Seja Bem Vindo ao Estudo do Magnetismo

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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Tratamento da Depressão pelo Magnetismo (TDM)- AQUI TEM



Instituições que Oferecem Tratamento através do Magnetismo
                          
Aqui estão dados de várias instituições espíritas que se comprometem com o Espiritismo e o Magnetismo no intuito de prestarem o melhor serviço magnético espírita aos que as procurem, tudo dentro das capacidades de cada uma. Muito embora a maioria tenha feito estudos e seminários com Jacob Melo, gostaríamos de esclarecer que a decisão do que, como e em que frequência aplicam as técnicas e os conhecimentos do Magnetismo são de responsabilidade de cada Casa.
Se a sua instituição também oferece tratamento magnético espírita, mande seus dados para os e-mail: sandrafortess@hotmail.com ou dgiroto@gmail.com ou cadastre no comentário as informações dela.






Brasil
BAHIA:


CECC - CENTRO ESPÍRITA CLAUDIONOR DE CARVALHO 
Rua José Monstans 858 Stº Antônio - Itabuna Bahia
Segunda-feira
Tratamento da Depressão pelo Magnetismo (TDM) : às 17:30hs
Quarta-feira
Tratamento da Circulação pelo Magnetismo (TCM) : às 16:00hs
Fone: 8807-1400/3613-4090




ACCABEM
Loteamento Quinta do Picuaia, Quadra única Lote 39 - Caji
Lauro de Freitas - Bahia
Fone: (71) 3288-1452 / 8867-0809
Entrevistas e tratamentos às sextas-feiras - 19:20hs.



GEPC - Grupo Espírita Paz e Caridade
Rua Abelardo Andrea nº 1, Centro
Lauro de Freitas - Bahia - 42700000
Contato : Carlos Fone: 3378-3637 / 99680496 
cassos@oi.com.br
Entrevistas quartas-feiras às 14 horas e 18:30 horas, tratamentos diversos no mesmo dia e horários.




GMAB - Grupo de Magnetizadores Alphonse Bué
Estrada das Barreiras, 1523, Bairro Tancredo Neves
Salvador - Bahia - 40205-005
Contato : Edson Gomes
Fone: (71) 3257-1107 / 9983-7584
Atendimentos: terças-feiras das 20hs às 21hs e aos sábados às 16hs.



Centro Fraterno Luz e Caridade
Rua Brasília, 5 - Cond. Guilherme Marback, Bairro do Imbuí
Salvador - Bahia
Contato: Iracema Fone: (71) 3232-1035 / 8785-3567




GEDE - Grupo de Esperança ao Depressivo 
Casa da Fraternidade Noélia Rodrigues Duarte
Rua Francisco Pereira Coutinho, s/n, Jardim Pituaçu - Boca do Rio
Salvador - Bahia
Contato : Sonia Fone: (71) 3013-4290
Entrevista e tratamento: quinta-feira das 19hs as 21hs. 



Núcleo Espírita Luz Da Ajuda
Estrada de Trancoso, 2000 - Arraial D´Ajuda - Porto Seguro - BA
Contato: Ivonete Fone: (73) 3575-1736
Atendimento ao público às 3ªs feiras à partir das 19:00h
Trabalho de passes às 5ªs feiras às 8:00hs (manhã).




NEPEM - Nucleo de Estudo e Pesquisa Espírita do Magnetismo
Rua Uberlandia, 77 - São Lourenço
Cep. 45.998-226  - Teixeira de Freitas - BA - Brasil
Contato:  Elias Fone: (73) 3291-2677
Horario de Atendimento, segunda das 18 as 21h




CEARÁ:
Centro Espírita Camille Flammarion
Rua  Hugo Vitor, 670 - Antonio Bezerra - Fort - Ce.
Coordenação - Gilberto Cruz
Tratamentos da Depressão e outros pelo Magnetismo -
Segunda-Feira e Quarta- Feira
Das 19:30 as 20:30



GEMABP-GRUPO DE ESTUDOS DO MAGNETISMO BARÃO DU POTET 
Sede: CENTRO ESPÍRITA LAR DOS HUMILDES
Av. Cônego de Castro, 920 - Parangaba, Fortaleza - CE
Coordenador: Nonato Lima
Atendimento: Terça-feira de 19:30h as 21:00h



ESPÍRITO SANTO:
Fraternidade Espírita Chico Xavier
Grupo Espírita de Fluidoterapia
Rua Todos os Santos , 15 
Vale Encantado, Vila Velha - ES
fecxavier@gmail.com / guimaraes_ab@hotmail.com / gefdeprimo@hotmail.com
http://gefdeprimo.blogspot.com
Atendimentos : sábados - 15:30hs.



PARAÍBA:
Sociedade Espírita Amigos Irmãos
Rua São Luiz, s/n Planalto Boa Esperança, João Pessoa/PB - CEP: 58065-021
Contatos:  83-8769-3866 (Emmanuel) / 83-8805-7174 (Joelma)
Atendimento:   Sextas-feiras, iniciando às 19:30 H.


PARANÁ:
GRUPO DE ESTUDO DO MAGNETISMO CÁRITAS
Sociedade Espírita Os Mensageiros da Paz
Rua Engenheiros Rebouças, 2519 - Curitiba/PR
Contato: Pereira Telefone: (41) 9990-9336 
Atendimentos: Quartas-feiras às 15h30 e Sábados às 15h30


PERNAMBUCO:
Centro de Estudos e Difusão Espírita Joana de Ângelis.
End. Rua Presidente Castelo Branco, 115 Heliopolis
Garanhuns-PE   55296-68
Atendimentos : Segundas Feiras das 19:30 hs às 21:30 hs 

RIO DE JANEIRO:

GER - GRUPO ESPÍRITA REGENERAÇÃO - Casa dos Benefícios
Rua Francisco Xavier, 609 - Maracanã, Rio de Janeiro/RJ
Contato: Francisco Eustachio
Telefone secretaria GER: 21 2264-4817 e 21 2264-4170
Telefone coordenador: 21 3646-4313 e 21 997893978
Atendimentos: Quintas-Feiras das 16h às 20h.
Entrevistas para tratamento: Quartas-feiras a partir das 16h (agendadas).

Estudo teórico e prático do magnetismo: Terças-feiras das 15h30 às 17h30.


RIO GRANDE DO NORTE:
LEAN - Lar Espírita Alvorada Nova
Estr. Cajupiranga, 1489 - Liberdade
Parnamirim - RN, 59155-740
(84)3645-0796 / 9983-7773 (Dna. Dagmar) 



RIO GRANDE DO SUL:
Sociedade de Estudos Espíritas Vida
Rua Santa Cruz, 601
Pelotas - RS  96015-710
Contato : Ana Vargas (53)3222-0677 / 3028-3237



 SÃO PAULO

CE Servidores de Jesus - São Roque - SP
trabalhos de acolhimento fraterno e passes magneticos todos os sábados das 15:00 às 18:00.
Avenida tres de maio 691 jd maria Trindade São Roque SP cep 18133-445
whatzap 11 9955432503
email: ceservidoresdejesus.saoroquesp@gmail.com
facebook.com/servidoresdejesussr/

Grupo Espirita André Luiz São José do Rio Preto/SP
Rua Antônio de Godoy, 5.949 
Jardim Universitário 
São José do Rio Preto - SP 
Tel. (17) 3227.7632
e-mail: contato@grupoespiritaandreluiz.com
Responsável: Maria Miltes
Tratamento da depressão pelo magnetismo
Responsável: Itallo Pontes itallopontes@gmail.com
fone: 17 81254508/ 17 33054159
Atendimento aos domingos as 18:40h e 19:40h
Serão atendidos neste tratamento aqueles que tem diagnóstico médico: depressão.



Centro Espírita Amor e Caridade
Rua 7 de Setembro, 8-30 Centro - Bauru/SP
Fone: (14) 3366-3232
Atendimento segundas e quintas-feiras às 18:30h



Centro Obreiros da Caridade
 Rua Itaquera, 332 - Vila Apiai (travessa da Av. Pereira Barreto)
Santo André - SP  09185-690
Sr. Afonso Roberto Dias Coelho ou Sra. Sônia (4453-0015)
ardcoelho@hotmail.com
Atendimento  às terças-feiras das 20h às 22h

                                    

Lar Mamãe Clory
Rua Francisco Visentainer, 438 - Bairro Assunção
São Bernardo do Campo - SP  09861-630
Sr. Cláudio Tollin (4125-8790)
ctollin@uol.com.br
Atendimento às segundas das 19h30 (entrevista) 20h às 21h (TDM)



Lírio Branco
Rua Joaquim Nabuco, 525 - Centro (saída km 22,5-B da Via Anchieta)
São Bernardo do Campo - SP  09720-375 
Meg / Dionizio Haruo (4345-2297) - Valéria / Sandro
dionizioharuo@uol.com.br
http://www.liriobranco.com.br/
Atendimento  às terças das 19h30 (entrevista) 20h às 22h  (TDM)



 Sociedade de Educação e Cultura Espírita "Gabriel Delanne"
Rua Portugal, 146 – Jd. Europa CEP: 18045-280 Sorocaba, SP 
Atendimento: Terça Feira = 18h30 (TDM – Tratamento da Depressão pelo Magnetismo)
sonialuz_almeida@yahoo.com.br



LEAC - Lar Espírita Águas Claras 
Avenida João Alberto Anhert, 672 - Jardim Águas Claras
Bragança Paulista - SP
Fone: (11) 9619-5524
s.cristina2010@yahoo.com.br 
Atendimentos: Segundas, Quartas e Sábados




A.B.E.C.E. Associação Beneficente e Cultural Espírita Batuíra
Rua Estácio de Sá, 193 Sorocaba – SP                                              
Fone: (15) 3227-1068 Daniel                                                 
abcespiritabatuira.org                                                     
cebatuira@gmail.com                                        
Atendimentos: Sábados 8:00hs.                                                                                                 



Nucleo Espírita Liberdade - Grupo Terapêutico Despertar
Av. Manoel Alves Barbosa, 2296 - Jandaia III - Birigui/SP
Atendimento aos sábados à partir das 12:30h.
Obs.: As senhas são entregues das 12:30h até por volta das 14:30h. 



Grupo Espírita Pescadores de Amor 
Rua S. Félix do Piauí, 995/997 - Itaquera, SP
Fone: (011) 2071-3189
Contatos:
Meire - meire@pequenospescadores.org.br /  meiremarins@gmail.com.br 
Roberta - robertarsilva@ig.com.br / Fone (11) 8585-4516 
José Edson - edson@gepa.org.br / Fone (11) 8287-3481 / 9454-7753
Isabel - finiprof@bol.com.br /  Fone (11) 8866-0847 
Atendimentos: Segundas e quintas-feiras, a partir das 19:00 horas; Sábados a partir das 14hs. 



Centro Cultural Espírita Reflorescer
Rua São Vicente, 240 - Jordanópolis - Arujá/SP
Atendimentos: Terças-feiras a partir das 19hs.



Centro Espírita Caibar Schutel 
Rua Manoel Bandeira nº 332  V. Sta. Innês -  Americana SP
Atendimento: terça feira.



Centro Espírita Luz do Caminho (Celuca)
Rua Luzitana nº 200 Bairro do Bosque - Campinas SP
Atendimento: quinta feira.


Grupo Espírita Aprendizes do Evangelho - Barão Geraldo 
Rua Francisco Andreo Aledo nº 245 V. São José - Campinas SP
Atendimento: terça feira.



F. E. Paulo e Estevão 
Rua José Mattiuzo s/Nº V. Arizona - Itatiba SP
Atendimento: quarta feira.


Centro Espírita Sementes de Luz 
Rua Corino Soliani nº 468 J. California - Indaiatuba SP
Atendimento: quinta feira.



SERGIPE:
Instituto Espírita Paulo De Tarso
Rua Senador Rollemberg, 911, Bairro São José - Aracaju/SE  49015-120
(79)3259-4216 ( Adilson )
Segunda-feira: A partir das 19:30 h
Quinta e Domingo: A partir das 20:30 h
Sexta (crianças): A partir das 15:30 h




Estados Unidos da América
FLÓRIDA:
Peace and Knowledge Spiritist Center of Orlando                                   
McLeod Commerce Center 4071-C LB. McLeod Rd.                                 
Orlando, FL 32811                
Contato: Sabrina
(407) 421-0410



Broward Spiritist Society
2183, N. Powerline Rd. - suite 4/5
Pompano Beach, FL 33064
Contato : Yonara Rocha / Irocha6631@msn.com
Fone : (561) 504-9373
Atendimentos : segundas-feiras 6:30pm. e sextas-feiras 8pm.



MASSACHUSETTS:
Grupo Espírita Cantinho de Luz
77 Walnut St. Suite #2
Peabody, MA 01960
ge@cantinhodeluz.net
http://www.cantinhodeluz.net/



Se a sua instituição também oferece tratamento magnético espírita, mande seus dados para os e-mail:  dgiroto@gmail.com ou cadastre no comentário as informações dela.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

MAGNETIZAÇÃO DA ÁGUA segundo J.P.F Deleuze


MAGNETIZAÇÃO DA ÁGUA segundo J.P.F Deleuze
Ana Vargas

Os magnetizadores clássicos empregavam vários meios acessórios de magnetização, como por exemplo: tecidos de algodão ou de lã, ― segundo Du Potet a magnetização persiste por vários dias neles nestes últimos ― vidros, objetos metálicos, árvores, etc.. Porém, a preferência recai sobre a água. O que usamos até o presente nos trabalhos de passes. Mas fazemos, na grande maioria dos grupos de passes, s.m.j, um uso muito limitado e empregado com subaproveitamento desse recurso.
Há sabedoria em ouvirem-se os conselhos de um mestre.
No intuito de oferecer um material a mais para repensarmos o emprego dado a esse meio auxiliar nos trabalhos de magnetismo, transcrevo, em uma tradução livre e própria, o estudo de J.P.F Deleuze, extraído do livro Instrucción Prática sobre El Magnetismo, cap. 4, pág 67-73, os textos abaixo. Aproveitemos o que nos seja útil.
“A água magnetizada é um dos agentes mais poderosos e mais saudáveis que podemos empregar. Fazemos bebê-la os enfermos com os quais se estabelece a relação, recomendamos que a bebam durante ou nos intervalos entre as refeições. Esta água leva diretamente o fluido magnético ao estômago, e dali a todos os órgãos; facilita as crises a que está disposta a natureza; e por esta razão, de imediato, excita a transpiração, as evacuações, a circulação do sangue, fortifica o estômago, diminui as dores, e muitas vezes pode substituir a vários medicamentos.
Para magnetizar a água, se toma a vasilha que a contém, passando as duas ao longo do recipiente de cima para baixo.
Introduzimos o fluído pela boca do recipiente colocando várias vezes na mesma os dedos em ponta, podemos fazer o sopro na água, e, às vezes, podemos agitá-la com o dedo polegar.
Magnetiza-se um copo de água pegando-o com uma das mãos, enquanto com a outra projetamos o fluido sobre ele.
Há outro procedimento que emprego de preferência para magnetizar uma garrafa de água, quando tenho a certeza de não ser desagradável à pessoa que magnetizo: consiste em colocar a garrafa sobre meus joelhos, e pôr minha boca na abertura. Deste modo faço entrar meu sopro na garrafa, e, ao mesmo tempo, faço alguns passes com as duas mãos sobre toda sua superfície. Eu acredito que este procedimento acumula muito fluido, mas não é necessário: bastam as mãos para magnetizar.
Podemos magnetizar uma garrafa de água em dois ou três minutos; um copo de água em um minuto; é inútil repetir aqui que os procedimentos indicados para magnetizar a água, como qualquer outra coisa, seriam absolutamente infrutíferos, se não se empregassem com atenção, e com uma vontade determinada.
Tenho visto a água magnetizada produzir efeitos maravilhosos que cheguei a crer fossem ilusões minhas, e não lhes dei crédito senão depois de milhares de experiências.
Em geral, os magnetizadores não a usam muito; se concedessem a este meio toda a confiança que merece, poupariam a eles mesmos muita fadiga, a seus enfermos muitos remédios, e acelerariam a cura.
Sobretudo nas enfermidades internas é que a água magnetizada opera de uma maneira assombrosa, pois conduz diretamente o magnetismo sobre os órgãos afetados. Dê-se um copo de água magnetizada a um enfermo que tem, por exemplo, dor em um lado do corpo; poucos momentos depois de ingeri-la, lhe parece que a água afluiu diretamente ao local da dor.
Durante oito dias tenho purgado com água magnetizada; o efeito é o mesmo que se houvesse tomado um medicamento laxante, com a única diferença de que não experimentou cólicas.
(...) A água magnetizada é o melhor remédio nas convalescenças, dá força, restabelece o estômago, facilita a digestão e faz evacuar, seja pela urina ou pela transpiração, tudo o que impedia o inteiro restabelecimento do enfermo.
(...) Emprega-se, com grande êxito, a água magnetizada em loções para a cura de feridas. Nas enfermidades dos olhos, fortifica o órgão e produz comumente uma sensação parecida a que produziria a água misturada com algumas gotas do espírito do vinho. Os banhos de água fluidificada têm produzido, muitas vezes, excelente resultados.
(...) Quando o magnetizador não pode visitar seu enfermo senão duas ou três vezes por semana, a água magnetizada supre a ação direta. Convém seguir usando-a algum tempo depois de terminado o tratamento.
(...) Creio que a água que se faz o enfermo beber deve estar magnetizada sempre pelo mesmo magnetizador que tenha realizado o tratamento. Isto é uma consequência do princípio que estabelecido, de que um enfermo não deve ser magnetizado por pessoas que não estejam em relação com o primeiro magnetizador, e de que não possuindo os fluidos dos diversos indivíduos a mesma qualidade, e não trabalhando da mesma forma, não se deve misturar sua ação.
Tenho visto fenômenos notáveis que confirmam esta opinião. Os sonâmbulos conhecem perfeitamente quando um objeto foi magnetizado por diferentes pessoas, e esta mistura de diversos fluidos lhes é, algumas vezes, insuportável.
Ainda não se sabe quanto tempo a água magnetizada conserva suas propriedades; mas sabe-se que as conserva por muitos dias, depreendendo-se de numerosas observações que duram algumas semanas. Sem dúvida, quando se pode ver com facilidade o enfermo, convém magnetizar diariamente a água para ele.
(...) Parece que água magnetizada não exerce nenhuma influência sobre as pessoas que não tenham estado na presença do magnetizador; em geral, somente produz efeitos bem marcados depois de duas ou três sessões de magnetismo. Para que o fluido do magnetizador atue sobre o enfermo, é preciso que se estabeleça a relação, e esta somente se estabelece pela manipulação direta e imediata.
Tornei muito extenso o texto sobre o uso da água magnetizada: os que a empregaram com confiança reconheceram que falei pouco sobre as vantagens que dela podemos obter.
Devo, sem dúvida, advertir que há enfermos sobre os quais a água magnetizada não parece ter ação alguma, mas são muito poucos.”
                                                                                                                                    Jornal Vórtice ANO II, n.º 08, janeiro/2010

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

CHACRAS OU CENTROS DE ENERGIA OS ONZE CHACRAS PRINCIPAIS


CHACRAS OU CENTROS DE ENERGIA OS ONZE CHACRAS PRINCIPAIS
 
Os chacras, centros ou vórtices de energia são partes muito importantes do corpo bioplasmático.
 Do mesmo modo que no corpo físico há órgãos vitais e órgãos de importância menor, o corpo bioplasmático apresenta chacras maiores, menores e mínimos. 
Os chacras maiores são centros ou vórtices de energia com cerca de 7,5 a 10 cm de diâmetro. 
Controlam e energizam os órgãos principais e vitais do corpo físico. Os chacras são como usinas geradoras que fornecem energia vital a esses órgãos. Quando essa usina funciona mal, esses órgãos adoecem, porque não têm suficiente energia para operarem adequadamente! Os chacras menores têm cerca de 2,5 a 5 cm de diâmetro. Os chacras mínimos têm um diâmetro menor do que 2,5 cm. Os chacras menores e os mínimos controlam e energizam partes menos importantes do corpo físico. Os chacras se interpenetram e se estendem para além desse corpo físico.
Eles possuem várias funções importantes:
 
1. Absorvem, digerem e distribuem a energia vital às diferentes regiões do organismo.
2. Controlam, energizam e são responsáveis pelo funcionamento adequado de todo o corpo físico e suas diferentes partes e órgãos. As glândulas endócrinas são controladas e energizadas por alguns dos chacras maiores. Tais glândulas podem ser estimuladas ou inibidas pelo controle ou manipulação desses chacras. Muitos problemas são parcialmente causados pelo mau funcionamento dos chacras.
3. Alguns chacras são sítios ou centros de faculdades psíquicas. A ativação de certos chacras (centros de energia) podem resultar no desenvolvimento de certas faculdades psíquicas. Por exemplo: os chacras de ativação mais fácil e segura são os chacras das mãos. Estão localizados no centro das palmas das mãos e sua ativação 
permite o desenvolvimento da capacidade de sentir energias sutis e também de sentir as auras interior,
OS ONZE CHACRAS PRINCIPAIS
Os chacras principais não apenas controlam e energizam os órgãos vitais do corpo, como também controlam e afetam as condições psicológicas e espirituais da pessoa.
1. Chacra básico. Este chacra está localizado na base da coluna ou região do cóccix. Possui quatro pétalas. O chacra básico é empregado para energizar e fortalecer todo o corpo físico visível. O chacra básico controla e energiza:  a) os sistemas muscular e esquelético, b) a coluna vertebral, c) a produção e a qualidade do sangue, d) as glândulas suprarrenais, e) os tecidos e órgãos internos do corpo, f) a taxa de crescimento das células, g) a taxa de crescimento das crianças, h) a vitalidade geral, i) a temperatura do corpo, j) e também afeta o coração e os órgãos sexuais.
O mau funcionamento deste chacra pode se manifestar como: a) artrite e reumatismo, b) problemas na coluna, c) doenças sanguíneas e alergia, d) cicatrização lenta de ferimentos e fraturas ósseas, e) problemas de crescimento, f) câncer e leucemia, g) baixa vitalidade, h) doenças cardíacas, i) doenças cerebrais, j) doenças sexuais.
O chacra básico controla e energiza o sistema muscular; desse modo, o coração também é afetado. Pacientes com doenças cardíacas graves apresentam também um mau funcionamento do chacra básico. Parte da energia vital do chacra básico vai também para o cérebro; portanto, o mau funcionamento do chacra básico pode afetar seriamente o cérebro. Parte da energia transformada no básico e necessária ao funcionamento adequado dos chacras da cabeça. Pessoas idosas geralmente apresentam o “chacra chi” ou básico esgotado ou exaurido. E por isso que seus corpos são fracos e vão se tornando menores, a coluna tende a se curvar, a cura de seus ferimentos e fraturas ósseas, tende a ser lenta e elas tendem a desenvolver artrite. Um chacra básico saudável é fator critico na saúde e juventude de uma pessoa. O chacra básico é o centro da autosobrevivência ou autopreservação. Pessoas com chacra básico ativo e forte tendem a ser mais dinâmicas. Mas, se o chacra básico estiver superativado, tais condições pode se manifestar como hiperatividade, agitação ou insônia. Algumas pessoas cujo chacra básico encontra-se subativado, tendem a ser preguiçosas, pouco práticas e pouco realistas. Em alguns casos graves, esses indivíduos tendem a perder completamente o contato com a realidade. Pessoas com tendências suicidas apresentam o chacra básico fraco e subativado. Os chacras secundários da sola dos pés e o chacra básico são os principais pontos de entrada da energia vital que vem do solo.
2. Chacra genésico. Este chacra localiza-se na região pubiana. Apresenta seis pétalas. Os seus chacras genésico e meng mein produzem uma quantidade major de energia, que e usado na expulsão e eliminação dos resíduos do organismo. O chacra genésico controla e energiza: a) o órgão sexual, b) a bexiga e a uretra, c) as pernas também são substancialmente energizadas por ele, d) a garganta e a região da cabeça também são energizadas e afetadas por ele. Os chacras ajna, o laríngeo e o básico possuem forte influência sobre o chacra genésico. O mau funcionamento de qualquer um deles pode afetar adversamente o chacra genésico.
O mau funcionamento do chacra genésico pode se manifestar como: a) problemas urinários, b) impotência, c) esterilidade, d) dilatação da próstata, e) outras doenças sexuais.
O chacra genésico é o centro criador inferior ou físico. O chacra laríngeo é seu correspondente superior. Parte da energia vital sexual é, transformada pelo corpo numa forma superior de energia vital, que será usada pelos chacras laríngeo e da cabeça. A energia sexual transmutada é necessária ao funcionamento adequado do chacra laríngeo e dos chacras da região da cabeça. Pacientes mentalmente retardados apresentam um chacra genésico diminuído. Este é um dos fatores responsáveis pela tendência que as pessoas idosas têm de se tornarem senís. A ciência e arte da transformação da energia sexual em energia criadora e numa forma superior de energia vital, empregada para ativar as células cerebrais, são ensinadas na “MEDITAÇÃO ARHATICA”.
3. Chacra Meng Mein. Este chacra localiza-se aproximadamente na região dorsal do umbigo. Possui oito pétalas. Ele age como uma “estação de bombeamento” da energia vital proveniente do chacra básico e é responsável pelo fluxo de energia vital para cima, através da coluna vertebral. O chacra meng mein controla e energiza: a) os rins, b) as glândulas suprarrenais, c) até certo ponto outros órgãos internos, d) e também regula a pressão sanguínea.
 O mau funcionamento do chacra meng mein pode se manifestar como: a) problemas renais, b) baixa vitalidade, c) doenças relacionadas à pressão sanguínea, d) problemas nas costas.
O tamanho normal do chacra meng mein é de cerca de 1/3 a 1/2 do tamanho médio dos outros chacras principais. Em seu tamanho normal, a pressão sanguínea é normal. Se o chacra meng mein estiver superativado ou se a proporção for mais elevada, a pressão sanguínea será mais alta do que a normal. Se o chacra meng mein estiver subativado ou se a proporção for menor, então a pressão sanguínea será mais baixa do que a normal. O chacra meng mein está intimamente relacionado ao chacra esplênico. Se este chacra estiver altamente energizado, o meng mein também ficara substancialmente energizado. Se o chacra esplênico for ativado, o meng mein também será parcialmente ativado. É por isso que não é aconselhável energizar o chacra esplênico de um paciente com hipertensão. O mau funcionamento dos chacras gástrico, meng mein e básico, juntamente com o mau funcionamento dos chacras ajna e cardíaco, pode se manifestar como uma taxa anormal de crescimento celular. O chacra meng mein de bebes, crianças, mulheres grávidas e pessoas idosas não deve ser energizado, devido aos possíveis efeitos adversos. No caso de bebes, crianças e idosos, isso pode causar elevação da pressão sanguínea. Já em relação as mulheres grávidas, isso pode causar aborto. Este chacra deve ser tratado apenas magnetizadores experientes.
4. Chacra umbilical. Este chacra localiza-se no umbigo. Possui oito pétalas. O chacra umbilical controla e energiza: a) o intestino delgado, b) o intestino grosso, c) o apêndice, d) afeta a velocidade do parto, e) afeta a vitalidade geral.
O mau funcionamento do chacra umbilical pode se manifestar como: a) Constipação, h) baixo peristaltismo, c) incapacidade de assimilação dos nutrientes, d) apendicite, e) doenças intestinais, f) dificuldades no parto, g) baixa vitalidade.
5. Chacra esplênico. O chacra esplênico frontal localiza-se na porção mediana da última costela flutuante esquerda. O chacra esplênico dorsal situa-se atrás do chacra esplênico frontal. Ambos possuem as mesmas funções. O chacra esplênico tem seis pétalas. E o principal ponto de entrada da energia vital do ar ou glóbulos de vitalidade do ar. Desempenha, portanto, um papel vital no bem-estar geral do homem. Ele absorve a energia vital do ar  e depois, são distribuídos aos outros chacras principais. Em outras palavras, o chacra esplênico energiza os outros chacras principais e, consequentemente, energiza todo o corpo bioplasmático do corpo físico visível. Isso significa que os outros chacras principais e os órgãos vitais dependem substancialmente do chacra esplênico para a obtenção de energia vital. O tamanho normal do chacra esplênico é de, aproximadamente, 1/2 a 2/3 do tamanho médio dos outros chacras principais. O chacra esplênico: a) controla e energiza o baço, b) afeta o nível de energia vital ou a vitalidade geral do organismo, c) afeta a qualidade do sangue e d) afeta o sistema imunológico do organismo com base em observações clarividentes, verifica-se que o chacra esplênico encontra-se geralmente, senão sempre, afetado nos pacientes portadores de infecção grave. Do ponto de vista médico. O baço remove partículas anormais, especialmente germes do sangue, e também produz anticorpos.
O mau funcionamento dos chacras esplênico pode se manifestar como: a) doenças do baço, b) baixa vitalidade, c) nível mais baixo de imunidade, d) sangue "sujo" ou doenças sanguíneas, e) artrite e reumatismo.
 Pacientes com artrite reumatoide apresentam o chacra esplênico congestionado. Este chacra está intimamente relacionado com o chacra umbilical. Quando encontra-se altamente energizado e ativado, o chacra esplênico também se torna substancialmente energizado e parcialmente ativado, absorvendo, assim, maior quantidade de energia vital do ar. Isso, portanto, eleva o nível de energia vital de todo o corpo. Um individuo pode se energizar pela simples concentração no chacra umbilical. Através dessa concentração, o chacra umbilical se torna ativado e energizado. Isso, por sua vez, ativa e energiza substancialmente o chacra esplênico, que energiza os outros chacras e, consequentemente, energiza todo o corpo. O chacra umbilical encontra-se também intimamente relacionado ao chacra meng mein. Portanto, não é aconselhável que um paciente com hipertensão receba doação de energia sobre o chacra umbilical, uma vez que isso pode agravar o seu estado de saúde.
6. Chacra gástrico. O chacra gástrico frontal localiza-se na cavidade situada entre as costelas; o chacra gástrico dorsal localiza-se na parte de trás da área do plexo solar. Esses chacras possuem dez pétalas. O chacra gástrico controla e energiza: a) o diafragma, b) o fígado, c) o pâncreas, d) o estomago, e) num grau substancial, os intestinos delgado e grosso, f) as glândulas suprarrenais, o coração, os pulmões e outras partes do corpo são também afetadas pelo chacra gástrico .
A qualidade do sangue também é afetada pelo chacra gástrico, uma vez que este controla e energiza o fígado, que desintoxica o sangue. Pacientes portadores de artrite reumatoide, doenças autoimunes ou lúpus eritematoso apresentam um mau funcionamento do chacra gástrico e do fígado. E mais eficaz energizar o pâncreas através do chacra gástrico dorsal.
Uma pessoa exaurida pode ser rapidamente revitalizada pela energização do chacra gástrico. Este é um dos chacras mais importantes, pois controla, energiza e afeta muitos órgãos vitais. É também muito facilmente perturbado ou desequilibrado por emoções negativas.
O mau funcionamento do chacra gástrico pode se manifestar como: a) dificuldade para respirar, devido ao mau funcionamento do diafragma, h) diabetes ,c) doenças do pâncreas ,d) doenças digestivas, c) hepatite, f) doenças da vesícula, g) alto nível de colesterol, h) doenças cardíacas, i) doenças sanguíneas ou sangue "sujo".
O chacra gástrico é o centro das emoções inferiores, positivas e negativas, como ambição, coragem, perseverança, agressividade, zanga, ódio, inveja, ganância. agressividade, violência, crueldade etc. Quando uma pessoa está muito zangada, o chacra gástrico pulsa irregularmente. Isso faz com que o movimento (contração/relaxamento) do diafragma seja desordenado, resultando em respiração curta e irregular.
7. Chacra cardíaco. Este chacra possui doze pétalas. O chacra cardíaco frontal,  se localiza no centro do peito. Ele controla e energiza o coração e o timo.




O chacra cardíaco dorsal. Controla e energiza os pulmões, o coração e o timo. O chacra cardíaco também afeta a capacidade do organismo de lutar contra as infecções. Do ponto de vista médico, o timo e uma glândula importante do sistema de defesa do corpo. A energização do coração é realizada através do chacra cardíaco dorsal, que permite que enegia vital flua facilmente para o coração, pulmões e outras partes do corpo, sem causar congestão ao coração físico. O chacra cardíaco é o centro das emoções superiores ou refinados. Encontra-se intimamente relacionado ao chacra gástrico, pois ambos são centros emocionais. Excitar o chacra gástrico, é, também, excitar o chacra cardíaco. É por isso que as emoções negativas têm, ao longo do tempo, efeitos prejudiciais sobre o coração físico.
8. Chacra laringeo. Este chacra localiza-se no centro da garganta. Possui dezesseis pétalas. O chacra laríngeo controla e energiza:  a) a garganta, b) a laringe, c) a traqueia, d) a tireoide, e) as glândulas paratireoides, f) o sistema linfático, g) e também afeta o chacra genésico. O mau funcionamento desse chacra pode se manifestar como esterilidade e doenças relacionadas a garganta, como bócio, inflamação da garganta, perda da voz e asma. O chacra laríngeo é o centro da mente concreta ou inferior (faculdade mental inferior) e é também o centro da criatividade superior.
9. Chacra Ajna. Este chacra localiza-se entre as sobrancelhas, tem noventa e seis pétalas apresenta duas divisões. Cada divisão possui quarenta e oito pétalas. Este chacra controla e energiza a glândula pituitária e todo o corpo. É chamado de “chacra mestre” porque controla todos os chacras principais e o sistema endócrino, além de afetar todos os órgãos vitais. O mau funcionamento do chacra ajna pode se manifestar como doenças de glândulas endócrinas, doenças oculares, câncer etc. O ajna é o centro da mente abstrata ou superior e é também o centro da vontade ou função diretora.
10. Chacra frontal. Este chacra localiza-se no centro da testa. Possui cento e quarenta e quatro pétalas separadas em doze divisões, cada uma das quais contendo doze pétalas. Ele controla e energiza a glândula pineal e o sistema nervoso. O seu mau funcionamento pode se manifestar como doenças do sistema nervoso. O chacra frontal é o centro da consciência cósmica.
11. Chacra coronário. Este chacra localiza-se na coroa da cabeça. Possui novecentas e sessenta pétalas externas e doze pétalas internas, compondo dois conjuntos. As doze pétalas internas. O chacra cardíaco frontal assemelha-se ao conjunto de pétalas internas do chacra coronário. O chacra coronário é o ponto de entrada da energia divina . O chacra coronário controla e energiza o cérebro e a glândula pineal. O mau funcionamento deste chacra pode se manifestar como doenças da glândula pineal e do cérebro, que podem se manifestar como doenças físicas ou psicológicas.
O chacra coronário é o centro da consciência cósmica superior. A faculdade mental pode ser comparada a um homem cego, enquanto a consciência cósmica superior a uma pessoa que pode enxergar. Para que um homem cego tenha consciência da forma de um elefante ele tem de gastar um tempo considerável tocando um elefante e tentando deduzir e sintetizar os dados obtidos. Já uma pessoa que pode ver saberá imediatamente qual é a forma de um elefante. A consciência cósmica superior compreende um assunto, não através de um longo período de estudo item através de raciocínios indutivos ou dedutivos, mas através da compreensão ou da percepção direta.  Através da consciência cósmica superior, a pessoa sente a unidade com todas as coisas, a unidade com Deus. É através da consciência de Cristo que se sente bondade amor por tudo.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

DE QUE FORMA O MAGNETISMO PODE AUXILIAR NOS CASOS DE OBSESSÃO


DE QUE FORMA O MAGNETISMO PODE AUXILIAR NOS CASOS DE OBSESSÃO?
O desrespeito com que o Magnetismo vem sendo tratado pelo Movimento Espírita já chegou ao ponto de se duvidar de sua ação nos processos desobsessivos. Raciocinemos: o corpo físico é, em sua base primordial, fluido; o perispírito também é "feito" de fluído; o canal de conexão entre o obsessor e obsidiado é o perispírito, logo este é igualmente fluídico. O mundo em que nos movemos e vivemos, estejamos encarnados ou desencarnados, também é fluídico. O elemento que gera atração e repulsão é fluídico e todos os fluidos são, em última instância, a matéria fundamental do Magnetismo. Ora, se o Magnetismo pode ser até definido como vida, tamanha é sua repercussão em todos os fenômenos vitais, como se pensar em dissociar o Magnetismo das influências espirituais?

Temos sido ensinados que a questão moral é quem se apresenta como o mais relevante fator de relação entre encarnados e desencarnados; embora isso possa ser plenamente verdadeiro, como diminuir a influência fluídica nesse processo?

Se apenas a moral predominasse no processo obsessivo, todo individuo mau seria completamente dominado pelos obsessores; na prática isso não se verifica. Por outro lado, pessoas notoriamente boas e de paz jamais sofreriam assédios e influências perniciosas dos Espíritos imperfeitos, o que não condiz com as observações do dia a dia. Portanto, se as influências ocorrem e nem sempre estão contidas nos limites apenas morais é porque outro ou outros elementos influem nessa ação. Para mim parece óbvio se tratar dos campos fluídicos, portanto, magnéticos. 

Isto posto, fica bastante evidente que pode haver, sim, muita influência da ação magnética na terapia desobsessiva. Se assim não fosse, Allan Kardec não teria indicado o que se segue:
A Subjugação corporal tira muitas vezes do obsidiado a energia necessária para dominar o mau Espírito. Daí o tornar-se precisa a intervenção de um terceiro, que atue, ou pelo magnetismo, ou pelo império da sua vontade. 
Em falta do concurso do obsidiado, essa terceira pessoa deve tomar ascendente sobre o Espírito; 
porém, como este ascendente só pode ser moral, só a um ser moralmente superior ao Espírito é dado assumi-lo e seu poder será tanto maior, quanto maior for a sua superioridade moral, porque, então, se impõe àquele, que se vê forçado a inclinar-se diante dele. Por isso é que Jesus tinha tão grande poder para expulsar o a que naquela época se chamava demônio, isto é, os maus Espíritos obsessores. 
Aqui, não podemos oferecer mais do que conselhos gerais, porquanto nenhum processo material existe, como, sobretudo, nenhuma fórmula, nenhuma palavra sacramental, com o poder de expelir os Espíritos obsessores. Às vezes, o que falta ao obsidiado é força fluídica suficiente; nesse caso, a ação magnética de um bom magnetizador lhe pode ser de grande proveito. Contudo, é sempre conveniente procurar, por um médium de confiança, os conselhos de um Espírito superior, ou do anjo guardião. (grifos meus). (Livro dos Médiuns, cap. 23, item 251).
Embora tratando de um caso grave (a subjugação) fica bastante evidente que a ação de um magnetizador, nos casos de desobsessão, é por demais importante.

O que deve fazer o magnetizador, então?
Atuar magnetizando apropriadamente. Quando quiser que o obsidiado expresse o que o Espírito transmite, ampliem-se os campos magnéticos apropriados (no caso da obsessão quase sempre se trata do centro umeral, que fica no alto da coluna); para suspender sua interferência, passes dispersivos nos mesmos locais onde se acionou a "atração e fixação do comunicante".

O problema maior fica por conta do obsidiado que quase nunca pode ou é convidado a participar da sessão mediúnica ou, quando vai, apenas recebe um singular "passe espiritual", sem os devidos reforços fluídicos em seu sistema como um todo (que pode ser obtido com os concentrados nos centros menos vitalizados, sempre seguidos de muitos dispersivos a fim de evitar congestões fluídicas ou concentrados desequilibrantes, o que poderia vir a favorecer ao hospedeiro obsessor).

Num artigo como este não dá para maiores detalhamentos, daí ser conveniente que os interessados estudem bem o Magnetismo para aplicá-lo com sabedoria e eficiência.Uma última observação: o Magnetismo pode e deve ser um reforço, uma verdadeira alavanca na superação dos casos de desobsessão, todavia, jamais se menospreze a oração, as boas e bem dirigidas orientações morais e a indução à melhoria íntima tanto do obsidiado como do(s) obsessor(es).
JACOB MELO

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Aplicações do Magnetismo e temas para pesquisa


Aplicações do Magnetismo e temas para pesquisa

Adilson Mota
O Magnetismo, dentro dos parâmetros descobertos e estudados por Mesmer, é uma vasta ciência surgida no último quartel do século XVIII e cujos preceitos foram confirmados e ampliados por Allan Kardec na codificação da Doutrina Espírita.
Tida como ciência irmã do Espiritismo, conforme diversas referências feitas nas obras kardequianas, o Magnetismo, além das suas possibilidades de uso para estudos psíquicos, apresenta amplas aplicações terapêuticas, das quais a maioria hoje é desconhecida ou não utilizada. Neste artigo, vamos citar algumas formas de aplicação magnética utilizadas pelos magnetizadores clássicos e que servem muito para uso na atualidade, seja em instituições espíritas ou não.
O estudo em análise foi baseado na pesquisa de Michaellus constante da sua obra Magnetismo Espiritual, onde o trabalho de vários magnetizadores e as suas formas de utilizar o magnetismo são citados pelo autor.
O livro Magnetismo Espiritual foi editado em 1959 pela Federação Espírita Brasileira e escrito por Miguel Timponi, que usou o pseudônimo de Michaellus. Traz noções resumidas a respeito do Magnetismo e suas técnicas através do pensamento de diversos magnetizadores clássicos como Puységur, Deleuze, La Fontaine, Aubin Gauthier, dentre outros.

ÁGUA MAGNETIZADA

O uso da água fluidificada ou magnetizada nos centros espíritas tem sido feito em profusão, por ser a água uma substância barata, fácil de encontrar e de grande potencial de assimilação e conservação da energia magnética. Esta, por sua vez, preenche todos os espaços vazios (interstícios) existentes entre as partículas que formam as moléculas da água. Seu uso interno é bem conhecido e utilizado como complemento curativo para os mais diversos tipos de doenças físicas, psíquicas ou espirituais, seja como tonificador, repositor de energias vitais, laxante, harmonizador das energias dentre muitos outros aspectos das suas funções que são assumidas de acordo com a necessidade de cada organismo.
Já o seu uso externo tem sido exíguo.
Da mesma forma que pela ingestão, a aplicação sobre a pele traz muitos benefícios como diz Michaellus: “Se o uso interno da água magnetizada produz tão extraordinários efeitos, o seu uso externo não é menos eficiente. Assim, pode ela ser aplicada com os melhores resultados nas doenças da pele, como feridas, erisipelas, dartros, queimaduras, etc., como também nas moléstias dos olhos.”

Os banhos magnéticos são outra forma de aproveitar os benefícios do magnetismo para “manter as forças do doente”, auxiliando no restabelecimento da sua saúde.

AUTOMAGNETIZAÇÃO

No meio espírita, todos já devem ter ouvido falar no autopasse como forma de preservar a própria saúde. Desde que o indivíduo se encontre em condições harmônicas, terá condições de tratar em si mesmo problemas localizados e simples. Problemas mais complexos de saúde ou que envolvam desarmonias emocionais, psíquicas ou espirituais, merecem ser tratados por um outro magnetizador.
Mesmo tendo uma atuação limitada, é da opinião dos magnetizadores a sua eficácia e possibilidades de ajuda própria. Diz Michaellus, citando Aubin Gauthier:
“Devo à ação magnética, exercida sobre mim mesmo, a conservação de minha saúde muitas vezes comprometida por longos e penosos trabalhos.”
O mesmo foi referido por Alphonse Bué:
“Tem ocorrido comigo mais de cem vezes, e diariamente ainda me acontece, restabelecer assim, em poucos instantes, as minhas funções perturbadas por qualquer circunstância fortuita, e é graças à automagnetização, não tenho dúvida, que me tem sido possível prosseguir, sem um só momento de parada, durante mais de cinco lustros, em trabalhos bastante penosos e difíceis.”

EFEITO DAS SUBSTÂNCIAS

Este é um grande tema para pesquisa por parte dos magnetizadores modernos. Descobrir as substâncias que, quando utilizadas, podem auxiliar a ação do magnetismo e aquelas que bloqueiam ou retardam a sua ação. Os magnetizadores clássicos costumavam orientar os seus pacientes a não fazerem uso de certas substâncias, medicamentos ou não, que poderiam embotar a sua sensibilidade ou ainda inibir ou lentificar os efeitos do magnetismo. Michaellus, na obra acima citada, relaciona diversas químicas que, tendo sido usadas pelo paciente, podem atrapalhar ou mesmo tornar impossível qualquer cura pelo magnetismo. Relata o autor as palavras do Barão du Potet:
“Antes de pretender aliviar os doentes, o magnetismo tem necessidade de eliminar, de expulsar da circulação esses estranhos produtos de infelicíssima invenção, que tantos males têm causado à Humanidade”.
Além de certos produtos que servem de base para medicamentos diversos, temos a bebida alcoólica, o cigarro e toda espécie de drogas que, tanto atrapalham a receptividade magnética no paciente quanto desqualificam enormemente as energias magnéticas do passista, caso faça uso dos mesmos.
Dia chegará, quem sabe, em que este assunto tendo sido alvo do interesse da Medicina, e esta sabendo dos efeitos negativos de certas químicas nas energias vitais dos pacientes, as suprimirá do seu “cardápio” medicamentoso facilitando ainda ao Magnetismo agir em direção da cura.

EFEITO NAS SUBSTÂNCIAS

Uma outra aplicação do Magnetismo que quase não é utilizada e que pode ser valiosa em determinados casos, é a magnetização dos alimentos e dos medicamentos como um reforço energético para os enfermos.
“Aconselhável é, por todos os motivos, a magnetização dos alimentos, quando os doentes, o que sói acontecer frequentemente, tem por eles repugnância ou intolerância.
O fluido magnético comunica muitas vezes às substâncias alimentícias e aos remédios uma qualidade que eles absolutamente não possuíam. Há vários exemplos de pessoas que não podem tolerar o leite, mas que o bebem impunemente quando magnetizado.” - Michaelus.
Vale ressaltar aqui o quanto o Magnetismo pode ser útil no caso das aplicações em medicamentos a fim de aumentar o seu potencial curativo e reduzir os seus efeitos colaterais.
SONAMBULISMO

Faculdade imensamente útil e muito utilizada pelos magnetizadores. A este respeito diz Michaellus:
“Ele [o sonâmbulo] vê o seu próprio mal, prevê as suas crises e as dos outros, e anuncia a maneira e a época do termo final.
“Vê a origem das moléstias e pode indicar os meios mais acertados para curá-las.
“Experimenta momentaneamente a moléstia das pessoas com as quais foi posta em relação.
“Vê as radiações magnéticas, vê o fluido escapar-se das extremidades dos dedos do magnetizador e aponta a este a sua qualidade e força.”
A Doutrina Espírita nos fornece a teoria do fenômeno do sonambulismo ao explicar que o sonâmbulo, ao entrar em transe, desprende-se do corpo físico e, fazendo uso mais livremente das suas capacidades de Espírito, não encontra obstáculos na matéria. Nem tudo, porém, que o sonâmbulo diz em estado de transe se pode ter à conta de coisa certa, pois depende do seu desenvolvimento intelectual e moral, desta e de outras vidas.
Mesmo assim, pode ser um instrumento terapêutico valioso nas mãos do magnetizador seja para elaborar diagnósticos, seja para indicar a melhor forma de se tratar o doente, seja prevendo as fases e o tempo para a sua recuperação.
O sonambulismo tem ainda outra utilidade, quando o paciente é o sonâmbulo, o qual se torna mais “...suscetível de receber impressões morais e receber sugestões para depois do despertar, quando perde a memória dos seus atos e até do recebimento da própria sugestão, que persiste todavia”, afirma Michaellus, pois “…as sugestões constituem um eficiente processo na terapêutica magnética para a cura das moléstias nervosas e psíquicas, sendo empregado com grande êxito para a reeducação dos indivíduos desviados pelos vícios e pelas más tendências.”
“...o sonâmbulo, ao entrar em transe, desprende-se do corpo físico e, fazendo uso mais livremente das suas capacidades de Espírito, não encontra obstáculos na matéria.”

O Magnetismo possui estas e outras formas de ser aproveitado para o benefício dos que sofrem.
Tanto na obra em questão quanto em outras obras de autoria dos magnetizadores mais antigos ou mais recentes, encontramos referências a respeito das maneiras como os magnetizadores utilizavam o Magnetismo a fim de melhor atender às necessidades dos seus pacientes e de todos aqueles que precisavam readquirir a sua saúde.
Temos, novos magnetizadores e estudiosos do Magnetismo, uma longa caminhada pela frente, em que precisamos apresentar o Magnetismo tal qual ele é, com todas as suas possibilidades e de forma comprovada, a fim de cumprirmos a nossa responsabilidade de espíritas, através dos resultados, que existe um fluido curativo em cada pessoa e que pode servir para aliviar e curar as doenças dos nossos irmãos em humanidade.
Jornal Vórtice ANO II, n.º 08, janeiro/2010

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

QUAIS OS FATORES QUE INFLUEM NO TEMPO DE APLICAÇÃO DE UM PASSE?


QUAIS OS FATORES QUE INFLUEM NO TEMPO DE APLICAÇÃO DE UM PASSE?
JACOB MELO responde

Não sei se o leitor concorda comigo, mas até mesmo a questão “tempo de aplicar um passe” termina gerando disse-me-disse. São tantas opiniões que dá para se sentir cheiro de incompreensão no ar.
Um ponto decisivo a se perceber na questão, como em muitas outras que envolvem os passes, é buscar a origem. Afinal, de onde vem o passe? A resposta mais objetiva é: de uma ciência conhecida como Magnetismo.
Mas, advoga-se, isso (o passe) é aprendido de forma natural ou mesmo “transferido” pela simples boa vontade... Lógico que isso pede uma contestação: e o que é natural ou que se aprende de que jeito for, dispensa a justeza de uma ciência? Sabemos sim que as ciências se formaram a partir das práticas, mas, via de regra, essas práticas se aprimoraram à medida em que as ciências aplicaram métodos e controles, observações e repetições para chegarem ao melhor e mais apropriado para o uso até mesmo daquilo considerado como básico.
Pode parecer divagação minha estender o assunto por esse caminho, mas fica difícil tratar de coisas simples como a proposta na pergunta, sem que se busque uma base segura, do contrário ficaremos restritos a apenas mais uma opinião no meio das muitas e quase sempre discordantes existentes.
Sabemos – e isso parece ser consensual – que cada caso é um caso, cada paciente um paciente e que, por princípio, ainda que existam medidas ou referências médias e padrões, a ação, a reação e a interação de cada paciente com o magnetizador é sempre única. Sendo assim parece ressaltar que não é de boa medida se estabelecer um padrão fechado para a solução do questionamento básico.
Atribui-se a Chico Xavier a informação de que “um passe não deve durar mais do que o tempo de um Pai Nosso”. Eu “leio” essa resposta do Chico pela ótica da sabedoria que ele sempre emprestou às suas palavras, ao seu jeito mineiro de ser. Ora, respondendo assim, Chico dizia qual era o padrão que ele considerava. Mas se o padrão que ele considerava era o próprio padrão como ele orava um Pai Nosso, logo se percebe que não se trata de um Pai Nosso rapidinho, mas um Pai Nosso meditado, sentido, profundo como ele devia pronunciar, claramente pode levar desde rápidos segundos até mesmo horas...
Nota-se, nessa resposta do Chico, que ele considerava a possibilidade infinita de variações de tempo enquanto a maioria tende a ler que isso significaria um tempinho curto de passe.
Estudando o Magnetismo, como muitos leitores deste Vórtice vêm fazendo, rápido se percebe que o tempo de passe depende de uma série muito grande de variáveis. O tipo de problema a ser tratado, o ambiente, a habilidade do magnetizador, a maneira como o paciente se porta, as questões atinentes à fé, à vontade, ao nível da profundidade e do conhecimento de como se passar o magnetismo, o potencial magnético empregado, a predominância ou não da ação espiritual, enfim, de uma inumerável relação de fatores.
Posso imaginar que o leitor esperaria uma resposta, digamos, mais precisa, do tipo: para tal caso, considerando-se essas variáveis, tantos minutos; para tal problema, ante essas outras circunstâncias, tanto tempo, e assim por diante. Lamentavelmente não funciona dessa maneira.
É preciso que nos assenhoreemos de mais experiências, melhores estudos e busquemos progredir na arte e na ciência do Magnetismo a fim de sermos mais e mais efetivos, melhores realizadores do bem e não nos limitemos a ficar transferindo responsabilidades, do tipo: deixe que os Espíritos tomem conta; se não melhorou é por falta de merecimento; quando Deus quer tudo é possível... Se esses argumentos são verdadeiros, muito mais verdade é encontrada na responsabilidade que todos temos, passistas, assistidos, dirigentes, estudiosos ou mesmo simples curiosos, no levar adiante o bem, sempre da melhor forma, com a maior segurança possível e também com a consciência de que se ainda não chegamos tão adiante como gostaríamos é sinal de que ainda temos muito a galgar, pelo que todos os esforços devem ser empreendidos.
Sugiro que deixemos de acreditar em números e tempos pré-determinados e busquemos sentir melhor o paciente, doar com mais vontade e sabedoria e agir com a responsabilidade de quem sabe ter diante de si um ser que precisa ser ajudado e não apenas receber gestos padronizados por nossas inexperiências.

Jornal Vórtice, Ano II, n.º 08, janeiro/2010

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Barão Jules Denis Du Potet de Sennevoy



Barão Jules Denis Du Potet de Sennevoy

(1796-1881)

Um grande expoente do estudo do magnetismo animal, no século XIX, na França.
Du Potet começou seus experimentos em 1821 e registrou-os no “Le Propagateur du Magnétisme animal”, jornal que fundou em 1827, e no “Journal de Magnétisme”, fundado também por ele em 1845 e em atividade até 1861, sendo posteriormente reativado por Hector Durville.
Logo o barão se mostrou um magnetizador extremamente eficaz, e quando Dr. Husson, que trabalhava no Hospital de Hotel-Dieu, de Paris, estava procurando alguém para ajudá-lo com seus experimentos de sonambulismo magnético, Du Potet foi escolhido.
Desenvolveu um sistema chamado “magnetismo mágico”, que revisava a doutrina tradicional do magnetismo de um fluido magnético universal, incorporando-lhe a antiga noção de um poder espiritual universal, que servia de base para a “mágica natural”. Esta concepção, muito diferente da visão mecânica de Mesmer, considerou o magnetismo como uma ponte entre o espírito e a matéria, ou entre corpo e alma. Na visão de Du Potet, os mesmeristas que reconheciam a verdadeira natureza do magnetismo poderiam produzir “mágicas”, com curas milagrosas e vários outros fenômenos.
O barão afirmava ter descoberto no magnetismo animal a “mágica da antiguidade”. Fenômenos de aporte, resistência ao fogo, levitação de corpos humanos e comunicações com Espíritos foram freqüentemente observados e estudados por ele. Em visita a Inglaterra, apresentou estes fenômenos ao Dr. John Elliotson, primeiro expoente do magnetismo animal na Grã Bretanha. Durante anos Du Potet escreveu uma série de livros que mantiveram o tema do magnetismo animal em constante debate na França.
Antes, porém, em Paris, o Magnetismo também atrairá a atenção do pedagogo, homem de ciências, Professor Hippolyte Léon Denizard Rivail (Allan Kardec). Consoante o Prof. Canuto Abreu, em sua célebre obra O Livro dos Espíritos e sua Tradição Histórica e Lendária, Rivail integrava o grupo de pesquisadores formado pelo Barão Du Potet (1796-1881), adepto de Mesmer, editor do Journal du Magnétisme e dirigente da Sociedade Mesmeriana. À página 139 dessa elucidativa obra, depreende-se que o Prof. Rivail freqüentava, até 1850, sessões sonambúlicas, onde buscava solução para os casos de enfermidades a ele confiados, embora se considerasse modesto magnetizador.
Os vínculos, do futuro Codificador da Doutrina Espírita, com o Magnetismo, ficam evidenciados nas suas anotações intimas, constantes de Obras Póstumas, relatando a sua iniciação no Espiritismo, quando em 1854 interessa-se pelas informações que lhe são transmitidas pelo magnetizador Fortier, sobre as mesas girantes, que lhe diz: "parece que já não são somente as pessoas que se podem magnetizar"..., sentindo-se à vontade nesse diálogo com o então pedagogista Rivail. São dois magnetizadores, ou passistas, que se encontram e abordam questões do seu íntimo e imediato interesse.
Mais tarde, ao escrever a edição de março de 1858 da Revista Espírita, quase um ano após o lançamento de O Livro dos Espíritos em 18.04.1857, Kardec destacaria: "O Magnetismo preparou o caminho do Espiritismo"(...). Dos fenômenos magnéticos, do sonambulismo e do êxtase às manifestações espíritas (...) sua conexão é tal que, por assim dizer, é impossível falar de um sem falar de outro". E conclui, no seu artigo: "Devíamos aos nossos leitores esta profissão de fé, que terminamos com uma justa homenagem aos homens de convicção que, enfrentando o ridículo, o sarcasmo e os dissabores, dedicaram-se corajosamente à defesa de uma causa tão humanitária
É o depoimento inconteste do valor e da profunda importância da terapia através dos passes, e, mais tarde, em 1868, ao escrever a quinta e última obra da Codificação, A Gênese, abordaria ele a "momentosa questão das curas através da ação fluídica", destacando que todas as curas desse gênero são variedades do Magnetismo, diferindo apenas pela potência e rapidez da ação. O princípio é sempre o mesmo: é o fluido que desempenha o papel de agente terapêutico, e o efeito está subordinado à sua qualidade e circunstâncias especiais.
Os passes têm percorrido um longo caminho desde as origens da humanidade, como prática terapêutica eficiente, e, modernamente, estão inseridos no universo das chamadas Terapêuticas Espiritualistas.
Tem sido exitosa, em muitos casos, a sua aplicação no tratamento das perturbações mentais e de origem patológica. Praticado, estudado, observado sob variáveis nomenclaturas, a exemplo de magnoterapia, fluidoterapia, bioenergia, imposição das mãos, tratamento magnético, transfusão de energia-psi, o passe vem notabilizando a sua qualidade terapêutica, destacando-se seus desdobramentos em Passe Espiritual (energias dos Espíritos), Passe Magnético (energias do médium) e Passe Mediúnico (energias dos Espíritos e do médium), constituindo-se, na atualidade, em excelente terapia praticada largamente nas Instituições Espíritas.
Os magnetizadores do passado, já pressentiam o mundo espiritual atuando na magnetização (Deleuze, Du Potet, etc.) Mesmer afirmava que o fluido obedecia a leis mecânicas e que os efeitos eram exclusivamente de ordem física, ao passo que a maioria dos magnetizadores viu nele um fenômeno espiritual, sujeito a leis psíquicas e não físicas.

Obras do autor:

——Du Potet de Sennevoy, Baron. Cours de magnétisme animal. N.p., 1834. 1840.
——Discours sur le magnétisme animal. N.p., 1833.
——Essai sur l'enseignement philosophique du magnétisme. N.p., 1845.
——Exposé des expériences sur le magnétisme animal. N.p., 1821.
——An Introduction to study animal magnetism. N.p., 1860.
——La Magie dévoilée ou principes des sciences occultes. 1852. Translated as Magnetism and Magic. Edited by A. H. E. Lee. London, 1927.
——Manuel de l'étudiant magnétiseur ou nouvelle instruction pratique du magnétisme fondée sur 30 années d'observations. N.p., 1846.
——Traité complet de magnétisme animal. Cours en douze leçons. 4° edition. Paris, Baillière, 1882.