Seja Bem Vindo ao Estudo do Magnetismo

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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Ele é novidade, embora não seja. (Magnetismo)

Ele é novidade, embora não seja. (Magnetismo)


Do que estou falando? Do Magnetismo. E onde ele é novidade, embora não seja? No meio
espírita.

Isso é deveras impressionante. Não por ser ou deixar de ser novidade, mas por não termos
tido olhos de ver o que Allan Kardec nos deixou.

O que hoje chamamos de passes ele chamava de ação magnética; a hoje denominada água
fluida ou fluidificada era por ele indicada como água magnetizada; passistas eram
magnetizadores enquanto a mediunidade curadora foi reduzida à ação de frágeis médiuns
passistas… E assim seguimos desnaturando e desconfigurando o que a base espírita tão
bem estabeleceu.

Alguns acham que tudo não passa de uma questão semântica, etimológica ou de
terminologia, o que, convenhamos, é tentar minimizar danos. Senão vejamos o que temos
hoje, em comparação ao que se verificava no tempo de Kardec, tomando por base apenas
um fator: o tempo (e vou utilizar apenas este como ponderação, embora existam outros e
alguns até com mais relevância ainda, mas que a eles me referirei noutros artigos):

Passe: um passe, ensina a maioria das Casas Espíritas, não precisa ser demorado, via de
regra chegando ao tempo máximo de 2 minutos; uma ação magnética real muito raramente
era inferior a 30 minutos;

Água fluidificada: a quase totalidade dos Centros Espíritas acredita que os Espíritos a
fluidifiquem, mas quando usam um passista nessa ocupação, no prazo de um ou dois
minutos eles são(?) capazes de fluidificar uma centena ou mais de vasilhames, não
importando a capacidade dos mesmos; para Kardec assim como para os Espíritos da
Codificação, quem magnetiza a água é o magnetizador (LM- Cap. 8, item,131: “O Espírito
atuante é o do magnetizador, quase sempre assistido por outro Espírito. Ele opera uma
transmutação por meio do fluido magnético”) e este costumava demorar em torno de 15
minutos num único vasilhame;

Passistas: acreditando que são apenas “canais” da Espiritualidade, eles não precisam
demandar tempo em suas ações, posto que os Espíritos fazem tudo (até porque é alegado
que não somos nós quem fazemos e sim eles); já os magnetizadores, conscientes de sua
participação ativa e concentrada nas atividades magnéticas, precisam de longa preparação
teórica e prática, além de ‘manipularem’ os fluidos por bastante tempo em cada sessão
magnética.

Médiuns passistas: além de Allan Kardec não ter criado esse neologismo, estes não
precisam de tempo para iniciarem os passes, enquanto os magnetizadores costumavam
demandar um tempo médio de 5 a 10 minutos só para estabelecer relação magnética com o
paciente para, só então, iniciarem a ação magnética propriamente dita.


 Além dessas ponderações, as dificuldades de se buscar base e dados na obra do mestre
lionês, tomando-se por referência os termos hoje em voga, torna o esforço quase
infrutífero, pois as informações não batem. E quando nos lembramos que ele tinha trinta
e cinco anos de experiência como magnetizador quando codificou o Espiritismo e,
portanto, sabia do que falava e sugeria, fica muito esquisito pensar que ele tivesse
esquecido de deixar lastro nesse caminho abençoado que é o do Magnetismo.

Mas mantenhamos a esperança; ainda há tempo de abrirmos os olhos e percebermos
mais claramente o que nossa curta visão tem-nos impedido de observar com mais
proveito.

Como anotou Michaelus, no primeiro capítulo de sua notável obra ‘Magnetismo
Espiritual’, publicada pela FEB: “Os homens opõem obstáculos ao descobrimento das
próprias verdades indispensáveis ao seu progresso e à sua felicidade”. Que tal andarmos
para frente?
Artigo escrito por Jacob Melo, publicado na edição de Abril/2013 do jornal Correio Espírita

do Rio de Janeiro.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

ATÉ QUE PONTO A CONFIANÇA DO MAGNETIZADO INFLUENCIA NOS RESULTADOS DO TRATAMENTO MAGNÉTICO?

ATÉ QUE PONTO A CONFIANÇA DO MAGNETIZADO INFLUENCIA NOS RESULTADOS DO TRATAMENTO MAGNÉTICO?
Jacob Melo responde                                                                                       jacobmelo@gmail.com

Costumo citar em algumas palestras que o grande médico norte-americano, Dr. Carl Simonton, um dos mais renomados médicos oncologistas do planeta, usava iniciar suas anamneses junto aos seus pacientes com uma pergunta bastante simples: “O que você quer vindo me procurar?”. Quando o candidato a paciente respondia que desejava ser curado por ele, invariavelmente o Dr. Simonton dizia que não poderia proceder o atendimento, e de nada adiantava o paciente insistir, pois ele não o atenderia. Todavia, se o candidato respondesse que ali estava porque queria se curar, logo ele o admitia como possível de ser tratado. O que isto queria dizer? Simples: quem quer se curar precisa querer fazer parte da luta e não simplesmente se entregar para que outrem o cure. E veja-se que, no caso, estamos nos referindo à medicina tradicional.
Não podemos negar que o Magnetismo, recebido com maior confiança tem, nesse fator, um elemento bastante considerável no tocante aos seus resultados.
O que não podemos, de forma alguma, é concluir que esse fator seja o mais relevante de todos ou que sem ele a ação magnética ficasse de mãos atadas. Não é isso, pois tem pessoas que se curam, magneticamente falando, sem colaborarem com o tratamento ou, em outras circunstâncias, quando ele está em coma ou em estado de alta perturbação mental, ainda assim tudo parece funcionar como se “o vento estivesse a favor”.
Mas quem magnetiza já sentiu na própria pele – ou usinagem, como seria melhor expressar – o quão mais penosos e tensos ficam os procedimentos em pacientes refratários, ao contrário da maior facilidade que oferece o enfermo que se ajuda e colabora com a terapia.
O Magnetismo, como a querer por em cheque quase todas as afirmativas que se faz sem que se medite, reflita e se observe a realidade dos fenômenos com a lente da perspicácia e da íntegra honestidade, costuma deixar muitos vieses para que melhor avaliemos e valorizemos essa prática que é, em verdade, muito mais uma ciência grave, séria e profunda, do que o simplismo de uma larga maioria vive ensejando ao mundo.
Simplesmente acreditar no magnetismo tem valor bastante ponderável, mas ele, por si só, não é suficiente para promover as curas e mudanças que se busca alcançar. Daí ser relevante que tanto o magnetizado como o magnetizador se esforcem para obter o melhor, fazendo cada um sua parte no processo e rogando a Deus e aos Amigos Espirituais que concluam os trabalhos sempre em nome da Vida e do Amor.
JORNAL VÓRTICE  ANO VII, n.º 01 - junho – 2014    Pág. 20 

terça-feira, 6 de maio de 2014

MAGNETISMO VS PASSE ESPIRITUAL

MAGNETISMO VS PASSE ESPIRITUAL

jacobmelo@gmail.com
Uma opinião foi escrita em minha página do Facebook, pelo abaixo nominado, e aqui a transcrevo integralmente. Procurarei respondê-la de forma objetiva e bem apoiada em minha maneira de ler e observar o que leio. Como o emitente postou sua opinião numa página pública, e considerando a relevância do assunto, disponibilizarei ambas, opinião e resposta, em outros meios, para que mais gente conheça os dois lados de uma mesma questão, pois é sempre bom quando aplicamos o “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Utilizarei o método de inserir, ao longo do próprio texto do autor, minhas ponderações, a fim de facilitar o entendimento exato do e sobre o que me refiro. As inserções serão colocadas entre parênteses e em negrito. Vamos à opinião em questão. - Jacob Melo

O Magnetismo sendo um fluído presente em todos os seres humanos, nuns mais do que noutros é uma potencialidade humana, que difere em intensidade em cada ser. (Devo ressaltar que o termo correto é fluido e não fluído, conforme já anotei desde meu livro O Passe.) Todavia não pode ser usado como outras por não podermos aferir da sua qualidade e quantidade, assim como dos efeitos que exerce sobre outros corpos ou sistema, (Uma verdade juntada a uma ideia falsa, não valida a falsa; é verdade que TODAS as potências humanas diferem de pessoa a pessoa e que muitas delas não são mensuráveis, como os sentimentos, a paciência, o saber, o nível de progresso, etc. Isto, contudo, não leva à conclusão de por serem diferentes e não mensuráveis, carreguem em si qualquer conotação de proibitivo.) tal qual acontece com a fluidoterapia ou passe que é administrado nos centros espíritas. No entanto, no passe temos a intervenção do “administrador espiritual” que por princípio se admite como conhecedor do desenrolar do processo, quando o facultamos a alguém, com as condicionantes respectivas, que decorrem pelo fato de sermos espíritos em evolução. (Difícil saber por onde começar... De início o autor põe em cheque a prática espírita na própria Casa espírita, embora logo tente reabilitar a fluidoterapia ou o passe – como resumiu – por contar com “administrador espiritual”, que, convenhamos, está num nível de imponderabilidade muito maior do que a potencialidade humana. Para reforçar sua opinião, ele saca do “por princípio”, sem dizer de onde este vem enunciado, o mesmo se dando com o indefinível “condicionantes respectivas”, o que seria de se imaginar se tratar de conhecimento amplo, geral e irrestrito. Por fim nos posiciona como Espíritos em evolução quando, por sermos espíritas, devemos estar mesmo é “em progresso”, conforme tão bem exaramos dos elevados conceitos que todo espírita pode e deve absorver do estudo das obras de Allan Kardec. Tudo isso sem contar que, conforme o Codificador, os Espíritos desencarnados não são sempre gênios, posto que “Há Espíritos de todos os graus de bondade e de malícia, de saber e de ignorância” - Livro dos Médiuns, capítulo 4, item 49, questão 5ª -, portanto falece também o pretenso argumento de que eles são sempre conhecedores do desenrolar do processo; para isso precisaria que tivéssemos a garantia da qualidade elevada dos Espíritos, o que não sei como ele, o autor da opinião, obtém com confirmada e segura certeza.)
O magnetismo pode até ser uma proposta a ser validada como método de cura,  mas não  dentro do Centro Espírita, uma vez que este já tem o magnetismo, energia ou fluido espiritual e que é manipulado pelos espíritos de acordo com a necessidade de cada um que o recebe, escapando-nos a mecânica que utilizam para o doar. (Sem querer ser irônico: Allan Kardec pensava o oposto disso.  Por mais respeitável que seja o direito do senhor Manuel Santos de ter e emitir sua opinião, se ele se propõe a falar como espírita, ele deveria, pelo menos, respeitar a obra que lhe é básica. Não vou me repetir, por desnecessário, daí indicar a ele, bem como a todos que tiverem real interesse no assunto, a leitura do meu livro Reavaliando Verdades  Distorcidas  - O que diz Allan Kardec sobre o Magnetismo.) Podemos acabar com o passe espiritual no Centro Espírita e introduzir o magnetismo. É uma questão de opção. Mas com que finalidade vamos nós fazer a troca? Pela novidade? Pelos resultados? O magnetismo ajuda  mais, cura mais? Equilibra mais? Se sim, retiremos o passe espiritual e os espíritos responsáveis  por ele e coloquemos lá o magnetismo, sem implicações, sem consequências e sem  espíritos! Porque não? É uma ideia! (Se é uma ideia comecemos assim : essa, (a) ideia, é dele, do senhor Manuel Santos, e não minha. Sigo o Espiritismo qual nos indicou Allan Kardec e não como pensam muitos que se dizem e pensam ter postura espírita. O Magnetismo não é moeda de troca, não é novidade, apresenta resultados sim, comprováveis e  notáveis, ajuda muito, muito mais do que se pode imaginar, é o equilibrante  ímpar que Deus colocou a serviço da Humanidade, além do que ele, o Magnetismo, ao contrário do que julga o senhor Manuel Santos, não dispensa a intervenção dos Espíritos, os quais, em relação os  magnetizadores,  “aumentam sua força, sua vontade, dirigem seus fluidos e lhes dá as qualidades necessárias” tal como consta em O Livro dos Médiuns, capítulo 14, item 176, questão 2ª. Portanto, os Espíritos fazem parte integrante do Magnetismo, como também se depreende das duas  questões que Allan Kardec fez no prossegui mento da referência e aqui transcrevo : ”3ª Há, entretanto, bons magnetizadores que não creem nos Espíritos? “Pensas então que os Espíritos só atuam nos que creem neles? Os que magnetizam para o bem são auxiliados por bons Espíritos. Todo homem que nutre o desejo do bem os chama, sem dar por isso,  do mesmo modo que, pelo desejo do mal e pelas más intenções, chama os maus”. 4 ª Agiria com maior eficácia aquele que, tendo a força magnética, acreditasse na intervenção dos Espíritos? ‘Faria coisas que consideraríeis milagre."  Ou seja: ratifique-se que a ideia esquisita colocada pelo autor do artigo é dele mesmo e não do Espiritismo e muito menos minha).
Dizem os magnetizadores: tem que ter espíritos. Então para que servem as técnicas, os enquadramentos, os procedimentos? Para introduzir uma ritualística? (Ter –se uma doutrina que se posiciona como científica e não querer que se adotem técnicas, enquadramentoscientíficos- e procedimentos, não pode passar pelo crivo de qualquer pessoa de bom juízo. Comparar ações bem fundamentadas com atitudes ritualísticas é assinar o livro da ignorância sobre o que se fala, desculpe-me. Essa postura é antiespírita e anti – Kardec .) Acredito ser um absurdo . (Eu também acredito que essa opinião dele é absurda.) E um absurdo que nos faz perder tempo precioso, sob um assunto para o qual não temos equipamentos, nem ferramentas para o avaliar ou validar e, pelos vistos, também não temos resultados conclusivos que possam ser apresentados. (Nossa! Ele não deve ter percebido que sua opinião põe as razões de Allan Kardec no  lixo. Ademais, julgar ser perda de tempo precioso estudar, porque, segundo ele, não se tem equipamentos nem ferramentas para avaliação e validação, isso nos lança num vácuo absurdo, pois muitos avanços das Ciências e da Humanidade começaram exatamente a partir do não se ter com o que progredir; isto levou o homem a se superar, a descobrir e inventar, atendendo ao atributo Divino dado ao ser humano : inteligência, que, conforme questão 532 de O Livro dos Espíritos, “Deus vo-la outorgou para que dela vos sirvais e é principalmente por meio da vossa inteligência que os Espíritos vos auxiliam, sugerindo-vos ideias propícias ao vosso bem . Mas, não assistem senão os que sabem assistir-se a si mesmos” . Complementando este parágrafo, o signatário do artigo desconhece resultados conclusivos atribuídos ao Magnetismo; das duas uma: ou ele não quer ver, saber, conhecer ou buscar o que está à disposição da Humanidade, ou simplesmente quer fazer de seu mundo baldo de informações, o mundo dos outros. Uma lástima! Devo ainda acrescentar que se realiza, anualmente, um Encontro Mundial de Magnetizadores Espíritas  - em maio próximo vindouro ocorrerá o 7º Encontro, na cidade de Curitiba/PR, Brasil -,evento esse que já produziu e comprovou avanços enormes tanto no magnetismo prático, como na melhoria de vidas e  da própria retomada dos caminhos do Espiritismo de Allan Kardec.)
Por conseguinte, qual a necessidade que temos de estar a trocar o nome às coisas? (Concordo; na maioria das vezes a troca de nomes é improdutiva e gera desvios; a propósito sou dos que afirmam que não deveríamos ter trocado os nomes consagrados por Allan Kardec,  como magnetismo e magnetizador pelos de passes e passistas, haja  vista o enorme prejuízo que isso causa! Por já estarmos cansados de esperar pelas curas milagrosas que os  espíritos não podem fazer.  Ele colocou um ponto quando imaginei que ele aporia uma interrogação; considerando a pontuação dele, será mesmo que ele já cansou de esperar as curas milagrosas dos espíritos? Se sim, que providência tomará?) Por já não suportarmos o ritmo dos espíritos e queremos andar mais rápido? Será que queremos ludibriar a Lei Divina ou derrogá-la? Alguém me pode responder? (Imaginemos o seguinte:  alguém tem um câncer - ou cancro, como deve ser mais familiar ao escrevente -  e vai à busca de um médico; por uma dessas circunstâncias da Medicina, ele fica curado. Será que ele ludibriou ou derrogou a Lei Divina?  Ou apenas estará fazendo uso da própria Lei para vencer suas lições, seus desafios? Saberia o autor responder?) Acredito que a proposta que Jacob de Melo nos oferece sobre o magnetismo, como terapia de alivio, de ajuda, de eventual cura é uma proposta de cunho pessoal, que vale o que vale. É uma opinião pessoal que mesmo admitida, com todas as definições e procedimentos apresentados, podemos aceitar como uma teoria razoável, mas que carece de ser comprovada, porque se isso não acontecer, não encontra suporte prático. (Quisera eu ter tido a sabedoria de poder, numa encarnação, elaborar e apresentar uma proposta dessas à Humanidade como sendo minha! O que a mim me cabe foi ter estudado - e seguir estudando - a indicação segura de Allan Kardec e dos Espíritos da Codificação Espírita, os quais nos recomendam ter conhecimento lúcido do Espiritismo e do Magnetismo - questão 555 de O Livro dos Espíritos - e, depois de experimentar e seguir observando todos seus feitos, efeitos, aplicações, resultados, comparações e comprovações, poder dizer que Eles estavam certos e que uma parcela, que pensa da forma como o faz o autor desse arrazoado em análise, segue completamente equivocada  e sem conseguir manter –se equilibrada na segura base espírita .) Se assim não for, será  uma hipótese que, a ser utilizada, teremos de aceitar de boa - fé, ou mesmo como dogma,  para usar dentro das Casas Espíritas, sem as consequências morais cristãs subjacentes que o Espiritismo contém, não contribui para o próprio Magnetismo e não lhe dá uma base de suporte sustentável, que o mantenha autônomo  e capaz de se impor. (Saberia o autor que o passe espiritual, da forma como é usualmente tratado no meio espírita, está muito mais para dogma do que qualquer prática baseada em estudo, conhecimento e experiência? Atentemos para isto que o autor projeta como possibilidade negativa para o futuro já é realidade positiva no presente: o Magnetismo vem contribuindo enormemente não só para curar corpos ou enfermos, mas para dar suporte ético e moral  para a Humanidade, dando o sentido objetivo que muitas vezes buscamos, a Doutrina Espírita tem, mas as respostas simplistas e vazias que são apresentadas pecam pelo sofismo e desrespeito ao ser humano, que quer e merece viver melhor, em todos os sentidos do termo.) Porque para sujeitarmos o magnetismo às regras espirituais, temos que o despir de tudo o que não esteja comprovado cientificamente, deixando-o livre para se encaixar na Disciplina Espiritual e nesse caso é uma fluidoterapia convencional utilizada em qualquer Casa Espírita. (Ora, que coisa! Ele reclama da falta de instrumentos para comprovação do Magnetismo, mas segue insistindo na prática que comprova sua ineficiência, quando colocada como “convencional”  e, por que não dizer, ineficazmente padronizada! Allan Kardec já despojou o Magnetismo, inserindo nele a parte espiritual que lhe faltava; só mesmo quem não quer ver não percebe.)  A não ser assim, temos um trabalho extraordinário, exaustivo até, mas pode não passar de um arrebatamento nascido do desejo de criar algo inovador, pela criação em si, que um modo geral só nos alimenta o ego. E o Espiritismo tem orientações precisas para podermos avaliar esses momentos de menor clareza. (Fiquei confuso: ele diz que o trabalho é extraordinário, exaustivo até, e é inovador . De fato, o Magnetismo é extraordinário e árduo, porém não é inovador ; simplesmente espíritas, com o espírito que habita a mente e o coração do autor, fizeram com que tudo ficasse perdido no tempo, comprometendo seriamente a base espírita. Estamos agora tão somente tentando resgatar o que nem os espíritas nem a Humanidade jamais deveria ter perdido; a ciência do Magnetismo, perfeitamente casada com o Espiritismo, conforme se extrai da questão 555 de O Livro dos Espíritos, do artigo “O Magnetismo e o Espiritismo”, por Allan Kardec em Revista Espírita de março de 1858 e também do artigo “Estatística dos Espíritas”, por Allan Kardec na mesma revista, edição de janeiro de 1869. Nisso não há alimentação de ego nem desejo de notabilidade, mas, ao contrário do que quereria ensejar o autor, quero mesmo que fique demonstrado de vez que o Espiritismo tem orientações precisas sobre este tema e que estas orientações  “espíritas de verdade” demonstram que os momentos de menor clareza estão tomando a visão do articulista.) O entusiasmo generalizado parece ter sido grande, como geralmente acontece nestas situações, mas ainda aqui devemos recorrer ao ensino dos Espíritos Superiores, que nos alertam sempre para as regras  do bom-senso, seriedade, equilíbrio e racionalidade na abordagem de todos os temas que se regem pela Lei Divina, contra a qual não podemos atentar, em condição alguma . (Concordo. E lembro que o Magnetismo é regido pela Lei Divina e não pela pretensa visão do articulista, o qual parece não ter base para seu entusiasmo, ao contrário da alegria que nutro por poder ajudar mais e melhor aos semelhantes. Permita-me, o leitor, um adendo: como não sei se conheço pessoalmente o autor, não afirmo de todo que ele seja de terras lusitanas, mas pelo modo um tanto quanto pontual que anotou em sua opinião, ele deve ter participado do 5ºEncontro Nacional de Passistas, ocorrido no dia 22 de março deste ano de 2014, na cidade de Coimbra, Portugal;  se assim for, certamente ele estava tão fechado em si mesmo que não percebeu quase nada do que falei e agora quer tudo distorcer, revestido de sua visão amplamente distorcida da Ciência Espírita.) Não deixa de ser triste ver, no meio de todo este entusiasmo, espíritas com anos de militância, deixarem-se arrebatar pelo magnetismo deste modo. Disse Jesus:(...) bem profetizou Isaías a vosso respeito (...) Este povo adora-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim (...). (E evocar o Evangelho para querer insinuar que os espíritas que agora abrem os olhos e com vivo entusiasmo entendem melhor a essência espírita, soa, com gravidade, como destoante grosseria dele. Isto comprova o quanto ele está fechado, de mente e de coração.) Ou somos espíritas e assumimos o Espiritismo por inteiro com os espíritos em todas as realizações na Casa Espírita ou fundamos uma nova doutrina para integrar o magnetismo. Não podemos querer os espíritos para alguns trabalhos e descartá-los noutras para sermos nós os administradores do poder de Deus na Terra de acordo com a nossa disposição, interesses ou imagem ou eventual proximidade com as pessoas que vamos tratar. (Mas o que é que eu venho tentando que não seja o sermos espíritas de verdade? Será mesmo que o autor já leu Allan Kardec para se sentir tão mais espírita do que outrem? Afinal, quem está querendo afastar quem, o quê e do quê? Será mesmo que Espiritismo não prescinde do Magnetismo? Será então que ele, o autor, sugerirá que rasguemos  partes da obra de Kardec? Preocupa-me esse modo de se querer ser espírita!) O facilitismo (sic) costuma ser mau conselheiro, conforme nos indicam os espíritos esclarecidos, que de vez em quando aparecem em todos os Centros Espíritas, mas queremos transformarmo nos em benzedeiras ou rezadeiras, com poderes especiais e artes mágicas pelo meio, é um risco gravíssimo, que só nos pode reservar dissabores no nosso futuro e no futuro do Movimento Espírita e na força do Espiritismo. (Outra incongruência grave: o fácil é mau conselheiro, opina ele. Todavia ele luta para que o fácil seja implantado no lugar do estudo,da  pesquisa, do labor,  da segurança . Não sei quem foi que disse que deveríamos colocar benzedeiras, rezadeiras ou outras variantes na Casa Espírita, mas ao par de não caber a ninguém negar as portas de uma Casa Espírita a ninguém que a busque, o Magnetismo não é caixa de mágicas ou de surpresas, ansiando por decepcionar e temperar o futuro com dissabores. Grande dissabor temos hoje, quando já poderíamos ter acreditado nos Espíritos - questão 482 de O Livro dos Espíritos - e estarmos avançados nas terapias das escleroses, do Alzheimer, do parkinsonianismo, das lutas contra insidiosas e dolorosas enfermidades sobre as quais a Medicina ainda não chegou a bom termo. Dissabor imenso temos quando encontramos pessoas com o inexplicável propósito de seguir desviando a atenção dos Espíritas para o que nos orientou, sugeriu e advertiu Allan Kardec e os Espíritos Superiores.)
Também acredito que, daqui a algum tempo, depois do entusiasmo e do inebriamento dos sentidos passar, perante as prometidas curas que não acontecem, por não poderem se materializar, os ânimos voltam ao seu estado de equilíbrio e sensatez, mas até lá o Espiritismo faz um hiato de espera e muitos necessitados acabarão por receber menos ajuda do que poderiam, devido ao desvio do conceito, pretensão das técnicas e pela atitude de autossuficiência, que nós seres humanos pensamos deter. (Inebriada está uma enorme multidão de espíritas, ainda ingênuos e facilmente manipulados pela falsa lição de que devemos simplesmente sofrer, ao contrário do que nos indica Jesus, o Bem, a Vida. Estonteados estão os que creem que não aprimorar os meios de superar e vencer é da Lei .
Que problemão tem a Divindade para fazer ver os que leem e que deveriam, por isso mesmo, gerar luzes e esclarecimentos aos menos esclarecidos! Quando passar essa mais de secular onda de distanciamento do Espiritismo, as almas, felizes e saudáveis, agradecerão ao Senhor por terem revelado a Verdade aos simples e pequenos e não aos doutos que teimam em se desviar ou,o que é pior, tirar o norte dos que buscam direção.)
Diante da realidade que se nos apresenta  comecemos por considerar o Magnetismo um método, que pode ser utilizado, até remunerado, em qualquer lado e a qualquer hora,  sem implicações outras que não seja a vontade do magnetizador, como uma terapia humana e nada se lhe pode ou deve opor. (Claro, o Magnetismo também pode seguir essa trilha; não pelo fato do autor ter escrito isso, mas pelo que encontramos em O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo 26, item 10: ”A Mediunidade é coisa santa, que deve ser praticada santamente, religiosamente. Se há um gênero de mediunidade que requeira essa condição de modo ainda mais absoluto é a mediunidade curadora. O médico dá o fruto de seus estudos, feitos, muita vez, à custa de sacrifícios penosos. O magnetizador dá o seu próprio fluido, por vezes até a sua saúde. Podem pôr-lhes preço. O médium curador transmite o fluido salutar dos bons Espíritos;  não tem o direito de vendê-lo. Jesus e os apóstolos, ainda que pobres, nada cobravam pelas curas que operavam”. Nunca sugeri, estimulei ou aconselhei que se cobrasse pelo Magnetismo, da mesma maneira como não consigo vê-lo fora das práticas espíritas . Afinal, uma  outra enorme nuvem de escuras projeções existe que tira o foco do entendimento de uma enormidade de efeitos mediúnicos, notadamente os físicos; Tudo isso porque deixamos ao largo o estudo continuado, sério e responsável do Magnetismo.)
Um abraço fraterno.
(Também lhe envio meu abraço, com votos de serenidade, bom ânimo e mente e coração abertos, pois, como asseverou Jesus, É preciso termos olhos de ver e ouvidos de ouvir!)
Jacob Melo  em resposta a  Manuel Santos

Jornal Vórtice Ano VI Nº11 Abril 2014   Pag. 14

terça-feira, 25 de março de 2014

EM QUE SITUAÇÕES PODEMOS UTILIZAR E QUAIS OS LIMITES PARA A AUTOMAGNETIZAÇÃO?

EM QUE SITUAÇÕES PODEMOS UTILIZAR E QUAIS OS LIMITES PARA A AUTOMAGNETIZAÇÃO?

Quando comecei a trilhar meus primeiros passos no promissor caminho dos passes, aprendi que o autopasse não deveria existir. Mas isso não ecoava bem em mim mesmo. E nas poucas vezes que quis debater o assunto, facilmente surgia quem dissesse: “Quem você pensa que é para duvidar dos mais velhos?”
Entretanto, algo seguia me dizendo não ser tão simples ou tão restritivo o uso dos recursos fluídicos, a ponto de não poderem ser auto aplicáveis.
Quando escrevi O Passe (*) ainda tinha dúvidas sobre vários pontos do Magnetismo e minha experiência, aos olhos de muitos, ainda que lastreada em muitos anos de prática e estudos, parecia trazer poucas certezas. O acesso às literaturas clássicas era muito difícil, especialmente por não haver quase nada traduzido para o português. Isto tudo se confirma em algumas de minhas anotações naquela obra. E sobre o tema em foco fica fácil se perceber que pelo menos uma grande vertente deixou de ser considerada. Vejamo-la.
Um magnetizador está bem, saudável, em pleno exercício de suas atividades magnéticas, mas se sente uma fisgada na perna, ou um ferimento decorrente de uma pancada involuntária, ou ainda uma dor localizada e que é de fácil acesso às suas mãos, fica claro que ele poderá se automagnetizar. Mas isso dará certo? Tanto dá que são muitos e muitos os casos de magnetizadores e passistas que resolvem se ajudar e vencem, com relativa facilidade, os entraves ou os males que os atrapalhavam.
Essa possibilidade é tão patente e gritante que todos os povos, em todos os tempos, ensinaram seus descendentes e, por extensão, suas futuras gerações, a sempre considerarem essa realidade em seus próprios benefícios. E, corroborando com esse fato, praticamente todos os magnetizadores clássicos escreveram, em seus livros, muitas opiniões favoráveis, chegando alguns a sugerirem técnicas específicas, como foi o caso de Du Potet e Deleuze.
O que parece não funcionar é quando o magnetizador está fora de seu padrão harmônico, em que seu campo “energético” não condiz com a necessidade do mesmo estar bem, pois, nesse caso, seus gestos se parecerão mais com meros ritos do que o que pede a vera magnetização.
Outro ponto é quando o magnetizador está com um problema nalgum local de difícil acesso para ele ou quando ele mesmo duvida de seu poder de se autocurar. Isto até parece ser uma forma de a Natureza o convidar a pedir auxílio, a fazê-lo sentir que nem tudo lhe é possível e que uma boa dose de humildade faz muito bem a qualquer personalidade.
Continuo acreditando que apenas gestos, sem o preparo e o conhecimento devidos ou sem a condição física, psíquica e moral compatíveis, não serão potentes o suficiente para resolverem enfermidades no próprio magnetizador, ainda assim, fundado na confiança de que a misericórdia Divina é sempre mais abundante do que qualquer um de nós podemos imaginar, não descarto que consigamos grandes vitórias, mesmo estando fora do que poderia ser classificado como “melhor padrão” de doação/captação de fluidos/bênçãos.
(*) Transcrição de trecho escrito em meu livro O Passe, em seu capítulo 8, item 6.2 - O Auto-Passe:
Esta é uma questão que tem sido apresentada como tabu,  posto que tem servido a uns como recomendação de uso e prática, e a outros como críticas, por vezes despropositadas. Ocorre que é grande o número de médiuns e magnetizadores que recomendam o autopasse, segundo as técnicas do magnetismo. Particularmente somos contra tal prática; pelo menos da maneira como normalmente é sugerido. Nossa posição, contudo, não é de fazer crítica, mas de refletir conforme a lógica.
Raciocinemos: uma das recomendações básicas que fazemos aos passistas é que estejam equilibrados, harmonizados, em boa vibração, para melhor poderem ajudar aos pacientes. Por que isso? Porque nós, como filtros (e usinadores) que somos, não devemos contaminar os fluidos que vêm dos planos espirituais (nem os que usinamos) em benefício do próximo. Ora, desde que nos sentimos com necessidade de receber o passe é porque não estamos, ainda que momentaneamente, atendendo àqueles requisitos; então, como teríamos condições de filtrar (e usinar) esses fluidos? Apenas por causa das técnicas? Mas se estamos, em tese, descompensados, não estaríamos tecnicamente impossibilitados de tal ação? Por outro lado, se o autopasse se der com o uso dos fluidos magnéticos animais de origem do próprio médium-paciente, não será o problema mais grave ainda? Afinal, esses fluidos, essa energia, estarão desbalanceados, descompensados, posto que estarão saindo de um médium em desarmonia, e, acreditamos, não será reabsorvendo-os, por simples técnica, pelo auto-magnetismo, que iremos reequilibrá-los, recompensá-los.
(Acrescentei os entre-parênteses)

As observações acima levam em consideração, é de se notar, as técnicas e a origem do fluido no sentido magnético humano, pois o autopasse, no sentido espiritual do termo, existe. E como é ele? É, em técnica, o mais simples de todos, mas, em execução, às vezes nem tanto: trata-se da oração, da prece sentida, religiosa, santa, verdadeira e pura. E isso não somos nós que o dizemos de forma isolada; o próprio Cristo nos ensinou quando nos asseverou “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á” (Mateus, 7, 7), com isso apontando a necessidade de uma ação efetiva pela oração responsável e consciente, aliada ao trabalho individual e intransferível. Mas como quando estamos perturbados fica, por vezes, difícil fazermos uma prece com essas características, recorramos antes a um bom livro de mensagens para depois, mais tranquilos, fazermos nossa prece, nosso autopasse.
(...)
E o que diz Kardec? “A prece, que é um pensamento, quando fervorosa, ardente, feita com fé, produz o efeito de uma magnetização, não só chamando o concurso dos bons Espíritos, mas dirigindo ao doente uma salutar corrente fluídica” (Allan Kardec, in Revista Espírita, set. 1865, artigo “Da Mediunidade Curadora”, item 11).
Apesar de respeitarmos as opiniões em contrário, pois sabemos que quem as assimila deva ter referencial(is) que as justifique, não concordamos com o autopasse como técnica, salvo dentro dos  padrões já expostos em relação à prece e ao recolhimento. Por esse motivo, nos omitimos de apresentar e discutir a técnica do magnetismo que a tal prática se reporta. Afinal, se a prece, além de ser a principal chave para abrir os canais de ligação com os  Planos Superiores, é o que muitas vezes necessitamos para recebermos o magnetismo restaurador dos  Espíritos, que adiantará nos movermos em técnicas quando Eles só nos solicitam, para este caso, apenas a oração? Não é o fundo mais valioso que a forma? E, por outra, será que atraímos os Espíritos, e suas energias, pelos gestos físicos que façamos ou por nossa posição mental?

Se estamos precisando de energias magnéticas animais, tenhamos a humildade devida e nos tornemos pacientes, aguardando, respeitosa e confiantemente, nossa vez para recebermos o passe. Ao demais, no capítulo III do mesmo livro O Passe já discutimos detidamente se o espírita ou o médium precisam do passe, e se este dispensa o esforço próprio.
JORNAL VÓRTICE  ANO VI, n.º 08- janeiro -2014 Pág.18

segunda-feira, 10 de março de 2014

POR QUE MOTIVO ALGUÉM SE TORNA "SUGADOR" DAS ENERGIAS DE OUTRO? COMO FAZER PARA EVITAR SER SUGADO?


POR QUE MOTIVO ALGUÉM SE TORNA "SUGADOR" DAS ENERGIAS DE OUTRO? COMO FAZER PARA EVITAR SER  SUGADO?

Nos diz o trocadilho popular que um dos mais chatos problemas de uma pessoa é ela se perceber sendo o que não percebe que é. Nesse universo, muitos sequer chegam a notar que são tidos como: sempre sorrindo de tudo, tristes, chatos, brincalhões, inconvenientes, desinteressantes, enfim... Só que nesse tipo de problema, via de regra surge alguém que diz, comenta ou mesmo orienta como fazer para mudar, despertando a criatura a refletir sobre o que se passa e como reagir ou mudar positivamente.
No caso de uma pessoa sugadora de energias (magnetismo ou fluidos), o problema é mais complexo. Enquanto as pessoas se afastam daquelas primeiras circunstancialmente, com estas há uma tendência a se evitar estar perto, chegando-se ao ponto de “troca de calçada” para evitar qualquer aproximação. É que estas, após algum contato ou relação, deixam seus interlocutores exauridos, abatidos, acabados, desenergizados, seria a expressão mais correta.
E de onde vem essa capacidade de sucção? Esta é uma questão sem resposta precisa. Podemos conjecturar que, de alguma forma, os centros vitais de um sugador tem uma capacidade de centripetação de fluidos (introjetar em si mesmo) muito alta, favorecendo a que sejam atraídos ou arrancados fluidos daqueles que se permitam ser sugados. Essa “permissão” para a sucção independe, de certa forma, da vontade do “doador” – adiante veremos como conter isso.
Mas também existe a possibilidade de haver pessoas com baixa capacidade de se auto manterem, energeticamente falando, por isso se transformando em potenciais sugadoras. Essa possibilidade se constata com o fato de sugadores estarem sempre precisando estar perto de gente, conhecida ou não. E quando os sugadores se sentem bem após terem estado próximos a alguém, pode-se facilmente comprovar que este alguém se sente repentinamente fragilizado.
Uma terceira possibilidade é que o sugador gosta de se sentir farto, pesado, como quem acabou de se alimentar demasiadamente e agora quer ficar num estado quase letárgico, como o que o organismo lhe proporciona. Esse tipo de sugador costuma ter um jeito de ser meio lerdo e quase sempre apresenta sinais de pouco entendimento das circunstâncias em geral que o rodeiam .
Pode ocorrer que outras origens sejam a matriz do fenômeno, mas não conheço nenhuma pesquisa que esteja em andamento acerca do fato, como igualmente desconheço detalhes ou considerações outras em obras ou anotações alhures. Caso você, leitor do Vórtice, tenha algo que contribua para o melhor conhecimento desse fenômeno, por favor escreva para este jornal e nos informe.
Quanto ao evitar a perda de fluidos para um sugador, algumas providências podem ser observadas .
O primeiro quesito é identificar quem e quando está sugando. O início dessa identificação se dá quando percebemos ou simplesmente nos sentimos sendo sugados. Ato contínuo a essa percepção, busque-se identificar, o quanto antes, quem a está provocando. Certifique –se se se trata mesmo de quem foi identificado. Para tanto, aproxime-se por uns instantes do provável sugador e perceba o que ocorre em você, procurando notar se há alguma sensação estranha e desconfortável; em seguida afaste-se bastante (cerca de uns 3 a 5 metros) e note se essa sensação desagradável (de sucção) diminui acentuadamente ou até se já passou. Confirmada esta hipótese, tome atitudes  como as que recomendo em seguida .
Todavia, em não sendo confirmada essa mudança, repita a experiência com outra pessoa que esteja por perto e que possa vir a ser quem se procura; e siga assim até “descobrir”  o sugador.
Observe que pessoas muito tristes e falando coisas negativas sempre transmitem um certo toque de sucção mas que nem sempre se trata desse fenômeno e sim de um reflexo psicológico que traduz estarmos nos envolvendo emocionalmente com situações desagradáveis, as quais nos desestabilizam, mas que nem por isso está, necessariamente, provocando perdas fluídicas.
Outro ponto a ser observado é se quem está “arrancando” seus fluidos está próximo ou distante . Quando está próximo, o mecanismo que indiquei acima será suficiente para confirmar, porém quando o sugador está distante, então ele estará agindo de forma quase hipnótica, para isso usando de foco fixo em você e colocando-se abstrato a tudo o mais que o rodeia.  Geralmente isso ocorre de forma tão concentrada que esse tipo de sugador sequer sabe dizer o que está se passando, por mais que ele diga estar prestando atenção ao que ocorre fora do fenômeno.
Um terceiro ponto a considerar é procurar saber se o sugador é consciente ou  inconsciente acerca do que faz . A grande maioria é absolutamente inconsciente; a única coisa que ele identifica é que certas pessoas parece deixarem-no mais vivo, mais energizado, mais farto. Essas pessoas são as que oferecem melhor afinidade magnética. Os sugadores conscientes precisam ser orientados que esse procedimento é imoral e devem ser convidados a refletirem sobre o que fazem, da mesma maneira como advertimos pessoas indelicadas, grosseiras ou que ofendem outras pessoas.

Isto colocado, vamos às defesas.

Identificado o sugador, a atitude mais comum que a maioria toma é a do afastamento, mas isso não resolve o problema em si, pois se ele não te suga, sugará a outrem. Assim, tendo sido identificado e não se pretendendo uma aproximação, tome-se atitudes dispersivas como: agitar o corpo, evitar posturas muito estáticas ou ficar parado ante seu olhar, como que hipnotizado, favorecendo ao clima de sucção. E se a percepção da sucção se der após o sugador ter-se ido, procure tomar um bom banho ou fazer uma boa caminhada e, em todo e qualquer caso, fazer respiração diafragmática; essas atitudes são tipicamente dispersivas, que são o reconstituinte básico de reequilíbrio após grandes perdas fluídicas.
Caso seja possível a aproximação mais demorada junto ao sugador, procure envolvê-lo com atitudes igualmente dispersivas, como abraços com movimentos de braços, sorrisos com bons bocados de ar expelidos de forma mais forte, e, de preferência e se for o caso, fazer-lhe bons passes dispersivos  e só dispersivos. Quanto mais dispersivos ele receber, mais ele terá possibilidades de se harmonizar, com isso vindo a diminuir sua capacidade de sucção(*). Provavelmente será sentido que quanto mais dispersivos se fizer, tanto o sugador como o magnetizador se sentirão mais energizados, só que o primeiro ficará sem sentir aquela sensação de peso e o segundo, como se tivesse recarregado as baterias. A falta disso termina deixando ambos descompensados e leva ao afastamento dos pares, adiando as possíveis soluções de curto, médio e longo prazo.
Os sugadores devem ser orientados a mudarem seus modos excessivamente estáticos ou de fixação sobre pessoas e também a fazerem regulares exercícios de respiração diafragmática, pois isso diminuirá significativamente essas sucções despropositadas e ainda os deixarão melhor ante suas próprias naturezas.
Um último ponto, que se trata de uma repetição: a respiração diafragmática é sempre muito útil nesses casos e deve ser usada por ambos, sugadores e sugados.
 (*) Sugiro a leitura dos valores dos dispersivos em meus livros “Manual do Passista” ou “Cure e cure-se pelos passes”.

JORNAL VÓRTICE  ANO VI, n.º 09- fevereiro -2014 Pág.18

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

QUAIS OS LIMITES QUE SE PODE ALCANÇAR ATRAVÉS DO MAGNETISMO?


QUAIS OS LIMITES QUE SE PODE ALCANÇAR ATRAVÉS DO MAGNETISMO?
JACOB MELO
Se eu fosse dar uma resposta simples, rápida e curta seria: o infinito, em todos os sentidos. Mas talvez alguns, lendo isso, categorizem tal afirmativa como delírio, alucinação, “viagem”, exagero... Quiçá outros dirão não entender e talvez um número reduzido compreendesse a real extensão do que proponho dizendo isso.
Quem tenha participado de algum dos meus mais recentes seminários ou cursos, já deve ter me ouvido falar da lagartixa. Animal com feições pré-históricas e que se alimenta basicamente de insetos, bichinho estranho do qual muita gente tem verdadeiro pavor, ele serve de base para minha argumentação. Senão vejamos.
Uma lagartixa, quando perde a cauda ou parte dela, tempos depois tem refeita essa parte, naturalmente. A Natureza não lhe roubou a capacidade de autoregeneração enquanto nós humanos apenas “a esquecemos” e o Magnetismo quiçá poderá trazer de volta essa condição.
Outra vertente interessante encontra-se no mundo dos habitantes das colméias. Quantos mistérios existem ali! A longevidade ali não segue um padrão tal como nos acostumamos com os padrões humanos. Vejamos isso:
Quando sabemos que uma abelha operária vive em média 35 dias, um zangão vive quase três vezes mais, enquanto uma rainha, de igual linhagem, chega a viver 7 anos, logo devemos pensar que a Natureza provê mecanismos diferentes para prolongar a longevidade das espécies.
Unindo esses dois dados – o da lagartixa com o das abelhas – temos a concluir que se até mesmo um membro pode ser refeito (lagartixa), pela própria Natureza, e a vida pode ter parâmetros de longevidade totalmente diferentes (as abelhas), por que não teríamos nós condições de repetir esses padrões de recomposição fisiológica e prolongamento de vida?
Quando os Espíritos afirmam que nos mundos elevados a “vida” é muito mais longa, certamente nos indicam que em nosso processo progressivo nos aguardam descobertas revolucionárias (no melhor sentido da palavra).
Tudo isso nos leva a refletir e concluir que estamos muito acanhados ainda ante nossas reais possibilidades de ação. E o terreno não é outro senão o do magnetismo, terreno fértil e abençoado onde repousam possibilidades profundas, apenas aguardando nossa disposição de estudar, pesquisar, aprender e aplicar.
Nem sei se ficou claro o ponto que quis deixar como destaque e analogia, mas se os animais podem e conseguem padrões diferenciados, e eles são vida em realidade, nós também podemos. Só que não conseguiremos nada disso ficando a espera do acaso.
O Magnetismo é ciência tão avançada que em O Livro dos Espíritos, respondendo a Kardec sobre os relacionamentos humanos, os Espíritos disseram, na questão 388, que aspectos dessa ciência ainda são desconhecidos e que um dia o serão melhor.
Ou seja, para um homem como Allan Kardec, que estudava, sabia e praticava o Magnetismo há mais de 35 anos, os Espíritos disseram que tem coisas dessa ciência que nem ele sabia, imaginem tudo o que temos ainda que desvendar!!!
O Magnetismo pode muito sim, pode tudo, e nós, os magnetizadores de hoje e de amanhã, ainda poderemos e iremos muito longe, onde grandiosas possibilidades nos aguardam.
Como??? Com vontade ativa, perseverança e estudo... E estudar significa ler, escrever, pesquisar, anotar, observar, experimentar, repetir, confiar, aprender com erros e acertos e nunca desistir nem abrir mão das responsabilidades intrínsecas que todos devemos ter quando a proposta é de avanços, com alegria e gratidão a Deus pelas vitórias.
O Magnetismo conta conosco. Vamos???!!!
Jornal Vórtice ANO III, n.º 06    Aracaju, novembro/2010

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

O QUE FAZ COM QUE UM TRATAMENTO MAGNÉTICO SEJA MAIS OU MENOS LONGO?


O QUE FAZ COM QUE UM TRATAMENTO MAGNÉTICO SEJA MAIS OU MENOS LONGO?
JACOB MELO
São vários os fatores que podem levar um tratamento magnético a ser longo, inclusive o fator parecer ser muito demorado.
No momento atual um dos mais relevantes fatores é o desconhecimento, por parte de uma enorme maioria de magnetizadores e passistas, da base científica que norteia essa prática. Junto com isso vem o quase ponto zero em que se encontram as pesquisas dessa ciência, apesar de ser muito bem percebida, na recente década, a retomada do interesse por esse estudo. Hoje, graças ao empenho de alguns em resgatar essa preciosa bênção que Deus entregou à Humanidade desde a sua criação, percebe-se que o Brasil ensaia passos firmes no sentido de se aproveitar não apenas o que existe de arquivos e pesquisas antigas, mas de também encetar novas investigações, inclusive abordando doenças e problemáticas complexas, como as doenças atribuídas ao sistema nervoso e outras tantas que vêm surgindo e poucas respostas têm obtido da chamada ciência oficial.
No contexto da base Espírita, Allan Kardec e os Espíritos já disseram que sendo os fluidos espirituais mais sutis que os humanos, aqueles costumam produzir reações mais imediatas do que as decorrentes do magnetismo humano.
Mas, falando diretamente do que se percebe na terapia em geral, há um certo excesso tanto na expectativa do surgimento de novas “fontes milagrosas”, como também no sentido de ser apresentado o Magnetismo como uma última oportunidade de vitórias e isso gera ânsias descabidas e comparações apressadas.
Vejamos o caso das depressões.
Costumeiramente, quando uma depressão severa consegue ser debelada pelos esforços da medicina psiquiátrica e psicológica, fazendo-se uso de medicamentos muitas vezes de forte poder químico, em um período de 3 a 5 anos, comemora-se a vitória com muito ênfase, já que essa doença, em tais casos, pode jamais ser vencida. Em situações semelhantes, a adição nesses tratamentos de uma terapia magnética apropriada, reduz em mais de 70% o tempo total de tratamento, com a verificação de um índice de vitória plena em mais de 80% dos casos. Sendo assim, de onde surge a sensação de que essa terapia seja mais demorada do que a convencional? Simplesmente porque é costume se querer a instantaneidade das curas quando se faz uso do magnetismo.
Com outras doenças, como tumores em geral, descompensações endócrinas e dores, é comum se perceber avanços muito significativos em tempos relativamente curtos.
O gargalo das observações que apontam para o prolongamento das terapias surge quando a referência se dirige a doenças que ainda estão sem pesquisas iniciadas ou concluídas, ou pelo uso indevido de técnicas impróprias para cada caso. Do fasto do Magnetismo ser uma realidade da própria Natureza, muita gente acha que basta passar ou impor as mãos e tudo será magicamente resolvido. Ou acordamos para entender que não é assim que funciona ou seguiremos sem obter os sucessos que todos sabemos que virão, mas que continuam pedindo avanços e consciência.
Por fim, um outro fator que não pode ser desconsiderado nessa análise é a participação do paciente. Quando alguém precisa fazer uma preparação para uma cirurgia, se interna, passa pelos procedimentos pertinentes e depois guarda o repouso e as dietas recomendadas, ele se diz feliz quando, ao final de tudo, o resultado é positivo. Mas quando um tratamento semelhante é ensejado apenas com o uso do magnetismo, costumamos nos descuidar e até abusar do desrespeito às recomendações, comprometendo gravemente todos os esforços empregados. E com essas terapias interrompidas, desarticuladas, bloqueadas ou simplesmente descontinuadas, os pacientes, quando as concluem, se é que conseguem isso, contabilizam o tempo total, sem anotar os descasos pessoais que geraram todo retardo. Ao final de todo esse quadro, a contabilidade da terapia fica grandemente alterada, onde o magnetismo em si pouco tem de culpa.
  Jornal Vórtice ANO III, n.º 04, setembro/2010   

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

QUAL A IMPORTÂNCIA DO ESTUDO DE ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA PARA OS TRATAMENTOS MAGNÉTICOS?


QUAL A IMPORTÂNCIA DO ESTUDO DE ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA PARA OS TRATAMENTOS MAGNÉTICOS?
JACOB MELO
Algumas coisas parecem, por vezes, de pouca significação... Um pedreiro experiente costuma se perguntar por que uma pessoa contrata um engenheiro para construir uma casa se ele, o pedreiro, pode fazer tudo sozinho, sem nunca ter estudado?
Pessoas que, em casa ou em ambientes amigos, são desinibidas e se sentem artistas natas, dificilmente se conformam em não serem “descobertas” por algum caçatalentos, pois que trazem dentro de si toda a arte que o mundo procura, sem, para isso, terem estudado artes cênicas...
E se prosseguirmos nesse raciocínio perceberemos que há um universo de pessoas que acreditam nunca precisarem de estudos para serem as melhores no que fazem.
No caso específico do Magnetismo, quando se fala na recomendação de Kardec (O Livro dos Médiuns, Cap. 17, item 211) acerca da necessidade do estudo prévio da teoria para que sejam evitados os percalços da prática é mais do que recorrente a frase: “Mas os rezadores e curandeiros nunca estudaram e operam verdadeiros milagres”.
Allan Kardec, na amplitude da sugestão acima, indica que o magnetismo prático pede estudo prévio sim e a teoria envolve pelo menos três abordagens bem distintas: o próprio Magnetismo, o Espiritismo e o Corpo Humano – aqui especificado nas áreas da anatomia (ramo da medicina que estuda a forma e a estrutura dos diferentes elementos constituintes do corpo humano), da fisiologia (estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios) e da patologia (qualquer desvio anatômico e/ou fisiológico, em relação à normalidade, que constitua uma doença ou caracterize determinada doença).
Pergunta-se: pode um magnetizador ou um curador curar sem jamais ter estudado nada disso? A resposta é obvia: ‘claro que sim!’.
Jamais poderemos duvidar das capacidades e habilidades naturais dos seres, tanto como nunca será prudente não se ver que as conquistas da Humanidade são devidas a estudos e pesquisas, experimentações e ensinamentos, que são passados de pessoas a pessoas, gerações a gerações. Do contrário seríamos apenas repetidores não criativos, tudo fazendo dentro dos limites de um mesmo padrão, como faz o pássaro João de barro, por exemplo...
Não conhecer pelo menos o básico da anatomia, da fisiologia e, até, da patologia é uma dificuldade a ser vencida, pois o avanço de técnicas e a transmissão de detalhes acerca do que é feito ou do que pode vir a sê-lo pede identificação de órgãos, sintomas e cuidados, para os quais o conjunto desses três ramos da Medicina é fundamental.
Se o Magnetismo não se desenvolve somente porque se aprendeu o relativo a esses ramos da Medicina, seu desconhecimento impede e até atrasa a marcha de progresso que todos buscamos.
Por fim, sendo o desenvolvimento da duplavista uma real necessidade do magnetizador responsável e o tato-magnético seu grande ramo na prática dessa ciência, será sempre embaraçoso não se saber que órgãos, sistemas ou partes do corpo estão sendo atendidos ou examinados, o que ocorre neles e que possíveis doenças ali estão ou estarão instaladas. Desenvolver o tato-magnético, segura e poderosa lupa psíquica em favor do sucesso das ações magnéticas, é de reconhecida necessidade; e, para isso, o estudo do corpo humano é fundamental.
Jornal Vórtice ANO III, n.º 03, agosto/2010     

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

QUAIS OS FATORES QUE INTERFEREM NO RESULTADO DE UM PASSE?


QUAIS OS FATORES QUE INTERFEREM NO RESULTADO DE UM PASSE?
JACOB MELO
O meio espírita está repleto de expressões com as quais se pretende definir métodos, caminhos, soluções ou acomodações para a realidade das ações magnéticas, sinteticamente chamadas de passes. E isso não tem produzido os resultados que seria de se esperar dessa atividade de socorro, de cura.
Posso começar a análise por uma palavrinha “mágica”, a qual parece ser solução para tudo, inclusive para a não solução. É a expressão merecimento – ou a falta dele. Se alguém ficou bom foi porque tinha merecimento; se não ficou ou não melhorou foi porque lhe faltou esse elemento. Daí ser muito vulgar se dizer que quem tem fé e merecimento tudo recebe, pois “os Bons Espíritos fazem tudo”.
Nessa “os Bons Espíritos fazem tudo” se esconde pelo menos uma faceta perigosa; a da acomodação generalizada. Senão vejamos.
Alguém diz confiar nos Espíritos, pois, alega, eles sabem enquanto nós não temos noção de como fazer a movimentação dos fluidos.
Portanto de partida já assumimos a postura da própria ignorância aliada à de transferência de responsabilidade para os Espíritos; daí, se algo não deu certo ou os resultados obtidos não batem com o que seria de se esperar, o problema, obviamente, recairá sobre o assistido. Contudo, como culpá-lo? A resposta é imediata: aponta-se a abstração mágica: “falta de merecimento”. Afinal dizemos que trabalhamos “com amor”, que os Espíritos ali estavam trabalhando com sabedoria e que, por isso, o passe teria que dar certo. Assim, até por não podermos usar o argumento de que tenha sido falta de fé do paciente (isto seria indelicado), já que são intermináveis os relatos e as evidências de que pessoas sem qualquer fé se curam enquanto outras, prenhes desse sentido, não obtém resultados semelhantes, só pode ter sido essa tal dessa falta, a falta de merecimento. Em suma, o problema é do paciente e não do passista. Cômoda a posição, não é?
Também dizemos que basta orar de coração e esperar que tudo se resolverá. Será???
Não, leitor, não pense que eu duvido nem um pouco da força e do poder da oração, mas não posso crer que Deus e a Natureza esperem de nós apenas orações para que o mundo mude. A ação é e será sempre indispensável, do contrário os adoradores seriam, só por isso, santificados em si mesmos e jamais precisariam mover o que fosse para suas vidas se perenizarem. Ademais vale lembrar a sugestão de Jesus que não se limitou a nos mandar orar e sim a primeiro vigiar para, em seguida, orar (Mateus 26, 41).
Há ainda os que alegam a literalidade das palavras de Jesus como providência única, ou seja, pedi e obtereis, como pedir e obter fosse igual a se colocar uma ficha numa máquina e aguardar o tempo de seu mecanismo para do lado apropriado se coletar aquilo que se buscou.
O próprio Herculano Pires, tão respeitado e citado, escreveu a pérola “o passe é tão simples que não se deve fazer mais que dá-lo” (PIRES, J.
Herculano. Mediunidade prática. In: _____. Mediunidade - vida e comunicação. cap. 14, p. 127). Será??? Se assim for, para que estudar, para que se preparar, para que Allan Kardec dizer que o Magnetismo é uma ciência irmã do Espiritismo?
Mas o que se pede na questão inicial deste Vórtice é sobre que fatores interferem nos resultados do passe. Vamos lá.
Na verdade são inúmeros os fatores e eles ainda repercutem uns sobre os outros. Todavia procurarei relacionar os mais relevantes, dividindo em 2 grandes grupos: para os passistas (magnetizadores) e para os pacientes (assistidos).
Para um passista ser mais e mais eficiente em seu labor magnético é preciso que ele tenha uma boa saúde fisiológica, uma potente capacidade de usinagem (transformação de elementos orgânicos em elementos fluídicos, energéticos, de exteriorização ou de centripetação), harmonia em sua vida mental e emocional, vontade ardente de servir e curar e pureza de sentimentos. Pela oração sincera ele evocará bons Espíritos, que se interessam por ele e por seus doentes, e pela fé ele porá todos os potenciais em direção aos nobres objetivos que busca alcançar. Além disso, o conhecimento de boa base anatômica e fisiológica do corpo humano contribuirá enormemente para o sucesso de seus direcionamentos fluídicos.
Como dá para perceber, não  é tão simples e tão sem necessidade de estudos e experimentos o se alcançar um bom nível de realização magnética.
Para o paciente o ideal é que ele tenha consciência do que busca. Alguém pode inferir que eu esteja falando de ter ciência do que deseja; mas é diferente. Quem tem ciência apenas quer que algo ou alguém o cure; quem tem consciência busca se curar. Para tanto desenvolve uma fé bastante equilibrada e firme, faz os esforços necessários, segue recomendações e não distorce o bem recebido nem esconde o que ainda espera alcançar.
O paciente precisa saber que o sucesso do tratamento trará benefícios imediatos para ele e não necessariamente para quem o beneficia, daí ser necessário se perceber isso com clareza.
Deve ainda cuidar da alimentação, prestar as informações que forem pedidas (quando houver esse tipo de controle) e manter padrão de oração e vigilância igualmente harmônicos.
Tudo isso pode  parecer muito óbvio e simples. De certa forma o é. Mas a prática disso tudo pede muito esforço e dedicação de todos os envolvidos, sob pena do famoso refrão que envolve a palavrinha “merecimento” continuar sendo a tônica forte de todo o processo.
Jornal Vórtice ANO III, n.º 02, julho/2010     

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

QUAL A IMPORTÂNCIA DO CENTRO DE FORÇA ESPLÊNICO NO CIRCUITO VITAL?


QUAL A IMPORTÂNCIA DO CENTRO DE FORÇA ESPLÊNICO NO CIRCUITO VITAL?
Por muitas vezes já me perguntei por que será que se demorou tanto a se fazer uma melhor análise sobre o Centro Vital Esplênico!
Mesmo considerando a literatura oriental que chega até nós, percebo que invariavelmente tem sido muito acanhada a indicação da influência ou da ação desse Centro Vital em nossos campos físico, energético e mesmo espiritual. Como lido com o magnetismo há mais de 40 anos, não tinha como não me deparar com a força da presença e da ação desse verdadeiro elemento chave nos sistemas que envolvem e mantêm os espíritos encarnados.
E as maiores evidências da ação do Centro Vital Esplênico se fizeram perceber por mim quando me deparei com o problema da depressão. Havia algo que passava despercebido e que não me dava conta do que e de onde era. Tentando, testando e refletindo acerca do que sob “minhas mãos” percebia, enfim aquilo se tornara sensível, palpável, quase visível; o sistema energético do depressivo estava como que totalmente bloqueado e sem circular com um mínimo de eficiência e onde tudo se complicava era exatamente nos limites desse sistema, que hoje chamo de sistema esplênico.
Os “filtros” dos organismos estavam e sempre estiveram ali associados e nem por isso essa observação foi considerada. O sistema linfático, o sistema imunológico e aquilo que poderíamos chamar de “sistema básico da energética orgânica” estava, sempre esteve e está direta e dependentemente ligado ao funcionamento do Centro Vital Esplênico.
Por outro lado, associam-se ao sistema esplênico órgãos de capital importância para a vida humana. São eles: o baço, o pâncreas, o fígado, os rins e as glândulas suprarrenais. Além disso, dois dos nadis (canal de ligação entre centros vitais) principais do esplênico conectam-se diretamente com dois outros Centros Vitais fundamentais: o gástrico e o cardíaco; sendo que este último muitas vezes tem seu ritmo de tal forma vinculado ao esplênico que poder-se-ia dizer que o funcionamento do esplênico determina muito mais o ritmo cardíaco do que o ritmo daquele influenciaria nas funções do outro.
Chegando ao campo prático do Magnetismo, é de se ficar surpreso quando Mesmer, tratando da senhorita Paradis, atacada por problema nos olhos e uma melancolia profunda (depressão), cuidou fluidicamente do fígado dela, daí resultando em melhoras profundas naquele estado depressivo. E nem assim ficou chamada a atenção para as funções esplênicas.
Depois das avaliações e das confirmações envolvendo o Centro Esplênico e as terapias antidepressivas, passou-se a se ponderar sobre outras repercussões, especialmente quando se realizavam terapias diversas, em diversos pacientes e para atender a diferentes problemáticas, e muitos desses casos ficavam sem uma solução razoável.
Mas o pior era que não se sabia a razão. Quando se passou à associação de tratamentos considerando o Centro Esplênico no bojo das ações magnéticas, percebeu-se que havia uma mudança muito grande  – e favorável  – a favor dos resultados agora alcançados.
E isso faz todo sentido, pois se esse Centro é responsável por tantas repercussões fisiológicas e energéticas no ser humano, óbvio seria que se ele fosse bem estabilizado, normalizado e até energizado ou simplesmente rearmonizado, tudo o que dependesse dele tomaria um novo rumo.
Resultado: hoje temos reconhecido que o Centro Vital Esplênico é, de fato e de direito, um centro vital por excelência. Só para concluir, antigamente se usava, por exemplo, as técnicas perpendiculares passando as mãos apenas pela frente e pelas costas do paciente; mas quando se sabe que o Centro Vital Esplênico está “abrindo” para um ângulo inclinado (cerca de 45º) em relação ao eixo principal dos centros de posicionamento frontal e se inclui, nos perpendiculares, passar as mãos igualmente na abertura desse posicionamento do esplênico, os resultados obtidos são consideravelmente mais eficientes e imediatos.
Posso hoje assegurar, sem qualquer nesga de dúvidas, que o Centro Vital Esplênico ainda será melhor estudado, melhor conhecido e melhor considerado por muitos, inclusive por aqueles que ainda nem sequer cogitam de sua existência ou de suas ações.
JORNAL VÓRTICE ANO V, n.º 07     - dezembro - 2012

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

EM QUE PRINCÍPIOS SE FUNDAMENTA O TATO MAGNÉTICO? COMO DESENVOLVÊ-LO?



EM QUE PRINCÍPIOS SE FUNDAMENTA O TATO MAGNÉTICO? COMO DESENVOLVÊ-LO?
Os leitores do Vórtice seguramente conhecem a estreita ligação do Espiritismo, desde seu surgimento, com o Magnetismo. Não terá sido apenas casualidade o fato de Allan Kardec ter-se especializado e praticado o magnetismo ao longo de 35 anos, assim como não pode ser visto como ocasional ou extemporâneo o fato dos Espíritos, na Codificação e em todas obras publicadas sob a responsabilidade do mesmo Kardec, falarem, comentarem, sugerirem o estudo e apresentarem o embasamento de muitos fatos tendo por base a ciência magnética.
Muito embora seja, em si mesma, uma ciência independente, o Magnetismo está interligado ao Espiritismo de uma forma tão indissociável que, usando as palavras de Kardec, uma estará incompleta sem a outra. A despeito disso, os espíritas, em sua maioria, parecem não se dar conta dessa verdade insofismável, o que é lamentável.
O tato magnético mais não é do que a capacidade (que alguns possuem e outros – uma grande maioria – podem desenvolver) de sentir, perceber, registrar e até diagnosticar o que um paciente está sentindo, onde ou do que está acometido. Mas, dizem alguns, que nos livros básicos do Espiritismo não se fala do tato magnético. É verdade, pelo menos nessa grafia, não fala mesmo. Mas... que tal relermos pelo menos isso que está registrado em O Livro dos Espíritos (“Resumo teórico do sonambulismo, do êxtase e da dupla vista”, no item 455)?
“A emancipação da alma se verifica às vezes no estado de vigília e produz o fenômeno conhecido pelo nome de  segunda vista ou dupla vista, que é a faculdade graças à qual quem a possui vê, ouve e sente além dos limites dos sentidos humanos.
Percebe o que exista até onde estende a alma a sua ação. Vê, por assim dizer, através da vista ordinária, e como por uma espécie de miragem”... (grifos originais)... “O poder da vista dupla varia, indo desde a sensação confusa até a percepção clara  e nítida das coisas presentes ou ausentes. Quando rudimentar, confere a certas pessoas o tato, a perspicácia, uma certa segurança nos atos, a que se pode dar o qualificativo de precisão de golpe de vista moral. Um pouco desenvolvida, desperta os pressentimentos. Mais desenvolvida mostra os acontecimentos que deram ou estão para dar-se”. (grifos originais)
Tranquilamente posso assegurar que o que chamamos e conhecemos como tato magnético nada mais é do que uma das variantes do fenômeno chamado dupla vista. Afinal, o tato magnético nos permite uma  percepção além dos limites dos sentidos humanos e, nalguns, confere o tato, a perspicácia, uma certa segurança.
Mas, como a justificar o fato de Kardec não ter sido muito explícito nesta, como em outras questões do Magnetismo, recordemos aqui o que ele anotou em um dos seus mais brilhantes artigos acerca do Magnetismo e o Espiritismo: “Dos fenômenos magnéticos, do sonambulismo e do êxtase às manifestações espíritas há apenas um passo; sua conexão é tal que, por assim dizer, é impossível falar de um sem falar do outro. Se tivermos que ficar fora da ciência do Magnetismo, nosso quadro ficará incompleto poderemos ser comparados a um professor de  Física que se abstivesse de falar da luz. Contudo,  como o Magnetismo já possui entre nós órgãos  especiais justamente acreditados, seria supérfluo insistirmos sobre um assunto tratado com  superioridade de talento e de experiência. A ele (o Magnetismo) não nos referiremos, pois, senão  acessoriamente, mas de maneira suficiente para  mostrar as relações íntimas das duas Ciências que,  na verdade, não passam de uma”. (grifei) – (In:  Revista Espírita, edição março-1858, artigo  “Magnetismo e Espiritismo).
Além da ligação direta do Magnetismo com o Espiritismo, também dá base ao conhecimento do tato magnético, a sua existência inclusive, muitas vezes, à revelia de muitos possuidores dessa preciosa leitura fluídica ou energética.
E será viável se desenvolver o tato magnético? Voltemos a Allan Kardec, novamente em O Livro dos Espíritos, questão 450:
450. A dupla vista é suscetível de desenvolver-se pelo exercício?
“Sim, do trabalho sempre resulta o progresso e a dissipação do véu que encobre as coisas.”
a) - Esta faculdade tem qualquer ligação com a organização física?
“Incontestavelmente, o organismo influi para a sua existência. Há organismos que lhe são refratários.”
E completemos essas respostas com o que ele anotou em A Gênese, Cap. 14, item 22: “É nas propriedades e nas irradiações do fluido perispirítico que se tem de procurar a causa da dupla vista, ou vista espiritual, a que também se pode chamar vista psíquica, da qual muitas pessoas são dotadas, frequentemente a seu mau grado, assim como da vista sonambúlica”.
Portanto, é perfeitamente possível o desenvolvimento dessa prática, e aqui trago o que há de mais simples nesse exercício.
Como nem todos magnetizadores trazem o tato magnético desenvolvido espontaneamente, muitas vezes é preciso treiná-lo, dar-lhe precisão. Os exercícios costumam se dar pela aproximação, lenta e gradual, da ou das mãos do magnetizador em direção ao magnetizado, oportunidade em que o magnetizador deve estar bastante atento para a infinidade de sensações que poderão ocorrer enquanto “tateia” – quase sempre sem toque físico – os campos magnéticos do magnetizado.
Obviamente que haverá necessidade de confrontação entre o que ele percebe e o que o paciente sente, pois dessa forma, ele vai se assenhoreando do que cada percepção psico-tátil vai lhe dizendo. Tomemos, por exemplo, um paciente com câncer numa mama. Independente do magnetizador saber disso ou não, ele sentirá, quando passar a ou as mãos por aquela região, algo gerando uma sensação, um tipo de registro não comum aos demais, em relação àquele paciente. Quando confrontar as informações ele saberá que aquele registro provavelmente estará referindo ao câncer. À medida que ele vai reproduzindo esse procedimento com outros pacientes e obtendo os resultados do que vem registrando, adquirirá uma segurança sempre crescente, de forma que, depois de uma boa prática, terá bastante segurança dos diagnósticos que virá a fazer.
Importa distinguir, entretanto, que alguns magnetizadores possuem o que se chama tato magnético natural, também conhecido como empatia fluídica ou apenas como dupla vista dirigida à saúde. Nesses casos, costumam os possuidores dessa variante do tato magnético sentirem em si mesmos, todos os sintomas que o paciente está sentindo ou portando no momento em que é estabelecida relação magnética entre ambos.
Num primeiro momento, os exercícios costumam ser menos precisos; percebem-se regiões grandes, pouco específicas e com diagnósticos um tanto quanto superficiais. No caminhar dos exercícios, essa percepção vai-se refinando, até chegar ao ponto de se ter perfeito registro tanto de campos densos como daqueles por demais sutis, tais quais nadis, pequenos concentrados fluídicos em determinadas regiões do perispírito, doenças ainda não detectadas por aparelhos clínicos ou, ainda, crisálidas de futuros focos, verdadeiros estados latentes de desarmonias em processo de somatização.
Por fim, estando a prática feliz do magnetismo totalmente consorciada à Vontade do  magnetizador, não se desenvolverá o tato  magnético se não houver um desejo forte, vigoroso e sincero de se chegar ao ponto que se busca,  empregando os meios ao alcance e entregando-se sem parcimônia aos exercícios que levarão ao ápice  do desenvolvimento.
Jornal Vórtice ANO II, n.º 09, fevereiro/2010