
Sabemos – e isso parece ser consensual – que cada caso é um caso, cada paciente um paciente e que, por princípio, ainda que existam medidas ou referências médias e padrões, a ação, a reação e a interação de cada paciente com o magnetizador é sempre única. Sendo assim parece ressaltar que não é de boa medida se estabelecer um padrão fechado para a solução do questionamento básico.
Atribui-se a Chico Xavier a informação de que “um passe não deve durar mais do que o tempo de um Pai Nosso”. Eu “leio” essa resposta do Chico pela ótica da sabedoria que ele sempre emprestou às suas palavras, ao seu jeito mineiro de ser. Ora, respondendo assim, Chico dizia qual era o padrão que ele considerava. Mas se o padrão que ele considerava era o próprio padrão como ele orava um Pai Nosso, logo se percebe que não se trata de um Pai Nosso rapidinho, mas um Pai Nosso meditado, sentido, profundo como ele devia pronunciar, claramente pode levar desde rápidos segundos até mesmo horas...
Nota-se, nessa resposta do Chico, que ele considerava a possibilidade infinita de variações de tempo enquanto a maioria tende a ler que isso significaria um tempinho curto de passe.
Estudando o Magnetismo, como muitos leitores deste Vórtice vêm fazendo, rápido se percebe que o tempo de passe depende de uma série muito grande de variáveis. O tipo de problema a ser tratado, o ambiente, a habilidade do magnetizador, a maneira como o paciente se porta, as questões atinentes à fé, à vontade, ao nível da profundidade e do conhecimento de como se passar o magnetismo, o potencial magnético empregado, a predominância ou não da ação espiritual, enfim, de uma inumerável relação de fatores.
Posso imaginar que o leitor esperaria uma resposta, digamos, mais precisa, do tipo: para tal caso, considerando-se essas variáveis, tantos minutos; para tal problema, ante essas outras circunstâncias, tanto tempo, e assim por diante. Lamentavelmente não funciona dessa maneira.
É preciso que nos assenhoreemos de mais experiências, melhores estudos e busquemos progredir na arte e na ciência do Magnetismo a fim de sermos mais e mais efetivos, melhores realizadores do bem e não nos limitemos a ficar transferindo responsabilidades, do tipo: deixe que os Espíritos tomem conta; se não melhorou é por falta de merecimento; quando Deus quer tudo é possível... Se esses argumentos são verdadeiros, muito mais verdade é encontrada na responsabilidade que todos temos, passistas, assistidos, dirigentes, estudiosos ou mesmo simples curiosos, no levar adiante o bem, sempre da melhor forma, com a maior segurança possível e também com a consciência de que se ainda não chegamos tão adiante como gostaríamos é sinal de que ainda temos muito a galgar, pelo que todos os esforços devem ser empreendidos.
Sugiro que deixemos de acreditar em números e tempos pré-determinados e busquemos sentir melhor o paciente, doar com mais vontade e sabedoria e agir com a responsabilidade de quem sabe ter diante de si um ser que precisa ser ajudado e não apenas receber gestos padronizados por nossas inexperiências.

Jornal Vórtice, Ano II, n.º 08, janeiro/2010
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