Seja Bem Vindo ao Estudo do Magnetismo

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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

A dupla vista ou segunda vista é a vista da alma



1. A dupla vista, igualmente chamada de segunda vista, é o nome que se dá ao fenômeno pelo qual certas pessoas, em perfeito estado de vigília, conseguem perceber cenas e fatos passados a distância ou exclusivamente na esfera espiritual.  
2. Kardec perguntou aos instrutores espirituais se existe alguma relação entre o sonho, o sonambulismo e o fenômeno da dupla vista. Responderam os imortais que tudo isso é uma só coisa. O que se chama dupla vista é o resultado da libertação do Espírito sem que o corpo esteja adormecido. A dupla vista ou segunda vista, afirmam eles, “é a vista da alma”. 
3. Exemplos desses fatos existem inúmeros na literatura espírita, especialmente nos clássicos. Um deles é o que se passou com o vidente sueco Swedenborg, que podia ver e descrever com precisão Espíritos e cenas do mundo espiritual. 
4. A história registra também muitos casos dessa ordem, como o ocorrido com Apolônio de Tiana, que, estando a ensinar a seus discípulos em praça pública, interrompeu-se de repente, na atitude ansiosa de quem espera alguma grave ocorrência, e em seguida anunciou o assassínio de Domiciano, morto sob o punhal de um liberto. 
Dupla vista (o mesmo que segunda vista ou clarividência): efeito da emancipação da alma que se manifesta no estado de vigília. Faculdade de ver as coisas ausentes como se estivessem presentes. Aqueles que dela são dotados não vêem pelos olhos, mas pela alma, que percebe a imagem dos objetos por toda parte onde ela se transporta, e como por uma espécie de miragem. Esta faculdade não é permanente. Certas pessoas a possuem sem saber: ela lhes parece um efeito natural, e produz o que denominamos visões.
 Resumo de O Livro dos Espíritos (LE):
- LE 447: O fenômeno chamado dupla vista (*) tem relação com o sonho e o sonambulismo. Na dupla vista o Espírito tem maior liberdade, embora o corpo não esteja adormecido. A dupla vista é a vista da alma.
 (*) NOTA DE J. HERCULANO PIRES: Kardec usou duas expressões: “Segunda vista” e “dupla vista”, com evidente preferência pela primeira. Em português, sendo comum a “dupla vista”, demos preferência a usar “dupla vista”. 
- LE 448: A faculdade da dupla vista é permanente, mas, o seu exercício, não. Nos mundo menos materiais que o vosso, os Espíritos se desprendem mais facilmente e se põem em comunicação apenas pelo pensamento, sem excluir, entretanto, a linguagem articulada; também a dupla vista é para a maioria uma faculdade permanente; seu estado normal pode ser comparado ao dos vossos sonâmbulos lúcidos, e essa é também a razão por que eles se manifestam para nós mais facilmente do que os encarnados de corpos mais grosseiros.
- LE 449: A dupla vista se desenvolve espontaneamente ou pela vontade. A vontade desempenha um grande papel. Podemos tomar por exemplo certas pessoas chamadas leitoras da sorte, algumas das quais possuem essa faculdade, e verás que a vontade as ajuda a entrar no estado de dupla vista e nisso a que chamais de visão.
- LE 450: A dupla vista é suscetível de se desenvolver pelo exercício, o trabalho sempre conduz ao progresso, e o véu que encobre as coisas se torna transparente.
- LE 450a: Nesta faculdade, a organização física desempenha o seu papel; há organizações que se mostram refratárias.
- LE 451: Muitas vezes numa família, muitos membros possuem a faculdade da dupla vista, isto se deve, a similitude de organizações, que se transmite, como as outras qualidades físicas; e depois, o desenvolvimento da faculdade, por uma espécie de educação, que também se transmite de um para o outro.
- LE 452: Em certas circunstâncias, pessoas desenvolvem a dupla vista, em algumas doenças, na proximidade de um perigo, uma grande comoção, pode desenvolvê-la. O corpo se encontra às vezes num estado particular, que permite ao Espírito ver o que não podeis ver com os olhos do corpo.
NOTA DE ALLAN KARDEC: Os tempos de crise e de calamidades, as grandes emoções, todas as causas, enfim, de superexcitação moral provocam às vezes o desenvolvimento da dupla vista. Parece que a providência, em presença do perigo, nos dá o meio de conjurá-lo. Todas as seitas e todos os partidos perseguidos oferecem numerosos exemplos a respeito.
- LE 453: As pessoas dotadas de dupla vista nem sempre tem consciência disso; para elas, é coisa inteiramente natural, e muitas dessas pessoas acreditam que, se todos se observassem nesse sentido, perceberiam ser como elas.
- LE 454: Podemos atribuir a uma espécie de dupla vista a perspicácia de certas pessoas que, sem nada terem de extraordinário, julgam as coisas com mais precisão do que outras, pois, podemos dizer que a alma irradia mais livremente e julga melhor do que sob o véu da matéria.
- LE 454a: Esta faculdade pode, em certos casos, dar a presciência das coisas (pressentimentos), porque há muitos graus desta faculdade, e o mesmo indivíduo pode ter todos os graus ou não ter mais que alguns.
  • Kardec empregou o termo, pela primeira vez, em O Livro dos Espíritos. Quando se referia à faculdade, ora falava em Clarividência, ora em Clarividência Sonambúlica, ora em Dupla Vista, ora em Segunda Vista.
  • R. Tischner escreve: “Entendemos por clarividência o conhecimento extra-sensorial de fatos objetivos dos quais não fomos informados, sendo que a percepção pelos sentidos comuns é excluída. Esses fatos (acontecimentos, objetos) devem pois fugir completamente à ação dos sentidos, quer estejam esses acontecimentos  e objetos perto do médium (criptoscopia), quer estejam a uma distância que torna inacessíveis aos sentidos (telescopia, clarividência no espaço), quer enfim estejam afastados no tempo (clarividência no tempo); no último caso, é necessário ainda distinguir a vidência no passado (retroscopia) e a vidência no futuro (profecia)”.
  • Clarividência no Espaço. Faculdade extra-sensória da clarividência que se processa no Espaço.
  • Clarividência no Tempo. Faculdade extra-sensória da clarividência que se processa no tempo.
  • Clarividência Onírica. Estado em que o indivíduo, (e a fenomenologia supranatural está repleta de casos semelhantes), sonha que uma pessoa, que ele não pode reconhecer, morreu dessa ou daquela maneira, o que se realiza a seu tempo ou logo após, como ocorreu, conforme relato de Emilio Servadio, com José Desilla, que sonhou estar com uma pessoa, que lhe comunica ter sido astro de cinema norte-americano e ter tido uma morte em determinadas circunstâncias. Dois dias depois, José Desilla vem a saber, pelos jornais, da morte de Lon Chaney, famoso artista cinematográfico, que morrera nas mesmas circunstâncias relatadas no sonho.
  • Clarividência sonambúlica. Faculdade extra-sensória da clarividência que se processa no estado de sonambulismo.
  • Clarividência Telepática. Leitura a distância na mente de pacientes.
  • Clarividência Telestésica. Faculdade paranormal em que o sensitivo tem percepção de paisagens ou objetos a longa distância.
  • Clarividência Xenoglóssica. Faculdade em que o médium recebe, pela mediunidade de clarividência, mensagens em línguas estrangeiras.
  • Clarividente (do latim clarividentem). Indivíduo com faculdade de Clarividência.
  • Vidência (de vidente). Faculdade caracterizada pela visão que o médium vidente tem de seres desencarnados ou de coisas pós-tumulares.Boirac reputa Vidência termo impróprio para a percepção que designa. Para substitui-la propõe Metagnomia.
  • Vidente (do latim videntem). Médium que possui a faculdade de vidência.
  • Metagnomia (do grego metá + gnome + ia) É o mesmo que Clarividência, Crisptestesia, Dupla Vista, Segunda Vista, Lucidez, Lucidez Sonambúlica, Metagnosia, Panestesia, Telestesia, Vidência, Segunda Vista. Metagnomia é termo criado por Émile Boirac para designar a faculdade de tomar conhecimento da realidade que está acima das possibilidades da inteligência que funciona em condições chamadas normais.
  • Médiuns videntes – Os que vêem os Espíritos em estado de vigília. A visão acidental e fortuita de um Espírito, em determinada circunstância, é muito freqüente, mas a visão habitual ou facultativa dos Espíritos, sem qualquer distinção é excepcional. A condição atual do nosso organismo físico ainda se opõe a essa aptidão. Eis porque é conveniente  não acreditar sempre, sem provas, nos que dizem ver os Espíritos. (Allan Kardec no livro “O Livro dos Médiuns”).

terça-feira, 7 de agosto de 2012

MA G N E T I S M O , um saber a ser resgatado


Ao recorrermos à História, podemos facilmente constatar o quanto o século XIX foi marcado pelo antropocentrismo, ou seja, o homem passou a ser o centro de todos os interesses e suas realizações em todas as áreas passaram a ser o objeto de estudo da Filosofia, da Sociologia, das Ciências, das Artes e mesmo da Religião.
Neste contexto no qual o ser humano passa a ser o foco principal das atenções, não é de se estranhar que a capacidade dele em curar doenças utilizando suas próprias energias tenha sido tão largamente estudada.
Várias publicações sejam livros, revistas e jornais passaram a estudar o magnetismo como energia curadora.
Também com este objetivo, em 1845 veio a público uma vasta obra que reunia os estudos de diversos magnetizadores sob o título de “Traité Pratique du Magnetisme et du Sonambulisme” (Tratado Prático do Magnetismo e do Sonambulismo), de Aubin Gauthier.
Contendo mais de setecentas páginas, foi dividido em quatro partes: 1ª Filosofia do Magnetismo (quatro livros); 2ª Fisiologia do Magnetismo (nove livros); 3ª Terapêutica do Magnetismo (quatro livros); 4ª Magnetização do homem sobre si mesmo.
Aubin Gauthier foi autor de obras como: Introdução ao Magnetismo (1840) “exame de sua existência desde os indianos até a época atual, sua teoria, sua prática, suas vantagens, seus perigos e necessidade de seu concurso a Medicina”; História do Sonambulismo (1842) “entre os povos, sob diversos nomes, êxtases, sonho, oráculos e visões, exame das doutrinas teóricas e filosóficas da Antiguidade e dos tempos modernos sobre suas causas, seus efeitos, seus abusos, suas vantagens.”; O Magnetismo Católico (1844) “ou Introdução à verdadeira prática e refutação das opiniões da medicina sobre o magnetismo, seus princípios, seus procedimentos e seus efeitos”.
Além desses livros, Gauthier também foi autor de “Tratado dos Sonhos” e foi também redator-chefe de “A Revista Magnética”, descrita como sendo um “jornal de curas e dos fatos magnéticos e sonambúlicos, bem como das teorias e pesquisas históricas, discussões científicas e progresso geral do Magnetismo na França e em todos os Estados da Europa”.
No prefácio de seu monumental Tratado Prático do Magnetismo e do Sonambulismo, ele afirma que se esforçou em ali reunir todos os documentos conhecidos até aquele momento, que estava ao acesso de todos os homens, mesmo aqueles que não tivessem tempo de lê-lo por inteiro, poderiam ao menos, escolher no índice o assunto que lhes interessar.
Respondeu também aqueles que fizeram observações sobre a abundância de notas e as frequentes citações dos primeiros e mais célebres magnetizadores, ao afirmar que a maioria dos homens do mundo, mesmo os médicos, não viam senão o lado maravilhoso do magnetismo e não conhecem o nome de Mesmer a não ser para atribuir-lhe o epíteto de charlatão; Puységur, Bruno e Deleuze são apenas transgressores para eles.
É possível observar que Aubin Gauthier não escreveu um Tratado para mostrar apenas os resultados de suas pesquisas, experiências e opiniões pessoais.
Além de relatá-las, procurava fundamentá-las em trabalhos anteriores de conceituados magnetizadores.
Ainda assim, àqueles que alegavam que, desta maneira seu Tratado seria apenas uma compilação, o obstinado Gauthier enfatizou: “uma compilação bem feita é uma obra útil e eu perguntaria se existe hoje uma obra que resuma com utilidade as opiniões, os princípios e os procedimentos que formam a ciência magnética? Certamente não; assim sendo, meu livro, considerado como compilação, seria sempre um progresso.”
Sem se preocupar em destacar o seu talento pessoal e priorizando o estudo amplo da ciência magnética, ele nos legou uma obra repleta de pesquisas minuciosas na qual o tema tão abrangente é abordado com rigor científico, prudência e bom senso, numa linguagem bastante objetiva. Por esta razão, tornou-se digna de credibilidade e serve como consulta a quem queira se dedicar ao estudo do Magnetismo.
Mesmo prestando este relevante serviço, Gauthier já registrava no prefácio do livro: “ignoro a sorte que esta obra terá durante minha vida, numa época na qual os livros sérios são tão pouco lidos e num tempo em que o magnetismo ainda é negado por tantas pessoas, mas tenho a esperança de que ele permanecerá como uma obra útil e conscienciosa.”
Tal afirmação nos faz pensar: o que nós do século XXI poderíamos responder a um escritor do século XIX que já manifestava incerteza quanto ao destino de uma obra que, sem dúvida lhe exigiu imensa dedicação?
Sabemos que ainda hoje o magnetismo como agente curador continua sendo bastante desconhecido e sua formas de ação permanecem ignoradas mesmo por aqueles que já trabalham com a fluidoterapia.
Por isso salientamos que o magnetismo é um saber que precisa ser resgatado: resgatado do esquecimento, dos equívocos, da indiferença à qual foi relegado ao longo do tempo.
E para atender a esta finalidade o estudo de obra tão importante como o “Tratado Prático do Magnetismo e do Sonambulismo” é imprescindível. Mesmo que os livros sérios continuem sendo pouco lidos, nosso autor conseguiu atingir a nobre finalidade de que seu livro permanecesse como obra útil e conscienciosa. A Gauthier, os agradecimentos dos estudiosos do magnetismo!!
                                                               Jornal Vórtice. Ano II, n.º 02 , julho/2009 

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

A MAGNETIZAÇÃO PELO OLHAR



“João e Pedro subiam ao Templo. Na porta um pedinte, coxo de nascença, pediu-lhes uma ajuda. Pedro disse-lhe: olhe para nós, e completou, não tenho ouro e nem prata, mas o que tenho te dou, em nome do NAZARENO anda”.
(Atos dos Apóstolos 3:1 a 10)

Sabemos que os magnetizadores observaram que os fluidos escapam pelos olhos. H. Durville relatou a associação benéfica entre a magnetização (passe) e a ação dos olhos: o olhar doce e benevolente de pessoa simpática, de saúde equilibrada, influencia positivamente outra(s) pessoa(s).
Dr. Passavant chamou a atenção para o efeito do olhar constante de um para outro indivíduo: a relação magnética logo se estabelece.
Alguns magnetizadores são dotados de uma força excepcional, e são capazes, até, de dominarem ferozes animais (Lafontaine fez demonstrações públicas com leão, hiena, víboras etc).
O olhar encanta, confunde, mata....Na FASCINAÇÃO OU PEQUENA HIPNOSE fascina, domina, subjuga, (PRISE DU REGARD) sob o olhar brilhante o suject se transforma em um boneco articulado (Morand).
Diferentemente da hipnose, o magnetizador não precisa fixar os seus nos olhos do seu semelhante para provocar a fascinação (Gauthier e Durville).
Pois, enquanto o hipnotismo age sobre o cérebro alterando-lhe o funcionamento, apagando o EU CONSCIENTE, o MAGNETIZADOR atua conservando a autonomia funcional do ser (passe).
Através do olhar nós podemos transmitir os fluidos quintessenciados de amor e benevolência em socorro aos necessitados.
JESUS: não curastes porque não tendes FË.
A NÓS nos faltam: pureza, amor e FÉ.
Ao olharmos as criaturas de DEUS, que tipo de ENERGIA estamos transmitindo?
Dezir Vêncio/GO

Jornal Vórtice. Ano II, n.º 02 , julho/2009 

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Conversando sobre Magnetismo I


REVIVENDO OS CLÁSSICOS
Conversando sobre Magnetismo  I
Preliminares de um tratamento magnético
Nos casos em que se tratar de uma doença aguda, não há tempo a perder, há urgência, é preciso começar em seguida o tratamento magnético.
Nas doenças ordinárias, ditas crônicas, você deve ver seu paciente uma ou duas vezes antes de começar seu tratamento. Você deve conversar com ele, fazer nascer no espírito dele a esperança de cura de seu mal e que talvez você encontre a maneira de curá-lo. É preciso lhe perguntar os detalhes sobre suas dores, como elas começaram, quais foram os tratamentos seguidos e os diversos acidentes ocorridos durante sua aplicação.
Você deve se assegurar de qual órgão está doente e a intensidade dos distúrbios que irá combater. É preciso indicar ao doente, tanto quanto seus conhecimentos lhe permitirem, as diversas mudanças que o magnetismo deve trazer sucessivamente. Acalme a alma do doente, pois nele, frequentemente, tudo parece como um mar agitado e o magnetismo age tão mais no espírito do doente quanto menos ele se ocupe de sua doença.
Apesar de ser absolutamente desnecessário que aquele a quem você quer curar creia no magnetismo, é preciso se esforçar, docemente, habilmente, para trazê-lo a este sentimento. O magnetismo parece exigir isto. Os antigos estavam convencidos. Eles diziam que para ter êxito nestas operações se fazia necessário um consentimento mútuo dos espíritos e dos corações.
Quando tiver fixado os horários do tratamento, é preciso haver uma escrupulosa exatidão: o vazio vital que se produziu espera seu retorno para ser preenchido e se você se atrasa, o sofrimento começa. Existe aqui um laço bem misterioso: os magnetizadores experientes sentem em si mesmos algo que os incita e os chama a completar o que, é preciso dizer, é um dever. Os animais, afastados de seus filhotes, são levados por um irresistível instinto a se reaproximar quando chega a hora do aleitamento. Tudo parece ser atração ou repulsão na natureza: as antipatias e as simpatias, enigmas para a ciência, são o produto de uma lei oculta a qual obedecem todos os seres. Existem as correntes que reparam e aquelas que destroem.
O médico honesto e convicto de sua arte age moralmente sobre seus doentes, mas o magnetizador, tendo a fé, exerce duplo domínio: sua ação é física e psíquica. Esta dupla ação é necessária e quando ela ocorre, ele é bem sucedido. O magnetizador não oferece drogas; ele move os recursos escondidos na alma e no corpo. Sua presença mesmo quando lhe inspiraria maior confiança, determinaria apenas movimentos incertos em seu efeito sobre a doença.
Mas ele tem mais do que o médico, ele tem este agente precioso, o magnetismo que triunfa sobre a moléstia quando penetra com profundidade nos órgãos.
Assim é preciso que o magnetizador ganhe, de início, a confiança daquele a quem quer curar.
Nada nesta prática deve ser simulado; os doentes tem um senso perfeito e descobrem na linguagem o que é banal e o que é sentido, o que parece partir de ideias ultrapassadas e de bocas convencidas. Logo idéias, palavras, repercutem um no outro: o magnetizador sente nele o que se passa fisicamente e moralmente com seu enfermo e este, por sua vez, experimenta o efeito poderoso deste jogo duplo: mas porque é assim, é preciso que a magnetização seja séria. Não se trata somente de mover o rosto, fazer rápidos movimentos de mãos. Tudo no corpo do magnetizador deve prestar concurso neste grande ato.
Sem estas condições, toda a magnetização é imperfeita. Não que não se possa jamais curar sem atendê-las, os exemplos estão aí para nos provar o contrário, mas as coisas difíceis não se fazem sem elas. Nem todas as doenças cedem aos primeiros esforços. O Magnetismo já é uma grande arte; quem o conhece pode mostrar sua superioridade à igual potência, pois ele fará bem mais do que aquele que ignora seus segredos.
Não é comendo demais e bebendo vinhos generosamente que se adquire a força magnética.
O contrário é mais verdadeiro. Vida sempre sóbria, espírito sempre livre. As forças são desviadas de seu curso regular e empregadas em outro lugar. O que permanece carece de direção. Elas são viciadas em vez de serem puras. Instintivamente os magnetizadores sentem que é assim. Eles procuram endireitar em si os traços de intemperança e lembram o objetivo ao qual se propõem atingir.
Um magnetizador deve ser alerta e vigilante. Ele deve procurar constantemente fazer predominar em si os fluidos sobre os sólidos; eles se derramam sobre sua organização nervosa, que deve estar sempre pronta. Quem nada tem nada pode dar e o pobre está mal quando se dirige a um homem de bolsos vazios.

Este é mais um artigo extraído do Journal du Magnétisme do Barão duPotet, traduzido do francês por Lizarbe Gomes - Pelotas/RS.
- A partir desse dia, tudo começou a mudar, a vida me trouxe a pessoa certa para tudo que eu precisava, até que cheguei onde estou hoje. Tive apenas que entender o Poder das Palavras.
- O Universo sempre apoiará tudo o que dissermos, escrevermos ou pensarmos a nosso respeito e isso acabará se manifestando em nossa vida como realidade.
Enquanto afirmarmos que tudo vai mal, que nossa aparência é horrível, que nossos bens materiais são ínfimos, a tendência é que as coisas fiquem piores ainda, pois o Universo as reforçará. Ele materializa em nossa vida todas as nossas crenças.
Uma repórter, ironicamente, questionou: - O senhor está querendo dizer que algumas palavras escritas numa simples placa modificaram a sua vida?
Respondeu o homem, cheio de bom humor: - Claro que não, minha ingênua amiga! Primeiro eu tive que acreditar nelas!

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

CÂNCER LINFÁTICO



CÂNCER LINFÁTICO



IVONETE JACINTO SILVA   proivonete@hotmail.com
Psicóloga, pós-graduada em Psicopedagogia, atualmente atuando como Coordenadora Pedagógica do Ensino Infantil. Iniciou na Doutrina Espírita em 1986. Participa hoje dos trabalhos do Núcleo Espírita Luz da Ajuda, em Arraial d’Ajuda -Bahia, sendo praticante do Magnetismo há 6 anos.








Por motivos ainda desconhecidos, em algum momento os linfócitos agrupados nos gânglios linfáticos começam a multiplicar-se e crescer de forma desordenada.
Como resultado dessa desordem, haverá um excesso de produção desse tecido, dando origem a um tipo de câncer denominado linfoma. O linfoma se inicia a partir de linfócitos anormais. Eles podem se espalhar por meio do sistema linfático por muitas áreas do organismo e circular no sangue.
Linfoma de Hodgkin
O sintoma mais comum do linfoma é um inchaço indolor em um gânglio, geralmente na axila, virilha ou no pescoço. Isto é causado pelos linfócitos danificados. O inchaço também pode doer.
Uma vez que o câncer começa a se espalhar, há sintomas como: cansaço ou fadiga, suores noturnos, febre, perda de peso inexplicável, uma tosse persistente ou sensação de falta de ar e dificuldade para se livrar de infecções.
Algumas pessoas experimentam uma coceira persistente da pele por todo o corpo e até mesmo uma sensibilidade ao álcool.

Este caso foi apresentado por Ivonete Jacinto Silva do Núcleo Espírita Luz da Ajuda, de Arraial d’Ajuda - BA. A paciente se chama Cristiane Fígaro, de 40 anos.
Aos 28 anos, Cristiane começou a ficar rouca sem que os médicos descobrissem o que ela realmente tinha. Tomava medicamentos, era afastada do trabalho e nada de melhoras. Depois de nove meses e tendo passado por diversos médicos foi diagnosticado um câncer de laringe. Após os exames descobriu-se tratar de um câncer linfático de Hodgkins.
Passou por duas cirurgias na laringe para a retirada dos linfonodos e por quimioterapia. Perdeu cabelo e sentia muitas reações desagradáveis.
De 2004 até maio de 2008 esteve tudo bem. Em novos exames, os médicos perceberam que as células malignas voltavam para a região linfática, fazendo com que Cristiane voltasse ao tratamento quimioterápico, só que mais fraco desta vez.
Já tomava passes na cidade de São Paulo, pois é espírita desde os 15 anos. Ao mudar-se para Arraial d’Ajuda, iniciou o magnético no Núcleo Espírita Luz da Ajuda.
Em outubro de 2008 foi descoberto um câncer na mama esquerda. Era um pequeno linfoma que seria tratado por quimioterapia. Nesse período passou a receber passes todos os dias, muitas vezes até duas vezes ao dia, o que a fez sentir-se bem melhor. Tomava passes antes da quimio e as reações já não eram tão fortes.

Em 2009, certa vez, tomou passes pela manhã e ao final da tarde e viu hematomas na mama esquerda.
Os médicos, assim como os trabalhadores do Núcleo, não explicavam aquilo. Ela, porém, tinha certeza de algum processo cirúrgico ocorrido durante o passe.
Depois desse hematoma, o nódulo foi diminuindo gradativamente. Quatro meses depois foram detectados, por ressonância magnética, apenas 19 nódulos dos 28 que existiam entre as vértebras.
Daqueles, 17 permanecem até hoje.
Além disso, o nódulo da mama se dissolveu completamente.
Desde quando descobriu o câncer no ano 2000 até 2009 nunca os nódulos sofreram diminuição. Ela acredita nos resultados do passe magnético, pois
nunca fez nada diferente que justificasse a melhora.
Emocionalmente se sente muito melhor, mais tranquila e mais fortalecida com os passes. Percebe que se fica 2 ou 3 dias sem passes, as náuseas e as dores voltam, ficando mais intensas. Com os passes lida melhor com toda a situação, com a dor e a irritabilidade.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Um Caso de Glaucoma



Um Caso de Glaucoma

CHIRLES MELO chikenada@hotmail.com
Casada, mãe de duas filhas. Fundadora e Presidente do Grupo "Cantinho de Luz", em Peabody,/MA; dirigente do Grupo de Magnetizadores de Massachusetts.













Glaucoma é uma doença ocular causada principalmente pela elevação da pressão intraocular que provoca lesões no nervo ótico e, como consequência, comprometimento visual. Se não for tratado adequadamente, pode levar à cegueira.
É uma doença crônica que dura toda a vida, e é necessário que o paciente fique em observação e tratamento contínuo, para manter controlada a pressão intraocular e evitar a perda parcial ou total da visão. Quanto mais rápido se descobrir e tratar a doença, menor será tal perda.

Chirles Melo trouxe para o Encontro o relato de um caso de glaucoma tratado através do passe magnético. A paciente chama-se Roselane Inácio e tem 48 anos. Em 2011 procurou o tratamento magnético, quando foi diagnosticada com glaucoma.
Depois de iniciado o tratamento, novo exame mostrou que a pressão no olho continuava muito alterada.
O problema então foi melhor estudado e as técnicas modificadas. Passou-se a aplicar os passes da seguinte forma:
Dispersivos longitudinais em 04 etapas:
1)Do centro de força coronário ao laríngeo
2)Do laríngeo ao centro de força básico
3)Do centro de força esplênico ao básico
4)Do básico aos pés
Em seguida, foram aplicados concentrados ativantes com toque nos olhos durante aproximadamente 02 minutos, seguidos de transversais locais.
Toda a sequência era repetida 03 ou 04 vezes.
Após quatro meses de tratamento magnético, a paciente retornou ao médico e os exames diagnosticaram que a pressão do olho estava normal.
A perda parcial da visão se manteve, mas o grau diminuiu. A cirurgia marcada para regularizar a pressão do olho foi cancelada por se tornar desnecessária.
A ignorância no assunto fez o médico desconfiar dos resultados dos exames anteriores.


Por motivos particulares, em março deste ano a paciente suspendeu o tratamento magnético.
Continua, porém, fazendo exames periódicos com o oftalmologista e a pressão ocular permanece normal.
Além do tratamento magnético foram dadas as seguintes recomendações complementares:
-Evite expor os olhos aos raios solares. Para protegê-los use óculos escuros, bonés, chapéus, etc.
-Nas duas primeiras semanas do tratamento, evite forçar a vista com leituras e televisão, por exemplo.
-Na primeira semana, quando possível, use tapa-olho em olhos alternados, trocando de olho a cada hora.
-Jamais deixe de usar o colírio recomendado pelo médico e seguir todas as suas recomendações.
-Faça exame com o seu oftalmologista periodicamente.
Na mesma instituição há outra paciente com glaucoma em tratamento magnético há seis meses. No seu histórico consta que mãe e tias morreram cegas, com glaucoma.
Esta paciente já perdeu a visão de um olho. Entretanto, os exames periódicos mostram que a pressão ocular do outro baixou significativamente em comparação com o período antes do tratamento. Além disto, ela não sente mais dores.