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terça-feira, 23 de outubro de 2012

DE QUE FORMA O MAGNETISMO PODE AUXILIAR NOS CASOS DE OBSESSÃO


DE QUE FORMA O MAGNETISMO PODE AUXILIAR NOS CASOS DE OBSESSÃO?
O desrespeito com que o Magnetismo vem sendo tratado pelo Movimento Espírita já chegou ao ponto de se duvidar de sua ação nos processos desobsessivos. Raciocinemos: o corpo físico é, em sua base primordial, fluido; o perispírito também é "feito" de fluído; o canal de conexão entre o obsessor e obsidiado é o perispírito, logo este é igualmente fluídico. O mundo em que nos movemos e vivemos, estejamos encarnados ou desencarnados, também é fluídico. O elemento que gera atração e repulsão é fluídico e todos os fluidos são, em última instância, a matéria fundamental do Magnetismo. Ora, se o Magnetismo pode ser até definido como vida, tamanha é sua repercussão em todos os fenômenos vitais, como se pensar em dissociar o Magnetismo das influências espirituais?

Temos sido ensinados que a questão moral é quem se apresenta como o mais relevante fator de relação entre encarnados e desencarnados; embora isso possa ser plenamente verdadeiro, como diminuir a influência fluídica nesse processo?

Se apenas a moral predominasse no processo obsessivo, todo individuo mau seria completamente dominado pelos obsessores; na prática isso não se verifica. Por outro lado, pessoas notoriamente boas e de paz jamais sofreriam assédios e influências perniciosas dos Espíritos imperfeitos, o que não condiz com as observações do dia a dia. Portanto, se as influências ocorrem e nem sempre estão contidas nos limites apenas morais é porque outro ou outros elementos influem nessa ação. Para mim parece óbvio se tratar dos campos fluídicos, portanto, magnéticos. 

Isto posto, fica bastante evidente que pode haver, sim, muita influência da ação magnética na terapia desobsessiva. Se assim não fosse, Allan Kardec não teria indicado o que se segue:
A Subjugação corporal tira muitas vezes do obsidiado a energia necessária para dominar o mau Espírito. Daí o tornar-se precisa a intervenção de um terceiro, que atue, ou pelo magnetismo, ou pelo império da sua vontade. 
Em falta do concurso do obsidiado, essa terceira pessoa deve tomar ascendente sobre o Espírito; 
porém, como este ascendente só pode ser moral, só a um ser moralmente superior ao Espírito é dado assumi-lo e seu poder será tanto maior, quanto maior for a sua superioridade moral, porque, então, se impõe àquele, que se vê forçado a inclinar-se diante dele. Por isso é que Jesus tinha tão grande poder para expulsar o a que naquela época se chamava demônio, isto é, os maus Espíritos obsessores. 
Aqui, não podemos oferecer mais do que conselhos gerais, porquanto nenhum processo material existe, como, sobretudo, nenhuma fórmula, nenhuma palavra sacramental, com o poder de expelir os Espíritos obsessores. Às vezes, o que falta ao obsidiado é força fluídica suficiente; nesse caso, a ação magnética de um bom magnetizador lhe pode ser de grande proveito. Contudo, é sempre conveniente procurar, por um médium de confiança, os conselhos de um Espírito superior, ou do anjo guardião. (grifos meus). (Livro dos Médiuns, cap. 23, item 251).
Embora tratando de um caso grave (a subjugação) fica bastante evidente que a ação de um magnetizador, nos casos de desobsessão, é por demais importante.

O que deve fazer o magnetizador, então?
Atuar magnetizando apropriadamente. Quando quiser que o obsidiado expresse o que o Espírito transmite, ampliem-se os campos magnéticos apropriados (no caso da obsessão quase sempre se trata do centro umeral, que fica no alto da coluna); para suspender sua interferência, passes dispersivos nos mesmos locais onde se acionou a "atração e fixação do comunicante".

O problema maior fica por conta do obsidiado que quase nunca pode ou é convidado a participar da sessão mediúnica ou, quando vai, apenas recebe um singular "passe espiritual", sem os devidos reforços fluídicos em seu sistema como um todo (que pode ser obtido com os concentrados nos centros menos vitalizados, sempre seguidos de muitos dispersivos a fim de evitar congestões fluídicas ou concentrados desequilibrantes, o que poderia vir a favorecer ao hospedeiro obsessor).

Num artigo como este não dá para maiores detalhamentos, daí ser conveniente que os interessados estudem bem o Magnetismo para aplicá-lo com sabedoria e eficiência.Uma última observação: o Magnetismo pode e deve ser um reforço, uma verdadeira alavanca na superação dos casos de desobsessão, todavia, jamais se menospreze a oração, as boas e bem dirigidas orientações morais e a indução à melhoria íntima tanto do obsidiado como do(s) obsessor(es).
JACOB MELO
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