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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Aplicações do Magnetismo e temas para pesquisa


Aplicações do Magnetismo e temas para pesquisa

Adilson Mota
O Magnetismo, dentro dos parâmetros descobertos e estudados por Mesmer, é uma vasta ciência surgida no último quartel do século XVIII e cujos preceitos foram confirmados e ampliados por Allan Kardec na codificação da Doutrina Espírita.
Tida como ciência irmã do Espiritismo, conforme diversas referências feitas nas obras kardequianas, o Magnetismo, além das suas possibilidades de uso para estudos psíquicos, apresenta amplas aplicações terapêuticas, das quais a maioria hoje é desconhecida ou não utilizada. Neste artigo, vamos citar algumas formas de aplicação magnética utilizadas pelos magnetizadores clássicos e que servem muito para uso na atualidade, seja em instituições espíritas ou não.
O estudo em análise foi baseado na pesquisa de Michaellus constante da sua obra Magnetismo Espiritual, onde o trabalho de vários magnetizadores e as suas formas de utilizar o magnetismo são citados pelo autor.
O livro Magnetismo Espiritual foi editado em 1959 pela Federação Espírita Brasileira e escrito por Miguel Timponi, que usou o pseudônimo de Michaellus. Traz noções resumidas a respeito do Magnetismo e suas técnicas através do pensamento de diversos magnetizadores clássicos como Puységur, Deleuze, La Fontaine, Aubin Gauthier, dentre outros.

ÁGUA MAGNETIZADA

O uso da água fluidificada ou magnetizada nos centros espíritas tem sido feito em profusão, por ser a água uma substância barata, fácil de encontrar e de grande potencial de assimilação e conservação da energia magnética. Esta, por sua vez, preenche todos os espaços vazios (interstícios) existentes entre as partículas que formam as moléculas da água. Seu uso interno é bem conhecido e utilizado como complemento curativo para os mais diversos tipos de doenças físicas, psíquicas ou espirituais, seja como tonificador, repositor de energias vitais, laxante, harmonizador das energias dentre muitos outros aspectos das suas funções que são assumidas de acordo com a necessidade de cada organismo.
Já o seu uso externo tem sido exíguo.
Da mesma forma que pela ingestão, a aplicação sobre a pele traz muitos benefícios como diz Michaellus: “Se o uso interno da água magnetizada produz tão extraordinários efeitos, o seu uso externo não é menos eficiente. Assim, pode ela ser aplicada com os melhores resultados nas doenças da pele, como feridas, erisipelas, dartros, queimaduras, etc., como também nas moléstias dos olhos.”

Os banhos magnéticos são outra forma de aproveitar os benefícios do magnetismo para “manter as forças do doente”, auxiliando no restabelecimento da sua saúde.

AUTOMAGNETIZAÇÃO

No meio espírita, todos já devem ter ouvido falar no autopasse como forma de preservar a própria saúde. Desde que o indivíduo se encontre em condições harmônicas, terá condições de tratar em si mesmo problemas localizados e simples. Problemas mais complexos de saúde ou que envolvam desarmonias emocionais, psíquicas ou espirituais, merecem ser tratados por um outro magnetizador.
Mesmo tendo uma atuação limitada, é da opinião dos magnetizadores a sua eficácia e possibilidades de ajuda própria. Diz Michaellus, citando Aubin Gauthier:
“Devo à ação magnética, exercida sobre mim mesmo, a conservação de minha saúde muitas vezes comprometida por longos e penosos trabalhos.”
O mesmo foi referido por Alphonse Bué:
“Tem ocorrido comigo mais de cem vezes, e diariamente ainda me acontece, restabelecer assim, em poucos instantes, as minhas funções perturbadas por qualquer circunstância fortuita, e é graças à automagnetização, não tenho dúvida, que me tem sido possível prosseguir, sem um só momento de parada, durante mais de cinco lustros, em trabalhos bastante penosos e difíceis.”

EFEITO DAS SUBSTÂNCIAS

Este é um grande tema para pesquisa por parte dos magnetizadores modernos. Descobrir as substâncias que, quando utilizadas, podem auxiliar a ação do magnetismo e aquelas que bloqueiam ou retardam a sua ação. Os magnetizadores clássicos costumavam orientar os seus pacientes a não fazerem uso de certas substâncias, medicamentos ou não, que poderiam embotar a sua sensibilidade ou ainda inibir ou lentificar os efeitos do magnetismo. Michaellus, na obra acima citada, relaciona diversas químicas que, tendo sido usadas pelo paciente, podem atrapalhar ou mesmo tornar impossível qualquer cura pelo magnetismo. Relata o autor as palavras do Barão du Potet:
“Antes de pretender aliviar os doentes, o magnetismo tem necessidade de eliminar, de expulsar da circulação esses estranhos produtos de infelicíssima invenção, que tantos males têm causado à Humanidade”.
Além de certos produtos que servem de base para medicamentos diversos, temos a bebida alcoólica, o cigarro e toda espécie de drogas que, tanto atrapalham a receptividade magnética no paciente quanto desqualificam enormemente as energias magnéticas do passista, caso faça uso dos mesmos.
Dia chegará, quem sabe, em que este assunto tendo sido alvo do interesse da Medicina, e esta sabendo dos efeitos negativos de certas químicas nas energias vitais dos pacientes, as suprimirá do seu “cardápio” medicamentoso facilitando ainda ao Magnetismo agir em direção da cura.

EFEITO NAS SUBSTÂNCIAS

Uma outra aplicação do Magnetismo que quase não é utilizada e que pode ser valiosa em determinados casos, é a magnetização dos alimentos e dos medicamentos como um reforço energético para os enfermos.
“Aconselhável é, por todos os motivos, a magnetização dos alimentos, quando os doentes, o que sói acontecer frequentemente, tem por eles repugnância ou intolerância.
O fluido magnético comunica muitas vezes às substâncias alimentícias e aos remédios uma qualidade que eles absolutamente não possuíam. Há vários exemplos de pessoas que não podem tolerar o leite, mas que o bebem impunemente quando magnetizado.” - Michaelus.
Vale ressaltar aqui o quanto o Magnetismo pode ser útil no caso das aplicações em medicamentos a fim de aumentar o seu potencial curativo e reduzir os seus efeitos colaterais.
SONAMBULISMO

Faculdade imensamente útil e muito utilizada pelos magnetizadores. A este respeito diz Michaellus:
“Ele [o sonâmbulo] vê o seu próprio mal, prevê as suas crises e as dos outros, e anuncia a maneira e a época do termo final.
“Vê a origem das moléstias e pode indicar os meios mais acertados para curá-las.
“Experimenta momentaneamente a moléstia das pessoas com as quais foi posta em relação.
“Vê as radiações magnéticas, vê o fluido escapar-se das extremidades dos dedos do magnetizador e aponta a este a sua qualidade e força.”
A Doutrina Espírita nos fornece a teoria do fenômeno do sonambulismo ao explicar que o sonâmbulo, ao entrar em transe, desprende-se do corpo físico e, fazendo uso mais livremente das suas capacidades de Espírito, não encontra obstáculos na matéria. Nem tudo, porém, que o sonâmbulo diz em estado de transe se pode ter à conta de coisa certa, pois depende do seu desenvolvimento intelectual e moral, desta e de outras vidas.
Mesmo assim, pode ser um instrumento terapêutico valioso nas mãos do magnetizador seja para elaborar diagnósticos, seja para indicar a melhor forma de se tratar o doente, seja prevendo as fases e o tempo para a sua recuperação.
O sonambulismo tem ainda outra utilidade, quando o paciente é o sonâmbulo, o qual se torna mais “...suscetível de receber impressões morais e receber sugestões para depois do despertar, quando perde a memória dos seus atos e até do recebimento da própria sugestão, que persiste todavia”, afirma Michaellus, pois “…as sugestões constituem um eficiente processo na terapêutica magnética para a cura das moléstias nervosas e psíquicas, sendo empregado com grande êxito para a reeducação dos indivíduos desviados pelos vícios e pelas más tendências.”
“...o sonâmbulo, ao entrar em transe, desprende-se do corpo físico e, fazendo uso mais livremente das suas capacidades de Espírito, não encontra obstáculos na matéria.”

O Magnetismo possui estas e outras formas de ser aproveitado para o benefício dos que sofrem.
Tanto na obra em questão quanto em outras obras de autoria dos magnetizadores mais antigos ou mais recentes, encontramos referências a respeito das maneiras como os magnetizadores utilizavam o Magnetismo a fim de melhor atender às necessidades dos seus pacientes e de todos aqueles que precisavam readquirir a sua saúde.
Temos, novos magnetizadores e estudiosos do Magnetismo, uma longa caminhada pela frente, em que precisamos apresentar o Magnetismo tal qual ele é, com todas as suas possibilidades e de forma comprovada, a fim de cumprirmos a nossa responsabilidade de espíritas, através dos resultados, que existe um fluido curativo em cada pessoa e que pode servir para aliviar e curar as doenças dos nossos irmãos em humanidade.
Jornal Vórtice ANO II, n.º 08, janeiro/2010
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