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segunda-feira, 16 de julho de 2012

TUMOR CEREBRAL (Vídeo Também)


TUMOR CEREBRAL
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Dr. DEZIR VÊNCIO
Médico (Nefrologista), professor aposentado da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás - UFGO. Vice-Presidente da Federação Espírita de Goiás. Participou da vários seminários de Jacob Melo (Passe - Estudo do Magnetismo). Componente do Grupo  de Magnetismo para Tratamento da Depressão na Comunidade Espírita Ramatis e ministra o curso Fisiologia do Passe na mesma instituição.

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A paciente de que trata este trabalho apresentado pelo Dr. Dezir Vêncio, descobriu que estava com tumor cerebral a partir de uma crise convulsiva em abril de 2010, aos 32 anos de idade.
Feita uma ressonância magnética foi diagnosticado na região têmporo-insular direita um tumor com efeito de massa, que vai comprimindo toda a área cerebral ao redor à medida em que se expande. A notícia desta doença, como acontece em muitos casos semelhantes, fê-la entrar em depressão, com ideias suicidas, inclusive.
No final de junho de 2010, iniciou o tratamento magnético através da técnica TDM-1 (Tratamento da Depressão pelo Magnetismo nível 1) com o auxílio da apometria. Foram feitos quatro atendimentos.
Em 23 de julho, ela submeteu-se à quimioterapia no Hospital da Beneficência Portuguesa, em São Paulo, retornando depois a Goiânia.
 O tratamento magnético continua, então, com a técnica TDM-3, acrescida do tratamento no encéfalo do seguinte modo: infiltração magnética (através do ouvido direito) até o córtex cerebral tratando-o com infusão e dispersão; em seguida eram tratadas as glândulas pineal e hipófise, além de todo o tronco cerebral até à medula; por último, intensa concentração na região de onde foi retirado o tumor. O objetivo era impedir que as células normais não se transformassem em cancerosas e as que ainda apresentassem uma condição anormal fossem eliminadas. Os passes eram semanais e tinham uma duração aproximada de 30 minutos.

A paciente reagiu muito bem ao tratamento, pois pouco tempo depois, apresentava um quadro bem diferente do inicial: fez o seminário de passes na instituição espírita e o curso de noções básicas do Espiritismo, está participando do curso de mediunidade e disse que quer colaborar nos trabalhos da "Casa". Além disto, voltou a sorrir, tornou-se alegre e expansiva, superando a depressão. A ideia do câncer já não a assusta mais como antes. Além disto, aprendeu a conviver com as reações do medicamento quimioterápico, as quais foram bastante amenizadas pelo tratamento magnético, e substituiu o questionamento quanto ao porquê de estar doente pelo "para quê".
Em abril de 2012, através de nova ressonância magnética foi diagnosticada como radiologicamente estável, sem nenhum surgimento de novas células cancerosas, lembrando que, no caso deste tipo de tumor, a malignidade é muito intensa, com alta probabilidade de crescimento, de metástases e de recidiva.
Continua o tratamento magnético da depressão e do encéfalo, mantendo-se energeticamente harmonizada.
Diante da dúvida de alguém quanto à influência do magnetismo na cura da paciente, responde o Dr. Dezir: "se ela não estivesse utilizando o magnetismo será que ela não teria desenvolvido as características funestas deste tumor que são a recidiva constante e a multiplicação de células cancerosas após a sua retirada? O trabalho que está sendo feito é no sentido de ajudar esta paciente para que se sinta melhor, para que o câncer fique quietinho, não tenha recidiva, que ela se cure deste tumor e não entre no grupo de risco de viver só de 05 a 08 anos".
Segundo Dezir, "a assistência magnética foi no sentido de dar suporte à paciente para estar energeticamente equilibrada, para suportar não só à cirurgia, mas também à quimioterapia, que vai se estender por mais um ano".


                                                       Link para assistir a palestra.:



O Magnetismo e suas Implicações (Vídeo Também)

O Magnetismo e suas Implicações
A palestra de abertura do 5.º Encontro Mundial de Magnetizadores Espíritas foi realizada por Jacob Melo. Iniciou ele falando da parábola do grão de mostarda que poderia remover montanhas, como disse Jesus. Referia-se o Cristo ao tamanho da fé ou ao quanto ela é poderosa ao ponto de poder remover montanhas?Referia-se ao fato de que não somos sementes de mostarda e sim seres humanos e que, portanto, nosso poder é triplicado em proporção? A partir destes questionamentos discorre o palestrante acerca do quanto nós podemos realizar se acreditarmos.
Comentou sobre o aniversário de Mesmer (completaria 278 anos em 23 de maio), da sua teoria, das suas lutas e do quão ridicularizado foi por aqueles que não conseguiram entender a existência de algo (um fluido) invisível, mas que poderosamente podia atuar em benefício da Humanidade, superando em muito a medicina que se fazia na época, das sangrias e dos vomitórios.
Jacob falou da sua despretensão como elemento de resgate do Magnetismo, porém apontou uma virtude sua, a perseverança: "eu com a minha perseverança simplesmente vou em frente. Não importa se “você” gosta  se “você” não gosta. Não me é muito relevante se eu acertei da primeira vez ou se só vou acertar da última. Mas eu vou em frente. (...) Mas não admito que alguém me diga 'você não fica bom porque não tem merecimento'... e por uma coisa muito simples: da mesma maneira que eu não entendo Deus por Ele ser transcendente (...) eu não consigo acreditar em um Deus que me deixa à mercê de um merecimento que eu não sei onde está arquivado. (...) Eu sei que o merecimento do outro eu não vou descobrir mas eu sei que o que eu posso fazer eu tenho que tentar. E se der errado, cabe a mim descobrir onde é que está o erro. E se me der oportunidade, ainda que eu não tenha encontrado a solução eu vou continuar indo".
Para um povo - afirmou o expositor - quase totalmente ignorante, ao falar Jesus da semente de mostarda e da montanha a ser removida, Ele se referia a vida e a todas as potências inerentes ao ser humano. "Vida é magnetismo, sangue pulsando nas veias é magnetismo. Músculos, nervos, tensões, contenções, retensões, desvios, tudo é magnetismo. Um rio que se move só se move por magnetismo; a água que desce de uma caixa, que a gente chama de força de gravidade, a pressão gravitacional só existe porque existe o magnetismo. Só existe o pulsar do coração porque existe o magnetismo. O pensar é a maior fonte de geração de magnetismo."
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JACOB MELO
Engenheiro Civil, com pós-graduação em Psicanálise. Espírita de berço, aos 13 anos já escrevia pequenos artigos em jornais espíritas e aos 15, incentivado por sua mãe, Maria Dagmar de Melo, iniciou-se como palestrante. Foi um dos fundadores do GEAK - Grupo Espírita Allan Kardec, e também do LEAN - Lar Espírita Alvorada Nova, no qual é atualmente vice-presidente. Pesquisador, praticante e divulgador da ciência do Magnetismo, em 1992 escreveu seu primeiro livro, O PASSE - Seu Estudo, Suas Técnicas, Sua Prática.
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 Declarou que como propulsor de tudo isto encontra-se a Vontade, enfatizada por todos os magnetizadores, por Jesus e pelos Espíritos orientadores de Allan Kardec.  A vontade é determinante do progresso  dos Espíritos e veículo do amor entre as pessoas.
Jacob ainda ressaltou o comentário de Kardec à questão 555 de O Livro dos Espíritos, onde afirma que Magnetismo e Espiritismo são inseparáveis (que segundo informações não consta da versão inglesa dessa obra), não mudando de ideia quase doze anos depois, conforme registrado na Revista Espírita de janeiro de 1869.
Diríamos que a palestra de Jacob Melo foi encantadora, ao mesmo tempo que motivadora. Difícil retratar em um simples artigo os valores expostos na sua fala. Finalizamos, então, com as suas próprias palavras, tentando extrair delas a essência da sua apresentação: "A força não está lá fora, nem a força é da montanha. A força é do grão de mostarda. Eu espero que o 5.º Encontro Mundial de Magnetizadores Espíritas não faça muita coisa na gente, muita não. Mas que essa semente, esse grão de mostarda comece a produzir. Cada um que já está produzindo diga 'vou produzir, agora, mais' e quem não começou comece. (...) Sejamos unidos para que a gente mova as montanhas para onde elas devam ir".
Link para assistir a palestra.:




sexta-feira, 13 de julho de 2012

E O ESPIRITISMO?


Costumamos dizer ou achar que apenas coisas pequenas não ferem nossos sentidos ou, quando muito, não afetam os interesses de uma coletividade. Mas existem coisas de grande porte que igualmente conseguem passar despercebidos ou sem provocar as reações que lhes seriam proporcionais.
Recorrendo à história do Cristianismo observamos, com pesar, que isso já ocorreu, sem maiores reações, pelo menos no momento em que tal se dava.
Jesus implantou na Terra o verdadeiro Cristianismo, sem igrejas, ritos e dogmas, mas rapidamente sua base foi distorcida pelos interesses políticos de então, de onde surgiram os enxertos das práticas estranhas à moral estabelecida.
Pouco mais de 1.200 anos depois, o bem amado Francisco de Assis discorda da suntuosidade da Igreja e parte para a base da humilde vivência cristã. Sua dignidade e sua forma natural de viver incomodou aos superiores da Igreja, que pretenderam desestabilizá-lo, mas sua força moral foi maior. Ainda assim, pouco depois de sua desencarnação já era construída uma basílica em sua homenagem, o que destoava completamente de seus ideais de amor à Natureza, humildade e simplicidade em tudo.
Mais de um milênio e meio após Jesus surgiu a figura de Martinho Lutero trazendo sua Reforma, através da qual procuraria restabelecer alguns padrões do primitivo cristianismo – Calvino, na mesma ocasião, tentou, sem conseguir, trazer o Cristianismo à sua forma nascente. Mal Lutero desencarnou seus primeiros seguidores começaram a reformar a Reforma, moldando-a fora da base por ele elegida em suas 95 teses.
Tudo isso demonstra, com viva clareza, que, por maiores e mais violentas que sejam as mudanças, elas seguem indiferentes à base em que deveriam se sustentar e mesmo quando surge alguém com porte moral suficiente para redirecionar seu modelo, nada parece ser suficiente para fazer ver e corrigir o que é preciso.
Embora a história registre tudo isso, estranhamente optamos pelo “deixa como está”, ainda quando nesse barco estejamos todos, soçobrando igualmente. Se assim não fosse, quem diria que o Espiritismo passaria por algo semelhante? Afinal, em abril de 2012 completamos apenas 155 anos de seu surgimento, o que, historicamente, é muito pouco tempo!
Allan Kardec foi de uma precisão e uma clareza irreproxável na codificação dessa Doutrina. Apesar disso, alguns pontos relevantes vêm sendo, sistematicamente, abandonados, esquecidos, mal colocados ou mesmo desvirtuados.
A pergunta que fica no ar é: qual o intuito disso? Que vantagens advêm desse estado de coisas e, se elas existem, a quem tem interessado?
Sem considerar qualquer ordem, examinemos apenas alguns pontos.
Magnetismo
O Magnetismo é colocado por Kardec como uma ciência irmã do Espiritismo, ciência essa que deu base para que o Espiritismo se expandisse e afirma, entre outras coisas, que Magnetismo e Espiritismo são uma única e só ciência (questão 555 de O Livro dos Espíritos) e que se tivermos que ficar fora da Ciência do magnetismo, nosso quadro ficará incompleto (Revista Espírita, março de 1858, artigo Magnetismo e Espiritismo).
Naturalmente surge a pergunta: o que temos feito com o Magnetismo? – Aplicamos passes nas Casas Espíritas, é a resposta comum. Mas será que passes, aplicados como têm sido, é a própria ciência do magnetismo? E quando, achando pouco, ainda o reduzimos a um simples repetir de movimentos ou, o que é pior, ensinamos que as mãos devem estar estacionadas sobre a cabeça do enfermo e enfatizamos que esse é o verdadeiro passe espírita, estaremos concordando com a base kardequiana? A quem se presta esse reducionismo distorcido e ineficaz?
Que vantagens temos obtido com isso? E os casos graves, que pedem providências igualmente graves, como ficam?
Sonambulismo
Outro ponto: o sonambulismo. O que foi feito dele? Discute-se muito que “A” não deveria ter deixado o Espiritismo, que “B” não poderia agir como agiu, que “C” está inventando novidades, mas o que fazer se a base está sendo esquecida, menosprezada mesmo? Projeciologia, Apometria, Desdobramentos, Experiências Fora do Corpo são filhos desse abandono à base. E quem sai perdendo com isso?
O que diz o silêncio dos que deveriam defender, se pronunciar, dar prosseguimento à obra que devemos vivenciar? Não seria hora de falarmos e pedirmos respostas em vez de continuarmos silentes?
Dupla vista, êxtase, letargia
Dupla vista, êxtase, letargia foram outros pontos abordados pelos Espíritos na Codificação, mas que estão totalmente esquecidos, mesmo quando Allan Kardec sugeriu que eles deveriam ser estudados, analisados e exercitados.
Não é interessante perceber que estamos todos acostumados a essas supressões sem que nos perguntemos a razão ou nos manifestemos no sentido de rever tais procedimentos?
Animismo
Animismo. No meio espírita surgiu como deveria ser, ou seja, é a ação do espírito pela própria alma (só para lembrar, Allan Kardec define alma como sendo o Espírito encarnado), mas de tanto lhe imputarem o sentido de embuste, atividade consciente ou inconsciente de falsidade na identidade de um pretenso espírito comunicante, hoje mais parece sinônimo de palavrão do que natural e promissora faculdade humana. Acusar algum trabalhador de produzir fenômeno anímico é tido por aquele como um insulto sem propósito. Só que assim não deveria ser. O Espírito Emmanuel, pela mão de Chico Xavier, elegeu, repetidas vezes, a expressão “faculdade medianímica”, no lugar de faculdade mediúnica, por reconhecer a dificuldade, senão a impossibilidade, de uma mediunidade pura, já que o fenômeno se dá sempre pelo filtro do transmissor da mensagem e este, encarnado, é, por princípio, anímico. Ora, se a deturpação da palavra animismo foi sendo infiltrada ao longo do tempo e hoje sua forma falsa é de uma aceitação quase absoluta, podemos pensar um pouquinho só e perceberemos que ele foi subtraído do Espiritismo – e, com ele, uma vasta, rica e indispensável bibliografia. Observemos, porém, que o magnetismo é animismo puro, assim como algumas faculdades ditas mediúnicas – vidência, ectoplasmia, transporte, etc. Sendo assim, qual a razão dessa distorção?
Intrigante perceber que, de forma direta ou indireta, o magnetismo parece estar sempre em cheque...
Evocações
E para não me estender demais, só mais um pontinho. O Livro dos Médiuns, subtitulado “guia dos médiuns e dos evocadores”, está começando a sofrer mutações. A primeira delas parece inofensiva: retirou-se, sem se explicar as razões, seu sub-título. Por quê? A resposta parece simples: desde muito tempo há quem queira surrupiar a possibilidade das evocações, como se isso fosse um pecado ou um risco mortal ou, ainda, algo condenado pelos Espíritos Superiores. E se alguém tenta reverter essa extirpação e advoga que Allan Kardec evocava, a resposta já está pronta: “mas isso era apenas para ele, por conta de sua missão”. Ora, se esta resposta está correta, então Kardec falhou redondamente quando deu o sub-título ao Livro dos Médiuns e, pior ainda, deixou impresso um capítulo inteiro (o de número 25) nessa obra tratando judiciosamente das evocações. Convenhamos há um estranho interesse em se suprimir essa possibilidade dos seguidores do Espiritismo. Fica no ar, mais uma vez, a questão: a quem isso interessa? Que razões se escondem sob tal desejo? De que temem sejam os Espíritos indagados?
São muitas questões em aberto, muitas mesmo. E todas convergem para um mesmo ponto: a Doutrina Espírita está sendo delapidada em sua base, de uma forma constante, persistente e grave.
Mas para que não se imagine esteja eu atirando pedras em multidões ou girando metralhadoras que cospem fel a esmo, posso até aceitar o argumento de que uma muito sutil e inteligentíssima atividade dos chamados planos inferiores venha urdindo tudo isso e nos envolvendo a todos, indistintamente e há longo tempo, sem que tenhamos sequer avaliado para onde estamos caminhando. Sendo assim, já é hora de acordarmos. Não temos o direito de permitir que tamanha desconfiguração prossiga, levando-nos para um ponto de difícil retorno e de complicadas consequências.
Não me sinto nem me considero melhor observador do que qualquer outra pessoa ou Espírito, mas, por favor, quem tiver explicações razoáveis que justifiquem o que ocorre em nossa Doutrina e que essas razões deixem claro que tudo está correto e que o Espiritismo de Allan Kardec e dos Espíritos Superiores pede essas alterações, repito, por favor, me apresente, pois o meu maior desejo é que sejamos espíritas de fato e de direito e não apenas de aparências e acomodações. Entretanto, se essas razões, explicações, justificativas ou desculpas em nada comprovam a necessidade de tão cruéis e infelizes alterações, que nos unamos todos para reverter o que é urgente... ou deixemos que o tempo nos convide a vertermos escaldantes lágrimas de arrependimento num futuro muito próximo.
Não nos enganemos: esse trabalho não é nem pode ser individual.
Francisco de Assis e Martinho Lutero demonstraram que é preciso muito mais. Ou surgem forças que se empenhem na restauração dessa base, já, ou permitiremos que o Espiritismo se desestabilize e, modificado na base, nos arremeta ao ostracismo a que já fomos lançados outras vezes, quando vivíamos, em etapas reencarnatórias pretéritas, sob outras denominações, arcando com todas suas infelizes consequências, posto que agora podemos falar e agir sem termos fogueiras ou circos para nos trucidar, crucificar ou expoliar.
                                                                      JACOB MELO

quinta-feira, 12 de julho de 2012

MAGNETISMO CLÁSSICO


Do grau de sensibilidade magnética segundo a constituição e o temperamento dos doentes
Mesmer disse: “Há corpos mais ou menos suscetíveis de magnetismo”. E Puységur depois de numerosas observações, acrescentou já em 1784: existem doenças que, mesmo muito graves e perigosas, recusam a ação magnética por certo tempo o que desencoraja às vezes o magnetizador e o magnetizado. Eu acreditaria que tal doença que resiste à ação de um magnetizador, cederia, talvez mais rápido, ao domínio de outro homem. Eu tive doentes sobre os quais não pude jamais produzir o menor efeito, apesar do desejo extremo que eles tinham de senti-lo e eu atribuo a causa apenas a minha pouca analogia com eles.
A experiência ensinará talvez que tal homem será mais próprio que outros a curar certas enfermidades; talvez também os temperamentos, os caracteres trarão considerações na escolha dos tratamentos, pela razão de que estas causas podem constituir analogias e relações mais diretas nos indivíduos.
Eis, com efeito, o que demonstram sessenta anos de experiências:  A generalidade dos doentes é sensível à ação magnética.
Há, entretanto aqueles sobre os quais o magnetismo não age, seja por sua constituição, seu temperamento ou ao gênero da doença ou ainda ao defeito de analogia com o magnetizador.
Há tal doença na qual a ação do magnetismo não se faz perceber, tal outra onde ela será evidente.
O mesmo homem que era insensível em estado saudável provará os efeitos do magnetismo quando estiver doente.
A sensibilidade se manifestará num incômodo leve e não terá dado nenhum sinal numa doença grave.
Os mesmos homens são mais ou menos sensíveis à ação, segundo as disposições momentâneas nas quais eles se encontram.
Enfim, várias pessoas se acreditam insensíveis à ação; mas é porque eles não encontraram ainda o magnetizador que lhes convém.
Quanto mais a marcha da natureza for perturbada, mais é difícil restabelecê-la; o magnetismo tanto age de uma maneira mais simples e mais eficaz sobre as pessoas que levam um vida simples e frugal, que não tem sido agitadas pelas paixões como sobre aquelas que perturbam sua vida pelos abusos mundanos ou pelos abusos dos remédios.
As pessoas nervosas, quando influenciadas pelo magnetismo, apresentam fenômenos singulares, mas elas oferecem menos exemplos de curas.
Os habitantes do campo, que vivem simplesmente se curam bem mais facilmente e mais rápido que os outros.
Enfim, nas doenças crônicas, os sinais são menos sensíveis e menos prontos que nas doenças agudas.
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Capítulo V do livro terceiro do TRATADO PRÁTICO DO MAGNETISMO E DO SONAMBULISMO de autoria de Aubin Gauthier;                      tradução de Lizarbe Gomes.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Jacob Melo Responde


Sou estudante de magnetismo aqui de Porto Alegre.
Nos livros de magnetismo que tenho estudado encontro os autores se referindo à magnetização mental e na obra de Allan Kardec este termo aparece muitas vezes, principalmente quando se refere à prece, dizendo inclusive que esta é a magnetização mais poderosa.
 Gostaria de saber como seria esta magnetização pela prece. Pois muitos alegam de forma corriqueira que sendo esta a magnetização mais poderosa não precisaríamos dos passes, o que não concordo, mas ao mesmo tempo vejo algo muito profundo que está faltando ser explicado.
 Por isso, gostaria muito de saber sua opinião sobre este tema.
Como deve agir o magnetizador (ou o leigo) para curar através desta prática, ou melhor, como seria esta prática?
 A aproximidade auxiliaria na emissão fluídica?
 Há fluido magnético ou simplesmente espiritual nestes casos?
 Como poderíamos desmistificar este mal entendimento dos textos de Kardec?
 A magnetização mental, como bem observastes, é um complexo onde não entra apenas a mente e sim a concentração, a vibração e a sintonia num bom referencial superior (oração) e uma certa evocação, quando se pede a presença ou a interferência dos Bons Espíritos. Daí Kardec dizer que a oração é uma auto-magnetização. Porque se fosse apenas um poder mental ficaria estabelecida a completa nulidade da presença dos Espíritos e apenas exercícios práticos já teriam resolvido a questão.
Mesmo reconhecendo que muito ainda temos e teremos a fazer, aprender, praticar e ampliar, é notório que nada é tão maquinal como imaginam alguns nem tão "espiritual" como quer a maioria.
No texto/coletânea que me enviastes fica muito claro que Kardec colocou em total destaque a prece, não a repetição de frases e/ou palavras e sim todo um estado emocional, condizente com todo o bom senso que deve estar pleno nas orações verdadeiras. Por isso mesmo tem colocações em que ele chama a prece de verdadeira magnetização espiritual.
 Existe uma séria pesquisa (“As palavras curam” - deve ter mais, porem só sei dessa) em que o orientador (Larry Dossey) considera sejam feitas preces em aberto, ou seja, sem pedido direto; inclusive ele orienta o "seja feita a Vossa vontade", do Pai Nosso. Isto porque a oração tem sua força maior pelo fato dela ser
 não-local e atemporal, ou seja, tanto pode atender a/em qualquer lugar como pode ir no tempo de antes/presente e depois. E ele está correto. O nosso problema chave na questão é que ainda somos mecanicistas ao extremo, embora desde 1903 e 1905 estejamos metidos numa abordagem científica quântica e relativista. Nossas preces ainda são mais do tipo "me dê isso para que eu veja o que posso dar de troco" do que "seja em mim o que eu sou/fui/serei em me aceitando em ti".
 Respondendo mais objetivamente tuas últimas questões, posso dizer o seguite:
Como deve agir o magnetizador (ou o leigo) para curar através desta prática, ou melhor, como seria esta prática? – Movido por esse espírito de total confiança – em si e em Deus –, compenetrado do que está fazendo (bem focado, como se usa atualmente) e tendo firme vontade ou ardente desejo de fazer o bem.
 A aproximidade auxiliaria na emissão fluídica? – Em alguns casos específico a proximidade é fundamental, mas quando a ação é à distância o que se explica na questão anterior deve ser ainda mais firme e seguro.
 Há fluido magnético ou simplesmente espiritual nestes casos? – Há os dois, lembrando apenas que por fluidos espirituais não se deva entender diferente do que propõe a base da Codificação (em A Gênese, de Kardec, em seu cap. 14, item 5 - Não é rigorosamente exata a qualificação de fluidos espirituais, pois que, em definitiva, eles são sempre matéria mais ou menos quintessenciada. De realmente espiritual, só a alma ou princípio inteligente. Dá-se-lhes essa denominação por comparação apenas e, sobretudo, pela afinidade que eles guardam com os Espíritos. Pode dizer-se que são a matéria do mundo espiritual, razão por que são chamados fluidos espirituais).
 Como poderíamos desmistificar este mal entendimento dos textos de Kardec? – Lendo, analisando, comparando, estudando e experimentando.


Estudando as técnicas do passe tenho encontrado as mais diferentes formas de aplicação, desde a simples imposição no coronário, toques no paciente (sei que é possível, mas não recomendado por Espíritos como Emmanuel, por exemplo). Alguns, ao aplicar o transversal, por exemplo, o iniciam com as mãos no centro do chacra e movimentam as mãos meio fechadas, como se estivessem abrindo uma cortina e só a abrem ao final do movimento... outros, já o fazem com as mãos espalmadas ou na posição digital e só a fecham no final do movimento, para retornar à linha central dos chacras... enfim, fico na dúvida sobre as técnicas corretas e como me embasar para ter firmeza de que a forma como estou fazendo os movimentos é a forma correta. Onde posso encontrar essas informações de forma clara? Há alguma obra que transcreva as técnicas testadas pelos antigos magnetistas e que coincidem com as aplicadas hoje? Como você aprendeu as técnicas que utiliza? Em que obras se baseou?
Respondendo ao que colocas, eis minha opinião e sugestões.
No Livro dos Espíritos, questão 556, e no Livro dos Médiuns, cap. 8, item 131; cap. 14, item 176; e cap. 17, item 206, tanto Allan Kardec como os Espíritos falam sobre o toque (chamado de contacto) e em nenhum momento há qualquer desabono à prática. Respeitável a opinião do Espírito Emmanuel, especialmente se tomada como recomendação de prudência, mas ele mesmo disse que se ele estivesse em desacordo com a base trazida por Allan Kardec poderíamos deixar a opinião dele (Emmanuel) de lado e seguir com Kardec; nesse caso, eu sigo essa sugestão e fico com o mestre lionês. - A propósito, em meu livro REAVALIANDO VERDADES DISTORCIDAS comento sobre essa questão do toque e relembro todas as citações acima.
Transversais: a teoria do Magnetismo ensina que se abre as mãos sobre o ponto sobre o qual se deseja dispersar e leva-se as mesmas abertas até o final do percurso, retornando com elas fechadas, a fim de se evitar possíveis congestionamentos energéticos. Há quem abra com as palmas (os chamados palmares) voltadas ao ponto e outros para ali dirijam os dedos (digitais). Existe ainda os que cruzam as mãos antes do movimento (transversal cruzado); mesmo neste caso, as mãos devem cumprir o mesmo movimento; abrem-se quando se inicia o movimento e retornam fechadas. Essa técnica é muito bem apresentada por Michaelus, em ‘Magnetismo Espirtual’, publicado pelo FEB, assim como em meus livros (O Passe; Manual do passista; Cure-se e cure pelos passes; e A cura da depressão pelo Magnetismo). E eu me baseei tanto em Michaelus como noutros autores, mas tudo que li, estudei e repasso referendei por minha vivência prática, que hoje chega a 45 anos como magnetizador.
Infelizmente, não existe nenhuma obra que tenha resumido as técnicas clássicas. Acredito que quem melhor trata do assunto, em nosso idioma, são meus livros.


Tivemos uma dúvida com relação a algumas respostas dadas pela espiritualidade nas questões relatadas nas páginas 102 e 103 (do livro Reavaliando Verdades Distorcidas). A primeira pergunta de Kardec é se "podem considerar as pessoas dotadas de força magnética como formando uma variedade de médiuns". E a resposta de espiritualidade é certeira: "Não há que duvidar". Disso se pode deduzir que o Magnetismo é uma variedade (ou se quizer, um tipo) de mediunidade. Mais à frente, na quinta  pergunta, a espiritualidade confirma que há pessoas que verdadeiramente possuem o dom de curar pelo simples contato, sem o emprego dos passes magnéticos. Logo depois ela confirma que nesses casos há a ação magnética (do magnetizador) e há também a influência dos Espíritos e diz ainda que esses são os verdadeiros médiuns, mas que eles não são médiuns curadores conforme nós entendemos.
 Aí é que veio a dúvida: O que ela quiz dizer com médiuns curadores conforme nós entendemos? Que médiuns são esses? Ou qual entendimento é esse?
 Dessa alegação deduz-se que existem dois tipos de médiuns: Os verdadeiros e os conforme nós entendemos (não verdadeiros, incompletos ou falsos). Coloquei a questão p/ o grupo e não conseguimos chegar a uma posição definitiva e gostaria de sua ajuda quanto a essa questão.
 Sei que nós temos duas definições de médium. A definição clássica de Kardec (que médium é todo aquele que sente de uma maneira qualquer a presença dos Espíritos), o que é uma definição bem ampla, pois através dela, todos somos médiuns... e uma definição mais restrita, quando se fala em médiuns ostensivos, onde, segundo a mesma, apenas alguns são médiuns, mas nem todos. Seria isso a chave para entender essa dúvida? Ao final da reunião, deixamos essa questão em aberto e fiquei de levá-la a voce, o que faço nesse momento. – José H
umberto/MG
 Vamos ao que colocas... 
Quando Allan Kardec ou os Espíritos dizem algo do tipo: "não como entendeis" é que Eles percebem que há distinção entre o observado e o comum dos sentidos; o mínimo que devemos sempre considerar é que os planos de observação são bem distintos, literal e filosoficamente falando. Allan Kardec, como é bem sabido, não via com bons olhos o animismo, pois, ao seu tempo, o animismo era a escola que considerava a evidência de fenômenos “estranhos” os quais descartavam completamente a presença de Espíritos, enquanto ele sempre afirmou em tudo haver Espíritos presentes. Partindo-se daí, lícito se diga sempre haver mediunidade em tudo. E eles (Kardec e os Espíritos) sabiam e afirmavam que mesmo os magnetizadores não acreditando nos Espíritos, aqueles estavam presentes, e isso poderia ser visto como uma mediunidade "indireta, passiva ou que nome queiramos dar". Mas fica evidente se tratar de uma mediunidade bem diferente do que chamamos vulgarmente de mediunidade. Por outro lado, em dados momentos percebemos que faltaram palavras para dar melhor definição de certas coisas. Em meu entendimento ele queria dizer que eram médiuns por estarem sob influência espiritual, mas não eram médiuns no sentido clássico do termo.
 Sendo, pois, a palavra mediunidade muito ampla e genérica, quando falamos de médiuns de cura descemos à especifidade; quando falamos de magnetizadores nos referimos a outra abordagem. Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, no seu capítulo 26, item 10, anotamos: “O magnetizador dá o seu próprio fluido, por vezes até a sua saúde. Podem pôr-lhes preço. O médium curador transmite o fluido salutar dos bons Espíritos; não tem o direito de vendê-lo”. Aqui está mais do que estabelecido que, em tese, o magnetizador não é o que se consigna como médium, pois este fica eloquentemente bem definido, pelo menos segundo a origem dos fluidos.
 Espero ter esclarecido.


Eu gostaria de saber se nós podemos deixar a câmera de passes já preparada com os copos de água!!! Por exemplo: vão passar 4 pessoas na câmera de passes; posso colocar 4 copinhos de agua? Assim que cada paciente for indo embora darei para ele o copo de água? Ou não é conveniete eu fazer isto: deixar os copos dentro da sala!? – Dício
 Veja bem: se a cabine já é destinada para passes, não há qualquer inconveniente em se deixar os copinhos ali. Anoto, entretanto, duas coisinhas: Uma é que convém que alguém encarnado ajude objetivamene na magnetização da mesma; a outra é ter cuidado para o caso de haver poeira ou insetos no ambiente, pois pode contaminar a água, mas esse cuidado deve-se ter em qualquer local e/ou situação.
 É isso!


Qual o seu entendimento com referência à matéria ventilada no Jornal Mundo Espirita Online (http://www.mundoespirita.com.br/index.php?act=conteudo&conteudo=2627), atribuída a Divaldo Pereira Franco, sobre Apometria, Corrente magnética e Cromoterapia não são práticas Espíritas. – Luiz Alberto/SP
 Obrigado por me enviar a entrevista (em anexo) e pedir minha opinião.
Embora concorde com as respostas da entrevista, alguns pontos vejo-os exagerados. Nem todos apômetras (seguidores da Apometria) procedem como ali está apresentado. Conheço alguns adeptos desse seguimento com comportamentos bastante equilibrados e muito distantes desses métodos “expurgatórios ou de eliminação” ventilados na entrevista. Todavia não somos ingênuos para não ver que outros, inclusive nomes de frente da tese apométrica, estimulam e até parece se deliciarem com a hipótese de poderem chegar até à desintegração do ser espiritual -- completa aberração em qualquer doutrina, muito mais ainda na Espírita.
 Também não vejo como considerar que a apometria seja algo além do Espiritismo nem que ela evidencie que Allan Kardec e sua obra estejam superados. Isto, entretanto, nos leva a refletir sobre um outro aspecto forte a ser considerado -- antes, porém, quero deixar liminarmente claro que não sou a favor da apometria como um todo, não a apoio como sendo uma prática eminentemente espírita, nem a considero nem além nem aquem da Doutrina Espírita; tenho essa postura exatamente por conta de como ela surgiu, como seu "fundador" a alimentava, por ela se conduzir de forma confusa em suas práticas e como vários de seus seguidores a mantêm --; a questão é: por que surgiu a apometria? A resposta nos faz sentir violento peso nos ombros; surgiu porque nós, OS ESPÍRITAS, deixamos de lado os estudos do Magnetismo e do Sonambulismo, ambos estimulados para que os estudássemos e aplicássemos, por ninguém menos que Allan Kardec e os Espíritos da Codificação Espírita. Nosso descaso para com esses estudos e suas pesquisas deu largo espaço para que essas tentativas de se usar essa base chegassem aonde estão chegando. Se os apômetras estão equivocados, de certa forma todos os que nos descuidamos da verdadeira Base Espírita somos os responsáveis diretos.
 Também não acho que quem queira ser apômetra deva se afastar do Espiritismo; penso diferente. Se você está em equívoco devo usar de minha "sabedoria" para ajudá-lo, pois isso não conseguirei favorecendo ao seu afastamento e sim patrocinando nosso convívio, convidando-o à análise próxima, à conversa aberta, tantas vezes sejam necessárias. Afastar ou afastarmo-nos não resolve e também tudo piora. Como dito, há mais sabedoria em amar do que em dividir sob forma preconceituosa. Se na Casa não cabe poderes divididos, é na Casa que se rearmoniza os interesses pela força do Bem.
Quanto às demais colocações o entrevistado não comentou em profundidade, apenas disse que não são práticas espíritas. Ele está correto, embora que dentro de uma certa relatividade.
 Os cristais, as pirâmides, a cromoterapia e tantas outras correntes paralelas ou similares não fazem mesmo parte do bojo espírita, o que indica não ser prudente deixar ou favorecer a que o público confunda tudo isso como Espiritismo, mas também não podemos negar que muitas coisas têm seus valores e que podem, em seus devidos lugares e assentos, serem muito bem empregadas. Afinal, não ser Espírita não significa dizer não ter valor.
 Por fim, as correntes magnéticas viraram sinônimo de muitas coisas, cabendo interpretações as mais diversas. Por isso mesmo me abstenho de comentar. Eu sou estudante, estudioso, praticante e pesquisador do Magnetismo, tal como sugeriu Allan Kardec e os próprios Espíritos da base espírita; ainda assim tem quem me acuse de não ser espírita. Portanto, prefiro ser rigoroso comigo mesmo e deixo o tempo promover os ajustes em cada um de nós. Só sei que isso ocorre sempre de maneira mais rápida, segura e sustentável em quem tem "mente e coração abertos". Por isso procuro manter os meus sem quaisquer travas.
 Receba meu abraço, com votos de que tudo seja promissor em nossa seara bendita.


Preciso de uma ajudinha será que poderiam me auxiliar ? 
É o seguinte: participo de um grupo de estudos sobre o Magnetismo e senti dificuldade em entender: “
Todas as curas desse gênero são variedades do magnetismo e não diferem senão pela potência e a rapidez da ação. O princípio é sempre o mesmo: é o fluido que desempenha o papel de agente terapêutico, e cujo efeito é subordinado à sua qualidade e a circunstâncias especiais. Allan Kardec (A Gênese, cap. 14, item 32) 
Pergunto 
quais são estas circunstâncias Especiais podem me indicar onde encontrar o assunto ou descrevê-las para mim?
 
 Pela leitura dos itens 31 e 33 de A Gênese em seu cap. 14, fica visível que Kardec trata do assunto de maneira aberta e genérica. Infelizmente, por pura comodidade ou falta de interesse em dar continuidade a esses estudos, o meio espírita optou por minimizar a ação magnética em vez de ampliar estudos, pesquisas, experiências e aprofundamentos.
Pelo que sei, praticamente inexiste obras especiais e específicas, mas é bastante evidente que Allan Kardec se referia ao conhecimento das técnicas do Magnetismo e sua aplicação segura.
Rapidamente, as circunstâncias seriam (no meu modo de perceber):
- uma melhor ou menos eficiente relação magnética entre magnetizador e paciente;
- a ação de uma maior ou menor vontade do magnetizador (vontade no sentido orientado por Kardec em O Livro dos Médiuns);
- a confiança (fé) e o desejo sincero ou não de se curar (e não apenas de ser curado), da parte do doente;
- a qualidade do fluido do magnetizador;
- a potência desse mesmo fluido;
- a combinação mais ou menos perfeita entre os fluidos do magnetizador e do paciente;
- o maior ou menor domínio das técnicas por parte do magnetizador;
- a "presença" de Espíritos afins com essa atividade.
Poderia ainda mencionar, para uma melhor qualificação:
- um bom tato-magnético da parte do magnetizador;
- boa base de anatomia, fisiologia e, a depender do aprofundamento, de embriogenia e patologia (não que o magnetismo dependa diretamente disso, mas quão melhor se conhecer, com mais segurança poder-se-á atuar);
- quão melhor for a condição de acompanhamento do paciente melhor será o efeito e o aprendizado (não foi sem propósito que Mesmer tinha uma clínica que mais parecia um hospital, onde seus pacientes eram literalmente internados até a completa recuperação0;
- não temer agir, não vacilar, não duvidar, mas agir com a maior segurança possível;
- usar a água magnetizada como eficiente e (quase) indispensável elemento complementar da terapia (lembro que os magnetizadores clássicos magnetizavam as água com bastante tempo, nunca menor que 10 minutos para um único vasilhame);
- o tempo de magnetização no paciente (o magnetismo ordinário, como chamava Kardec, levava sempre uma média acima de 40 minutos por sessão); hoje sabemos que muitos casos só são seguramente resolvidos com sessões mais demoradas;
- por fim, as orientações dadas aos pacientes (no sentido de preservação e manutenção do estado fluídico renovado) e a forma como eles seguem essas orientações são outro fundamental ponto que pode consagrar vitórias ou derrotas nas terapias magnéticas.
Sei que tudo isso não responde objetivamente tua questão, mas pelo menos põe ou propõe reflexões que nos levam a seguir pesquisando e, sobretudo, fazendo experiências produtivas e sérias, com o fim de tornar melhor e mais universal o que propôs Kardec e os Bons Espíritos.


Lendo o capitulo Uma equipe ideal no seu livro “A Cura Da Depressão Pelo Magnetismo” voce discorre sobre o número de pessoas envolvidas no trabalho. Mas fica para mim uma dúvida, Como seriam atendidos os pacientes? Algumas Casas optam por ter uma maca em que os doentes permaneceriam deitados durante o tratamento. Outros preferem que os pacientes permaneçam sentados. Sempre os magnetizadores ficariam em pé, para melhor desempenho. Você, com sua experiência, aconselharia qual método? deitado o paciente ou sentado confortavelmente?
 O ideal para se trabalhar com o depressivo é com ele na maca ou numa cama. Por ser um passe que pede muito esforço do magnetizador e ser preciso alguns movimentos bem largos, com o paciente deitado ambos ficam mais confortáveis, o que certamente ajuda no resultado final.
Todavia, existem Casas que não aceitam ou não comportam macas, aí aplicam com os pacientes sentados. Não há inconveniente magnético num ou noutro caso (nem mesmo com o paciente em pé), mas os itens "conforto e comodidade" pesam bastante e, por isso, merecem ser bem considerados.


Uma dúvida minha e de um amigo (Caldas):  como dar passes rotatórios no umeral, pois se atuarmos pela frente (através do laríngeo), faremos no sentido horário, e ao passarmos para o lado oposto (atrás) ficará no sentido antihorário. Qual a forma correta de se trabalhar o rotatório no umeral, poderia ser pela frente também ou só pelo lado oposto? Ou então, poderia ser feito no sentido horário ao passarmos diretamente para ele (atrás)? Isso não causa desarmonias se tivermos trabalhado através o laríngeo (afastando-o)? Será que me fiz entender?
 Sobre a ação no umeral, tal como questionas, uma coisa/fenômeno que se tem sentido e observado é que de uma forma geral e genérica os centros vitais, quando "atacados" pelo lado oposto, funcionam ali (no outro lado) como se fosse um cone invertido, logo, se aplico passe no umeral pelo laríngeo *, ele deve ser no sentido horário; se faço às costas, o sentido segue a mesma direção, ou seja, horário também. E se não fosse assim, sempre que atacássemos o umeral de forma direta, de certa forma estaríamos atacando o laríngeo de forma invertida e isso o congestionaria ou o desarmonizaria, o que, de fato, não acontece. Deu pra entender?


Tenho uma dúvida quanto aos passistas espirituais. Eles não deverão usar técnicas diversas, já que não usinam fluidos e o acervo de técnicas fica inóquo? Poder pode, mas não deve, ou é tudo sem propósito?
 Veja bem; quando falamos em passistas espirituais estamos configurando de forma bastante absoluta, ou seja, nesses passes cabe e caberá aos Espíritos toda a tarefa de buscar os fluidos, distribuí-los, manipulá-los, etc. Sendo assim, convenhamos, é como você coloca: o que estamos fazendo ali?
 Claro que estamos fazendo alguma coisa, como a liberação do que chamo de "cola-psíquica", as preces, a vontade de ajudar em ação... Mas como não existe passista espiritual de forma absoluta, o ideal é que este, seja espiritual, misto ou magnético, tenha conhecimentos e domínio, por menor que seja, das técnicas do Magnetismo. Afinal, nunca sabemos até que ponto um passe que aplicamos é apenas espiritual (e é raro acontecer apenas este). Daí ser imprescindível que saibamos como agir nos passes.
Nisso, uma coisa certa que se pode dizer, com um mínimo de segurança, é que o passista espiritual, em princípio, não precisará fazer uso de todas as técnicas quando o passe for, de fato, espiritual. Contudo, manda a prudência, o bom senso e a segurança, que após a doação de fluidos, seja de que tipo ou fonte seja, façam-se vários dispersivos.


Leandro, do Rio de Janeiro fez uma série de perguntas. 


Vamos lá:
Pelo relatado, você já trilhou vários caminhos, o que em si é um conjunto de oportunidades de aprendizado e superação. Todavia, nem tudo é como gostaríamos que fosse, mas se assim é então devemos aproveitar bem o que é apresentado, pois só dessa forma valerá o esforço da busca, das experiências e do complicado que se viveu. Conhecestes religiões, grupos e práticas diferentes e isso deve ser bem assimilado para ter valido a pena. Já experimentastes sensações e energizações muito boas, mas provavelmente, por falta de um uso mais harmônico e regular, deve ter possibilitado somatizações que te descompensaram. Junte-se a isso o fator pesado de um sério problema familiar com suas implicações e o quadro depressivo estava bem montado.
 Falas ter um sono incontrolável. Existem explicações e terapias que tratam de aspectos neuroquímicos para resolver esse caso. Elas são funcionais e dão bons resultados em casos onde a base do distúrbio é apenas fisiológico. Mas nem tudo é só isso. No teu caso provavelmente deve ter relação direta com grandes perdas energéticas, grandes congestões ou mesmo absorções indevidas as quais levaram os teus centros vitais a descompensações (e não apenas desalinhamentos) complexas. Tens ainda sensação de perda energética, o que pode ser explicado como reações de igual teor à mesma problemática.
 O sistema esplênico é o grande responsável pelos filtros energéticos que afetam diretamente o campo fisiológico e, consequentemente, descompensa o circuito vital e enfraquece as chamadas defesas imunológicas. Nessa situação, qualquer descompensação adicional leva seu portador a sintomas de depressão ou correlatos. O cuidado com esse setor (esplênico), portanto é de muita importância.
 Além desses assuntos fazes uma série de perguntas, a quais responderei de forma bem objetiva.
 1- As energias do Reiki, do Xamã e do passe são as mesmas?
 R- Em princípio sim, mas há diferenças que precisam ser consideradas. As do Reiki são "externas"; as do Xamã são dos ambientes e seres circundantes; as do passe magnético são dos magnetizadores; as do passe chamado espiritual são dos Espíritos, além de ainda haver o passe misto, em que os fluidos são humanos e espirituais.
 2- O Sr. Acha que eu posso utilizar esta energia para ajudar as pessoas?
 R- Pode sim, mas melhor ajuda quem está em boa condição. Uma pessoa em depressão teoricamente não está em condições de transmitir energias para vários casos; ademais, quem está abatido precisa primeiro se refazer para depois, em bom condicionamento, poder ajudar ao outro.
 3- Vou fazer um curso de passes em março. Devo esperar até lá ou eu posso fazer algo para me ajudar enquanto o curso não chega?
 R- A resposta anterior te responde esta questão. Sugiro que estudes antes. (A propósito sugiro que visites minha página e acompanhe alguns vídeos que ali existem acerca do assunto depressão e passes -
 www.jacobmelo.com) e que também busques uma rearmonização vital para não se descompensar ou não conseguir ajudar com eficiência.
 4- Li sobre os “Filtros”, conforme falas em teu livro “A cura da depressão pelo Magnetismo”. Como fica o fígado nessa pontuação?
 R- Ter um fígado comprometido sempre é fator de maior dificuldade no todo energético. Sugiro que peças a quem te aplicar passes que faça a fluidificação de tua água (deve ser uma fluidificação objetiva e por um tempo mais demorado no processo -- uns 4 a 5 minutos de magnetização por imposição de mão). Beba-a com regularidade e evite sobrecarregar teus órgãos associados ao esplênico a fim de obteres uma recuperação mais eficiente e rápida.
 5- Tenho mediunidade. Preciso trabalhar?
 R- Segundo Kardec, todos somos médiuns. Precisamos trabalhar? Sim, mas não necessariamente em mesas mediúnicas ou em trabalhos de manifestação espiritual. Um bom magnetizador normalmente não precisa ir a mesas mediúnicas, a não ser que queira ou goste. Quem tem energia deve utilizá-la, assim como quem tem inteligência.
 6- Não sinto que meu Anjo da Guarda me dê respostas quando preciso...
 R- Respondo com outra pergunta: nosso Anjo de Guarda não nos responde ou nós não o ouvimos? As respostas de Deus são particulares ou estão na Natureza, nas coisas, nos acontecimentos? Quando Jesus nos pediu para termos ouvidos de ouvir era porque somos surdos ou porque não queremos ouvir? Pense nisso com o coração aberto e perceberás que teu anjo da guarda te responde sempre.


“Na reunião de educação mediúnica que participo à noite, fazendo vibração, quando soube que também faço visita fraterna aos lares no mesmo dia na parte da tarde fui orientado para decidir em qual tarefa iria continuar, alegando que eu precisaria de pelo menos 48 horas de intervalo entre uma tarefa e outra, para reposição das energias. Ocorre que não sou médium ostensivo, como também nunca passei mal em decorrência dessas atividades com intervalo de aproximadamente 3 horas; ao contrário, sinto-me bem pela possibilidade do trabalho em favor do semelhante.  Gostaria de suas considerações a respeito”.

Veja bem Gilberto; conheço pessoas que bebem água de duas em duas horas, ao ponto de em meio ao sono despertarem para beberem mais água; outras só bebem líquidos se for mediante muita insistência de alguém que se interesse em ajudá-la. Há quem afirme, peremptoriamente, que quem bebe menos de “X” litros de água por dia está sujeito a uma infinidade de problemas com a saúde. Apesar disso ser uma informação muito repetida nos dias atuais, nessas pessoas que sempre beberam pouco líquido essa "verdade" nem sempre se confirma uniformemente.
 Nas Casas Espíritas costumam surgir normas e regras que parecem ser sensatas, mas que, provavelmente, estarão baseadas em históricos do tipo "ouvi dizer" ou em palavras de "pessoas acima de quaisquer suspeitas". Entretanto, quando se analisa esses procedimentos com mais cuidado é comum chegarmos à conclusão de que ou há uma preocupação em não deixar que o trabalhador se extenue, ou que ele não tenha como observar os próprios limites, ou ainda, com medo de perdê-lo, seja de um setor para outro, seja de uma Casa para outra. Isto significa que estamos encobrindo um fato com um interesse e não com dados que expliquem suficientemente bem o que de fato ocorre.
 O Magnetismo nos oferece melhores exemplos a respeito -- pois como este surgiu ao mundo como ciência e quem o tratou lhe deu esse encaminhamento científico -- do que o mediunismo, já que este, via de regra, não tem apresentado, nos dias atuais, métodos de pesquisas e estatísticas confiáveis.
 O Magnetismo demonstra, na prática, que a perda excessiva de fluidos pode acarretar fadigas fluídicas, daí ser importantíssimo que cada magnetizador se conheça e se reconheça, sabendo seus próprios limites de captação e doação fluídicas. Observemos que há variações quase infinitas entre um e outro magnetizador. Um pode aplicar 20 longos passes magnéticos num dia e no dia seguinte estar totalmente refeito para fazer tudo de novo, com igual qualidade; outros não excedem a 10 e nem sempre se recuperam num único dia. O que fazer então: estabelecer uma regra fixa para todos? Se assim for, qual o número ideal: 10, 20, 15... Qual? Bem se percebe que quando se começa a se estabelecer números ou condições rígidas estamos minimizando ou não-significando o problema, ainda que isso gere prejuízos. Qual seria a resposta ideal, portanto? Veja que resposta chata a que tenho: cada caso é um caso! Por que esta resposta é chata? Porque ela pede que se observe, individualmente, os seres e dê-se ou solicite-se a formação ideal para cada um.
 Se, no início de um novo trabalho ou no ingresso de uma pessoa inexperiente a este, querendo evitar possíveis erros ou quedas tomarmos um número mínimo ou uma condição mais rígida, de forma provisória, como solução ou indicação, isso é perfeitamente compreensível e aceitável; o erro está em se deixar isso como regra, entronizando-se coisas e práticas desprovidas do bom senso que Kardec tanto nos ensinou.
Voltando à observação inicial, quanto de água devo consumir por dia? Em certos casos, por incrível que pareça, até mesmo um médico pode precisar ser ouvido para dar essa resposta, mas antes de tudo, que cada um procure se conhecer melhor. E não pensemos que isso seja fácil, pois Sócrates, um dos maiores filósofos da humanidade, tinha este como um de seus maiores questionamentos: quem sou!
Tenhamos cuidado sempre, mas não nos imobilizemos, pois será sempre pior opção.


 Jacob, o que você me diz sobre o passe numa cabine com vários passistas aplicando fluidos de uma só vez num mesmo paciente?

Bruno, essa questão é muito corriqueira, apesar disso, as pessoas ou Casas envolvidas costumam trazer respostas simplesmente no “é porque é”.
 O Magnetismo clássico nos ensina que a primeira regra fundamental a ser observada na aplicação de um passe é que seja estabelecida a “relação magnética” entre o magnetizador e o paciente. Na falta ou impossibilidade do paciente, a responsabilidade se concentra toda no passista – por exemplo, no caso de um paciente em coma.
 Supondo-se que numa cabine de passes o paciente esteja na plenitude de sua consciência, ele deveria estabelecer essa relação magnética, ou fluídica, com o passista. Mas, se são vários passistas atuando de uma só vez e ao mesmo tempo, como resolver o impasse? Só há um meio seguro: um passista faz a aplicação enquanto os outros ficam apenas no chamado apoio. Com isso, as convergências ou emissões fluídicas dos demais passistas seriam “captadas” pelo passista que está agindo diretamente sobre o paciente e este, com a relação magnética estabelecida, transmitiria apenas o que seria necessário, útil ou conveniente.
 Apesar de muitas Casas agirem diferentemente disso e permitirem que os pacientes se imaginem recebendo um passe mais possante -- já que estariam contando com a “força” de mais magnetizadores --, se se fizer uma análise mais apurada dos feed-backs, rápida e facilmente se observará que será sempre mais prudente ter-se boas e bem fundamentadas razões para se fazer o bem que se deseja do que se limitar ao achismo.
 Por fim, imaginemos um paciente em depressão ou em fadiga fluídica, típicos casos de pacientes que “não devem” receber concentrados fluídicos diretamente; pois bem, imaginemo-los recebendo um passe desse tipo. O que ocorrerá? Seguramente a probabilidade dele piorar ficará imensamente aumentada. Isto nos diz que melhor do que boa vontade é estudar, saber, ter consciência e não pensar que pelo fato de não se ter a intenção de fazer errado se chegará, inevitavelmente, ao correto.
É isso.
Um abraço.

Curso TDM Magnetismo - Módulo IV - Daniel Francisco