Sou estudante de magnetismo aqui de Porto Alegre.
Nos livros de magnetismo que tenho estudado encontro os autores se referindo à
magnetização mental e na obra de Allan Kardec este termo aparece muitas vezes,
principalmente quando se refere à prece, dizendo inclusive que esta é a
magnetização mais poderosa.
Gostaria de saber como seria esta magnetização pela prece. Pois muitos alegam
de forma corriqueira que sendo esta a magnetização mais poderosa não
precisaríamos dos passes, o que não concordo, mas ao mesmo tempo vejo algo
muito profundo que está faltando ser explicado.
Por isso, gostaria muito de saber sua opinião sobre este tema.
Como deve agir o magnetizador (ou o leigo) para curar através desta prática, ou
melhor, como seria esta prática?
A aproximidade auxiliaria na emissão fluídica?
Há fluido magnético ou simplesmente espiritual nestes casos?
Como poderíamos desmistificar este mal entendimento dos textos de Kardec?
A magnetização mental, como bem observastes, é um complexo onde não entra
apenas a mente e sim a concentração, a vibração e a sintonia num bom
referencial superior (oração) e uma certa evocação, quando se pede a presença
ou a interferência dos Bons Espíritos. Daí Kardec dizer que a oração é uma
auto-magnetização. Porque se fosse apenas um poder mental ficaria estabelecida
a completa nulidade da presença dos Espíritos e apenas exercícios práticos já
teriam resolvido a questão.
Mesmo reconhecendo que muito ainda temos e teremos a fazer, aprender, praticar
e ampliar, é notório que nada é tão maquinal como imaginam alguns nem tão
"espiritual" como quer a maioria.
No texto/coletânea que me enviastes fica muito
claro que Kardec colocou em total destaque a prece, não a repetição de frases
e/ou palavras e sim todo um estado emocional, condizente com todo o bom senso
que deve estar pleno nas orações verdadeiras. Por isso mesmo tem colocações em
que ele chama a prece de verdadeira magnetização espiritual.
Existe uma séria pesquisa (“As palavras curam” - deve ter mais, porem só sei
dessa) em que o orientador (Larry Dossey) considera sejam feitas preces em
aberto, ou seja, sem pedido direto; inclusive ele orienta o "seja feita a
Vossa vontade", do Pai Nosso. Isto porque a oração tem sua força maior
pelo fato dela ser não-local e atemporal, ou seja, tanto pode atender
a/em qualquer lugar como pode ir no tempo de antes/presente e depois. E ele
está correto. O nosso problema chave na questão é que ainda somos mecanicistas
ao extremo, embora desde 1903 e 1905 estejamos metidos numa abordagem científica
quântica e relativista. Nossas preces ainda são mais do tipo "me dê isso
para que eu veja o que posso dar de troco" do que "seja em mim o que
eu sou/fui/serei em me aceitando em ti".
Respondendo mais objetivamente tuas últimas questões, posso dizer o seguite:
Como deve agir o magnetizador (ou o leigo) para curar através desta prática, ou
melhor, como seria esta prática? – Movido por esse espírito de total confiança
– em si e em Deus –, compenetrado do que está fazendo (bem focado, como se usa
atualmente) e tendo firme vontade ou ardente desejo de fazer o bem.
A aproximidade auxiliaria na emissão fluídica? – Em alguns casos específico a
proximidade é fundamental, mas quando a ação é à distância o que se explica na
questão anterior deve ser ainda mais firme e seguro.
Há fluido magnético ou simplesmente espiritual nestes casos? – Há os dois,
lembrando apenas que por fluidos espirituais não se deva entender diferente do
que propõe a base da Codificação (em A Gênese, de Kardec, em seu cap. 14, item
5 - Não é rigorosamente exata a qualificação de fluidos espirituais, pois que,
em definitiva, eles são sempre matéria mais ou menos quintessenciada. De
realmente espiritual, só a alma ou princípio inteligente. Dá-se-lhes essa
denominação por comparação apenas e, sobretudo, pela afinidade que eles guardam
com os Espíritos. Pode dizer-se que são a matéria do mundo espiritual, razão
por que são chamados fluidos espirituais).
Como poderíamos desmistificar este mal entendimento dos textos de Kardec? –
Lendo, analisando, comparando, estudando e experimentando.
Estudando as técnicas do passe tenho encontrado as mais diferentes
formas de aplicação, desde a simples imposição no coronário, toques no paciente
(sei que é possível, mas não recomendado por Espíritos como Emmanuel, por
exemplo). Alguns, ao aplicar o transversal, por exemplo, o iniciam com as mãos
no centro do chacra e movimentam as mãos meio fechadas, como se estivessem
abrindo uma cortina e só a abrem ao final do movimento... outros, já o fazem
com as mãos espalmadas ou na posição digital e só a fecham no final do
movimento, para retornar à linha central dos chacras... enfim, fico na dúvida
sobre as técnicas corretas e como me embasar para ter firmeza de que a forma
como estou fazendo os movimentos é a forma correta. Onde posso encontrar essas
informações de forma clara? Há alguma obra que transcreva as técnicas testadas
pelos antigos magnetistas e que coincidem com as aplicadas hoje? Como você
aprendeu as técnicas que utiliza? Em que obras se baseou?
Respondendo ao que colocas, eis minha opinião e sugestões.
No Livro dos Espíritos, questão 556, e no Livro dos Médiuns, cap. 8,
item 131; cap. 14, item 176; e cap. 17, item 206, tanto Allan Kardec como os
Espíritos falam sobre o toque (chamado de contacto) e em nenhum momento há
qualquer desabono à prática. Respeitável a opinião do Espírito Emmanuel,
especialmente se tomada como recomendação de prudência, mas ele mesmo disse que
se ele estivesse em desacordo com a base trazida por Allan Kardec poderíamos
deixar a opinião dele (Emmanuel) de lado e seguir com Kardec; nesse caso, eu
sigo essa sugestão e fico com o mestre lionês. - A propósito, em meu livro
REAVALIANDO VERDADES DISTORCIDAS comento sobre essa questão do toque e relembro
todas as citações acima.
Transversais: a teoria do Magnetismo ensina que se
abre as mãos sobre o ponto sobre o qual se deseja dispersar e leva-se as mesmas
abertas até o final do percurso, retornando com elas fechadas, a fim de se
evitar possíveis congestionamentos energéticos. Há quem abra com as palmas (os
chamados palmares) voltadas ao ponto e outros para ali dirijam os dedos
(digitais). Existe ainda os que cruzam as mãos antes do movimento (transversal
cruzado); mesmo neste caso, as mãos devem cumprir o mesmo movimento; abrem-se
quando se inicia o movimento e retornam fechadas. Essa técnica é muito bem
apresentada por Michaelus, em ‘Magnetismo Espirtual’, publicado pelo FEB, assim
como em meus livros (O Passe; Manual do passista; Cure-se e cure pelos passes;
e A cura da depressão pelo Magnetismo). E eu me baseei tanto em Michaelus como
noutros autores, mas tudo que li, estudei e repasso referendei por minha
vivência prática, que hoje chega a 45 anos como magnetizador.
Infelizmente, não existe nenhuma obra que tenha
resumido as técnicas clássicas. Acredito que quem melhor trata do assunto, em
nosso idioma, são meus livros.
Tivemos uma dúvida com relação a algumas respostas dadas pela espiritualidade
nas questões relatadas nas páginas 102 e 103 (do livro Reavaliando Verdades
Distorcidas). A primeira pergunta de Kardec é se "podem considerar as
pessoas dotadas de força magnética como formando uma variedade de
médiuns". E a resposta de espiritualidade é certeira: "Não há que
duvidar". Disso se pode deduzir que o Magnetismo é uma variedade (ou se
quizer, um tipo) de mediunidade. Mais à frente, na quinta pergunta, a
espiritualidade confirma que há pessoas que verdadeiramente possuem o dom de
curar pelo simples contato, sem o emprego dos passes magnéticos. Logo depois
ela confirma que nesses casos há a ação magnética (do magnetizador) e há também
a influência dos Espíritos e diz ainda que esses são os verdadeiros médiuns,
mas que eles não são médiuns curadores conforme nós entendemos.
Aí é que veio a dúvida: O que ela quiz dizer com médiuns curadores conforme nós
entendemos? Que médiuns são esses? Ou qual entendimento é esse?
Dessa alegação deduz-se que existem dois tipos de médiuns: Os verdadeiros e os
conforme nós entendemos (não verdadeiros, incompletos ou falsos). Coloquei a
questão p/ o grupo e não conseguimos chegar a uma posição definitiva e gostaria
de sua ajuda quanto a essa questão.
Sei que nós temos duas definições de médium. A definição clássica de Kardec
(que médium é todo aquele que sente de uma maneira qualquer a presença dos
Espíritos), o que é uma definição bem ampla, pois através dela, todos somos
médiuns... e uma definição mais restrita, quando se fala em médiuns ostensivos,
onde, segundo a mesma, apenas alguns são médiuns, mas nem todos. Seria isso a chave
para entender essa dúvida? Ao final da reunião, deixamos essa questão em aberto
e fiquei de levá-la a voce, o que faço nesse momento. – José Humberto/MG
Vamos ao que colocas...
Quando Allan Kardec ou os Espíritos dizem algo do tipo: "não como
entendeis" é que Eles percebem que há distinção entre o observado e o
comum dos sentidos; o mínimo que devemos sempre considerar é que os planos de
observação são bem distintos, literal e filosoficamente falando. Allan Kardec,
como é bem sabido, não via com bons olhos o animismo, pois, ao seu tempo, o
animismo era a escola que considerava a evidência de fenômenos “estranhos” os
quais descartavam completamente a presença de Espíritos, enquanto ele sempre
afirmou em tudo haver Espíritos presentes. Partindo-se daí, lícito se diga
sempre haver mediunidade em tudo. E eles (Kardec e os Espíritos) sabiam e
afirmavam que mesmo os magnetizadores não acreditando nos Espíritos, aqueles
estavam presentes, e isso poderia ser visto como uma mediunidade "indireta,
passiva ou que nome queiramos dar". Mas fica evidente se tratar de uma
mediunidade bem diferente do que chamamos vulgarmente de mediunidade. Por outro
lado, em dados momentos percebemos que faltaram palavras para dar melhor
definição de certas coisas. Em meu entendimento ele queria dizer que eram
médiuns por estarem sob influência espiritual, mas não eram médiuns no sentido
clássico do termo.
Sendo, pois, a palavra mediunidade muito ampla e genérica, quando falamos de
médiuns de cura descemos à especifidade; quando falamos de magnetizadores nos
referimos a outra abordagem. Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, no seu
capítulo 26, item 10, anotamos: “O magnetizador dá o seu próprio fluido, por
vezes até a sua saúde. Podem pôr-lhes preço. O médium curador transmite o
fluido salutar dos bons Espíritos; não tem o direito de vendê-lo”. Aqui está
mais do que estabelecido que, em tese, o magnetizador não é o que se consigna
como médium, pois este fica eloquentemente bem definido, pelo menos segundo a
origem dos fluidos.
Espero ter esclarecido.
Eu gostaria de saber se nós podemos deixar a câmera de passes já preparada com
os copos de água!!! Por exemplo: vão passar 4 pessoas na câmera de passes;
posso colocar 4 copinhos de agua? Assim que cada paciente for indo embora darei
para ele o copo de água? Ou não é conveniete eu fazer isto: deixar os copos
dentro da sala!? – Dício
Veja bem: se a cabine já é destinada para passes, não há qualquer inconveniente
em se deixar os copinhos ali. Anoto, entretanto, duas coisinhas: Uma é que
convém que alguém encarnado ajude objetivamene na magnetização da mesma; a
outra é ter cuidado para o caso de haver poeira ou insetos no ambiente, pois
pode contaminar a água, mas esse cuidado deve-se ter em qualquer local e/ou
situação.
É isso!
Qual o seu entendimento com referência à matéria ventilada no Jornal Mundo
Espirita Online (http://www.mundoespirita.com.br/index.php?act=conteudo&conteudo=2627), atribuída a Divaldo Pereira
Franco, sobre Apometria, Corrente magnética e Cromoterapia não são práticas
Espíritas. – Luiz Alberto/SP
Obrigado por me enviar a entrevista (em anexo) e pedir minha opinião.
Embora concorde com as respostas da entrevista, alguns pontos vejo-os
exagerados. Nem todos apômetras (seguidores da Apometria) procedem como ali
está apresentado. Conheço alguns adeptos desse seguimento com comportamentos
bastante equilibrados e muito distantes desses métodos “expurgatórios ou de
eliminação” ventilados na entrevista. Todavia não somos ingênuos para não ver
que outros, inclusive nomes de frente da tese apométrica, estimulam e até
parece se deliciarem com a hipótese de poderem chegar até à desintegração do
ser espiritual -- completa aberração em qualquer doutrina, muito mais ainda na
Espírita.
Também não vejo como considerar que a apometria seja algo além do Espiritismo
nem que ela evidencie que Allan Kardec e sua obra estejam superados. Isto,
entretanto, nos leva a refletir sobre um outro aspecto forte a ser considerado
-- antes, porém, quero deixar liminarmente claro que não sou a favor da
apometria como um todo, não a apoio como sendo uma prática eminentemente
espírita, nem a considero nem além nem aquem da Doutrina Espírita; tenho essa
postura exatamente por conta de como ela surgiu, como seu "fundador"
a alimentava, por ela se conduzir de forma confusa em suas práticas e como
vários de seus seguidores a mantêm --; a questão é: por que surgiu a apometria?
A resposta nos faz sentir violento peso nos ombros; surgiu porque nós, OS
ESPÍRITAS, deixamos de lado os estudos do Magnetismo e do Sonambulismo, ambos
estimulados para que os estudássemos e aplicássemos, por ninguém menos que
Allan Kardec e os Espíritos da Codificação Espírita. Nosso descaso para com
esses estudos e suas pesquisas deu largo espaço para que essas tentativas de se
usar essa base chegassem aonde estão chegando. Se os apômetras estão
equivocados, de certa forma todos os que nos descuidamos da verdadeira Base
Espírita somos os responsáveis diretos.
Também não acho que quem queira ser apômetra deva se afastar do Espiritismo;
penso diferente. Se você está em equívoco devo usar de minha
"sabedoria" para ajudá-lo, pois isso não conseguirei favorecendo ao
seu afastamento e sim patrocinando nosso convívio, convidando-o à análise
próxima, à conversa aberta, tantas vezes sejam necessárias. Afastar ou
afastarmo-nos não resolve e também tudo piora. Como dito, há mais sabedoria em
amar do que em dividir sob forma preconceituosa. Se na Casa não cabe poderes
divididos, é na Casa que se rearmoniza os interesses pela força do Bem.
Quanto às demais colocações o entrevistado não comentou em profundidade, apenas
disse que não são práticas espíritas. Ele está correto, embora que dentro de
uma certa relatividade.
Os cristais, as pirâmides, a cromoterapia e tantas outras correntes paralelas
ou similares não fazem mesmo parte do bojo espírita, o que indica não ser
prudente deixar ou favorecer a que o público confunda tudo isso como
Espiritismo, mas também não podemos negar que muitas coisas têm seus valores e
que podem, em seus devidos lugares e assentos, serem muito bem empregadas.
Afinal, não ser Espírita não significa dizer não ter valor.
Por fim, as correntes magnéticas viraram sinônimo de muitas coisas, cabendo
interpretações as mais diversas. Por isso mesmo me abstenho de comentar. Eu sou
estudante, estudioso, praticante e pesquisador do Magnetismo, tal como sugeriu
Allan Kardec e os próprios Espíritos da base espírita; ainda assim tem quem me
acuse de não ser espírita. Portanto, prefiro ser rigoroso comigo mesmo e deixo
o tempo promover os ajustes em cada um de nós. Só sei que isso ocorre sempre de
maneira mais rápida, segura e sustentável em quem tem "mente e coração
abertos". Por isso procuro manter os meus sem quaisquer travas.
Receba meu abraço, com votos de que tudo seja promissor em nossa seara bendita.
Preciso de uma ajudinha será que poderiam me auxiliar ?
É o seguinte: participo de um grupo de estudos sobre o Magnetismo e senti
dificuldade em entender: “Todas as curas desse gênero são
variedades do magnetismo e não diferem senão pela potência e a rapidez da ação.
O princípio é sempre o mesmo: é o fluido que desempenha o papel de agente
terapêutico, e cujo efeito é subordinado à sua qualidade e a
circunstâncias especiais. Allan Kardec (A Gênese, cap. 14, item 32)
Pergunto quais são estas circunstâncias Especiais podem me indicar onde
encontrar o assunto ou descrevê-las para mim?
Pela leitura dos itens 31 e 33 de A Gênese em seu cap. 14, fica visível que
Kardec trata do assunto de maneira aberta e genérica. Infelizmente, por pura
comodidade ou falta de interesse em dar continuidade a esses estudos, o meio
espírita optou por minimizar a ação magnética em vez de ampliar estudos,
pesquisas, experiências e aprofundamentos.
Pelo que sei, praticamente inexiste obras especiais e específicas, mas é
bastante evidente que Allan Kardec se referia ao conhecimento das técnicas do
Magnetismo e sua aplicação segura.
Rapidamente, as circunstâncias seriam (no meu modo de perceber):
- uma melhor ou menos eficiente relação magnética entre magnetizador e
paciente;
- a ação de uma maior ou menor vontade do magnetizador (vontade no sentido
orientado por Kardec em O Livro dos Médiuns);
- a confiança (fé) e o desejo sincero ou não de se curar (e não apenas de ser
curado), da parte do doente;
- a qualidade do fluido do magnetizador;
- a potência desse mesmo fluido;
- a combinação mais ou menos perfeita entre os fluidos do magnetizador e do
paciente;
- o maior ou menor domínio das técnicas por parte do magnetizador;
- a "presença" de Espíritos afins com essa atividade.
Poderia ainda mencionar, para uma melhor qualificação:
- um bom tato-magnético da parte do magnetizador;
- boa base de anatomia, fisiologia e, a depender do aprofundamento, de
embriogenia e patologia (não que o magnetismo dependa diretamente disso, mas
quão melhor se conhecer, com mais segurança poder-se-á atuar);
- quão melhor for a condição de acompanhamento do paciente melhor será o efeito
e o aprendizado (não foi sem propósito que Mesmer tinha uma clínica que mais
parecia um hospital, onde seus pacientes eram literalmente internados até a
completa recuperação0;
- não temer agir, não vacilar, não duvidar, mas agir com a maior segurança
possível;
- usar a água magnetizada como eficiente e (quase) indispensável elemento
complementar da terapia (lembro que os magnetizadores clássicos magnetizavam as
água com bastante tempo, nunca menor que 10 minutos para um único vasilhame);
- o tempo de magnetização no paciente (o magnetismo ordinário, como chamava
Kardec, levava sempre uma média acima de 40 minutos por sessão); hoje sabemos
que muitos casos só são seguramente resolvidos com sessões mais demoradas;
- por fim, as orientações dadas aos pacientes (no sentido de preservação e
manutenção do estado fluídico renovado) e a forma como eles seguem essas
orientações são outro fundamental ponto que pode consagrar vitórias ou derrotas
nas terapias magnéticas.
Sei que tudo isso não responde objetivamente tua
questão, mas pelo menos põe ou propõe reflexões que nos levam a seguir
pesquisando e, sobretudo, fazendo experiências produtivas e sérias, com o fim
de tornar melhor e mais universal o que propôs Kardec e os Bons Espíritos.
Lendo o capitulo Uma equipe ideal no seu livro “A Cura Da Depressão Pelo
Magnetismo” voce discorre sobre o número de pessoas envolvidas no trabalho. Mas
fica para mim uma dúvida, Como seriam atendidos os pacientes? Algumas Casas
optam por ter uma maca em que os doentes permaneceriam deitados durante o
tratamento. Outros preferem que os pacientes permaneçam sentados. Sempre os
magnetizadores ficariam em pé, para melhor desempenho. Você, com sua
experiência, aconselharia qual método? deitado o paciente ou sentado
confortavelmente?
O ideal para se trabalhar com o depressivo é com ele na maca ou numa cama. Por
ser um passe que pede muito esforço do magnetizador e ser preciso alguns
movimentos bem largos, com o paciente deitado ambos ficam mais confortáveis, o
que certamente ajuda no resultado final.
Todavia, existem Casas que não aceitam ou não comportam macas, aí aplicam com
os pacientes sentados. Não há inconveniente magnético num ou noutro caso (nem
mesmo com o paciente em pé), mas os itens "conforto e comodidade"
pesam bastante e, por isso, merecem ser bem considerados.
Uma dúvida minha e de um amigo (Caldas): como dar passes rotatórios no
umeral, pois se atuarmos pela frente (através do laríngeo), faremos no sentido
horário, e ao passarmos para o lado oposto (atrás) ficará no sentido
antihorário. Qual a forma correta de se trabalhar o rotatório no umeral,
poderia ser pela frente também ou só pelo lado oposto? Ou então, poderia ser
feito no sentido horário ao passarmos diretamente para ele (atrás)? Isso não
causa desarmonias se tivermos trabalhado através o laríngeo (afastando-o)? Será
que me fiz entender?
Sobre a ação no umeral, tal como questionas, uma coisa/fenômeno que se tem
sentido e observado é que de uma forma geral e genérica os centros vitais,
quando "atacados" pelo lado oposto, funcionam ali (no outro lado)
como se fosse um cone invertido, logo, se aplico passe no umeral pelo laríngeo
*, ele deve ser no sentido horário; se faço às costas, o sentido segue a mesma
direção, ou seja, horário também. E se não fosse assim, sempre que atacássemos
o umeral de forma direta, de certa forma estaríamos atacando o laríngeo de
forma invertida e isso o congestionaria ou o desarmonizaria, o que, de fato,
não acontece. Deu pra entender?
Tenho uma dúvida quanto aos passistas espirituais. Eles não deverão usar
técnicas diversas, já que não usinam fluidos e o acervo de técnicas fica
inóquo? Poder pode, mas não deve, ou é tudo sem propósito?
Veja bem; quando falamos em passistas espirituais estamos configurando de forma
bastante absoluta, ou seja, nesses passes cabe e caberá aos Espíritos toda a
tarefa de buscar os fluidos, distribuí-los, manipulá-los, etc. Sendo assim,
convenhamos, é como você coloca: o que estamos fazendo ali?
Claro que estamos fazendo alguma coisa, como a liberação do que chamo de
"cola-psíquica", as preces, a vontade de ajudar em ação... Mas como
não existe passista espiritual de forma absoluta, o ideal é que este, seja
espiritual, misto ou magnético, tenha conhecimentos e domínio, por menor que seja,
das técnicas do Magnetismo. Afinal, nunca sabemos até que ponto um passe que
aplicamos é apenas espiritual (e é raro acontecer apenas este). Daí ser
imprescindível que saibamos como agir nos passes.
Nisso, uma coisa certa que se pode dizer, com um mínimo de segurança, é que o
passista espiritual, em princípio, não precisará fazer uso de todas as técnicas
quando o passe for, de fato, espiritual. Contudo, manda a prudência, o bom
senso e a segurança, que após a doação de fluidos, seja de que tipo ou fonte
seja, façam-se vários dispersivos.
Leandro, do Rio de Janeiro fez uma série de perguntas.
Vamos lá:
Pelo relatado, você já trilhou vários caminhos, o que em si é um conjunto de
oportunidades de aprendizado e superação. Todavia, nem tudo é como gostaríamos
que fosse, mas se assim é então devemos aproveitar bem o que é apresentado,
pois só dessa forma valerá o esforço da busca, das experiências e do complicado
que se viveu. Conhecestes religiões, grupos e práticas diferentes e isso deve
ser bem assimilado para ter valido a pena. Já experimentastes sensações e
energizações muito boas, mas provavelmente, por falta de um uso mais harmônico
e regular, deve ter possibilitado somatizações que te descompensaram. Junte-se
a isso o fator pesado de um sério problema familiar com suas implicações e o
quadro depressivo estava bem montado.
Falas ter um sono incontrolável. Existem explicações e terapias que tratam de
aspectos neuroquímicos para resolver esse caso. Elas são funcionais e dão bons
resultados em casos onde a base do distúrbio é apenas fisiológico. Mas nem tudo
é só isso. No teu caso provavelmente deve ter relação direta com grandes perdas
energéticas, grandes congestões ou mesmo absorções indevidas as quais levaram
os teus centros vitais a descompensações (e não apenas desalinhamentos)
complexas. Tens ainda sensação de perda energética, o que pode ser explicado
como reações de igual teor à mesma problemática.
O sistema esplênico é o grande responsável pelos filtros energéticos que afetam
diretamente o campo fisiológico e, consequentemente, descompensa o circuito
vital e enfraquece as chamadas defesas imunológicas. Nessa situação, qualquer
descompensação adicional leva seu portador a sintomas de depressão ou
correlatos. O cuidado com esse setor (esplênico), portanto é de muita
importância.
Além desses assuntos fazes uma série de perguntas, a quais responderei de forma
bem objetiva.
1- As energias do Reiki, do Xamã e do passe são as mesmas?
R- Em princípio sim, mas há diferenças que precisam ser consideradas. As do
Reiki são "externas"; as do Xamã são dos ambientes e seres
circundantes; as do passe magnético são dos magnetizadores; as do passe chamado
espiritual são dos Espíritos, além de ainda haver o passe misto, em que os
fluidos são humanos e espirituais.
2- O Sr. Acha que eu posso utilizar esta energia para ajudar as pessoas?
R- Pode sim, mas melhor ajuda quem está em boa condição. Uma pessoa em
depressão teoricamente não está em condições de transmitir energias para vários
casos; ademais, quem está abatido precisa primeiro se refazer para depois, em
bom condicionamento, poder ajudar ao outro.
3- Vou fazer um curso de passes em março. Devo esperar até lá ou eu posso fazer
algo para me ajudar enquanto o curso não chega?
R- A resposta anterior te responde esta questão. Sugiro que estudes antes. (A
propósito sugiro que visites minha página e acompanhe alguns vídeos que ali
existem acerca do assunto depressão e passes - www.jacobmelo.com) e que também busques uma rearmonização
vital para não se descompensar ou não conseguir ajudar com eficiência.
4- Li sobre os “Filtros”, conforme falas em teu livro “A cura da depressão pelo Magnetismo”. Como fica o fígado nessa pontuação?
R- Ter um fígado comprometido sempre é fator de maior dificuldade no todo
energético. Sugiro que peças a quem te aplicar passes que faça a fluidificação
de tua água (deve ser uma fluidificação objetiva e por um tempo mais demorado
no processo -- uns 4 a 5 minutos de magnetização por imposição de mão). Beba-a
com regularidade e evite sobrecarregar teus órgãos associados ao esplênico a
fim de obteres uma recuperação mais eficiente e rápida.
5- Tenho mediunidade. Preciso trabalhar?
R- Segundo Kardec, todos somos médiuns. Precisamos trabalhar? Sim, mas não
necessariamente em mesas mediúnicas ou em trabalhos de manifestação espiritual.
Um bom magnetizador normalmente não precisa ir a mesas mediúnicas, a não ser
que queira ou goste. Quem tem energia deve utilizá-la, assim como quem tem
inteligência.
6- Não sinto que meu Anjo da Guarda me dê respostas quando preciso...
R- Respondo com outra pergunta: nosso Anjo de Guarda não nos responde ou nós
não o ouvimos? As respostas de Deus são particulares ou estão na Natureza, nas
coisas, nos acontecimentos? Quando Jesus nos pediu para termos ouvidos de ouvir
era porque somos surdos ou porque não queremos ouvir? Pense nisso com o coração
aberto e perceberás que teu anjo da guarda te responde sempre.
“Na reunião de educação mediúnica que participo à noite, fazendo vibração,
quando soube que também faço visita fraterna aos lares no mesmo dia na parte
da tarde fui orientado para decidir em qual tarefa iria continuar, alegando que
eu precisaria de pelo menos 48 horas de intervalo entre uma tarefa e outra,
para reposição das energias. Ocorre que não sou médium ostensivo, como também
nunca passei mal em decorrência dessas atividades com intervalo de
aproximadamente 3 horas; ao contrário, sinto-me bem pela possibilidade do
trabalho em favor do semelhante. Gostaria de suas considerações a
respeito”.
Veja bem Gilberto; conheço pessoas que bebem água de duas em duas horas, ao
ponto de em meio ao sono despertarem para beberem mais água; outras só bebem
líquidos se for mediante muita insistência de alguém que se interesse em
ajudá-la. Há quem afirme, peremptoriamente, que quem bebe menos de “X” litros
de água por dia está sujeito a uma infinidade de problemas com a saúde. Apesar
disso ser uma informação muito repetida nos dias atuais, nessas pessoas que
sempre beberam pouco líquido essa "verdade" nem sempre se confirma
uniformemente.
Nas Casas Espíritas costumam surgir normas e regras que parecem ser sensatas,
mas que, provavelmente, estarão baseadas em históricos do tipo "ouvi
dizer" ou em palavras de "pessoas acima de quaisquer suspeitas".
Entretanto, quando se analisa esses procedimentos com mais cuidado é comum
chegarmos à conclusão de que ou há uma preocupação em não deixar que o
trabalhador se extenue, ou que ele não tenha como observar os próprios limites,
ou ainda, com medo de perdê-lo, seja de um setor para outro, seja de uma Casa
para outra. Isto significa que estamos encobrindo um fato com um interesse e
não com dados que expliquem suficientemente bem o que de fato ocorre.
O Magnetismo nos oferece melhores exemplos a respeito -- pois como este surgiu
ao mundo como ciência e quem o tratou lhe deu esse encaminhamento científico --
do que o mediunismo, já que este, via de regra, não tem apresentado, nos dias
atuais, métodos de pesquisas e estatísticas confiáveis.
O Magnetismo demonstra, na prática, que a perda excessiva de fluidos pode
acarretar fadigas fluídicas, daí ser importantíssimo que cada magnetizador se
conheça e se reconheça, sabendo seus próprios limites de captação e doação
fluídicas. Observemos que há variações quase infinitas entre um e outro
magnetizador. Um pode aplicar 20 longos passes magnéticos num dia e no dia
seguinte estar totalmente refeito para fazer tudo de novo, com igual qualidade;
outros não excedem a 10 e nem sempre se recuperam num único dia. O que fazer
então: estabelecer uma regra fixa para todos? Se assim for, qual o número
ideal: 10, 20, 15... Qual? Bem se percebe que quando se começa a se estabelecer
números ou condições rígidas estamos minimizando ou não-significando o
problema, ainda que isso gere prejuízos. Qual seria a resposta ideal, portanto?
Veja que resposta chata a que tenho: cada caso é um caso! Por que esta resposta
é chata? Porque ela pede que se observe, individualmente, os seres e dê-se ou
solicite-se a formação ideal para cada um.
Se, no início de um novo trabalho ou no ingresso de uma pessoa inexperiente a
este, querendo evitar possíveis erros ou quedas tomarmos um número mínimo ou
uma condição mais rígida, de forma provisória, como solução ou indicação, isso
é perfeitamente compreensível e aceitável; o erro está em se deixar isso como
regra, entronizando-se coisas e práticas desprovidas do bom senso que Kardec
tanto nos ensinou.
Voltando à observação inicial, quanto de água devo consumir por dia? Em certos
casos, por incrível que pareça, até mesmo um médico pode precisar ser ouvido
para dar essa resposta, mas antes de tudo, que cada um procure se conhecer
melhor. E não pensemos que isso seja fácil, pois Sócrates, um dos maiores
filósofos da humanidade, tinha este como um de seus maiores questionamentos:
quem sou!
Tenhamos cuidado sempre, mas não nos imobilizemos, pois será sempre pior opção.
Jacob, o que você me diz sobre
o passe numa cabine com vários passistas aplicando fluidos de uma só vez num
mesmo paciente?
Bruno, essa questão é muito corriqueira, apesar disso, as pessoas
ou Casas envolvidas costumam trazer respostas simplesmente no “é porque é”.
O Magnetismo clássico nos ensina que a primeira regra fundamental a ser
observada na aplicação de um passe é que seja estabelecida a “relação
magnética” entre o magnetizador e o paciente. Na falta ou impossibilidade do
paciente, a responsabilidade se concentra toda no passista – por exemplo, no
caso de um paciente em coma.
Supondo-se que numa cabine de passes o paciente esteja na plenitude de sua
consciência, ele deveria estabelecer essa relação magnética, ou fluídica, com o
passista. Mas, se são vários passistas atuando de uma só vez e ao mesmo tempo,
como resolver o impasse? Só há um meio seguro: um passista faz a aplicação
enquanto os outros ficam apenas no chamado apoio. Com isso, as convergências ou
emissões fluídicas dos demais passistas seriam “captadas” pelo passista que
está agindo diretamente sobre o paciente e este, com a relação magnética
estabelecida, transmitiria apenas o que seria necessário, útil ou conveniente.
Apesar de muitas Casas agirem diferentemente disso e permitirem que os
pacientes se imaginem recebendo um passe mais possante -- já que estariam
contando com a “força” de mais magnetizadores --, se se fizer uma análise mais
apurada dos feed-backs, rápida e facilmente se observará que será sempre mais
prudente ter-se boas e bem fundamentadas razões para se fazer o bem que se
deseja do que se limitar ao achismo.
Por fim, imaginemos um paciente em depressão ou em fadiga fluídica, típicos
casos de pacientes que “não devem” receber concentrados fluídicos diretamente;
pois bem, imaginemo-los recebendo um passe desse tipo. O que ocorrerá? Seguramente
a probabilidade dele piorar ficará imensamente aumentada. Isto nos diz que
melhor do que boa vontade é estudar, saber, ter consciência e não pensar que
pelo fato de não se ter a intenção de fazer errado se chegará, inevitavelmente,
ao correto.
É isso.
Um abraço.