Seja Bem Vindo ao Estudo do Magnetismo

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terça-feira, 6 de maio de 2014

MAGNETISMO VS PASSE ESPIRITUAL

MAGNETISMO VS PASSE ESPIRITUAL

jacobmelo@gmail.com
Uma opinião foi escrita em minha página do Facebook, pelo abaixo nominado, e aqui a transcrevo integralmente. Procurarei respondê-la de forma objetiva e bem apoiada em minha maneira de ler e observar o que leio. Como o emitente postou sua opinião numa página pública, e considerando a relevância do assunto, disponibilizarei ambas, opinião e resposta, em outros meios, para que mais gente conheça os dois lados de uma mesma questão, pois é sempre bom quando aplicamos o “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Utilizarei o método de inserir, ao longo do próprio texto do autor, minhas ponderações, a fim de facilitar o entendimento exato do e sobre o que me refiro. As inserções serão colocadas entre parênteses e em negrito. Vamos à opinião em questão. - Jacob Melo

O Magnetismo sendo um fluído presente em todos os seres humanos, nuns mais do que noutros é uma potencialidade humana, que difere em intensidade em cada ser. (Devo ressaltar que o termo correto é fluido e não fluído, conforme já anotei desde meu livro O Passe.) Todavia não pode ser usado como outras por não podermos aferir da sua qualidade e quantidade, assim como dos efeitos que exerce sobre outros corpos ou sistema, (Uma verdade juntada a uma ideia falsa, não valida a falsa; é verdade que TODAS as potências humanas diferem de pessoa a pessoa e que muitas delas não são mensuráveis, como os sentimentos, a paciência, o saber, o nível de progresso, etc. Isto, contudo, não leva à conclusão de por serem diferentes e não mensuráveis, carreguem em si qualquer conotação de proibitivo.) tal qual acontece com a fluidoterapia ou passe que é administrado nos centros espíritas. No entanto, no passe temos a intervenção do “administrador espiritual” que por princípio se admite como conhecedor do desenrolar do processo, quando o facultamos a alguém, com as condicionantes respectivas, que decorrem pelo fato de sermos espíritos em evolução. (Difícil saber por onde começar... De início o autor põe em cheque a prática espírita na própria Casa espírita, embora logo tente reabilitar a fluidoterapia ou o passe – como resumiu – por contar com “administrador espiritual”, que, convenhamos, está num nível de imponderabilidade muito maior do que a potencialidade humana. Para reforçar sua opinião, ele saca do “por princípio”, sem dizer de onde este vem enunciado, o mesmo se dando com o indefinível “condicionantes respectivas”, o que seria de se imaginar se tratar de conhecimento amplo, geral e irrestrito. Por fim nos posiciona como Espíritos em evolução quando, por sermos espíritas, devemos estar mesmo é “em progresso”, conforme tão bem exaramos dos elevados conceitos que todo espírita pode e deve absorver do estudo das obras de Allan Kardec. Tudo isso sem contar que, conforme o Codificador, os Espíritos desencarnados não são sempre gênios, posto que “Há Espíritos de todos os graus de bondade e de malícia, de saber e de ignorância” - Livro dos Médiuns, capítulo 4, item 49, questão 5ª -, portanto falece também o pretenso argumento de que eles são sempre conhecedores do desenrolar do processo; para isso precisaria que tivéssemos a garantia da qualidade elevada dos Espíritos, o que não sei como ele, o autor da opinião, obtém com confirmada e segura certeza.)
O magnetismo pode até ser uma proposta a ser validada como método de cura,  mas não  dentro do Centro Espírita, uma vez que este já tem o magnetismo, energia ou fluido espiritual e que é manipulado pelos espíritos de acordo com a necessidade de cada um que o recebe, escapando-nos a mecânica que utilizam para o doar. (Sem querer ser irônico: Allan Kardec pensava o oposto disso.  Por mais respeitável que seja o direito do senhor Manuel Santos de ter e emitir sua opinião, se ele se propõe a falar como espírita, ele deveria, pelo menos, respeitar a obra que lhe é básica. Não vou me repetir, por desnecessário, daí indicar a ele, bem como a todos que tiverem real interesse no assunto, a leitura do meu livro Reavaliando Verdades  Distorcidas  - O que diz Allan Kardec sobre o Magnetismo.) Podemos acabar com o passe espiritual no Centro Espírita e introduzir o magnetismo. É uma questão de opção. Mas com que finalidade vamos nós fazer a troca? Pela novidade? Pelos resultados? O magnetismo ajuda  mais, cura mais? Equilibra mais? Se sim, retiremos o passe espiritual e os espíritos responsáveis  por ele e coloquemos lá o magnetismo, sem implicações, sem consequências e sem  espíritos! Porque não? É uma ideia! (Se é uma ideia comecemos assim : essa, (a) ideia, é dele, do senhor Manuel Santos, e não minha. Sigo o Espiritismo qual nos indicou Allan Kardec e não como pensam muitos que se dizem e pensam ter postura espírita. O Magnetismo não é moeda de troca, não é novidade, apresenta resultados sim, comprováveis e  notáveis, ajuda muito, muito mais do que se pode imaginar, é o equilibrante  ímpar que Deus colocou a serviço da Humanidade, além do que ele, o Magnetismo, ao contrário do que julga o senhor Manuel Santos, não dispensa a intervenção dos Espíritos, os quais, em relação os  magnetizadores,  “aumentam sua força, sua vontade, dirigem seus fluidos e lhes dá as qualidades necessárias” tal como consta em O Livro dos Médiuns, capítulo 14, item 176, questão 2ª. Portanto, os Espíritos fazem parte integrante do Magnetismo, como também se depreende das duas  questões que Allan Kardec fez no prossegui mento da referência e aqui transcrevo : ”3ª Há, entretanto, bons magnetizadores que não creem nos Espíritos? “Pensas então que os Espíritos só atuam nos que creem neles? Os que magnetizam para o bem são auxiliados por bons Espíritos. Todo homem que nutre o desejo do bem os chama, sem dar por isso,  do mesmo modo que, pelo desejo do mal e pelas más intenções, chama os maus”. 4 ª Agiria com maior eficácia aquele que, tendo a força magnética, acreditasse na intervenção dos Espíritos? ‘Faria coisas que consideraríeis milagre."  Ou seja: ratifique-se que a ideia esquisita colocada pelo autor do artigo é dele mesmo e não do Espiritismo e muito menos minha).
Dizem os magnetizadores: tem que ter espíritos. Então para que servem as técnicas, os enquadramentos, os procedimentos? Para introduzir uma ritualística? (Ter –se uma doutrina que se posiciona como científica e não querer que se adotem técnicas, enquadramentoscientíficos- e procedimentos, não pode passar pelo crivo de qualquer pessoa de bom juízo. Comparar ações bem fundamentadas com atitudes ritualísticas é assinar o livro da ignorância sobre o que se fala, desculpe-me. Essa postura é antiespírita e anti – Kardec .) Acredito ser um absurdo . (Eu também acredito que essa opinião dele é absurda.) E um absurdo que nos faz perder tempo precioso, sob um assunto para o qual não temos equipamentos, nem ferramentas para o avaliar ou validar e, pelos vistos, também não temos resultados conclusivos que possam ser apresentados. (Nossa! Ele não deve ter percebido que sua opinião põe as razões de Allan Kardec no  lixo. Ademais, julgar ser perda de tempo precioso estudar, porque, segundo ele, não se tem equipamentos nem ferramentas para avaliação e validação, isso nos lança num vácuo absurdo, pois muitos avanços das Ciências e da Humanidade começaram exatamente a partir do não se ter com o que progredir; isto levou o homem a se superar, a descobrir e inventar, atendendo ao atributo Divino dado ao ser humano : inteligência, que, conforme questão 532 de O Livro dos Espíritos, “Deus vo-la outorgou para que dela vos sirvais e é principalmente por meio da vossa inteligência que os Espíritos vos auxiliam, sugerindo-vos ideias propícias ao vosso bem . Mas, não assistem senão os que sabem assistir-se a si mesmos” . Complementando este parágrafo, o signatário do artigo desconhece resultados conclusivos atribuídos ao Magnetismo; das duas uma: ou ele não quer ver, saber, conhecer ou buscar o que está à disposição da Humanidade, ou simplesmente quer fazer de seu mundo baldo de informações, o mundo dos outros. Uma lástima! Devo ainda acrescentar que se realiza, anualmente, um Encontro Mundial de Magnetizadores Espíritas  - em maio próximo vindouro ocorrerá o 7º Encontro, na cidade de Curitiba/PR, Brasil -,evento esse que já produziu e comprovou avanços enormes tanto no magnetismo prático, como na melhoria de vidas e  da própria retomada dos caminhos do Espiritismo de Allan Kardec.)
Por conseguinte, qual a necessidade que temos de estar a trocar o nome às coisas? (Concordo; na maioria das vezes a troca de nomes é improdutiva e gera desvios; a propósito sou dos que afirmam que não deveríamos ter trocado os nomes consagrados por Allan Kardec,  como magnetismo e magnetizador pelos de passes e passistas, haja  vista o enorme prejuízo que isso causa! Por já estarmos cansados de esperar pelas curas milagrosas que os  espíritos não podem fazer.  Ele colocou um ponto quando imaginei que ele aporia uma interrogação; considerando a pontuação dele, será mesmo que ele já cansou de esperar as curas milagrosas dos espíritos? Se sim, que providência tomará?) Por já não suportarmos o ritmo dos espíritos e queremos andar mais rápido? Será que queremos ludibriar a Lei Divina ou derrogá-la? Alguém me pode responder? (Imaginemos o seguinte:  alguém tem um câncer - ou cancro, como deve ser mais familiar ao escrevente -  e vai à busca de um médico; por uma dessas circunstâncias da Medicina, ele fica curado. Será que ele ludibriou ou derrogou a Lei Divina?  Ou apenas estará fazendo uso da própria Lei para vencer suas lições, seus desafios? Saberia o autor responder?) Acredito que a proposta que Jacob de Melo nos oferece sobre o magnetismo, como terapia de alivio, de ajuda, de eventual cura é uma proposta de cunho pessoal, que vale o que vale. É uma opinião pessoal que mesmo admitida, com todas as definições e procedimentos apresentados, podemos aceitar como uma teoria razoável, mas que carece de ser comprovada, porque se isso não acontecer, não encontra suporte prático. (Quisera eu ter tido a sabedoria de poder, numa encarnação, elaborar e apresentar uma proposta dessas à Humanidade como sendo minha! O que a mim me cabe foi ter estudado - e seguir estudando - a indicação segura de Allan Kardec e dos Espíritos da Codificação Espírita, os quais nos recomendam ter conhecimento lúcido do Espiritismo e do Magnetismo - questão 555 de O Livro dos Espíritos - e, depois de experimentar e seguir observando todos seus feitos, efeitos, aplicações, resultados, comparações e comprovações, poder dizer que Eles estavam certos e que uma parcela, que pensa da forma como o faz o autor desse arrazoado em análise, segue completamente equivocada  e sem conseguir manter –se equilibrada na segura base espírita .) Se assim não for, será  uma hipótese que, a ser utilizada, teremos de aceitar de boa - fé, ou mesmo como dogma,  para usar dentro das Casas Espíritas, sem as consequências morais cristãs subjacentes que o Espiritismo contém, não contribui para o próprio Magnetismo e não lhe dá uma base de suporte sustentável, que o mantenha autônomo  e capaz de se impor. (Saberia o autor que o passe espiritual, da forma como é usualmente tratado no meio espírita, está muito mais para dogma do que qualquer prática baseada em estudo, conhecimento e experiência? Atentemos para isto que o autor projeta como possibilidade negativa para o futuro já é realidade positiva no presente: o Magnetismo vem contribuindo enormemente não só para curar corpos ou enfermos, mas para dar suporte ético e moral  para a Humanidade, dando o sentido objetivo que muitas vezes buscamos, a Doutrina Espírita tem, mas as respostas simplistas e vazias que são apresentadas pecam pelo sofismo e desrespeito ao ser humano, que quer e merece viver melhor, em todos os sentidos do termo.) Porque para sujeitarmos o magnetismo às regras espirituais, temos que o despir de tudo o que não esteja comprovado cientificamente, deixando-o livre para se encaixar na Disciplina Espiritual e nesse caso é uma fluidoterapia convencional utilizada em qualquer Casa Espírita. (Ora, que coisa! Ele reclama da falta de instrumentos para comprovação do Magnetismo, mas segue insistindo na prática que comprova sua ineficiência, quando colocada como “convencional”  e, por que não dizer, ineficazmente padronizada! Allan Kardec já despojou o Magnetismo, inserindo nele a parte espiritual que lhe faltava; só mesmo quem não quer ver não percebe.)  A não ser assim, temos um trabalho extraordinário, exaustivo até, mas pode não passar de um arrebatamento nascido do desejo de criar algo inovador, pela criação em si, que um modo geral só nos alimenta o ego. E o Espiritismo tem orientações precisas para podermos avaliar esses momentos de menor clareza. (Fiquei confuso: ele diz que o trabalho é extraordinário, exaustivo até, e é inovador . De fato, o Magnetismo é extraordinário e árduo, porém não é inovador ; simplesmente espíritas, com o espírito que habita a mente e o coração do autor, fizeram com que tudo ficasse perdido no tempo, comprometendo seriamente a base espírita. Estamos agora tão somente tentando resgatar o que nem os espíritas nem a Humanidade jamais deveria ter perdido; a ciência do Magnetismo, perfeitamente casada com o Espiritismo, conforme se extrai da questão 555 de O Livro dos Espíritos, do artigo “O Magnetismo e o Espiritismo”, por Allan Kardec em Revista Espírita de março de 1858 e também do artigo “Estatística dos Espíritas”, por Allan Kardec na mesma revista, edição de janeiro de 1869. Nisso não há alimentação de ego nem desejo de notabilidade, mas, ao contrário do que quereria ensejar o autor, quero mesmo que fique demonstrado de vez que o Espiritismo tem orientações precisas sobre este tema e que estas orientações  “espíritas de verdade” demonstram que os momentos de menor clareza estão tomando a visão do articulista.) O entusiasmo generalizado parece ter sido grande, como geralmente acontece nestas situações, mas ainda aqui devemos recorrer ao ensino dos Espíritos Superiores, que nos alertam sempre para as regras  do bom-senso, seriedade, equilíbrio e racionalidade na abordagem de todos os temas que se regem pela Lei Divina, contra a qual não podemos atentar, em condição alguma . (Concordo. E lembro que o Magnetismo é regido pela Lei Divina e não pela pretensa visão do articulista, o qual parece não ter base para seu entusiasmo, ao contrário da alegria que nutro por poder ajudar mais e melhor aos semelhantes. Permita-me, o leitor, um adendo: como não sei se conheço pessoalmente o autor, não afirmo de todo que ele seja de terras lusitanas, mas pelo modo um tanto quanto pontual que anotou em sua opinião, ele deve ter participado do 5ºEncontro Nacional de Passistas, ocorrido no dia 22 de março deste ano de 2014, na cidade de Coimbra, Portugal;  se assim for, certamente ele estava tão fechado em si mesmo que não percebeu quase nada do que falei e agora quer tudo distorcer, revestido de sua visão amplamente distorcida da Ciência Espírita.) Não deixa de ser triste ver, no meio de todo este entusiasmo, espíritas com anos de militância, deixarem-se arrebatar pelo magnetismo deste modo. Disse Jesus:(...) bem profetizou Isaías a vosso respeito (...) Este povo adora-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim (...). (E evocar o Evangelho para querer insinuar que os espíritas que agora abrem os olhos e com vivo entusiasmo entendem melhor a essência espírita, soa, com gravidade, como destoante grosseria dele. Isto comprova o quanto ele está fechado, de mente e de coração.) Ou somos espíritas e assumimos o Espiritismo por inteiro com os espíritos em todas as realizações na Casa Espírita ou fundamos uma nova doutrina para integrar o magnetismo. Não podemos querer os espíritos para alguns trabalhos e descartá-los noutras para sermos nós os administradores do poder de Deus na Terra de acordo com a nossa disposição, interesses ou imagem ou eventual proximidade com as pessoas que vamos tratar. (Mas o que é que eu venho tentando que não seja o sermos espíritas de verdade? Será mesmo que o autor já leu Allan Kardec para se sentir tão mais espírita do que outrem? Afinal, quem está querendo afastar quem, o quê e do quê? Será mesmo que Espiritismo não prescinde do Magnetismo? Será então que ele, o autor, sugerirá que rasguemos  partes da obra de Kardec? Preocupa-me esse modo de se querer ser espírita!) O facilitismo (sic) costuma ser mau conselheiro, conforme nos indicam os espíritos esclarecidos, que de vez em quando aparecem em todos os Centros Espíritas, mas queremos transformarmo nos em benzedeiras ou rezadeiras, com poderes especiais e artes mágicas pelo meio, é um risco gravíssimo, que só nos pode reservar dissabores no nosso futuro e no futuro do Movimento Espírita e na força do Espiritismo. (Outra incongruência grave: o fácil é mau conselheiro, opina ele. Todavia ele luta para que o fácil seja implantado no lugar do estudo,da  pesquisa, do labor,  da segurança . Não sei quem foi que disse que deveríamos colocar benzedeiras, rezadeiras ou outras variantes na Casa Espírita, mas ao par de não caber a ninguém negar as portas de uma Casa Espírita a ninguém que a busque, o Magnetismo não é caixa de mágicas ou de surpresas, ansiando por decepcionar e temperar o futuro com dissabores. Grande dissabor temos hoje, quando já poderíamos ter acreditado nos Espíritos - questão 482 de O Livro dos Espíritos - e estarmos avançados nas terapias das escleroses, do Alzheimer, do parkinsonianismo, das lutas contra insidiosas e dolorosas enfermidades sobre as quais a Medicina ainda não chegou a bom termo. Dissabor imenso temos quando encontramos pessoas com o inexplicável propósito de seguir desviando a atenção dos Espíritas para o que nos orientou, sugeriu e advertiu Allan Kardec e os Espíritos Superiores.)
Também acredito que, daqui a algum tempo, depois do entusiasmo e do inebriamento dos sentidos passar, perante as prometidas curas que não acontecem, por não poderem se materializar, os ânimos voltam ao seu estado de equilíbrio e sensatez, mas até lá o Espiritismo faz um hiato de espera e muitos necessitados acabarão por receber menos ajuda do que poderiam, devido ao desvio do conceito, pretensão das técnicas e pela atitude de autossuficiência, que nós seres humanos pensamos deter. (Inebriada está uma enorme multidão de espíritas, ainda ingênuos e facilmente manipulados pela falsa lição de que devemos simplesmente sofrer, ao contrário do que nos indica Jesus, o Bem, a Vida. Estonteados estão os que creem que não aprimorar os meios de superar e vencer é da Lei .
Que problemão tem a Divindade para fazer ver os que leem e que deveriam, por isso mesmo, gerar luzes e esclarecimentos aos menos esclarecidos! Quando passar essa mais de secular onda de distanciamento do Espiritismo, as almas, felizes e saudáveis, agradecerão ao Senhor por terem revelado a Verdade aos simples e pequenos e não aos doutos que teimam em se desviar ou,o que é pior, tirar o norte dos que buscam direção.)
Diante da realidade que se nos apresenta  comecemos por considerar o Magnetismo um método, que pode ser utilizado, até remunerado, em qualquer lado e a qualquer hora,  sem implicações outras que não seja a vontade do magnetizador, como uma terapia humana e nada se lhe pode ou deve opor. (Claro, o Magnetismo também pode seguir essa trilha; não pelo fato do autor ter escrito isso, mas pelo que encontramos em O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo 26, item 10: ”A Mediunidade é coisa santa, que deve ser praticada santamente, religiosamente. Se há um gênero de mediunidade que requeira essa condição de modo ainda mais absoluto é a mediunidade curadora. O médico dá o fruto de seus estudos, feitos, muita vez, à custa de sacrifícios penosos. O magnetizador dá o seu próprio fluido, por vezes até a sua saúde. Podem pôr-lhes preço. O médium curador transmite o fluido salutar dos bons Espíritos;  não tem o direito de vendê-lo. Jesus e os apóstolos, ainda que pobres, nada cobravam pelas curas que operavam”. Nunca sugeri, estimulei ou aconselhei que se cobrasse pelo Magnetismo, da mesma maneira como não consigo vê-lo fora das práticas espíritas . Afinal, uma  outra enorme nuvem de escuras projeções existe que tira o foco do entendimento de uma enormidade de efeitos mediúnicos, notadamente os físicos; Tudo isso porque deixamos ao largo o estudo continuado, sério e responsável do Magnetismo.)
Um abraço fraterno.
(Também lhe envio meu abraço, com votos de serenidade, bom ânimo e mente e coração abertos, pois, como asseverou Jesus, É preciso termos olhos de ver e ouvidos de ouvir!)
Jacob Melo  em resposta a  Manuel Santos

Jornal Vórtice Ano VI Nº11 Abril 2014   Pag. 14

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Vontade

Vontade

 Comparemos a mente humana — espelho vivo da consciência lúcida — a um grande escritório, subdividido em diversas seções de serviço.
 Aí possuímos o Departamento do Desejo, em que operam os propósitos e as aspirações, acalentando o estímulo ao trabalho;  o Departamento da Inteligência, dilatando os patrimônios da evolução e da cultura;  o Departamento da Imaginação, amealhando as riquezas do ideal e da sensibilidade;  o Departamento da Memória, arquivando as súmulas da experiência,  e outros, ainda, que definem os investimentos da alma.
 Acima de todos eles, porém, surge o Gabinete da Vontade.  A Vontade é a gerência esclarecida e vigilante, governando todos os setores da ação mental.
 A Divina Providência concedeu-a por auréola luminosa à razão, depois da laboriosa e multimilenária viagem do ser pelas províncias obscuras do instinto.
 Para considerar-lhe a importância, basta lembrar que ela é o leme de todos os tipos de força incorporados ao nosso conhecimento.
 A eletricidade é energia dinâmica.
 O magnetismo é energia estática.
 O pensamento é força eletromagnética.
 Pensamento, eletricidade e magnetismo conjugam-se em todas as manifestações da Vida Universal, criando gravitação e afinidade, assimilação e desassimilação, nos campos múltiplos da forma que servem à romagem do Espírito para as Metas Supremas, traçadas pelo Plano Divino.
 A Vontade, contudo, é o impacto determinante.
Nela dispomos do botão poderoso que decide o movimento ou a inércia da máquina.
 O cérebro é o dínamo que produz a energia mental, segundo a capacidade de reflexão que lhe é própria;  no entanto, na Vontade temos o controle que a dirige nesse ou naquele rumo, estabelecendo causas que comandam os problemas do destino.
 Sem ela, o Desejo pode comprar ao engano aflitivos séculos de reparação e sofrimento, a Inteligência pode aprisionar-se na enxovia da criminalidade,  a Imaginação pode gerar perigosos monstros na sombra,  e a Memória, não obstante fiel à sua função de registradora, conforme a destinação que a Natureza lhe assinala, pode cair em deplorável relaxamento.
 Só a Vontade é suficientemente forte para sustentar a harmonia do espírito.
 Em verdade, ela não consegue impedir a reflexão mental, quando se trate da conexão entre os semelhantes,  porque a sintonia constitui lei inderrogável,  mas pode impor o jugo da disciplina sobre os elementos que administra, de modo a mantê-los coesos na corrente do bem.


Pensamento e vida — Emmanuel

quinta-feira, 3 de abril de 2014

O QUE PENSA O ESPIRITISMO

O QUE PENSA O ESPIRITISMO

Adilson Mota     adilsonmota1@gmail.com
Os elaboradores e divulgadores de técnicas do passe não sabem o que fazem. A técnica do passe não pertence a nós, mas exclusivamente aos Espíritos Superiores. Só eles conhecem a situação real do paciente, as possibilidades de ajudá-lo em face de seus compromissos nas provas, a natureza dos fluidos de que o paciente necessita e assim por diante. Os médiuns vivem a vida terrena e estão condicionados na encarnação que merecem e de que necessitam . Nada sabem da natureza dos fluidos, da maneira apropriada e eficaz de aplicá-los, dos efeitos diversos que eles podem causar.Na verdade o médium só tem uma percepção vaga, geralmente epidérmica dos fluidos. É simples atrevimento - e portanto charlatanismo - querer manipulá-los e distribuí-los a seu modo e a seu critério. As pessoas que acham que os passes ginásticos ou dados em grupos mediúnicos formados ao redor do paciente são passes fortes, assemelham-se  as que acreditam mais na força da macumba, com seus apetrechos selvagens, do que no poder espiritual. As experiências espíritas sensatas e lógicas, em todo o mundo, desde os dias de Kardec até hoje, mostraram que mais vale uma prece silenciosa, às vezes na ausência e sem o conhecimento do paciente, do que todas as encenações e alardes de força dos ingênuos ou farofeiros que ignoram os princípios doutrinários.
Obsessão, Passe e Doutrinação – José Herculano Pires

Com todo o respeito a Herculano Pires, não posso concordar com ele. Dizer que a "técnica do passe não pertence a nós, mas exclusivamente aos Espíritos Superiores" é desconhecer acerca das conquistas da ciência chamada Magnetismo.
As milhares de curas fabulosas alcançadas pelos chamados magnetizadores clássicos como Mesmer, Puységur, Deleuze, Du Potet, La Fontaine, Durville, Petétin, Gauthier e tantos outros, mostram o quanto se pode através do conhecimento do magnetismo. Eles sabiam bastante (não tudo) acerca da ação, da aplicação e dos efeitos das diversas técnicas que utilizavam.
Os estudos práticos do Magnetismo, os tratamentos magnéticos acompanhados e aplicados sistematicamente, a observação dos resultados de cada passe aplicado, o uso do tato magnético (ferramenta anímica utilíssima em diagnósticos), muito proporciona, a quem experimenta, em termos de conhecimentos da ação e dos efeitos dos fluidos nas diversas patologias. Tem-se constatado isto em diversos grupos espalhados de norte a sul do Brasil e nos EUA.
Kardec compreendeu a importância do Magnetismo para o Espiritismo e em diversos trechos da sua obra como no comentário à questão 555 de O Livro dos Espíritos e em várias partes da Revista Espírita ele ressalta a ligação intrínseca entre os dois, ao ponto de afirmar sobre essas duas ciências que "a que não quer imobilizar-se não pode chegar ao seu complemento sem se apoiar na sua congênere; isoladas uma da outra, detêm-se num impasse ; são reciprocamente como a Física e a Química, a Anatomia e a Fisiologia". (Revista Espírita, janeiro de 1869)
Deixar de lado o estudo da ciência magnética e do Espiritismo nos leva a conclusões erradas como a de Herculano Pires.
Se o Espírito de Verdade recomendou que instruíssemo-nos, é por que o conhecimento das coisas vem através deste esforço de busca. Logicamente, há limitações intelectuais e instrumentais, mas sempre se pode dar um passo à frente.
Quem diria que hoje existem aparelhos capazes de detectar campos sutis, a aura, não somente das mãos, como antigamente, mas de corpo inteiro!
Quem diria que hoje existe tecnologia capaz de servir de intermediação com o mundo dos espíritos!
Tudo isto por que se buscou, se pesquisou, se estudou.
O que seria da Humanidade se deixássemos de lado todo e qualquer esforço de pesquisa achando que somente os Espíritos Superiores são capazes de realizá-lo?!
Parece que nem mesmo as obras de Allan Kardec está-se querendo estudar, já que não é verdade que nada conhecemos a respeito dos fluidos como afirma Herculano. As obras de Kardec, além de outras obras espíritas complementares, trazem conhecimentos acerca dos fluidos sim, da sua aplicação e efeitos. As obras sobre Magnetismo trazem vasto campo de conhecimento prático e de estudos sobre este mesmo assunto.
E aquilo que não sabemos, quem disse que não podemos aprender (dentro das nossas limitações, é claro)? Quem disse que não existem métodos de pesquisa para isto? Só não podem ser, em muitos casos, o mesmo método da ciência que só estuda a matéria. A própria ciência espírita e a forma como Kardec a compôs, nos leva a refletir num novo conceito de ciência e seus métodos .
O próprio Herculano se contradiz ao apontar nos capítulos "Transfusão Fluídica" e "A Ciência do Passe" pesquisas avançadas tendo como objeto os fluidos. Se os fluidos fossem algo inteligível apenas para os Espíritos Superiores não tinha por que cientista ou pesquisador nenhum se ocupar com eles.
Gostaria que os defensores da ausência de técnicas na aplicação dos passes explicassem por que esses passes têm alcançado resultados muito menores do que os dos magnetizadores clássicos.
Frase interessante a do Espírito Quinemant, constante da Revista Espírita de junho de 1867:
"De tudo isto, concluo que o Magnetismo, desenvolvido pelo Espiritismo, é a chave de abóbada da saúde moral e material da humanidade futura.”
Nossa! Como estamos distantes disto acontecer, e estaremos cada vez mais distantes se tivermos que contar com pensamentos como os de Herculano Pires sobre os passes.
Para finalizar,o uso racional e sério das técnicas magnéticas nada tem a ver com o que ele chamou de "encenações e alardes de força dos ingênuos ou farofeiros que ignoram os princípios doutrinários".
Não se pode englobar tudo num mesmo feixe.

JORNAL VÓRTICE ANO VI, Nº 10    Pág.07

terça-feira, 25 de março de 2014

EM QUE SITUAÇÕES PODEMOS UTILIZAR E QUAIS OS LIMITES PARA A AUTOMAGNETIZAÇÃO?

EM QUE SITUAÇÕES PODEMOS UTILIZAR E QUAIS OS LIMITES PARA A AUTOMAGNETIZAÇÃO?

Quando comecei a trilhar meus primeiros passos no promissor caminho dos passes, aprendi que o autopasse não deveria existir. Mas isso não ecoava bem em mim mesmo. E nas poucas vezes que quis debater o assunto, facilmente surgia quem dissesse: “Quem você pensa que é para duvidar dos mais velhos?”
Entretanto, algo seguia me dizendo não ser tão simples ou tão restritivo o uso dos recursos fluídicos, a ponto de não poderem ser auto aplicáveis.
Quando escrevi O Passe (*) ainda tinha dúvidas sobre vários pontos do Magnetismo e minha experiência, aos olhos de muitos, ainda que lastreada em muitos anos de prática e estudos, parecia trazer poucas certezas. O acesso às literaturas clássicas era muito difícil, especialmente por não haver quase nada traduzido para o português. Isto tudo se confirma em algumas de minhas anotações naquela obra. E sobre o tema em foco fica fácil se perceber que pelo menos uma grande vertente deixou de ser considerada. Vejamo-la.
Um magnetizador está bem, saudável, em pleno exercício de suas atividades magnéticas, mas se sente uma fisgada na perna, ou um ferimento decorrente de uma pancada involuntária, ou ainda uma dor localizada e que é de fácil acesso às suas mãos, fica claro que ele poderá se automagnetizar. Mas isso dará certo? Tanto dá que são muitos e muitos os casos de magnetizadores e passistas que resolvem se ajudar e vencem, com relativa facilidade, os entraves ou os males que os atrapalhavam.
Essa possibilidade é tão patente e gritante que todos os povos, em todos os tempos, ensinaram seus descendentes e, por extensão, suas futuras gerações, a sempre considerarem essa realidade em seus próprios benefícios. E, corroborando com esse fato, praticamente todos os magnetizadores clássicos escreveram, em seus livros, muitas opiniões favoráveis, chegando alguns a sugerirem técnicas específicas, como foi o caso de Du Potet e Deleuze.
O que parece não funcionar é quando o magnetizador está fora de seu padrão harmônico, em que seu campo “energético” não condiz com a necessidade do mesmo estar bem, pois, nesse caso, seus gestos se parecerão mais com meros ritos do que o que pede a vera magnetização.
Outro ponto é quando o magnetizador está com um problema nalgum local de difícil acesso para ele ou quando ele mesmo duvida de seu poder de se autocurar. Isto até parece ser uma forma de a Natureza o convidar a pedir auxílio, a fazê-lo sentir que nem tudo lhe é possível e que uma boa dose de humildade faz muito bem a qualquer personalidade.
Continuo acreditando que apenas gestos, sem o preparo e o conhecimento devidos ou sem a condição física, psíquica e moral compatíveis, não serão potentes o suficiente para resolverem enfermidades no próprio magnetizador, ainda assim, fundado na confiança de que a misericórdia Divina é sempre mais abundante do que qualquer um de nós podemos imaginar, não descarto que consigamos grandes vitórias, mesmo estando fora do que poderia ser classificado como “melhor padrão” de doação/captação de fluidos/bênçãos.
(*) Transcrição de trecho escrito em meu livro O Passe, em seu capítulo 8, item 6.2 - O Auto-Passe:
Esta é uma questão que tem sido apresentada como tabu,  posto que tem servido a uns como recomendação de uso e prática, e a outros como críticas, por vezes despropositadas. Ocorre que é grande o número de médiuns e magnetizadores que recomendam o autopasse, segundo as técnicas do magnetismo. Particularmente somos contra tal prática; pelo menos da maneira como normalmente é sugerido. Nossa posição, contudo, não é de fazer crítica, mas de refletir conforme a lógica.
Raciocinemos: uma das recomendações básicas que fazemos aos passistas é que estejam equilibrados, harmonizados, em boa vibração, para melhor poderem ajudar aos pacientes. Por que isso? Porque nós, como filtros (e usinadores) que somos, não devemos contaminar os fluidos que vêm dos planos espirituais (nem os que usinamos) em benefício do próximo. Ora, desde que nos sentimos com necessidade de receber o passe é porque não estamos, ainda que momentaneamente, atendendo àqueles requisitos; então, como teríamos condições de filtrar (e usinar) esses fluidos? Apenas por causa das técnicas? Mas se estamos, em tese, descompensados, não estaríamos tecnicamente impossibilitados de tal ação? Por outro lado, se o autopasse se der com o uso dos fluidos magnéticos animais de origem do próprio médium-paciente, não será o problema mais grave ainda? Afinal, esses fluidos, essa energia, estarão desbalanceados, descompensados, posto que estarão saindo de um médium em desarmonia, e, acreditamos, não será reabsorvendo-os, por simples técnica, pelo auto-magnetismo, que iremos reequilibrá-los, recompensá-los.
(Acrescentei os entre-parênteses)

As observações acima levam em consideração, é de se notar, as técnicas e a origem do fluido no sentido magnético humano, pois o autopasse, no sentido espiritual do termo, existe. E como é ele? É, em técnica, o mais simples de todos, mas, em execução, às vezes nem tanto: trata-se da oração, da prece sentida, religiosa, santa, verdadeira e pura. E isso não somos nós que o dizemos de forma isolada; o próprio Cristo nos ensinou quando nos asseverou “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á” (Mateus, 7, 7), com isso apontando a necessidade de uma ação efetiva pela oração responsável e consciente, aliada ao trabalho individual e intransferível. Mas como quando estamos perturbados fica, por vezes, difícil fazermos uma prece com essas características, recorramos antes a um bom livro de mensagens para depois, mais tranquilos, fazermos nossa prece, nosso autopasse.
(...)
E o que diz Kardec? “A prece, que é um pensamento, quando fervorosa, ardente, feita com fé, produz o efeito de uma magnetização, não só chamando o concurso dos bons Espíritos, mas dirigindo ao doente uma salutar corrente fluídica” (Allan Kardec, in Revista Espírita, set. 1865, artigo “Da Mediunidade Curadora”, item 11).
Apesar de respeitarmos as opiniões em contrário, pois sabemos que quem as assimila deva ter referencial(is) que as justifique, não concordamos com o autopasse como técnica, salvo dentro dos  padrões já expostos em relação à prece e ao recolhimento. Por esse motivo, nos omitimos de apresentar e discutir a técnica do magnetismo que a tal prática se reporta. Afinal, se a prece, além de ser a principal chave para abrir os canais de ligação com os  Planos Superiores, é o que muitas vezes necessitamos para recebermos o magnetismo restaurador dos  Espíritos, que adiantará nos movermos em técnicas quando Eles só nos solicitam, para este caso, apenas a oração? Não é o fundo mais valioso que a forma? E, por outra, será que atraímos os Espíritos, e suas energias, pelos gestos físicos que façamos ou por nossa posição mental?

Se estamos precisando de energias magnéticas animais, tenhamos a humildade devida e nos tornemos pacientes, aguardando, respeitosa e confiantemente, nossa vez para recebermos o passe. Ao demais, no capítulo III do mesmo livro O Passe já discutimos detidamente se o espírita ou o médium precisam do passe, e se este dispensa o esforço próprio.
JORNAL VÓRTICE  ANO VI, n.º 08- janeiro -2014 Pág.18

segunda-feira, 10 de março de 2014

POR QUE MOTIVO ALGUÉM SE TORNA "SUGADOR" DAS ENERGIAS DE OUTRO? COMO FAZER PARA EVITAR SER SUGADO?


POR QUE MOTIVO ALGUÉM SE TORNA "SUGADOR" DAS ENERGIAS DE OUTRO? COMO FAZER PARA EVITAR SER  SUGADO?

Nos diz o trocadilho popular que um dos mais chatos problemas de uma pessoa é ela se perceber sendo o que não percebe que é. Nesse universo, muitos sequer chegam a notar que são tidos como: sempre sorrindo de tudo, tristes, chatos, brincalhões, inconvenientes, desinteressantes, enfim... Só que nesse tipo de problema, via de regra surge alguém que diz, comenta ou mesmo orienta como fazer para mudar, despertando a criatura a refletir sobre o que se passa e como reagir ou mudar positivamente.
No caso de uma pessoa sugadora de energias (magnetismo ou fluidos), o problema é mais complexo. Enquanto as pessoas se afastam daquelas primeiras circunstancialmente, com estas há uma tendência a se evitar estar perto, chegando-se ao ponto de “troca de calçada” para evitar qualquer aproximação. É que estas, após algum contato ou relação, deixam seus interlocutores exauridos, abatidos, acabados, desenergizados, seria a expressão mais correta.
E de onde vem essa capacidade de sucção? Esta é uma questão sem resposta precisa. Podemos conjecturar que, de alguma forma, os centros vitais de um sugador tem uma capacidade de centripetação de fluidos (introjetar em si mesmo) muito alta, favorecendo a que sejam atraídos ou arrancados fluidos daqueles que se permitam ser sugados. Essa “permissão” para a sucção independe, de certa forma, da vontade do “doador” – adiante veremos como conter isso.
Mas também existe a possibilidade de haver pessoas com baixa capacidade de se auto manterem, energeticamente falando, por isso se transformando em potenciais sugadoras. Essa possibilidade se constata com o fato de sugadores estarem sempre precisando estar perto de gente, conhecida ou não. E quando os sugadores se sentem bem após terem estado próximos a alguém, pode-se facilmente comprovar que este alguém se sente repentinamente fragilizado.
Uma terceira possibilidade é que o sugador gosta de se sentir farto, pesado, como quem acabou de se alimentar demasiadamente e agora quer ficar num estado quase letárgico, como o que o organismo lhe proporciona. Esse tipo de sugador costuma ter um jeito de ser meio lerdo e quase sempre apresenta sinais de pouco entendimento das circunstâncias em geral que o rodeiam .
Pode ocorrer que outras origens sejam a matriz do fenômeno, mas não conheço nenhuma pesquisa que esteja em andamento acerca do fato, como igualmente desconheço detalhes ou considerações outras em obras ou anotações alhures. Caso você, leitor do Vórtice, tenha algo que contribua para o melhor conhecimento desse fenômeno, por favor escreva para este jornal e nos informe.
Quanto ao evitar a perda de fluidos para um sugador, algumas providências podem ser observadas .
O primeiro quesito é identificar quem e quando está sugando. O início dessa identificação se dá quando percebemos ou simplesmente nos sentimos sendo sugados. Ato contínuo a essa percepção, busque-se identificar, o quanto antes, quem a está provocando. Certifique –se se se trata mesmo de quem foi identificado. Para tanto, aproxime-se por uns instantes do provável sugador e perceba o que ocorre em você, procurando notar se há alguma sensação estranha e desconfortável; em seguida afaste-se bastante (cerca de uns 3 a 5 metros) e note se essa sensação desagradável (de sucção) diminui acentuadamente ou até se já passou. Confirmada esta hipótese, tome atitudes  como as que recomendo em seguida .
Todavia, em não sendo confirmada essa mudança, repita a experiência com outra pessoa que esteja por perto e que possa vir a ser quem se procura; e siga assim até “descobrir”  o sugador.
Observe que pessoas muito tristes e falando coisas negativas sempre transmitem um certo toque de sucção mas que nem sempre se trata desse fenômeno e sim de um reflexo psicológico que traduz estarmos nos envolvendo emocionalmente com situações desagradáveis, as quais nos desestabilizam, mas que nem por isso está, necessariamente, provocando perdas fluídicas.
Outro ponto a ser observado é se quem está “arrancando” seus fluidos está próximo ou distante . Quando está próximo, o mecanismo que indiquei acima será suficiente para confirmar, porém quando o sugador está distante, então ele estará agindo de forma quase hipnótica, para isso usando de foco fixo em você e colocando-se abstrato a tudo o mais que o rodeia.  Geralmente isso ocorre de forma tão concentrada que esse tipo de sugador sequer sabe dizer o que está se passando, por mais que ele diga estar prestando atenção ao que ocorre fora do fenômeno.
Um terceiro ponto a considerar é procurar saber se o sugador é consciente ou  inconsciente acerca do que faz . A grande maioria é absolutamente inconsciente; a única coisa que ele identifica é que certas pessoas parece deixarem-no mais vivo, mais energizado, mais farto. Essas pessoas são as que oferecem melhor afinidade magnética. Os sugadores conscientes precisam ser orientados que esse procedimento é imoral e devem ser convidados a refletirem sobre o que fazem, da mesma maneira como advertimos pessoas indelicadas, grosseiras ou que ofendem outras pessoas.

Isto colocado, vamos às defesas.

Identificado o sugador, a atitude mais comum que a maioria toma é a do afastamento, mas isso não resolve o problema em si, pois se ele não te suga, sugará a outrem. Assim, tendo sido identificado e não se pretendendo uma aproximação, tome-se atitudes dispersivas como: agitar o corpo, evitar posturas muito estáticas ou ficar parado ante seu olhar, como que hipnotizado, favorecendo ao clima de sucção. E se a percepção da sucção se der após o sugador ter-se ido, procure tomar um bom banho ou fazer uma boa caminhada e, em todo e qualquer caso, fazer respiração diafragmática; essas atitudes são tipicamente dispersivas, que são o reconstituinte básico de reequilíbrio após grandes perdas fluídicas.
Caso seja possível a aproximação mais demorada junto ao sugador, procure envolvê-lo com atitudes igualmente dispersivas, como abraços com movimentos de braços, sorrisos com bons bocados de ar expelidos de forma mais forte, e, de preferência e se for o caso, fazer-lhe bons passes dispersivos  e só dispersivos. Quanto mais dispersivos ele receber, mais ele terá possibilidades de se harmonizar, com isso vindo a diminuir sua capacidade de sucção(*). Provavelmente será sentido que quanto mais dispersivos se fizer, tanto o sugador como o magnetizador se sentirão mais energizados, só que o primeiro ficará sem sentir aquela sensação de peso e o segundo, como se tivesse recarregado as baterias. A falta disso termina deixando ambos descompensados e leva ao afastamento dos pares, adiando as possíveis soluções de curto, médio e longo prazo.
Os sugadores devem ser orientados a mudarem seus modos excessivamente estáticos ou de fixação sobre pessoas e também a fazerem regulares exercícios de respiração diafragmática, pois isso diminuirá significativamente essas sucções despropositadas e ainda os deixarão melhor ante suas próprias naturezas.
Um último ponto, que se trata de uma repetição: a respiração diafragmática é sempre muito útil nesses casos e deve ser usada por ambos, sugadores e sugados.
 (*) Sugiro a leitura dos valores dos dispersivos em meus livros “Manual do Passista” ou “Cure e cure-se pelos passes”.

JORNAL VÓRTICE  ANO VI, n.º 09- fevereiro -2014 Pág.18

quarta-feira, 5 de março de 2014

O corpo é um reflexo da mente

O corpo é um reflexo da mente

Podemos então concluir que, diante de tudo quanto já abordamos, é compreensível dizer que a quebra da harmonia cerebral, em conseqüência de compulsoriamente se arredarem das aglutinações celulares do campo fisiológico os princípios do corpo espiritual, essas aglutinações ficam, então, desordenadas em sua estrutura e atividades normais, podendo surgir tumores e hemorragias conseqüentes de fenômenos mórbidos assediando a mente, porque o cérebro é o instrumento que traduz essa mente, manancial de nossos pensamentos, e é por isso que a dor do remorso não permite fácil acesso à esfera superior do organismo perispírito, onde se erguem as manifestações da consciência divina. O cérebro real é aparelho dos mais complexos, em que nosso “eu” reflete a vida.
Examinando o organismo que modela as manifestações do campo físico, reconheceremos que a célula nervosa é entidade de natureza elétrica que, diariamente, se nutre de combustível adequado. Há neurônios sensitivos, motores, intermediários e reflexos.
Existem os que recebem as sensações exteriores e os que recolhem as impressões da consciência. Em todo o cosmo celular agitam-se interruptores e condutores, elementos de emissão e de recepção. A mente é a orientadora desse universo microscópico, em que bilhões de corpúsculos e energias multiformes se consagram a seu serviço. Dela emanam as correntes da vontade, determinando vasta rede de estímulos, reagindo ante as exigências da paisagem externa, ou atendendo às sugestões das zonas interiores.
Colocada entre objetivo e subjetivo, é obrigada, pela lei divina, a aprender, verificar, escolher, repelir, aceitar, recolher, guardar, enriquecer-se, iluminar-se, progredir sempre.
Ainda que permaneça aparentemente estacionária, a mente prossegue seu caminho, sem recuos, sob atuação das forças visíveis ou invisíveis.
Lembremos que toda a energia gerada tem que se manter de forma bem equilibrada, porque tanto o bloqueio do fluxo de energia quanto o excesso desse fluxo podem produzir desequilíbrios  e, conseqüentemente, uma doença física.
Hoje, ainda não encontramos na medicina tradicional os recursos necessários para esse entendimento, mas felizmente, surgem na atualidade novas opções terapêuticas, tanto no campo da psicologia como na chamada medicina alternativa, com estudos que comprovam a cura de determinadas patologias através dessas novas abordagens, como é o caso das técnicas de regressão de memória.
Assim sendo, observemos a necessidade de nos reunir cada vez mais para estudar sob esta nova visão, pois somente quando os homens da ciência se permitirem, com mais flexibilidade, atravessar a porta do entendimento do amor, como homens comuns e de fé, é que conseguiremos chegar mais rapidamente à solução de enfermidades que até os dias atuais a ciência não consegue equacionar.

Trabalhando as energias de forma positiva

Por Wagner Borges Leia mais no site www.ippb.org.br
Antes de mais nada, eleve o pensamento ao Alto e abra o coração na sintonia da fraternidade. Pense no bem de todos os seres. Imagine que o seu corpo é todo feito de água. No alto da sua cabeça, no chacra coronário, pingam gotas luminosas vindas do Alto.
Quando essas gotas tocam o seu “corpo d’água”, elas reverberam nele como quando jogamos pedrinhas em um lago de águas calmas. E essas reverberações luminosas vão se expandindo suavemente para além da extensão de seu corpo e alcançando seus familiares, as pessoas de suas relações e expandindo-se para toda a humanidade. Essas reverberações seguem carregadas de puro sentimento e vão melhorando as pessoas que são tocadas por elas.

Visualização criativa

Posição física: deitado em decúbito dorsal, com as mãos relaxadas e voltadas para cima.
Perspectiva psíquica: consciência aberta, coração generoso e vontade de ser pacífico e feliz.
Objetivo: simplesmente soltar-se no fluxo natural das energias e afrouxar a tensão psicofísica.
Resultado: inspiração, alegria interna, relaxamento, aumento da criatividade e descanso mental.
1. Leve a atenção pacificamente para a planta do pé esquerdo e visualize ali o surgimento de uma rosa amarela em botão. Suavemente, vá desabrochando até abri-la completamente.
2. Faça a mesma coisa na planta do pé direito.
3. Permaneça carinhosamente prestando atenção nessas duas rosas abertas nas plantas dos pés por cerca de 1 minuto.
4. Leve a atenção para as palmas das mãos e também visualize nelas a abertura de duas rosas amarelas. Fique assim por 1 minuto.
5. A seguir, visualize mais duas rosas amarelas desabrochando, dessa feita, nos dois ouvidos. Fique assim por 1 minuto.
6. Leve a atenção para o chacra coronário (situado no meio do alto da cabeça) e visualize surgindo de dentro dele apenas uma imensa flor amarela. Ela desabrocha no alto da cabeça, mas o seu talo está baseado na glândula pineal (epífise), situada no interior da cabeça, logo abaixo dos dois hemisférios cerebrais. Fique assim por cerca de 2 minutos.
7. Finalmente, leve a atenção para o centro do peito (chacra cardíaco) e também faça surgir ali uma imensa rosa amarela.
Enquanto ela desabrocha, pense ternamente em amor, luz, alegria e paz para todos os seres de todas as dimensões. Fique assim por vários minutos.
8. Sinta-se bem e agradeça silenciosamente aquele Amor Onipresente que permeia a tudo e a todos.
9. Por favor, e por amor, faça isso com simplicidade, lucidez e alegria. Não deixe seu ego capturar seu bom humor no alçapão da ansiedade. Trabalhe com serenidade e exonere carinhosamente suas angústias internas.
Viver aqui na Terra não é fácil. Mas, é possível entrarmos na sintonia da harmonia íntima usando as flores de nossos pensamentos criativos a favor da paz, de nós e de todos! Faça essa prática simples todos os dias. Seja feliz, pois, apesar dos problemas diários, viver ainda é uma maravilha. Precisamos seguir e sorrir...
Dentro ou fora do corpo, somos imortais! Isso é motivo de uma grande alegria.
Alguém pode assassinar ou atropelar nosso corpo, mas continuaremos vivos, em frente, sempre... Que essa simples prática possa ser em você a síntese de PAZ e LUZ em todos os seus pensamentos, sentimentos e energias.
Sem mais palavras:
AMOR, AMOR, AMOR...

Esta prática pode ser feita sentado, desde que as plantas dos pés não estejam aderidas ao chão e as mãos estejam com as palmas livres.